06/01/2000

A Festa do Viso

A Festa
A festa em Honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António realiza-se anualmente sempre no primeiro Domingo do mês de Agosto, junto à bonita capela localizada no Monte do Viso, na freguesia de Guisande, concelho de Santa Maria da Feira.
Esta é a principal festa da freguesia, com uma componente religiosa e outra profana e a sua origem é bastante antiga. Não há documentos que atestem o seu início mas certamente está ligado à construção da capela, datada de 1869, portanto com quase século e meio.

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Nossa Senhora da Boa Fortuna

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Santo António

A Capela
A capela é de média dimensão, com corpo rectangular, com orientação nascente/poente, voltada à parte baixa da freguesia, dispondo assim de uma vista interessante que abrange os lugares da Casaldaça, Lama e Fornos e ainda as encostas nascente das freguesias de Fiães e Lourosa.

A capela ao longo dos tempos foi sofrendo obras de conservação e restauro, de que se destacam as ocorridas em 1969, à passagem do 1º centenário, com amplas obras interiores, incluindo restauro dos tectos, altares e exteriores, nomeadamente com o revestimento da fachada principal com azulejo incluindo as imagens de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António, oferta do devoto António Alves Santiago.
Em 2003 a capela passou por obras profundas de conservação, sendo substituída a estrutura da cobertura e realizado um novo coro, com uma cómoda escada de acesso interior. Antes a ligação ao coro era apenas por escada exterior, que de resto se mantém. Foi também removido o soalho em madeira e requalificado o pavimento original em largas lajes de granito da região.

A capela dispõe de uma sineta afixada num arco-sineiro edificado sobre o vértice da fachada principal. Este arco também foi realizado aquando das obras de 1969. Este mesmo arco foi alteado no ano de 2016 de modo a adequar o sistema de toque automático. O toque da sineta durante muitos anos era feito de forma manual, através de um cabo accionado na sacristia mas actualmente dispõe de um sistema electro-mecânico.
Também desde os anos 70 que a capela está dotada com relógio interior, cujo toque é transmitido via altifalante colocado próximo da sineta. Este relógio toca a cada quarto de hora e é ouvido em quase toda a freguesia, dependendo da direcção do vento.

Sobre a sineta, existe uma espécie de rivalidade ou disputa antigas com a freguesia de Lobão, já que os guisandenses reclaman que a capela de Santo Ovídeo em tempos pertenceu a Guisande (e de facto pelo menos uma parte a nascente do actual arraial está em território de Guisande) e por sua vez os de Lobão defendem-se argumentando que não e que a sineta existente na capela do Viso seria a que existia na capela de Santo Ovídeo e que foi roubada pelos de Guisande.
Obviamente que a parte que ao roubo da sineta diz respeito é pura mentira ou mera brincadeira, já que na sineta da capela do Viso, para quem quiser tirar dúvidas, existe uma gravação em baixo relevo, feita no próprio momento da fundição, com uma legenda que se refere à Senhora da Boa Fortuna.

A capela dispõe de três altares, o principal ao centro, com as imagens de Nossa Senhora da Boa Fortuna, Santo António do lado sul e S. Domingos do lado norte (embora não exista certeza quanto a esta identidade). O altar lateral do lado norte é dedicado a Nossa Senhora do Carmo e às Almas do Purgatório e do lado sul é dedicado à Senhora da Luz, cuja imagem supostamente se referia a Nossa Senhora da Boa Fortuna antes da aquisição da actual imagem.
Ainda em relação à imagem de Nossa Senhora da Boa Fortuna, foi adquirida recentemente uma imagem réplica a qual é utilizada na procissão já que a imagem original por diversas vezes sofreu acidentes à saída e entrada da capela, de que resultou a danificação da mão esquerda do Menino, bem como outros toques ligeiros.

