Já o disse e escrevi e volto a dizer e a escrever: Parece-me um exagero e até imoral, que neste nosso país, muitos municípios, através das suas Câmaras, gastem verbas oxorbitantes do erário público em espectáculos e concertos musicais. Mesmo algumas juntas de freguesia, sempre a "cagar e a tossir" de dificuldades, não se coibem dos seus gastos nesta matéria.
É consultar a plataforma de contratos públicos para se ter uma noção do esbanjamento.
Podem dar as explicações que bem entenderem, mas é imoral e um paradoxo, porque, na generalidade, apesar dessas festas e festarolas, continuam a existir carências em coisas bem mais essenciais ao dia a dia dos munícipes. Em todo o lado há ruas esburacadas que mais parecem caminhos de cabras, passeios danificadaos e transformados em ratoeiras, lixos depositados em caminhos, habitações ainda sem redes de água e saneamento, etc, etc.
Não osbtante, os responsáveis sabem do que a casa gasta e do que o povo gosta, e esbanjar dinheiro desta forma apresenta um saldo positivo em popularidade e até votos em tempos de eleições. Os que se indignam a reclamam, como eu, são poucos e por conseguinte, colocando-me também no rebanho, acho que, no fim das contas, temos o que merecemos.