22/03/2024

Garagem Cruz de Ferro - Serviço de auto-lavagem

 




Está já a funcionar o "Car Wash Self Service" da Garagem Cruz de Ferro, proporcionando lavagem e aspiração automóvel. O espaço muito bem preparado, localiza-se nas traseiras do posto de combustível da BP e da loja.

Sem dúvida, é um equipamento de utilidade para quem em casa não tem condições para tratar da limpeza dos seus automóveis. Existe um sistema automático de pagamento e controlo horário e das diversas operações.

Escusado seria, digo eu, o uso dos inglesismos na imagem do equipamento.

Visita pastoral interparoquial - Encontro em Pigeiros

Resumo do encontro de ontem, 21 de Março de 2024, pelas 21:00 horas no Centro Cívico de Pigeiros, com os representantes e elementos dos grupos paroquiais das Caldas de S. Jorge, Guisande e Pigeiros.

Foi apresentado o esquema do programa que havia sido elaborado na anterior reunião com o nosso pároco Pe. António Jorge, o diácono António Avelino e os delegados ao Conselho Pastoral Vicarial.

De um modo geral o programa conforme delineado foi aceite pelos presentes, merecendo apenas algumas observações para alguns dos aspectos de logística e organização de alguns dos eventos, nomeadamente quanto ao momento de oração de Taizé, a envolver os grupos de jovens, no parque da Várzea, em Pigeiros, por eventualmente não reunir condições de ambiente propícias à oração e reflexão. Sobre este assunto ficou de se abordar o concessionário do café que funciona no local, de modo a perceber-se se é possível uma parceria e reserva do espaço permitindo as condições adequadas. Também o Sr. Pe. António ficou de expor a situação ao sr. Bispo para avaliar da sua opinião e da realização ou não nessas condições em ambiente aberto.

Outras considerações suscitadas: Também, face ao expectável elevado número de pessoas que poderão ocorrer à igreja matriz das Caldas de S. Jorge na celebração do Crisma, ficou no ar a eventualidade de se poder celebrar de forma campal, no parque do Calvário. Não será a melhor solução, porque pode estar calor ou chuva e obrigar a uma logística mais trabalhosa. Assim por princípio, embora ainda sob consulta ao sr. Bispo, mantém-se o propósito de se realizar na matriz. Claro está que previamente a comunidade terá que ser sensibilizada a nessa dia ou na véspera, participar nas celebrações alternativas em qualquer uma das três paróquias, reservando-se a matriz das Caldas apenas para os crismandos, pais e padrinhos e pessoal participante da liturgia como coral, acólitos, leitores, ministros da comunhão.

Também o almoço final de despedida, será em princípio do tipo partilhado e a decorrer nas Caldas. Em todo o caso nesse dia o Sr. Bispo não poderá demorar para além das 15:15 horas pois terá que ir para Grijó onde às 16:00 horas celebrará o Crisma na comunidade local.

Finalmente, um ou outro aspectos, como alguns dos almoços à semana ainda não definidos, ainda a adaptação de um ou outro horário, que não ficaram fechados mas serão resolvidos a seu tempo.

No geral o programa foi aceite pelos presentes e está definido, pelo que será apresentado ao Sr. Bispo e como tal ainda sujeito a ajustamentos em face da sua vontade e agenda. Depois em função do que ficar decidido, havendo ou não necessidade de ajustamentos, será sempre necessário operacionar todos os eventos, distribuir tarefas e responsabilidades, sobretudo nos momentos em que haverá uma participação interparoquial, como aquando da recepção e boas vindas, que será no Monte do Viso e Centro Cívico em Guisande, o encontro de jovens em Pigeiros  e o almoço partilhado na despedida nas Caldas de S. Jorge.

O pároco Sr. Pe. António Jorge irá comunicando com a comunidade e grupos conforme as coisas se forem desenvolvendo.

21/03/2024

A Maria foi à feira a Cesar e ficou prenha

Creio que já o escrevemos por aqui, desde que há casamentos que nunca deixou de haver mães solteiras e sobretudo com os progenitores a não assumirem a paternidade e responsabilidades inerentes, fosse por verdadeira incapacidade de os responsabilizar ou por silêncio comprado ou ameaçado, sobretudo quando os progenitores já eram homens casados e de estatuto social incompatível com a "vergonha" ou infidelidade a assumir. Acontecia, por exemplo, com patrões relativamente a criadas.

Por conseguinte, nos velhos assentos paroquiais dos baptismos, são frequentes as referências a filhos naturais, não reconhecidos como legítimos, de mulheres e raparigas solteiras. Mas também eram considerados filhos naturais e não legítimos todos os que nascidos fora do casamento, como o caso constante num assento de baptismo de uma Petronilha, nascida em 7 de Julho de 1752, filha de Pedro de Oliveira, homem casado, do lugar de Trás da Igreja e de Maria Guedes, viúva que ficou de Manuel Francisco, do lugar de Casaldaça. 