Na parede lateral norte existe ainda um nicho com a figura de S. José e na parede sul um nicho com a figura do Menino Jesus de Praga, relativamente recentes.
A capela é toda ela harmoniosa, tanto interior como exteriormente. Noutros tempos era celebrada Missa todos os domingos. Desde há muitos anos, e já do tempo do Padre Francisco (falecido em 1998) celebra-se pelo menos uma vez por mês e por alturas do Natal, Reis e Ano Novo.


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O arraial
A capela está envolvida pelo arraial do Monte do Viso onde se realiza a festividade de âmbito profano, o qual ao longo dos tempos tem sido requalificado. Ainda há trabalho a fazer mas as diversas juntas de freguesia, umas mais do que outras, têm ali dedicado alguma atenção no consecutivo melhoramento.
O actual arraial não tem nada a ver com o arraial original e deste praticamente só subsiste o velho e imponente sobreiro, um símbolo da freguesia, localizado a norte da capela e próximo ao edifício da Escola Primária do Viso. Pela existência da capela, da escola primária e da realização da festa, o Monte do Viso é motivo de fortes recordações para todas as gerações de guisandenses ao longo dos tempos.
O arraial dispõe de um belo coreto, com cobertura metálica, de construção dos anos 90, sob o qual foram construídas instalações sanitárias e espaço de apoio. Sob a sombra do imponente sobreiro, existe uma bela fonte de água corrente, captada em nascente no Monte de Mó, obra dos anos 2000. A zona do anfiteatro, pavimentada em calçada de pedrinha, data de 2004 e veio enriquecer toda a zona adjacente ao coreto, adequando-se aos bailaricos e outras actividades da paróquia.
Noutros tempos o arraial era um espaço algo selvagem, onde predominava um terreno irregular com várias árvores, nomeadamente acácias, de que ainda resistem duas árvores, austrálias e mimosas. As mimosas por altura do início da Primavera emprestavam ao local uma beleza particular com os cachos de flores amarelas e um doce aroma, delícia das abelhas.
Com os rigorosos ventos de inverno, as enormes austrálias e mimosas foram caindo aos poucos e com as obras de requalificação do arraial foram abatidas as sobreviventes.
Hoje toda a zona envolvente é uma digna sala de visitas da freguesia, e apesar de frequentemente estar botada ao desleixo pelas juntas, nomeadamente no aspecto de limpeza e manutenção dos jardins, é um local que orgulha os guisandenses. Durante o ano, para além da festa principal em Agosto, realizam-se ali várias actividades ligadas à paróquia ou ao movimento associativo, como a Semana Cultural, em Julho.


A Comissão de Festas
Para a organização destas festividades em Honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António, a cada ano é eleita uma Comissão de Festas composta por dois homens casados, sendo um deles o Juíz, e dois homens solteiros e ainda duas mulheres solteiras, as mordomas (Juíza e Procuradora).
Os elementos da Comissão de Festas por regra são eleitos uma única vez e quem faz a festa em solteiro não a faz em casado. A não ser por vontade própria. A Comissão da próxima festa é escolhida pela comissão cessante.
À Comissão cabe a responsabilidade de organizar todos os aspectos da festa, tanto a componente religiosa, em coordenação com o pároco local, como da profana ou de entretenimento.
Uma vez tomada a posse, o que acontece após a nomeação e o encerramento das contas da festa terminada, normalmente pelo início de Setembro, a nova Comissão inicia logo os preparativos. Por tradição realiza o peditório pela freguesia por início de Novembro, designado de peditório da Esmola da Eira. Na origem era uma oferta em cereal, milho ou feijão, e servia de adiantamento ou preparo para as despesas. Hoje em dia o pagamento é feito em dinheiro e é realizado em simultâneo com o peditório principal, evitando-se assim uma segunda volta.
De todo o modo, o peditório acaba por ser mais uma tradição e uma espécie de apresentação da equipa à freguesia, pois na realidade os guisandenses têm a tradição de fazer o pagamento da oferta durante os dias da festa. É nesta altura que o grosso da receita é recebido.
Durante o resto do ano até à data da festa, há muito trabalho e canseira a requerer coordenação e acção, como a contratação dos artistas e grupos, a contratação dos aspectos logísticos, como o palco, som, luz e ornamentação, foguetes, etç, bem como a angariação de receitas suplementares, como a publicidade/patrocínios, venda de rifas, etç.
As mordomas têm a função de organizar os aspectos relacionados com os andores, flores, passadeira do percurso, etç. Noutros tempos tinham a função de organizar a preparação dos enfeites e ornamentação mas desde há vários anos que essa é uma parte realizada por empresa contratada.
As mordomas principais (Juíza e Procuradora) angariam a receita junto das mordomas secundárias, raparigas solteiras e adolescentes, cuja lista vai sendo actualizada de ano para ano. Estas mordomas secundárias podem ser nomeadas por vários anos. A sua responsabilidade, uma vez que deixou de haver a tarefa de se fabricar artesanalmente os enfeites, em que teriam que ajudar, resume-se actualmente à contribuição de uma verba em dinheiro para além do dever de ajudar na preparação da passadeira do percurso da procissão.
 
