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24/07/2017
22/07/2017
Nota de falecimento
Faleceu Adelina Ascensão Pereira, de 92 anos, do lugar de Fornos. Viúva de António Correia Pinto e mãe de Maria Manuela Pereira Correia Pinto e Jorge Manuel Pereira Correia Pinto.
O Velório será na Capela Mortuária de Guisande, neste Sábado, dia 22 de Julho de 2017, com chegada do corpo às 17:00 horas. As cerimónias fúnebres terão lugar na Igreja Matriz de Guisande, no Domingo, dia 23 de Julho de 2017, pelas 16:30 horas, indo no final a sepultar em jazigo de família no cemitério local.
Missa de 7º Dia na Igreja Matriz de GuisandE, na Quinta-feira, dia 27-07-2017, às 19:00 Horas
Sentidos sentimentos aos seus filhos e demais familiares.
21/07/2017
20/07/2017
19/07/2017
18/07/2017
As minhas responsabilidades
Até ao momento não conheço na totalidade a composição e distribuição dos elementos na lista do PSD, candidata à Assembleia/Junta da nossa União de Freguesias, nas próximas Eleições Autárquicas de 1 de Outubro. Sei, sim, que da equipa do actual executivo apenas o presidente será recandidato, de resto foi já apresentado oficialmente na última sexta-feira (14 de Julho) em jantar-comício no Europarque.
Por conseguinte, percebe-se que não se recandidatam os restantes elementos, a secretária (Louredo), o tesoureiro (Gião) e os dois vogais (Guisande e Lobão), nos quais me incluo. Independentemente das razões e motivos de cada um, pela parte que me toca, para além de outras razões, incluindo as pessoais, obviamente que saio porque desiludido e decepcionado. As coisas não correram de acordo com as minhas expectativas iniciais nem com as expectativas que em campanha, cara-a-cara, transmiti à generalidade dos eleitores, numa fundada esperança de mudança para melhor. Do programa eleitoral apresentado à população, dos sete pontos principais definidos para Guisande, em rigor nenhum foi ainda cumprido, apenas um ou outro parcialmente, e já faltará tempo para que ainda se concretizem no presente mandato. Por outro lado não custa reconhecer que a Junta mostrou incapacidade nalguns aspectos básicos como a limpeza regular de valetas, ruas, espaços ajardinados e tapamento de buracos. Para estas dificuldades e incapacidades em muito contribuíram as responsabilidades e dívidas transmitidas por anteriores juntas, incluindo a de Guisande, que condicionaram o alargamento do reduzido quadro de pessoal e algumas obras perspectivadas, bem como um mandato encurtado devido às eleições intercalares, pois o que seria o primeiro ano foi gasto numa gestão corrente que adiou ou agravou algumas necessidades da União. Com mais um ano no mandato certamente que ainda muito seria concretizado. Por outro lado, os inerentes obstáculos e custos com as mudanças decorrentes da nova organização administrativa que já tendo sido ultrapassados em muitos aspectos, ainda há situações a resolver e que certamente passarão para o futuro executivo. Mas percebe-se que estas dificuldades e constrangimentos surgidos são situações que a generalidade dos eleitores ignora ou não quer reconhecer, o que de resto é condizente com o desinteresse e pouca participação do público nas assembleias de freguesia.
Por conseguinte, mesmo que ocupando um cargo menor e sendo apenas um elemento numa equipa de cinco, sem responsabilidades directas no modelo de gestão seguido, diferente até do que desde o início preconizei, em que defendia alguma autonomia e distribuição de poderes e competências para cada um dos representantes de cada freguesia e no âmbito de cada uma, e porque entendo que as coisas não se resolviam com "pressões", "murros na mesa" nem com ameaças de demissão, sempre procurei cumprir as minhas obrigações, porventura acima do exigível a um simples vogal. Procurei privilegiar o diálogo e a cooperação em detrimento do confronto ou da ruptura, colocando sempre as questões e alertando para as necessidades que iam surgindo no dia-a-dia.
