13/06/2025

23.º Encontro da Família Gonçalves - Guisande

 


Será já amanhã,  Sábado, 14 de Junho de 2025, que se realizará o 23.º encontro de um dos ramos da família Gonçalves, de Guisande.

Terá lugar no Parque de Lazer da Várzea - Pigeiros.

Desde 2001, com paragens em 2020 e 2021 devido à pandemia da Covid 19, que este encontro reúne uma boa parte da família. Já se realizaram em Guisande, no Monte do Viso, no Santo Ovídio, na Várzea - Pigeiros, em Ovar, Espinho, Famalicão, Coimbra e outros mais locais por onde a família está ramificada.

O ramo familiar em causa, remonta ao casal José Custódio Gonçalves e Rosa Maria de Jesus e depois aos descendentes dos seus filhos, nomeadamente os que casaram, António Custódio Gonçalves que foi casado com Delfina Gomes da Silva, Américo Custódio Gonçalves, que foi casado com Bebiana Pinto, Maria Custódio Gonçalves, que foi casada com Eduardo Vidal, Rosária Custodio Gonçalves, que foi casada com Joaquim Caetano dos Santos, e Manuel Custódio Gonçalves, que foi casado com Bernardina Jesus da Conceição. 

Ainda outros filhos que não casaram ou faleceram menores: Tomázia, Rosa Custódio Gonçalves, Justina Gomes da Silva, Rosária Custodio Gonçalves (1ª de nome).

Outros ramos há, nomeadamente do irmão do José Custódio Gonçlaves, o António Custódio Gonçalves, que casou com Joaquina Maria de Jesus (curiosamente irmã da esposa do José Custódio Gonçalves, por isso dois irmãos casados com duas irmãs) e tiveram vários filhos pelo lugar de Estôze, nomeadamente o Tomáz Custódio Gonçalves, a Filomena, o Delfim e o José. Todavia, que se saiba, este ramo, também numeroso de descendentes, não tem feito parte deste encontro familiar.

Sendo que esta família Gonçalves tem origens no lugar de Estôze aqui em Guisande, em rigor as origens antecedentes são de Duas Igrejas, então freguesia, e actualmente um lugar da Freguesia de Romariz.

De facto, o José Custódio Gonçalves era filho de Custódio Gonçalves, natural de Duas Igrejas e de Maria Rosa de Jesus, do lugar de Estôze - Guisande. A mãe desta Maria Rosa de Jesus era Tomázia de Jesus e o pai era o António Francisco Palheiro, também ele de Duas Igrejas. Daí, a alcunha com que ainda são conhecidos alguns destes Gonçalves, como os do "Palheiro".

09/06/2025

Nota de falecimento - Margareth de Oliveira

 


Faleceu Margareth de Oliveira, de 71 anos de idade, viúva de Inácio Resende de Oliveira (conhecido como Inácio "das Pombas" devido à sua ligação profissional à columbofilia), este falecido em Março de 2017. Vivia no lugar de Arosa, Lobão, 

O funeral será amanhã, Terça-Feira, 10 de Junho, pelas 16:00 horas, em Guisande, sendo no final sepultada no cemitério local em capela-jazigo da família.

Missa de 7.º Dia em Guisande no dia 13 de Junho, Sexta-Feira, pelas 19:30 horas.

Sentidos sentimentos a todos os familiares, de modo particular a seus filhos.

08/06/2025

Tão bem que leem....

 


Quando ouço as nossas crianças a ler em diferentes situações de celebrações religiosas, ligadas à Catequese, e presumo que o mal é geral, pergunto a mim próprio o que é andam a fazer nas escolas ou se têm professores a sério quanto ao grau de exigência, ou se apenas no regime de quanto baste. É que, tirando da equação as mais novas e ainda nas primeiras classes e até algum nervosismo, em regra leem mal, muito mal, sem os pressupostos a uma boa leitura, coisa que os professores de outros tempos ensinavam e obrigavam. Mas eram outros tempos e hoje em dia a disciplina e rigor estão substituídos pelo “deixa andar” e ao “sabor do vento”. Deste modo são desleixados os princípios fundamentais como, ler com clareza, compreensão do que se lê, respeitar a pontuação, entoação, ritmo e expressividade, e outros mais, desde logo a prática regular de leitura em voz alta e não apenas interiormente.