Ora num desses assentos, de uma rapariga a quem foi dado o nome de Getrudes, nascida em 29 de Março de 1739, filha de uma Maria, solteira, esta filha de Manuel da Mota e de sua mulher Domingas da Mota, do lugar da Pereirada, é curiosa a narrativa feita pelo pároco de S. Mamede de Guisande, o Abade Manuel Carvalho, nos seguintes termos: "..e perguntando à dita Maria, solteira, quem era o pai da dita criança, me respondeu que indo ela em fim do mês de Junho próximo (1), passando à freguesia de Cesar, em o caminho zombara dela um homem que ela não conhecera e dele ficara prenhe, em fé do que fiz este assento, que comigo assinarão o padrinho da baptizada e Manuel Francisco, de Cazaldaça, ambos desta freguesia".

(1) - creio que pretendia dizer "Junho passado"

Em resumo, não deixa de ser curioso. Fica-se sem saber se, todavia, se no caso a Maria ficou grávida por um acto de violação ou de uma brincadeira consentida com um estranho.

Seja como for, o caso, que não seria de todo vulgar, mostra a vulnerabilidade das mulheres e raparigas em certas situações e sem que houvesse justiça  capaz de obrigar à assunção da responsabilidade paternal. Certo é que, a ter em conta a descrição, a rapariga iria sozinha a caminho de Cesar (seria à feira e já existiria nesse tempo ?) e pelo caminho foi abordada por um estranho que "zombou" dela. Dessa "zombaria" passados nove meses nasceu a Getrudes, filhinha de pai incógnito que teve a desfaçatez de "zombar" de uma inocente rapariga a caminho não de Viseu mas de Cesar.

Noutros assentos paroquiais similares, volta a ser usado o termo "zombar", no que modernamente poderemos traduzir como "abusar" ou mesmo "violar".

20/03/2024

Francisco Guedes - Homem de quatro mulheres

 


Pelo assento de baptismo de uma rapariga de nome Escolástica, nascida em 5 de Fevereiro de 1738, o seu pai, um Francisco Guedes, do lugar do Reguengo, já ía na sua quarta mulher, a Isabel Francisca.  

O homem não teria um harém, mas tão simplesmente porque, certamente, por falecimento das anteriores esposas. Nessa altura a morte em idades jovens era frequente, nomeadamente durante a gestação ou o parto. Também não é de supor que o homem somasse divórcios pois por esses tempos era coisa rara ou mesmo inexistente.

Para além dessa particularidade, o assento feito pelo abade Manuel de Carvalho, então pároco de S. Mamede de Guisande, fundador da Irmandade e Confraria de Nossa Senhora do Rosário, revela-nos que o padrinho da Escolástica foi um Manuel Ferreira, que era "caseiro dos padres desta Igreja de Guisande". Ora, padres, no plural, significa que havia na igreja mais que um padre? Efectivamente sim, no caso o Pe. Manuel Rodrigues da Silva, que então era assistente do Pe. Manuel de Carvalho. Este Pe. Manuel Rodrigues da Silva acabou mesmo por suceder ao Pe. Manuel Carvalho como pároco da nossa freguesia a partir da data da sua resignação por motivo de doença, em 1750. Acabou por falecer o fundador da Irmandade em 4 de Fevereiro de 1758. 

Apesar de tudo não deixa de ser curioso e interessante que estivesse o Pe. Manuel Rodrigues da Silva tantos anos como assistente. Outros tempos, com fartura de sacerdotes.

Já agora, refira-se que deve-se a este Pe. Manuel Rodrigues da Silva a construção da torre da nossa igreja, em 1764.

Fica aqui este interessante apontamento, que apesar de parecer coisa pouca, revela vários pormenores e mesmo muito da realidade social da época.

Finalmente, o nome de Escolástica, parece-nos fora do comum, mas na época embora não muito corrente era usado. Isto certamente em devoção a uma santa que teve esse nome, concretamente Santa Escolástica de Núrsia que era irmã do conhecido S. Bento.

Desfecho

 


Chegará o tempo dos ais, lamentos,

Dores, angústias contadas a fio,

O resumo de todos os sofrimentos,

De lágrimas que somadas dão rio.


Que mais esperar desta serena

Prostração desolada numa cama,

Em que mais que lamento ou pena

Esvai-se a vida de quem se ama?


Mas cada um seguirá, só, pelo seu pé

Até ao limiar da porta de saída,

Numa aceitação natural mas de fé,

A representar o acto final da vida.

19/03/2024

Mais do que as mães


Quase todos os dias na minha caixa de correio electrónica (email) recebo mensagens de organizações de eventos de corrida, nomeadamente da Runporto, a apelarem para que eu aproveite o preço das inscrições que daqui a dias já terão outro preço, etc, etc. É da Runporto mas também de outras mais organizações como entidades particulares, locais, municipais, etc.

Se dúvidas houvesse, o correr e caminhar, nas suas diferentes variações, está definitivamente transformado em negócio e enquanto houver gente disposta a pagar haverá provas e organizadores, porque para além de tudo cheira a dinheiro.

Nada contra, obviamente, de resto tudo é negócio e é a oferta a dar resposta à procura. É assim com a corrida e caminhada como poderá ser com pizzas, chouriços, salpicões, óculos de ver ao longe, tomates, pastéis, cuecas, etc,etc.