Aspectos da organização e outras características
Noutros tempos a festa realizava-se apenas ao Sábado e Domingo. Posteriormente, já pelos anos 70,  alargou-se à Segunda-Feira e mais recentemente antecipou-se à Sexta-Feira.
Por tradição está sempre presente uma Banda de Música, que ajuda no acompanhamento da Missa e actua durante a tarde de Domingo, até ao sol-pôr, incluindo o acompanhamento da procissão solene.
Noutros tempos participavam regularmente duas bandas e eram a principal atracção da festa. Essa tradição foi reactivada no ano de 2004 e 2005 mas actualmente, por dificuldades financeiras, conta-se apenas com uma banda.
O Domingo à noite regra geral é reservado ao folclore, com ranchos da região e de outras terras, nomeadamente da região do Alto Minho que aqui são muito apreciados pela vivacidade dos trajes e das danças.
A noite de Segunda-Feira é reservada à atracção principal e a uma sessão sempre esperada de fogo de artifício. A festa orgulha-se de ter quase sempre um artista de renome nacional no seu cartaz.

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A procissão solene
A procissão solene, realizada no Domingo à tarde, normalmente pelas 18 horas, é um dos momentos altos da festa religiosa, habitualmente com uma dúzia de andores e vários figurantes. Na última edição, 2010, integraram-se 14 andores.
Pela sua beleza e religiosidade, a procissão atrai muitos forasteiros, quer para ver os belos andores quer para ver a passadeira de flores que com arte e dedicação é preparada no início da tarde, envolvendo muitas pessoas da freguesia, devidamente orientadas pelas mordomas, que de véspera tratam de angariar flores, pétalas, ramos, relvas, serraduras, etç, para depois prepararam a composição do tapete.
A procissão durante muitos anos fazia o percurso de ida e volta até ao lugar das Quintães, contornado uma bela cruz enfeitada com flores, mas nos últimos dois anos, devido ao alargamento da Rua das Barreiradas, o percurso foi ligeiramente alterado, saíndo da Capela e percorrendo pelo nascente o lugar de Cimo de Vila e descendo a Rua das Barreiradas, retomando depois o antigo percurso da volta, pela Rua das Quintães e subida do Monte pela Rua Nossa Senhora da Boa Fortuna.