Seja como for, com as actuais tecnologias em que bastará apenas saber accionar botões e dar ordens para se apresentar contas e textos, convenhamos que a tarefa é difícil para os professores e o grau de pouca exigência tantas vezes já reside nos pais e educadores, também eles com falta desses atributos de leitura e escrita.

Mas se no geral leem mal, não é difícil supor que escreverão pior. Mas isso é outra história. Além do mais, muitos adultos também têm tanto que aprender no que se refere à leitura pública, sobretudo no contexto litúrgico. Eu próprio não me sinto o melhor dos exemplos, embora me esforçe.

Retomando ao ponto das crianças lerem as leituras em missas  mais ou menos solenes, onde a importância do ministério exige que se observem certas condições: idade, preparação, capacidade de ler bem, entendo eu e vários especialistas, que preferível seja que a iniciação das crianças, ao acto da leitura, seja feita em celebrações da Palavra que lhes sejam especialmente destinadas. 

Em resumo e em contrapartida,  há quem considere que as criancinhas a ler nas missas ficam sempre bem na fotografia, os papás gostam e os responsáveis acham que com isso poderá a árvore dar frutos. A experiência diz-nos que quase nunca, até porque terminada a catequese, ou antes, a larga maioria deixa de frequentar, mas, continuamos todos a ter essa esperança. Pode ser que na cidade de Nínive desta reallidade de alheamento, residam um ou dois leitores futuros. Se assim for, poderá ter valido a pena alguns sacrifícios de os ouvir ler tão mal a ponto de muitas vezes pouco ou nada se perceber quanto mais entender.

Haverá opiniões contrárias, legítimas, considerando que não é tanto assim, ou que devemos relevar, mas é precisamente esta desculpabilização, esta condescendência que faz com que o nosso grau de exigência ande nivelado por baixo. Para estas e para outras coisas. De resto, o bom sempre foi inimigo do óptimo, dirão!


[imagem: aleteia.org]

05/06/2025

Eleições à vista


Há pouco, discutia com um amigo as perspectivas ou previsões quanto às próximas eleições autárquicas, que deverão realizar-se lá para o final do Verão, concretamente quanto à nossa freguesia de Guisande, agora com a importância acrescida de que, ao invés dos últimos três mandatos, volta-se a votar para a antiga realidade da freguesia como dona dos seus destinos. Os eleitores Guisandenses já não terão que escolher um cabeça-de-lista proveniente de Lobão, mas alguém dos nossos, de cá da terra. É esse o primeiro passo para a proximidade, em muito perdida durante 12 anos.

Logo que se concretizou a desagregação, considerei e tornei pública a sugestão de que o melhor seria que na freguesia se fosse capaz de congregar gente proeminente ligada aos dois habituais principais partidos, PSD e PS e com essa união de esforços se promovesse uma lista independente. Seria uma forma de unir e não desunir neste novo momento de transição em que importa voltar a pôr a freguesia a funcionar por ela própria. Mesmo em conversas informais com gente de peso nas freguesias de Pigeiros e Louredo, concordaram nas vantagens desse pressuposto mas também nelas parece que a ideia não passaou disso mesmo.

Mas chegados aqui, resolvidas que estão as precipitadas eleições legislativas, o foco volta-se para as autárquicas e para a natural necessidade de haver listas concorrentes e com vontade de assumir as responsabilidades da gestão da nossa freguesia. 

Depois de algumas conversas mais ou menos informais, ficou-se a saber que o Celestino Sacramento foi o primeiro a confirmar que iria avançar a eleições, no que considerava como uma resposta ao compromisso assumido com as gentes de Guisande com o processo atribulado da desagregação. Por princípio também concordou que seria vantajosa uma lista independente com gente dos dois lados. Apesar disso, mesmo antes de ser equacionada qualquer possibilidade de uma lista independente, o PSD já estava em campo a convidar gente para encabeçar a sua lista. Tudo normal e legítimo, mas assim, em grande parte, esvaziava-se a possibilidade de uma lista independente de consenso aos dois partidos.