Só a Runporto tem quase duas dúzias de provas por ano e para todos os gostos.

Plataformas como a Portugal Running só em Março, se bem contei, tem agendadas 35 provas, em Abril e Maio mais de meia centena cada, e por aí fora, durante todo o ano, de Janeiro a Fevereiro e nem nos meses de férias deixa de haver provas. Quase um milhar de eventos para 2024. Mas certamente que em todo o pais, incluindo ilhas, são muitas mais. Literalmente, mais que as mães.

Até quando se aguentará a bolha, não sei nem é questão que me preocupe, e desde logo porque não sou de todo consumidor destes eventos, o que não me impede de correr, caminhar e bicicletar onde e quando quiser, sem pagar um cêntimo. Dispenso os kits.

Em todo o caso, não significa esta constatação que ache a coisa negativa, porque todas estas largas centenas de provas espalhadas por todo o país, significam que há mais gente a praticar desporto e a tratar da sua condição física e disposta a pagar. Tirando a questão do negócio, também legítima, nada a opor. Se há gente disposta a pagar, que pague.

Por conseguinte, de uma maneira ou outra, toca a dar à sola!

Mas sim, dispensava este marketing e publicidade insistentes e persistentes, quase de forma agressiva. Claro que algumas das entidades já têm destino certo numa corrida para a pasta do spam.


Nascimentos em Guisande no séc. XIX

Nascimentos em Guisande (de 1844 a 1859). 

Os números a seguir, correspondentes a pouco mais que uma década, revelam que, ao contrário do que era habitual, os rapazes foram nascendo em maior número que as raparigas. Nota-se também que não houve uma tendência de crescimento pois em 1844 nasceram 19 crianças e dez anos depois apenas 14. Pelo meio, em 1855, apenas 10. 

Importa referir que estes números até são percentualmente  interessantes pois por esses anos a nossa freguesia tinha à volta de 500 habitantes residentes. Em 1864 tinha 529, em 1878, 456 e em 1900, ao virar para o século XX, tinha 550 moradores. Só em 1960 é que ultrapassou o milhar de habitantes residentes.

Convém referir que por estes tempos, apesar de algumas mudanças com o liberalismo, os cuidados médicos e de saúde eram escassos ou mesmo inexistentes e as doenças estavam sempre presentes. Muitos bebés, como as mães, morriam durante o parto.

Apesar disso a freguesia foi crescendo em população e passado um século, pelas décadas de 1950 e 1960, os nascimentos na freguesia já andavam anualmente pelas três dezenas ou mais. Claro que depois, a partir da década de 1990, começou uma redução da natalidade e na actualidade os nascimentos são em escasso número não chegando sequer a atingir meia dúzia por ano. Talvez nem metade disso. Por conseguinte a freguesia está a registar por década  uma efectiva perda de população, na ordem já próxima da centena.

1844

Rapazes: 10

Raparigas: 9

Total: 19

1845

Rapazes: 5

Raparigas: 8

Total: 13

1846

Rapazes: 9

Raparigas: 7

Total: 16

1847

Rapazes: 9

Raparigas: 8

Total: 17

1848

Rapazes: 9

Raparigas: 5

Total: 14

1849

Rapazes: 6

Raparigas: 5

Total: 11

1850

Rapazes: 9

Raparigas: 5

Total: 14

1851

Rapazes: 9

Raparigas: 9

Total: 18

1852

Rapazes: 9

Raparigas: 10

Total: 19

1853

Rapazes: 4

Raparigas: 7

Total: 11

1854

Rapazes: 8

Raparigas: 6

Total: 14

1855

Rapazes: 5

Raparigas: 5

Total: 10

1856

Rapazes: 4

Raparigas: 6

Total: 10

1857

Rapazes: 8

Raparigas: 6

Total: 14

1858

Rapazes: 4

Raparigas: 6

Total: 10

1859

Rapazes: 10

Raparigas: 7

Total: 17

1868:

Total: 12

O meu pai não foi o melhor do mundo



Ao contrário do que toda a gente parece dizer por aí, neste dia que é do pai, eu não tive o melhor pai do mundo. Também não o serei. Somos uns exagerados, e como animais sociais vamos uns atrás dos outros, tantas vezes a repetir os mesmos clichês, os mesmos lugares comuns e o convencional ou politicamente correcto. Pastamos da mesma erva.

Mas não, eu não tive o melhor pai do mundo e pela simples razão de que não conheço os outros pais do mundo, a ponto de comparar o meu a cada um deles. De resto, poderia ser uma tremenda injustiça para com pais que foram realmente exemplos extremos de amor que em tantos casos ao longo da História deram literalmente a vida pelos filhos e levaram uma vida de penas e dores para lhes dar pelo menos o direito ao pão.

Agora o que eu tive, foi um pai, e basta-me isso. Nem melhor nem pior que os demais. Diferente como devem ser todos os pais. Porventura até teve mais defeitos que virtudes e não terá sido o melhor exemplo do pai modelo e várias vezes se terá demitido dos seus deveres de pai e marido. Mas sei também que não sei quais os motivos que o limitaram na sua paternidade, as lutas íntimas que travou, os obstáculos que lhe surgiram, as injustiças que lhe fizeram, nem quais os pecados que cometeu, se os confessou e se Deus o perdoou. 