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Resumo
A Festa do Viso, como popularmente é conhecida em Guisande e nas redondezas, é uma das fortes tradições da freguesia e é motivo de orgulho de todos os locais.
A festa em si é um momento de expressão religiosa e também de alegria e convívio entre os guisandenses e familiares, sobretudo os que emigrados ou deslocados regressam à terra.
Para os emigrantes é um momento único de ligação à aldeia. As famílias juntam-se à mesa e ao forno vai o cabrito, carneiro ou borrego. Nas mesas abundantes, a par do tradicional assado, há doces e fruta, de modo especial o melão, outrora um símbolo da festa.
A Festa do Viso representa para a Comissão de Festas uma responsabilidade e canseira que dura todo um ano, bem como também exige um esforço de colaboração de toda a freguesia mas no final, feita a festa e suada a testa, é um motivo que a todos orgulha, com um sentimento partilhado de dever cumprido e tradição respeitada em nome da terra e de todos os antigos que sempre tiveram uma dedicação pela Festa do Viso e de modo especial pela Mãe carinhosa na invocação de Senhora da Boa Fortuna, bem como de Santo António, protector das causas e coisas perdidas.

- Américo Almeida

05/01/2000

Fotografias antigas e documentais - 3

- Salão Paroquial, em obras - 08/07/1964
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- Cemitério Paroquial - Final dos anos 60
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- Padre Francisco e amigos - Julho de 1955

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- Fotografia dos anos 60. 
O Sr. António Henriques na poda dos saudosos arbustos.

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Fotografias antigas e documentais - 2

- 5 de Junho de 1969

Fotografia da Comunhão Solene de 5 de Junho de 1969.

Vê-se a procissão a descer o Monte do Viso a caminho da Igreja. Observa-se o Monte do Viso na sua forma antiga, ainda com a rua central, em terra batida.
Vê-se também a capela ainda sem o arco da sineta e sem os altifalantes.
No lado esquerdo vê-se um cruzeiro do percurso do Calvário sem a parte superior horizontal, que havia sido derrubada durante a festa do Viso no ano anterior.

As obras de restauro da capela ocorreram nesse ano, à passagem do centenário do edifício. As obras incluíram o revestimento da fachada com azulejaria, oferta de António Alves Santiago e ainda no interior, restauro de paredes, tectos e altares.
Pelo aspecto da capela, tudo indica que as obras tenham ocorrido depois da Comunhão Solene, mas é um caso a confirmar.

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- Março de 1958

Fotografia antiga onde se vê um grupos de mulheres nas tarefas de jardinagem do adro.  O adro de igreja, tanto na zona adjacente à igreja matriz como no exterior, nasceu com a iniciativa do antigo pároco, Padre Francisco Gomes de Oliveira e ao longo dos anos mereceu a dedicação e carinho de várias pessoas que contribuíram para o seu crescimento e manutenção. Nesta fase retratada, estava-se no início da plantação das diversas árvores. Algumas delas, nomeadamente os famosos arbustos, com inscrições moldadas pelas mãos hábeis do Padre Francisco, cresceram e já morreram ou foram retiradas, mas algumas plantas ainda subsistem.
 
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- Comissão de Organizadora da Festa de Bodas de Ouro do P.e Francisco de Oliveira - 1989
 
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De pé, da esquerda para a direita:

Joaquim C. Santos (Leira), David Pinto da Silva (Estôse), Manuel Adegas (Pereirada), João Lopes (Cimo de Vila), António Paiva (Quintães), António Silva (Barrosa), Manuel Tavares (Viso), Manuel Ferreira (Viso), P.e Francisco Oliveira, Américo Pinto dos Santos (Fornos), Joaquim F. Coelho (Fornos), António F. Almeida (Lama), António G. Henriques (Igreja), Germano C. Gonçalves (Igreja), Manuel Pereira (Cimo de Vila) e Alcides Giro (Casaldaça),
Em baixo, agachados:
António P. Ribeiro (Casaldaça), Elísio Monteiro (Barrosa), José P. Baptista (Fornos), Domingos A. Conceição (Reguengo), Delfim Henriques (Estôse), Eva Fernanda Silva (Cimo de Vila), Maria Madalena Silva (Cimo de Vila), Bento Mota (Cimo de Vila), José Almeida Peixoto (Outeiro) e Alberto Gomes de Almeida (Fornos).