Face a esta situação, e porque havendo tempo, é importante que este não se perca, tudo aponta para que a tal lista independente, que pudesse ser apoiada largamente por gente conotada com os partidos PS e PSD, no momento está praticamente posta de lado. Assim tudo indica que teremos uma disputa normal entre os partidos. Para além do Celestino Sacramento ainda não são conhecidos outros nomes.

De minha parte, já o disse e escrevi publicamente, apesar de vontades e influências de várias pessoas e amigos, de forma convicta e ponderada não farei parte de qualquer lista partidária. A única possibilidade de reflectir e eventualmente aceder a participar, seria apenas num contexto de lista independente alargada a gente de ambas as partes, conforme atrás escrito.

Mas nada de mais porque é uma mera decisão pessoal de um simples eleitor. Com figura A ou B, os partidos seguirão os seus caminhos e agendas. Será certo, pois, que de um lado ou outro teremos gente disposta a fazer parte dos destinos da freguesia para os próximos quatro anos. Isso é o que importa e é positivo de realçar.

A tarefa da futura Junta será difícil, porque se trata de um recomeço e é necessário refazer os alicerces e voltar a pôr a freguesia a comandar os seus destinos. 

De minha parte, face ao mais que provável cenário de concorrência de listas partidárias, reservo-me  na legítima posição de apoiar ou não qualquer uma das partes, dependendo da sua configuração e do juízo que farei de quem nela participa, muito mais do que os programas ou promessas, porque estes e estas serão sempre difíceis de levar a cabo face às dificuldades intrínsicas a qualquer Junta e à a crónica escassez de recursos humanos e financeiros. Ainda não dominamos o milagre da multiplicação. De um modo ou outro, a coisa vai andar e assim terá de ser.

No resto, de tudo quanto se possa resumir do passado, e para os já eventualmente saudosistas ou os que tinham uma posição contrária à desagregação, mesmo que legítima, para demonstrar que os ganhos com a União estão por provar, podemos sempre fazer estas contas, embora, na realidade, já não contem para o totobola: Aquando da agregação na União de Freguesias, os orçamentos anuais da Junta de Freguesia de Guisande já andavam a rondar os 150 mil euros/ano, por isso 600  mil por mandato de quatro anos. Em três mandatos, 12 anos, é legítimo considerar-se pelo menos  1 milhão e 800 mil euros. ´

Feitas estas contas, mesmo que por arredondamento, agora podem questionar, onde e em quê, em Guisande, nestes últimos 12 anos, foi aplicada essa verba?  Mesmo que admitindo que metade desse valor, ou mesmo um pouco mais, consumiu-se  em despesas correntes, limpezas e algum apoio monetário, nomeadamente ao Centro Social, e mesmo considerando o pagamento no primeiro ano das dívidas herdadas (150 mil), para onde foi o resto? O que foi feito que justifique esse valor? Quem souber que responda!

A nova realidade a partir de Outubro próximo será esta: Bem ou mal empregues ou geridas, Guisande passará a dispor para si dessas verbas, sem que se ponha em dúvida se, proporcional ou desproporcionalmente, onde e como foram aplicadas, se mais ou menos nesta ou naquela freguesia. Numa analogia que todos percebem, num ninho de passarinhos, com quatro bocas, por preferência de quem distribuí a paparoca ou por força e esforço de quem recebe, há sempre alguma que, mais aberta, mais come e se sacia enquanto que as demais podem comer menos ou mesmo passar fome. É da natureza. Ao contrário, num ninho de filho único as contas passarão a ser fáceis de fazer porque  só uma boca a alimentar. 


04/06/2025

Eleições Autárquicas - Duvídas e poucas certezas


Têm já sido anunciados alguns cabeças-de-lista que concorrerão às próximas eleições autárquicas que deverão realizar-se entre 22 de Setembro e 14 de Outubro deste ano de 2025. No nosso concelho tem estado à frente nesse andar da carruagem o PSD.