Neste contexto e num sentido geral, entendo que quando termina um ciclo e quando consideramos que nele não cumprimos os objectivos propostos e as expectativas criadas, mesmo que com naturais e pesadas condicionantes, temos que ter a ombridade de reconhecer o que falhou, assumir as nossas responsabilidades e sair de cena para dar lugar a outros. Porque esta é a minha maneira de pensar, e cada um pensará pela sua própria cabeça, pela parte que me toca é o que farei terminado o mandato e com ele um ciclo de participação e cidadania. Entendo que é assim que funciona em democracia a disputa de cargos públicos. O importante é que em todo o processo cada um tenha a sua consciência tranquila e sentimento de dever cumprido, e eu tenho seguramente. Daí, em grande parte, pela assunção desta minha responsabilidade, a decisão de não me recandidatar na mesma lista onde há três anos entrei como independente. Para o futuro, noutro ciclo, com outras pessoas e com outros projectos, tudo será possível.
Quanto a quem fica, a quem sai e a quem entra, mesmo que tenha opinião, por enquanto é assunto que não me preocupa e sobre o qual não me quero pronunciar. Mas, para todas as listas, desejo que façam obviamente o seu papel e deem o seu melhor e que o povo escolha, tanto quanto possível, ciente, consciente e esclarecido. O importante é que o território e a população sejam sempre tidos em conta, independentemente de quem venha a vencer e ser chamado a comandar os destinos da nossa União de Freguesias nos próximos quatro anos. Não tenho dúvidas que todos, por diferentes projectos e modelos de gestão, quererão o melhor para a nossa União e para cada uma das suas quatro freguesias, como não tenho dúvidas, também, de que independentemente de quem venha a dirigir a Junta no próximo mandato, terá bem melhores condições para realizar um bom trabalho, desde logo porque muito caminho já foi arrepiado, e porque certamente a actual tesouraria não transmitirá calotes nem pesados compromissos que condicionem a sua acção.
Américo Almeida
Por conseguinte, mesmo que ocupando um cargo menor e sendo apenas um elemento numa equipa de cinco, sem responsabilidades directas no modelo de gestão seguido, diferente até do que desde o início preconizei, em que defendia alguma autonomia e distribuição de poderes e competências para cada um dos representantes de cada freguesia e no âmbito de cada uma, e porque entendo que as coisas não se resolviam com "pressões", "murros na mesa" nem com ameaças de demissão, sempre procurei cumprir as minhas obrigações, porventura acima do exigível a um simples vogal. Procurei privilegiar o diálogo e a cooperação em detrimento do confronto ou da ruptura, colocando sempre as questões e alertando para as necessidades que iam surgindo no dia-a-dia.
Neste contexto e num sentido geral, entendo que quando termina um ciclo e quando consideramos que nele não cumprimos os objectivos propostos e as expectativas criadas, mesmo que com naturais e pesadas condicionantes, temos que ter a ombridade de reconhecer o que falhou, assumir as nossas responsabilidades e sair de cena para dar lugar a outros. Porque esta é a minha maneira de pensar, e cada um pensará pela sua própria cabeça, pela parte que me toca é o que farei terminado o mandato e com ele um ciclo de participação e cidadania. Entendo que é assim que funciona em democracia a disputa de cargos públicos. O importante é que em todo o processo cada um tenha a sua consciência tranquila e sentimento de dever cumprido, e eu tenho seguramente. Daí, em grande parte, pela assunção desta minha responsabilidade, a decisão de não me recandidatar na mesma lista onde há três anos entrei como independente. Para o futuro, noutro ciclo, com outras pessoas e com outros projectos, tudo será possível.
Quanto a quem fica, a quem sai e a quem entra, mesmo que tenha opinião, por enquanto é assunto que não me preocupa e sobre o qual não me quero pronunciar. Mas, para todas as listas, desejo que façam obviamente o seu papel e deem o seu melhor e que o povo escolha, tanto quanto possível, ciente, consciente e esclarecido. O importante é que o território e a população sejam sempre tidos em conta, independentemente de quem venha a vencer e ser chamado a comandar os destinos da nossa União de Freguesias nos próximos quatro anos. Não tenho dúvidas que todos, por diferentes projectos e modelos de gestão, quererão o melhor para a nossa União e para cada uma das suas quatro freguesias, como não tenho dúvidas, também, de que independentemente de quem venha a dirigir a Junta no próximo mandato, terá bem melhores condições para realizar um bom trabalho, desde logo porque muito caminho já foi arrepiado, e porque certamente a actual tesouraria não transmitirá calotes nem pesados compromissos que condicionem a sua acção.