- Magusto no Monte do Viso, em 27 de Novembro de 1960
 
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- 8/7/1957 - Grupo de amigos do P. Francisco
Reconhecem-se pessoas como o próprio P. Francisco e irmã Elisa,  António Santiago, Dr. Joaquim Inácio, Dr. Sá, Domingos Azevedo, Manuel Pereira, Prof. Célia Azevedo e P.e Santos Silva, entre outros.
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- Magusto junto à residência paroquial – 09/12/1956
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- Procissão da Festa do Viso, ao passar às Quintães, onde até há pouco tempo existia a mercearia da Isaura Santiago – 4/8/1957


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- Grupo da Comunhão Solene – 20/6/1957

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Guisande - Dados sobre Eleições Autárquicas

Eleições de 12 de Dezembro de 1976


Composição da Junta de Freguesia:
Higino Gomes de Almeida - PPD/PSD
Fernando de Almeida Anunciação - PPD/PSD
Avelino de Sousa - PPD/PSD

Eleições de 16 de Dezembro de 1979


Composição da Junta de Freguesia:
Manuel Alves - PPD/PSD
Germano da Conceição Gonçalves - PPD/PSD
Manuel Rodrigues de Paiva - PPD/PSD
Elísio Alcino Ferreira dos Santos - PPD/PSD  (*)
((*)eleito em Assembleia de Freguesias
após a demissão de Manuel Rodrigues de Paiva).

Eleições de 12 de Dezembro de 1982


Composição da Junta de Freguesia:
Manuel Alves - PPD/PSD
Germano da Conceição Gonçalves - PPD/PSD
Elísio Alcino Ferreira dos Santos - PPD/PSD

Eleições de 15 de Dezembro de 1985


Composição da Junta de Freguesia:
Manuel Alves - PPD/PSD
Germano da Conceição Gonçalves - PPD/PSD
Inácio Resende da Silva - CDS

Eleições de 17 de Dezembro de 1989


Composição da Junta de Freguesia:
Rodrigo de Sá Correia - PS
Manuel Ferreira - PS
Manuel Tavares -IND

Eleições de 12 de Dezembro de 1993


Composição da Junta de Freguesia:
Manuel Ferreira - PS
Rodrigo de Sá Correia - PS
Marinho Ferreira Coelho - PS

Eleições de 14 de Dezembro de 1997


Composição da Junta de Freguesia:
Celestino da Silva Sacramento - PS
Rodrigo de Sá Correia - PS
Valter Ferreira das Neves - PS

Eleições de 16 de Dezembro de 2001


Composição da Junta de Freguesia:
Celestino da Silva Sacramento - PS
Rodrigo de Sá Correia - PS
Jorge da Silva Ferreira - PS

Eleições de 09 de Outubro de 2005


Composição da Junta de Freguesia:
Joaquim da Conceição Santos - PSD
Pedro João da Costa e Silva - PSD
Mário Luís Fernandes Silva - PSD

Eleições de 11 de Outubro de 2009



Composição da Junta de Freguesia:
Mário Luís Fernandes Silva - PS
Alexandra Susete de Castro Gomes - PS
Elísio dos Santos Monteiro - PS



Eleições de 29 de Setembro de 2013


Reforma Administrativa de 2013
União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande
Presidente da Comissão:
José Henriques dos Santos


Julho a Outubro de 2014 - Comissão Administrativa
(Nomeada por Despacho 9150/2014 de 16 de Julho)
José Henriques dos Santos - PSD
Manuel Joaquim Baptista Cardoso - PSD
David António Henriques das Neves - PS

Eleições Intercalares de 28 de Setembro de 2014


Composição da Junta da 
União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande
José Henriques dos Santos - PSD - Lobão
Márcio Daniel Barbosa Moura - PSD - Gião
Marta da Silva Costa - PSD - Louredo
Américo Fonseca Gomes de Almeida - IND - Guisande
Joaquim Pedro Bastos Serralva - PSD - Lobão