Mas no geral, considerando o universo habitual dos partidos concorrentes, ainda há muito por definir. Por Guisande, por exemplo, algumas indicações informais mas de certezas tornadas públicas, por enquanto ainda nada. E vai sendo tempo.

Face à dúvida do prazo em que terão de ser apresentadas as listas de candidatos,  a resposta é até ao 55º dia anterior à data do acto eleitoral. 

A data das eleições será marcada pelo Governo, prevendo-se que entre 22 de Setembro e 14 de Outubro, com pelo menos 80 dias de antecedência.  Por conseguinte, grosso modo, podemos dizer que será até final de Julho, o que dá aindaquase dois meses para que os partidos ou os grupos de cidadãos interessados definam as respectivas listas.

As listas devem ser apresentadas ao juiz do juízo de competência genérica com jurisdição no município. 

Se o município for abrangido por um juízo local cível, as listas são apresentadas ao juiz desse juízo. 

Os candidatos ou mandatários também devem indicar por escrito ao presidente da câmara municipal os delegados e suplentes para as assembleias e secções de voto até ao vigésimo quinto dia anterior ao da eleição.

27/05/2025

LIAM celebra o seu 40.º aniversário


Neste próximo sábado, dia 31 de Maio, o Grupo da LIAM da paróquia de S. Mamede de Guisande celebrará o seu 40.º aniversário.

A celebração eucarística terá lugar pelas 17h30, sendo presidida pelo sacerdote espiritano Pe. Edward Apambila, natural do Gana (África), que já nos acompanhou na celebração do ano passado.

Antes e depois da missa, decorrerá a tradicional Feirinha Missionária, cuja receita, resultante da venda de diversos produtos, reverterá a favor dos Missionários do Espírito Santo, apoiando as suas obras e ações sociais em prol das Missões.

No final, como já é habitual, haverá certamente um momento de merecido convívio fraterno entre os elementos do grupo.

Ao longo destes 40 anos, o Grupo da LIAM tem sido um verdadeiro exemplo de dedicação e serviço missionário. Naturalmente com fases de maior ou menor intensidade, mas sempre com espírito de perseverança e entrega, contribuindo de forma constante para causas missionárias de valor incalculável.

Na vida da paróquia, o grupo é também um elemento agregador, que dinamiza iniciativas, fomenta o espírito comunitário e enriquece a vivência eclesial e missionária como um todo.

Parabéns ao nosso Grupo da LIAM!

Bem-haja por estes 40 anos de missão, testemunho e entrega!

Quim Barreiros de regresso à Festa do Viso - 19 anos depois


O popular cantor pimba Quim Barreiros, actuou na Festa do Viso - Guisande, em 2006, sendo que então actuou no Sábado, no que foi casa cheia com o Monte do Viso a ser pequeno para tantos visitantes para verem o Quim.

19 anos depois, ainda popular mas bem mais velho, estará de regresso para animar a Segunda-Feira da nossa Festa do Viso nesta edição de 2025.

Recordando, ainda quanto ao programa de 2006, a Sexta-Feira contou com a actuação da banda Musi Art. No Sábado, a anteceder o Quim Barreiros, actuou o duo Musibaile. O Domingo contou com duas bandas filarmónicas, a de Lorvão e a de Vila Nova de Anços - Soure. À noite houve folclore com os ranchos "Ceifeiras de Canedo" e  "Casa da Gaia", de Argoncilhe.

A Segunda-Feira fechou com a banda Caramelo e a artista Ana Cláudia.


Comissão de Festas em 2006:

Jorge Manuel Ferreira da Conceição – Leira

Fernando Jorge Pereira de Almeida – Viso

Pedro Pinto Santos – Fornos

Hugo Xavier Santos Pinheiro – Fornos

Sónia Santiago Almeida – Quintães

Eduarda Ferreira de Sá – Casaldaça

26/05/2025

Nota de falecimento - Marilda Gomes de Paiva

 



Faleceu Marilda Gomes de Paiva, de 83 anos, natural de Romariz, mas há anos a viver no lugar da Leira - Guisande, esposa de Maurício de Oliveira.