Tenho do meu pai a imagem nítida de uma boa pessoa, honesta, inteligente e simples, até a ponto de ser enganado, roubado mesmo por outros mais "espertos", e basta-me que tenha sido apenas isso para ter a certeza que foi um bom pai e não o trocava por outro.

Um bom pai não é o que dá ao filho uma moto quando faz 18 anos, um carro novo, um relógio de marca, um computador da Apple, umas férias à grande e à francesa, casamento pago em quinta de luxo, lua-de-mel oferecida num qualquer paraíso terreno, chave na mão de um bom apartamento ou de uma moradia luminosa. Essse tipo de pai existe mas não vale nada, porque limita-se a dar o que pode dar, mesmo que a negar ao filho o valor da responsabilidade e a omitir a mensagem de que as coisas boas da vida devem ser conseguidas com mérito e suor próprios.

Se o meu pai nada me deu de material, porque não o podia fazer, e por isso tive eu que ganhar para comprar a minha primeira bicicleta, a minha motorizada, o meu carro velho, pagar o casamento, comprar terreno e nele construir casa, todavia, deu-me e transmitiu-me outros valores que tenho-os em maior conta que tudo o resto. Esses valores são imensuráveis e difíceis de descrever porque tantas vezes surgiram do nada, de pequenas centelhas que só mais tarde, já adulto, maduro e também na condição de pai, consegui decifrar.

Tive pois, um pai, simples como tantos outros, com defeitos e virtudes postas nos pratos da balança, ora a pender para um lado, ora para outro, porque o equilíbrio na vida é sempre uma labuta diária, constante. Basta-me isso!

Já partiu o meu pai, é certo, mas tenho-o presente quase diariamente nas minhas orações. Fico contente que toda a gente tenha o melhor pai do mundo. Eu também poderia alinhar e cantar em coro e afinado a mesma cantiga, mas, sem inveja de quem tem o melhor pai do mundo, fico-me pela simplicidade do meu.

Centenário da D. Celeste Guedes.

A propósito da partilha que ontem fiz no Facebook sobre o 100.º aniversário da D. Celeste Guedes, da Leira, confesso que esperava uma  maior expressão em  quantidade, tal é a importância da data, naturalmente que sobretudo para ela e para os familiares, mas tenho para mim que estas coisas também nos dizem respeito enquanto comunidade. Afinal é pessoa mais velha de todos nós.

Infelizmente, e concretamente pelas redes sociais, temos tendência a valorizar e a expressar contentamento com banalidades, boçalidades, coisas sem interesse algum ou de relativa importância, mas quando certas coisas têm algum sumo a que valeria a pena transmitir uma expressão de simpatia, passamos ao lado com indiferença.

É o que é, e não importa dramatizar mais do que isto, mas isto diz-nos que de facto há coisas que sobre as quais não importa ter grandes expectativas. Afinal as redes sociais são um reflexo, uma amostra da sociedade e da vida real. 

Apesar disso, a publicação aqui neste espaço com a simples referência à data e ao acontecimento, o que procuro fazer sempre que entendo que se justifica, teve quase meio milhar de visitas, o que é relevante. Mas que no Facebook esperava mais, esperava. Não por mim, obviamente, mas pela pessoa em questão e pelo tão bonito marco de vida.

Mas, é a vida!

18/03/2024

Nossa Senhora da Conceição como madrinha de baptismo


Nos velhos assentos paroquiais há sempre coisas interessantes ou curiosas a descobrir. Por exemplo, neste assento de baptismo de Custódia, filha de Custódio António de Pinho e de Joaquina Maria Baptista de Jesus, da Casa da Quintão, do lugar do Outeiro, nascida a 19 de Setembro de 1870, para além de outras informações, ficou-se a saber que teve como padrinho Manuel António de Pinho, avô paterno da baptizada,  e como madrinha, nem mais nem menos que Nossa Senhora da Conceição, sendo tocada com a sua coroa segurada por um João Cando, jornaleiro.

Não deixa de ser inédita esta situação pois de centenas de assentos já analisados não detectei esta situação em outros baptismos.

Seria vulgar? Qual a legitimidade canónica de tal acto? Desconheço mas a investigar mas certamente que não será caso único.

Maria Celeste da Conceição Guedes - Mulher centenária



Maria Celeste da Conceição Guedes, nasceu no dia 18 de Março de 1924, no lugar da Leira da nossa freguesia de Guisande. Está pois, neste dia de hoje, de parabéns, porque a celebrar o seu 100.º aniversário, no que certamente é um motivo de alegria para ela própria, para as filhas e todos os seus familiares..

A Maria Celeste é filha de António Augusto Guedes e de Maria da Conceição, da Casa do Ferreiro, da Leira.

É neta paterna de Manuel Augusto Guedes e de Rosa Gomes da Silva.

É neta materna de Bernardino Caetano de Azevedo e de Clemência Rosa.