Eleições Autárquicas de 1 de Outubro de 2017


Mandato 2017-2021

EXECUTIVO 

PRESIDENTE:
José Henriques dos Santos

SECRETÁRIA:
Susana Silva

TESOUREIRO:
Manuel Leite

1º VOGAL:
Carlos Rodrigues

2º VOGAL:
Andreia Pinho

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA
Presidente:
Rui Giro - PSD
Secretários: 
Óscar Oliveira - PSD
Generosa Oliveira - PSD

Jorge Santos - PSD
Mónica Lopes - PSD
Óscar Reis - PSD
Filipe Moreira - PSD 

David Neves - PS
Carla Silva - PS
Nuno Almeida - PS
José Oliveira - PS
Celestino Sacramento - PS
Maria Elisabete Neves - PS

Eleições Autárquicas de 26 de Setembro de 2021



Junta de Freguesia

David Neves - PS - Presidente
Nuno Almeida - PS - Tesoureiro
Vera Silva - PS - Secretária
Maria Elisabete Neves - PS - Vogal
José Oliveira - PS - Vogal


Assembleia de Freguesia

Carla Cristina Henriques da Silva - PS
Presidente
Maria Teresa Barbosa de Almeida - PS
1º Secretário
Luís Miguel Ferreira Alves de Pinho - PS
2º Secretário
Celestino da Silva Sacramento - PS
Ana Paula Lopes Pinto - PS
Lidiana Fuste e Silva - PS
Job Santos Silva - PS
Manuel de Oliveira Leite - PSD
Jorge Joaquim da Silva Ferreira Santos - PSD
Óscar Manuel Pinto dos Reis - PSD
Ricarde Daniel Valente de Almeida - PSD
Maria de Fátima Oliveira Lopes - PSD
Rui Manuel de Azevedo Gomes Giro - PSD


QUADROS DE RESULTADOS DE 1976 A 2021, INCLUINDO PERÍODO DA UNIÃO DE FREGUESIAS










Fotografias antigas e documentais - 1

- Guisande - 24 de Outubro de 1954

Derrocada da antiga ponte da Lavandeira, sobre a Ribeira da Mota.
As chuvas desse mês de Outubro de 1954 foram particularmente fortes pelo que as impetuosas águas transbordaram do leito, inundando o vale e arrastando tudo à sua passagem, incluindo detritos e moreias de canas de milho que assim, como um tampão com forte pressão, derrubaram a velha ponte, provavelmente edificada com pouca consistência.
Provisoriamente foi construído um passadiço em madeira, conforme se vê na imagem, sendo depois edificada a ponte que actualmente existe.

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- Junho de 1954

Vista da igreja matriz, obtida na zona do Ribeiro. De notar a inexistência da capela mortuária e a falta da escadaria frontal, a poente, bem como a respectiva alameda (até porque são relativamente recentes), bem como é diferente a zona envolvente à Ribeira da Mota. Em todo o resto, não são visíveis grandes alterações apesar de terem decorrido quase 55 anos.

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- Novembro de 1964 

Magusto da Catequese no Monte do Viso. Esta tradição ainda subsiste nos nossos dias. Hoje em dia, a fogueira é apenas simbólica mas naqueles tempos era uma fogueira a sério. Aliás, eram duas fogueiras: Uma para os rapazes e outra para as meninas, o que não deixa de ser uma curiosidade.
Quanto ao local, facilmente se nota a diferença de vegetação, com a abundância das acácias, bem como o característico terreno irregular do monte.
 
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- 3 de Fevereiro de 1963

Neve em Guisande.
Naquele Domingo, 3 de Fevereiro do ano de 1963, a neve caíu em Guisande com alguma intensidade, chegando a cobrir os telhados das casas, para preocupação dos adultos e alegria das crianças.
Nestas fotografias antigas, obtidas na data, vê-se o telhado da igreja matriz coberto com um branco manto. bem como o adro, também ele coberto de alva neve. Um postal digno do Natal.
 