O funeral será em Romariz, na Quarta-Feira, 28 de Maio, pelas 17:00 horas, com cerimónias fúnebres nessa localidade e indo a sepultar no final no cemitério local.

Missa de 7.º Dia também em Romariz no Sábado, dia 31 de Maio pelas 20:00 horas.

Sentidos sentimentos a todos os seus familiares, de modo particular ao marido, Sr. Maurício, filhas e filho.

Paz à sua alma!

21/05/2025

O valor da palavra assumida ou a falha dela

Dizia o nosso povo, e uso o pretérito imperfeito do modo indicativo, porque isso era noutros tempos, que não os de agora, que “palavra dada, palavra honrada”. 

Mesmo que mais lenda que facto, os mais velhos terão aprendido na escola primária o quadro da nossa História em que face à incapacidade de cumprir a sua promessa em nome de D. Afonso Henriques, o aio D. Egas Moniz se fez apresentar perante D. Afonso VII, rei de Leão, com a sua família, com a corda ao pescoço, num sinal de oferta das suas vidas como penhor da palavra não honrada.

A palavra dada, e honrada, é um dos pilares mais antigos e fundamentais da convivência humana. Mesmo antes dos contratos escritos, eram as promessas verbais que definiam alianças, acordos, parcerias e até destinos inteiros de pessoas e reinos. Dar a palavra é mais do que falar — é empenhar algo de si mesmo. É colocar a própria honra em jogo. Quando alguém diz "eu prometo", "pode contar comigo", ou "estarei lá", está, de forma simbólica, estendendo a mão e oferecendo confiança.

Assumir um compromisso mesmo que não escrito, porque a palavra é volátil e não deixa vestígio, é reconhecer a responsabilidade que vem com a confiança depositada. É compreender que alguém dependerá da sua presença, da sua acção, da sua fidelidade àquilo que foi dito. E isso vale tanto para compromissos grandes, como um contrato de trabalho, quanto para pequenas coisas do dia-a-dia.

O valor da palavra está justamente na coerência entre o que se diz e o que se faz. Uma palavra honrada constrói reputações sólidas, fortalece vínculos e inspira respeito. É a base da confiança, sem a qual não há relacionamentos duradouros, nem comunidades verdadeiramente unidas. Logo, quem se compromete com a palavra e a honra, mostra o valor do seu carácter. O contrário também.

Por outro lado, quando a palavra é quebrada, quando o compromisso não é honrado, o dano vai além da situação pontual. Rompe-se um elo invisível. A decepção que nasce do não cumprimento de uma promessa fere mais do que o atraso ou o erro prático. Ela fere a confiança. E confiança, uma vez quebrada, é difícil de reconstruir.

A falha da palavra revela descuido, desrespeito, às vezes até desinteresse ou interesses mesquinhos ou objectivos negativos. Não cumprir o que se prometeu é dizer, com acções, que o outro não importa tanto quanto parecia importar no momento da fala. É banalizar o compromisso, transformar o que deveria ser sagrado em algo descartável, mutável, adaptado às conveniências.

Por isso, é sempre melhor prometer menos e cumprir tudo, do que prometer muito e falhar. E quando a falha acontece — pois todos somos humanos — o mínimo que se espera é a humildade de reconhecer, pedir desculpas e buscar reparar.

No fim, a palavra é um reflexo daquilo que somos. Quem cuida do que diz, cuida também das relações que constrói. E num mundo tão cheio de ruídos e desconfiança, ser alguém cuja palavra tem valor é um acto de coragem, de caráter — e, sobretudo, de humanidade.

Em todo este contexto, não raras vezes, são os políticos, com mais ou menos impacto ou responsabilidades, nacionais ou locais, acusados de serem pouco cumpridores de promessas, compromissos, da palavra dada. Por dificuldades próprios ou simplesmente por despeito, estratégia e conveniência pessoal ou de grupo, facilmente se “vira o bico ao prego”, desonra a palavra, reduzindo-a a um valor de lixo, como se nunca tivesse sido proferida.