Teve como padrinho de baptismo o seu tio paterno Pe. Delfim Augusto Guedes, o qual paroquiou S. Vicente de Louredo, Santa Eulália de Sanguedo e Santo André de Escariz, em cujo cemitério local está sepultado.

A Maria Celeste casou em 17 de Agosto de 1946 com Manuel Fernandes Coelho, falecido em 20 de Março de 1973 quando tinha apenas 50 anos de idade.

Tiveram várias filhas, de que me recordo a Odete, a Conceição, a Deolinda, a Rosa (com quem cheguei a trabalhar), a Jerónima, a Manuela e a Celeste. Não sendo caso único, é, todavia, e de algum modo, pouco vulgar um número tão grande (sete) de apenas raparigas.

100 anos representam uma longa vida que faz dela a mulher e mesmo a pessoa mais velha da nossa freguesia, já que o homem que até há pouco detinha o estatuto do mais velho, o meu tio Neca Almeida, do Viso, faleceu em meados de Fevereiro depois de ter celebrado o centenário em Outubro passado.

A Maria Celeste tem ainda a sua irmã Palmira, no lugar da Gândara, também ainda viva e a caminho do centenário, que dizem estar bem de saúde apesar de cega há já vários anos. Que Deus também a conserve se for essa a Sua vontade.

Por tudo, pela sua longa vida e família que constituiu e criou, apesar de ter perdido o marido muito cedo, é uma graça e benção de Deus. Para além da generosa idade, dizem que ainda tem uma relativa mobilidade e com lucidez bastante para fazer o seu dia-a-dia, mesmo que com as naturais limitações. É de facto uma benção para ela, para as filhas e família, bem como também para a nossa comunidade, que assim também deve rejubilar-se, agradecer a Deus e sentir orgulho por ver uma das suas pessoas a atingir este marco e este exemplo de vida.

Que Deus a conserve pelos anos que ainda quiser! Bem haja e parabéns!

16/03/2024

O "rapa orelhas"

Há dias confidenciou-me o Ti  Manuel do Mouco, sem qualquer assomo de cristandade e sem dar crédito ao ensinamento evangélico da necessidade de perdoar 70 vezes 7,  que se houver juízo e sentido de justiça no Além, deve estar a arder nas labaredas do inferno, desde há cinquenta e tal anos, a besta quadrada que a ele e a outros mártires ensinou a ler, a escrever e a fazer contas na pobre e única escola da aldeia. Era o professor o terror da criançada e era entre ela conhecido como o "rapa orelhas",  já que com a negra cana de bambu, colhida do canteiro que mantinha na horta só para o abastecer desse apetrecho disciplinador, lhes ceifava sem dó nem piedade as orelhas ou o que restava delas. E daí, quem se surpreende por alguns dos nossos mais velhos apresentarem-se com orelhas caídas como perdigueiros ou calejadas?

Mesmo que não quisesse dar crédito ao azedume ou mesmo ódio do Ti Manuel ao "rapa orelhas", devia ter sido mesmo verdade a ter em conta outros iguais testemunhos de quem teve tão duras lições nessa velha escola. Eram as orelhas, eram as mãos, a cabeça e tudo quanto fosse carne e osso a merecerem os impiedosos castigos do irado professor, com tareias acompanhadas de "elogios" que mais pareciam uma lista de todos os animais domésticos e selvagens, desde o burro e porco ao urso e ao camelo. Até nessa lengalenga era uma lição de fauna a que aqueles pobres coitados aprendiam de cor e salteado de tanto ser repetida.

As crianças faziam de tudo para fugir à escola, como fingir que estavam doentes, chegando mesmo a ferir-se e a emborcar azeite para ficarem de caganeira, mas em regra pouco compaixão encontravam nos pais que não raras vezes aos castigos do professor somavam outras tantas tareias em casa. Por isso queixas era melhor não as fazer quanto mais queixinhas.

Tempos duros esses, com exageros. Nem todos os professores eram assim, mas em boa verdade, quase todos. Deviam ter em comum a disciplina de como bem arriar na canalha.  Hoje em dia os absurdos são outros e o barco deu uma volta de 180 graus e são agora os alunos a pôr em sentido os professores e se preciso for vão lá alguns dos pais acrescentar a disciplina a quem a devia administrar.

Estará, pois, a arder, desde há mais de meio século o professor franzino mas de mãos e braços duros e implacáveis na arte de ensinar á moda antiga e de como matar piolhos à canada e por sentença do Ti Manuel do Mouco continuará a arder por mais uns séculos. Mas haverá  mesmo inferno? Chegou a arrepender-se? Ou, em vez de estar a arder nas labaredas alimentadas a enxofre e alcatrão anda por lá a pôr o diabo em sentido e também a castigá-lo nas orelhas e nos chifres?. É que sempre ouvi dizer que certas pessoas são tão más que nem o diabo consegue lidar com elas.

Partiu o Chico

O meu gato, de que aqui há poucos dias dei conta de não aparecer em casa, como lhe  era habitual, encontrei-o hoje, morto, na valeta, com todos os sinais de ter sido envenenado.