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- Julho de 1966

Vista parcial do Cemitério Paroquial de Guisande.
Conforme se pode verificar, ainda existiam as sebes de bucho a delimitar os quatro canteiros e para além dos jazigos da Casa do Sr. Almeida do Viso, da capela da Casa do Sr. Moreira da Igreja e mais um ou outro jazigo realizados em granito, a maioria das campas eram rasas, em terra, assinaladas com as características lápides de louza. As dificuldades eram outras e, porque não dizê-lo, as vaidades eram menores.
Também se pode ver ainda a existência da lápide em granito, encimada por uma cruz que existia na campa do Padre Carvalho, fundador da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário. Infelizmente, por desmazelo ou por outro motivo infeliz, esta lápide foi destruída ou encontra-se desaparecida. Foi um acto imperdoável.

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- 25 de Outubro de 1942

Fotografia da inauguração da Cruzada Eucarística. Foto obtida defronte da residência paroquial. Ao centro,  entre as crianças, o Pároco Padre Francisco de Oliveira, nos seus primeiros anos como guia espiritual da paróquia de S. Mamede de Guisande.


De momento não conseguimos apurar os dados relativos à data da extinção desde grupo, mas creio que tal ocorreu talvez em meados dos anos 70. Será um dado a confirmar. Todavia, este movimento eucarístico, conhecido popularmente pelo Grupo da Cruzada, ainda está bem vivo na memória de várias gerações de guisandenses.

Sobre o movimento da Cruzada Eucarística:
O movimento da Cruzada, a exemplo de muitas paróquias de Portugal, também existiu aqui em Guisande, desde  25 de Outubro de 1942, até meados dos anos 70, conforme já referi. É possível que na sua origem, na sua génese estejam reminiscências da lenda da Cruzada das Crianças.
De todo o modo, sabemos que este movimento da Cruzada teve origem concreta no apelo do Papa Pio X, que, em plena I Guerra Mundial (1914/1919), pediu que as crianças, adolescentes e jovens de todo o mundo se organizassem numa Cruzada Universal, com o objectivo primeiro de rezar pela paz no mundo. Este movimento parece ter chegado a Portugal no início dos anos 20. Foi um sucesso e nos anos 30 o movimento agrupava quase três milhões de jovens, principalmente crianças.

A Cruzada Eucarística das Crianças era formada por crianças em idade da escola primária, rapazes e raparigas, que vestiam roupas brancas. Sobre a roupa, cruzando o tronco, como na figura acima, era colocada uma faixa igualmente branca, estampada com a tradicional Cruz de Cristo, a vermelho. As meninas usavam ainda uma espécie de lenço, preso à cabeça por uma cinta. Este movimento era coordenado por mulheres, ligadas normalmente à Catequese, a quem se dava o nome de zeladoras. Pessoalmente nunca estive integrado nesse movimento, mas recordo perfeitamente a sua existência onde participavam alguns meus colegas. Entre outras actividades, o grupo da Cruzada tinha que acompanhar os funerais, participando no respectivo cortejo fúnebre. 

Naquela época, e ainda durante vários anos, os funerais eram realizados em cortejo pedestre, desde a casa do falecido até à igreja matriz. Em cada cerimónia, a cada criança da Cruzada era oferecida uma espécie de senha de presença, que mais tarde daria direito a algumas prendas ou lugar gratuito numa das excursões realizadas anualmente peló pároco. Em meados dos anos 70, o movimento na nossa freguesia acabou por se extinguir de forma natural, entre outros motivos, devido à cada vez menor indisponibilidade das crianças em participarem com regularidade nos diversos eventos e cerimónias religiosas.

A.Almeida

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