Sendo certo que ainda há políticos, pessoas e entidades que fazem por honrar a palavra dada, cumprir as promessas ou compromissos, infelizmente, vai sendo corrente o incumprimento, mais ou menos descarado, grosseiro, talvez porque o valor ou significado da honra ande, de há muito, desonrado.

Definitivamente, já não somos feitos da mesma massa dos nossos antepassados. A honra ou a desonra, a palavra ou a falha dela, valem agora tanto como dez réis de mel coado.

19/05/2025

LEGISLATIVAS 2025 - GUISANDE

Inscritos: 1174

Votantes: 776

Brancos:9

Nulos: 14

Abstenção: 33,89%


AD: 317

PS: 177

CHEGA: 143

IL: 41

LIVRE: 21

BE:16

PAN: 12

ADN: 12


Que análises? Exaustivamente que as façam os entendidos. De resto não há muito a analisar, e a tendência em Guisande e na nossa União de Freguesias, foi a mesma do concelho (todo de laranja), do distrito e do país.

Como percepção pessoal, o tema da imigração, que numa política de portas escancaradas, sem controlo, sem assegurar o equilíbrio de legalidade, de procura e oferta e garantia de integração plena, com acesso a direitos e cumprimento de deveres e obrigações, num curto prazo aumentou a nossa população em mais de 10% , quase triplicando na última década, parece ter sido um factor que fez crescer quem explora o medo e a insegurança que essa mundança social implica para uma fatia significativa da população.

Também, parece-me, a esquerda tem perdido porque continua agarrada a conceitos ideológicos e sociais que há muito têm perdido importância e significado no mundo ocidental. Os anos 70 e 80 já são de um passado distante. Os revolucionários de farda e boina já se extinguiram.

Os extremismos não ajudam e começam a fazer falta figuras moderadas, com verdadeiro sentido de Estado, e menos presas aos rígidos cânones ideológicos e partidários. Parece evidente, mesmo a figuras pensantes do partido, que o PS quando se afasta do registo de moderação ao centro e pende demasiado à esquerda, perde.

Pedro Nuno dos Santos (outros pensarão o contrário) nunca me pareceu ser a figura de moderação de que precisava o Partido Socialista e o país, mesmo quando ainda como putativo sucessor de António Costa. Em muito. é o principal responsável por esta hecatombe eleitoral do seu partido. Veremos se o PS encontrará uma nova direcção e um rumo mais de acordo com a sua importância, porque continua a ser preciso à estabilidade necessária. Mas moderação precisa-se.

No resto, goste-se ou não, é a democracia a funcionar.


12/05/2025

Festa do Viso 2025 - Alinhamento Musical

 


Divulgados que foram os programas para os diferentes quatro dias da Festa do Viso 2025, cujo cabeça de cartaz será o popular Quim Barreiros, que actuará na noite de Segunda-Feira, 4 de Agosto, partilhamos aqui o resumo do alinhamento musical ou entretenimento.

Ainda não tive a oportunidade de aceder ao cartaz global oficial, pelo que, para os mais impacientes, partilho aqui um panfleto com o resumo.

Quanto ao Quim Barreiros, é um regresso à nossa festa pois já cá actuou no ano de 2006. Continua um artista de renome e  popular, mas, naturalmente, já com uns bons anos a mais sobre as costas. Mesmo assim espera-se casa cheia na Segunda-Feira da nossa festa.

A parte religiosa, ponto alto da festa,  manterá o esquema habitual com Missa e Procissão Solenes no Domingo e também Missa na Segunda-Feira. 

Para a celebração da Missa Solene, no Domingo, segundo informações da Comissão de Festas, contarão com a presença de D. Roberto Rosmaninho Mariz, bispo auxiliar do Porto.

Parabéns a toda a aquipa da Comissão de Festas pelo empenho que tem tido na angariação de fundos e de preparação da nossa festa. O alinhamento do programa e respectivos artistas e grupos, poderão não ser do agrado de todos (nunca serão), mas deve-se reconhecer o empenho e dedicação de uma equipa unida e imaginativa que tem feito um excelente trabalho e ainda com mais pela frente até ao findar da festevidade. 