Não longe de casa. Naturalmente não sei quem para isso contribuiu, nem quero saber, porque a quem foi não lhe perdoarei. Não é próprio de cristão, mas por ora, com este sentimento de alguma raiva e frustração por ver um animal tão bonito e delicado, com menos de dois anos de vida, resgatado à nascença de uma morte certa por abandono da mãe, morrer assim, custa e dói.

Mas é assim a vida dos animais e dos gatos e o preço de ser livre tem custos, como este. Ainda há dias, já na procura, por indicação de alguém, a que volto a agradecer, ali no lugar de Azevedo no limite com Guisande, também um outro gato morto, parecido nas cores, mas que não era o meu.

Já está sepultado o Chico, ao lado de outros, da Chica, da Lira e do Pança, à sombra da laranjeira e de touças de cidreira e loureiro.

Preferia que estivesse vivo, mesmo que roubado por alguém, mas a morte por vezes é retemperadora porque mesmo que dolorosa encerra a dor maior que é a angústia e a dúvida sobre alguém que não sabemos onde pára, onde está, com quem, se morreu e em que circunstância. Isto para um animal de estimação, mas obviamente que com todo o sentido sobre uma pessoa, e por isso percebe-se a angústia de um pai ou uma mãe que vê um filho ou filha desaparecer sem lhe saber o rasto e destino.

Já descansa o Chico, em paz. Não teve sete vidas como dizem que têm os gatos, e a que teve foi curta mas feliz. Podia durar, pois podia, mas o seu instinto de gato queria andar por fora e ser livre. Foi-o!

O meu agradecimento aos poucos que no Facebook se preocuparam com o assunto e partilharam. Bem hajam! A maioria já não liga a estas coisas e apenas as boçalidades e banalidades têm eco. É o que é e de uma laranjeira não se pode esperar que produza azeitonas.

15/03/2024

Dr. Joaquim Inácio da Costa e Silva



O Dr. Joaquim Inácio da Costa e Silva foi uma importante figura no contexto da nossa freguesia de Guisande. 

Nasceu em 26 de Novembro de 1911 e faleceu em 20 de outubro de 1989, por isso com quase 78 anos de idade. Era filho de Manuel Inácio da Costa Silva Júnior, da freguesia de Pigeiros, do lugar da Aldeia, e de Ermelinda  Baptista de Pinho, de Guisande, do lugar do Outeiro, da Casa da Quintão, que casaram em 19 de Julho de 1889. 

Era neto paterno de Manuel Inácio da Costa e Silva e de Margarida Henriques de Jesus (esta de Romariz). Era neto materno de Custódio António de Pinho (nascido em 21 de Fevereiro de 1846) e de Joaquina Maria Baptista de Jesus, da Casa da Quintão, do Outeiro - Guisande. Por parte de sua mãe era bisneto de  Manuel António de Pinho e Maria Rosa de Jesus. 

Cursou Direito entre 1933 e 1938. Em 18 de Novembro de 1938 foi nomeado ajudante na secretaria notarial de Vila da Feira. Em 21 de Novembro de 1938 foi nomeado ajudante do Conservador do Registo Predial de Vila da Feira. Em 1945 era director do Grémio de Lavoura de Vila da Feira e S. João da Madeira, que vei a dar lugar à Cooperativa Agrícola.

Abastado proprietário, advogado de profissão, com escritório na Vila da Feira e também em Guisande, chegou a ter intervenção cívica e política no período pós 25 de Abril de 1974, tendo sido o primeiro presidente da Assembleia de Freguesia de Guisande entre 1976/1979, logo após as primeiras eleições autárquicas de 12 de Dezembro de 1976, exercendo o mandato em representação do PPD-PSD vencedor das eleições em Guisande. No mandato seguinte, sucedeu-lhe no cargo e pela mesma força política o Sr. Domingos da Conceição Lopes.



Na década de 1940 foi de sua iniciativa e liderou o processo que levou à criação e construção da Escola Primária do Viso, de modo a dar resposta às necessidades de ensino na nossa freguesia e sobretudo permitindo o acesso às raparigas, já que até então praticamente só os rapazes (alguns) tinham ensino no posto escolar privado do professor Joaquim Ferreira Pinto, no lugar de Casaldaça.

O Dr. Joaquim Inácio da Costa e Silva casou em Guisande em 18 de Fevereiro de 1943 com Laurinda Moreira de Resende. Esta nasceu no dia 20 de Novembro de 1917. Era filha de Manuel da Costa Moreira e de Maria da Conceição Leite de Resende, que casaram em 14 de Junho de 1916. 

A mãe de D. Laurinda,  Maria da Conceição Leite Resende, era filha, terceira do mesmo nome, de Bernardo Leite Resende e de Margarida Rodrigues Pereira (de Fiães). Nasceu em 20 de Agosto de 1883 e faleceu em 14 de Dezembro de 1956. Era neta materna de José Leite de Resende e de Teresa Maria de Jesus e neta paterna de João Pereira e Josefa Rodrigues de Oliveira.  