Roubo à dignidade


Que as instalações do Guizande F.C. tenham sofrido actos de vandalismo, furtos ou assaltos, não é novidade, porque também já no passado. Infelizmente haverá sempre quem, sem qualquer pingo de moral, vá vivendo sem qualquer dignidade, porque cobarde e criminalmente à custa do esforço dos outros.  Será sempre intolerável e inaceitável, mas quando se assalta um clube pobre mas digno, com poucos recursos, a situação é ainda mais lamentável e deplorável porque é toda uma comunidade que é vilipendiada.

As autoridades até conhecerão os eventuais "artistas" mas também devem sentir-se impotentes porque mesmo quando apanhados com a "mão na massa" ou com a "a boca no trombone", se apresentados a Tribunal, são invariavelmente soltos e, quando muito, penalizados com trabalhos comunitários que não cumprem.

Infelizmente, as "estatísticas" continuarão a vender um país seguro e com pouca criminalidade e os que levantarem preocupações quanto a isso, serão apelidados de "alarmistas".

09/05/2025

Nota de falecimento - Maria Isabel Moreira de Oliveira

 


Faleceu Maria Isabel Moreira de Oliveira, de 56 anos.

Natural de Romariz, vivia em Casaldaça - Guisande.

O funeral será hoje, Sexta-Feira, pelas 15:00 horas, com cerimónias fúnebres na igreja matriz de Pigeiros, indo no final a sepultar no cemitério local.

A missa de 7.º Dia será também em Pigeiros, na Quarta-Feira, pelas 18:00 horas

Sentidos sentimentos aos seus familiares.

Que Deus a tenha em descanso eterno!

02/05/2025

Pedro Nuno dos Santos - Ascendência em Guisande


Confesso que não tenho documento que o confirme de forma segura, mas já tenho ouvido referências de que Pedro Nuno dos Santos, e das pesquisas que fiz, o actual secretário-geral do Partido Socialista, e candidato ao papel do próximo Primeiro Ministro, tem ascendência familiar paterna em Guisande.

Pedro Nuno de Oliveira Santos, nasceu em 13 de Abril de 1977. É filho de Américo Augusto dos Santos e de Maria Augusta Leite de Oliveira Santos.

O seu pai, Américo Augusto dos Santos será filho de Alberto Pinto dos Santos e de Rosária Augusta da Conceição, ambos naturais de Guisande a aqui casados. O avô sapateiro, que tem sido referido na comunicação social, como que a justificar a origem humilde da família do Pedro Nuno dos Santos, é o pai da sua mãe.

Alberto Pinto dos Santos, será então o avô paterno de Pedro Nuno dos Santos, e é filho de Jerónimo dos Santos e de Amélia Maria de Oliveira Pinto, esta, sobrinha materna do Cónego Dr. António Ferreira Pinto.

Entre outros, o Alberto é irmão do Américo Pinto dos Santos, que casou com a D. Maria Angelina, que ofereceram o terreno para o campo de futebol do Guisande F.C., ainda do Delfim Pinto dos Santos, pai do Marinho Ferreira Coelho e de Manuel Pinto dos Santos, que foi regedor em Guisande pelas décadas de 1950/1960. Era ainda irmã do Alberto Pinto dos Santos a Gracinda Amélia dos Santos, mãe da Maria Fernanda da Costa, esta esposa do Joaquim Correia de Paiva (Peita), moradores em Fornos - Guisande.

Alberto Pinto dos Santos, por Guisande tinha a alcunha de "Xará" e exerceu a profissão de camionista. O seu filho, Américo Augusto dos Santos, pai de Pedro Nuno dos Santos, é sócio da Tecmacal, de S. João da Madeira, uma empresa com estrutura accionista familiar e do ramo de maquinaria e equipamentos para a indústria de calçado. Esta empresa tem sido comprovadamente associada ao recebimento de avultados fundos europeus. Receberia mesmo que não tivesse um dos sócios a influência e peso político do filho? Não o podemos afirmar nem o seu contrário, mas sabemos que neste país quem tem poder e influência política, tem mais vantagens. Sempre assim foi e sempre assim será.

Este Américo Augusto dos Santos, pai do Pedro Nuno, em solteiro chegou a fazer parte de uma banda rock em S. João da Madeira e esteve ligado a um partido de extrema esquerda a Frente Eleitoral dos Comunistas Marxistas-Leninistas (FEC ML). Talvez daqui venha a costela política de Pedro Nuno Santos, indicado por muitos como da ala da esquerda mais radical do PS.

Sabe-se que, devido à posição industrial e social dos pais, o actual lider do partido Socialista já nasceu em berço de ouro e vivia como tal, sendo conhecido o caso de ter conduzido o carro de luxo do pai, um Mesarati, e foi proprietário de um Porche, que acabou por vender por supostamente tal imagem de viver à patrão não ajudar a sua carreira política, nomeadamente pela contradição aos valores de esquerda que apregoava. Aliás, nesta contradição, mesmo defendendo a Escola Pública, o líder do Partido Socialista tem o filho numa boa escola privada.

Em resumo, sem moralismos ou julgamentos de valor, mas apenas num sentido geral, os nossos políticos, da esquerda à direita, nem sempre têm vidas simples e modestasm condizentes com os valores que dizem defender. São, por isso, muitas as contradições dos nossos políticos. Pedro Nuno dos Santos é apenas um entre muitos.

O seu perfil político e ideológico, bem como o seu estilo pró radical, não me fazem, de todo, seu seguidor e simpatizante político, mas também aqui pouco importa. A razão deste apontamento é mesmo o dar a conhecer essa tal ligação de ascendência familiar em Guisande., que, acredito, será do desconhecimento da larga maioria dos guisandenses e, quiçá, até mesmo de alguns dos familiares desse ramo genealógico.

Etiquetas

Acção Social Acontecências Actualidade Alertas Ambiente Anos 80 Aplicações Apontamentos Aprender Arrelias Arte Assembleia de Freguesia Associativismo Autores Avisos Cadernos Câmara Municipal Caminhadas Cartazes Cartões Celebrações Centro Social Charadas Cidadania Citações Colecções Comemorações Comida Comunidade Inter-Paroquial Concelho Contos Convívio Crónicas Cultura Curtas e Grossas Datas Datas e factos Desenhos Desporto Diário Ditos e Mexericos Divulgação Documentos É bom saber Editais Educação Efemérides Efeméridess Eleições Entretenimento Escola Escritas Estado Eventos Evocações Facebook Festa do Viso Festas Festividades Ficção Figuras Fotografias Fotomontagem Fotos Antigas Futebol Genealogia Gente Nossa Grafismos Grupo de Jovens Grupo Solidário Grupos Guisande Guisande F.C. Guisande Solidário Heráldica Historiando Humor Humorlândia IA Ilustrações Imprensa Informações Iniciativas Inquéritos Inteligência Artificial Internacional Ironias Junta Junta de Freguesia Juventude Lamentos Legislação LIAM Listas Livros Lobão Locais Local Louredo Lugares Mapas Melhoramentos Memórias Momentos Movimentos Mundo Município Música Nacional No comments Nostalgias Notas Notícias Obituário Obras Olhares Opinião Orações Outono Outros mundos Panfletos Para rir ou chorar Parábolas Paróquia Páscoa Património Pensamentos Pessoais Pessoal Poder Local Podia ser verdade Poesia Política Políticos Portugal Postais postal do dia Propaganda Quintas Rabiscos Recordando Recortes Recreativos Recreio Rectrospectiva Redes Sociais Reflexões Religião Sabia que? Santa Maria da Feira Sátira Saúde Seniores Sextas Sítios so Sociedade Sondagens Subscrevo Televisão Tempos Trabalhos Gráficos Tradições Turismo União de Freguesias Veteranos Guisande F.C. Vídeos Vizinhança

Artigos - Índice