D. Laurinda e o Dr. Joaquim Inácio por ocasição do seu casamento



D. Laurinda em idade mais avançada

O avô materno da D. Laurinda, Bernardo Leite de Resende, era filho de José Leite de Resende e de Teresa Maria de Jesus. Por sua vez este José Leite de Resende era filho de Manuel José de Resende e de Mariana da Silva. Por sua vez, este Manuel José de Resende, era filho de Bartolomeu João de Resende e de sua segunda mulher Josefa Maria de Resende. Mariana Francisca da Silva era filha de Manuel da Silva e de Ana Fernandes. Quanto a Teresa Maria de Jesus, esposa do José Leite de Resende, era filha de Veríssimo Fernandes dos Santos e de Maria Francisca Moreira. 

Por sua vez, o pai de D. Laurinda era Manuel da Costa Moreira, natural do lugar de Goim da freguesia de Romariz. Nasceu em 8 de Dezembro de 1890. Era filho de António da Costa Moreira e de Delfina Rodrigues de Oliveira. Era neto paterno de Manuel Alves Moreira  e de Maria Josefa Rodrigues. Era neto materno de Manuel José Rodrigues de de Rosa de Oliveira. Faleceu viúvo em 18 de Fevereiro de 1962. Dizem que era um homem de bom porte e que terá mesmo chegado a pesar 100 quilos.

Os pais da D. Laurinda, Manuel da Costa Moreira e Maria da Conceição Leite Resende


O Dr. Joaquim Inácio da Costa e Silva faleceu em 20 de Outubro de 1989.  A D. Laurinda Moreira de Resende faleceu na condição de viúva em 1 de Março de 2009. 

Do casamento do Dr. Joaquim Inácio com a D. Laurinda, nasceram vários filhos, nomeadamente a Manuela, a Odete, a Alcina, o António, a Maria José e o Manuel Inácio.

Nesta renovação própria das famílias, continua a Casa do Dr. Joaquim Inácio a pertencer a uma importante família no contexto da nossa freguesia e ainda muito considerada e respeitada pela comunidade.

Foi sempre o Dr. Joaquim Inácio bem como a sua esposa, figuras respeitadas e estimadas pelos guisandenses e ajudaram em muito, bem como a sua família, ao desenvolvimento da freguesia, cedendo em diferentes tempos parcelas de terreno para benefício de abertura e alargamento de ruas bem como possibilitou a venda, a preços justos, de várias parcelas onde alguns guisandenses poderam edificar a sua habitação. Mesmo depois de falecido, a sua esposa e família continuaram receptivos à cedência de terrenos para permitir melhoramentos, como o caso do terreno onde existe a alameda frontal à igreja matriz realizada em meados da década de 1990. A freguesia, reconhecida, propôs ali a instalação de um busto de reconhecimento à sua figura mas a família considerou, numa atitude de desprendimento, não a aceitar, mas em todo o caso a freguesia deu, com justiça e reconhecimento, o seu nome à respectiva alameda, no que foi inteiramente merecido. 


Casa da família Leite Resende, no lugar da Igreja, que foi propriedade do Dr. Joaquim Inácio. Na sua configuração actual terá sido edificada pelo Bernardo Leite de Resende, avô da D. Laurinda. Mais tarde, por iniciativa do próprio Dr. Joaquim Inácio, foi acrescentada a parte do lado nascente onde tinha o seu escritório e entre a casa onde durante muitos anos, como caseiros, viveu a família do Domingos José Lopes e Idalina da Conceição.



Na foto, o Dr. Joaquim Inácio com a esposa D. Laurinda Resende, os pais desta e os filhos então nascidos.


Notas à margem:

Quanto a outros laços familiares do Dr. Joaquim Inácio da Costa e Silva:

Por parte de seu avô paterno, era sobrinho do reverendo Pe. António Inácio da Costa e Silva, que nasceu em 17 de Julho de 1864 e faleceu em 18 de Julho de 1938, tendo este sido pároco da sua terra natal onde se encontra sepultado.

Ainda o seu tio avô, o Pe. José Inácio da Costa e Silva (21-06-1872-12-03-1947), que chegou a ser pároco das freguesias de Fermedo e depois de Caldas de S. Jorge. Era filho de Manuel lnácio da Costa e Silva e de Margarida Henriques de Jesus.

Este padre, tio avô patermo do Dr. Joaquim Inácio, tinha como avôs paternos José Inácio da Costa e Silva e Ana Joaquina Henriques da Silva e avós maternos António José de Paiva e Ana Maria Henriques, de Romariz.

Ainda quanto a clérigos na família por parte do pai. o Dr. Joaquim Inácio teve um irmão sacerdote, o Pe. António Inácio da Costa e Silva, nascido em 6 de Junho de 1899. Rezou missa nova a 8 de Novembro de 1921. Esteve como vigário cooperador na paróquia de Santo Ildefonso - Porto, e depois de 4 de Julho de 1924 foi pároco na freguesia do Vale.  

À data, o ainda vivo pároco de S. Vicente de Louredo, Pe. Eugénio de Oliveira e Pinho, é primo do Dr. Joaquim Inácio, já que é filho do seu tio materno, António Baptista de Pinho, da Casa da Quintão, do Outeiro, este nascido em 18 de Março de 1877.

O avô materno da D. Laurinda, esposa do Dr. Joaquim Inácio, Bernardo Leite de Resende, chegou a ser emigrante no Brasil onde era negociante e terá feito fortuna.  Este Bernardo Leite Resende, para além da mãe da D. Laurinda, a Maria da Conceição, teve vários filhos, nomeadamente a Teresa, o José leite Resende, a Maria Adelaide, o Bernardo, que faleceu com 15 anos e a Maria (Ti Marquinhas) que faleceu velhinha, com 92 anos, em 1971.

Por sua vez, o Bernardo Leite de Resende, avô materno da D. Laurinda teve vários irmãos, nomeadamente o José, o António, o Joaquim, o Manuel, a Maria, a Teresa e a Ana.

14/03/2024

O carteiro já não toca duas vezes


Vão longe os tempos em que o carteiro nos merecia tanta confiança quanto o médico ou o padre. 

Como sou rapaz que já não vai para novo, ainda sou do tempo em que o carteiro andava de bicicleta e quando passava ao fundo do lugar, o toque da sua corneta chamava a gente que esperava carta. Era assim diariamente e quase sempre com pontualidade.

Mas isso já foi há muito, num tempo em que havia a mania das pessoas serem sérias e responsáveis cumprindo a sua profissão, sobretudo quando implicavam serviço público, com honra e sentido de dever.

Hoje em dia todos sabemos  como é que andam os correios, o CTT, numa balbúrdia tal que já nem sabemos se é carne, peixe ou nem uma coisa ou outra. Terá dono? Quem manda? Quem responde pelo reles serviço prestado?

Por conseguinte, pelo menos por cá, anda tudo ao sabor do vento e a correspondência vai sendo distribuiída conforme dá mais jeito. Assim, não raras vezes, alguma dela chega tarde e a más horas e mesmo com prejuízo. Ainda agora, nesta semana, a minha esposa recebeu uma convocatória para um rastreio já depois da data. Mesmo para a entrega de uma carta registada não se perde tempo a verificar se está alguém em casa. É mais fácil e rápido e colocar o aviso de que terá que ser levantada no posto, com a fácil justificação de que ninguém atendeu. 

Certamente que para além de um eventual mau profissionalismo,  no geral os próprios carteiros são vítimas do sistema e desorganização da empresa, que não lhe dá as devidas condições de trabalho e de acordo com as responsabilidades, porque não raras vezes andam assoberbados de correspondência para circuitos extensos e horários apertados.

Com frequência há relatos de atrasos nas cartas de cobrança de serviços, como dos telefones, da água e electricidade, levando, por falta de pagamento atempado, à aplicação de coimas, ameaças de cortes e de todos os incovenientes para pagar depois dos prazos.

Uma autêntica balbúrdia e obviamente que não há como fazer queixa porque é causa e tempo perdidos. Posto isto, e para além da questão da desorganização dos postos, que vão sendo suprimidos ou mudados de poiso, o carteiro já não toca duas vezes e na maior parte das vezes já nem toca vez nenhuma.

Etiquetas

Acção Social Acontecências Actualidade Alertas Ambiente Anos 80 Aplicações Apontamentos Aprender Arrelias Arte Assembleia de Freguesia Associativismo Autores Avisos Cadernos Câmara Municipal Caminhadas Cartazes Cartões Celebrações Centro Social Charadas Cidadania Citações Colecções Comemorações Comida Comunidade Inter-Paroquial Concelho Contos Convívio Crónicas Cultura Curtas e Grossas Datas Datas e factos Desenhos Desporto Diário Ditos e Mexericos Divulgação Documentos É bom saber Editais Educação Efemérides Efeméridess Eleições Entretenimento Escola Escritas Estado Eventos Evocações Facebook Festa do Viso Festas Festividades Ficção Figuras Fotografias Fotomontagem Fotos Antigas Futebol Genealogia Gente Nossa Grafismos Grupo de Jovens Grupo Solidário Grupos Guisande Guisande F.C. Guisande Solidário Heráldica Historiando Humor Humorlândia IA Ilustrações Imprensa Informações Iniciativas Inquéritos Inteligência Artificial Internacional Ironias Junta Junta de Freguesia Juventude Lamentos Legislação LIAM Listas Livros Lobão Locais Local Louredo Lugares Mapas Melhoramentos Memórias Momentos Movimentos Mundo Município Música Nacional No comments Nostalgias Notas Notícias Obituário Obras Olhares Opinião Orações Outono Outros mundos Panfletos Para rir ou chorar Parábolas Paróquia Páscoa Património Pensamentos Pessoais Pessoal Poder Local Podia ser verdade Poesia Política Políticos Portugal Postais postal do dia Propaganda Quintas Rabiscos Recordando Recortes Recreativos Recreio Rectrospectiva Redes Sociais Reflexões Religião Sabia que? Santa Maria da Feira Sátira Saúde Seniores Sextas Sítios so Sociedade Sondagens Subscrevo Televisão Tempos Trabalhos Gráficos Tradições Turismo União de Freguesias Veteranos Guisande F.C. Vídeos Vizinhança

Artigos - Índice