Américo Almeida
Post Scriptum:
Como o próprio título do artigo expressa, esta minha reflexão é obviamente pessoal e apenas diz respeito à minha posição e opinião e não pretende ser mais do que isso. Não está implícita qualquer crítica ou julgamento a quem quer que seja, mas apenas ao que penso num sentido particular e até mesmo geral. De resto, em democracia e em eleições, em primeira e última análise é o povo, o eleitorado, quem decide ou faz as escolhas a partir do direito legítimo e secreto do voto. Fazer segundas leituras ou interpretações ficam sempre à responsabilidade e suposições de quem a fizer.
17/07/2017
"Tachos", "gamelas" e outras quinquilharias
Na sexta-feira passada, 14 de Julho, decorreu no Europarque um jantar-comício do PSD, com a presença de Pedro Passos Coelho, no qual foram apresentados todos os candidatos às eleições para a Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleias/Juntas de Freguesia.
Como a casamentos e a baptizados vão os convidados, não o tendo sido, eu não participei. De resto, sem hipocrisia, também não iria se convidado fosse.
Em todo o caso, soube por quem lá foi, que Emídio Sousa, actual presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e candidato à mesma nas próximas eleições de 1 de Outubro, por mais ou menos palavras, terá dado um elogio aos candidatos às Assembleias/Juntas de Freguesias, por se disporem a trabalhar em prol das comunidades e das pessoas a troco de quase nada, referindo que os tesoureiros/secretários ganhariam pouco mais que 240 euros por mês, não chegando para pagar despesas com telemóvel e gasolina. É uma verdade o que referiu Emídio Sousa, o que lhe fica bem ao reconhecer essa dedicação de muita gente que integra as juntas no nosso concelho, mas poderia ir mais longe e em contrapartida referir que existem alguns presidentes de Junta a ganhar um valor a rondar os dois mil euros (dependendo do nº de eleitores, se a tempo inteiro e em regime de exclusividade), o que não é nada mau, e, no lado oposto, ainda pessoas com cargos de vogais, como o meu caso, em que apenas ganham senhas de presença nas reuniões de Junta (uma ou duas por mês, normalmente) e sessões da Assembleia de Freguesia (normalmente 4 por ano). Tudo somado (reuniões de Junta e sessões de Assembleia de Freguesia), um vogal ganhará em média 50 euros por mês, ou seja, 600 euros por ano, afinal pouco mais que um ordenado mínimo, ainda sujeito a IRS. Esta situação desproporcional é obviamente mais flagrante quando um vogal tem responsabilidades e tarefas ao nível de qualquer outro elemento da Junta e que no caso de um representante de uma freguesia de uma União, tem que enfrentar toda uma população nas suas diferentes necessidades, exigências e reclamações e ainda o atendimento semanal ou mesmo quase permanente.
Seja como for, a situação é o que é, mesmo que erradamente ainda haja muita gente que considere este cargo de vogal como de "gamela" ou de "tacho". Fica-se com a fama, mas, no caso, sem proveito.
Por estas e por outras desconsiderações, o incentivo a trabalhar pelos outros de forma quase voluntária e ate mesmo com prejuízo efectivo, é obviamente reduzido. Ainda há, pois, muito caminho a percorrer no sentido da compreensão e valorização do exercício da cidadania, sem rótulos de oportunismo, de "tachos", "gamelas" e outras quinquilharias.
Nota: Sobre este assunto do vencimento enquanto vogal da Junta, já havia feito um esclarecimento em Fevereiro passado, com o respectivo comprovativo.
Por estas e por outras desconsiderações, o incentivo a trabalhar pelos outros de forma quase voluntária e ate mesmo com prejuízo efectivo, é obviamente reduzido. Ainda há, pois, muito caminho a percorrer no sentido da compreensão e valorização do exercício da cidadania, sem rótulos de oportunismo, de "tachos", "gamelas" e outras quinquilharias.
Nota: Sobre este assunto do vencimento enquanto vogal da Junta, já havia feito um esclarecimento em Fevereiro passado, com o respectivo comprovativo.
14/07/2017
13/07/2017
Decisão (decidida)
Já a tinha anunciado por aqui há algum tempo e
confidenciado com familiares e amigos mais directos. Por conseguinte, quem me
acompanha neste meu espaço online já sabia da minha decisão de, uma vez terminado
o meu actual mandato de vogal na Junta da União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e
Guisande, não me recandidatar.
É claro que há razões e motivos para esta decisão,
incluindo pessoais, mas também e sobretudo porque já há três anos quando
aceitei o convite para integrar a lista, fi-lo com o pressuposto e intenção de
ser apenas para um único mandato. Por conseguinte, esta minha decisão deve ser encarada como natural. Balanços do mandato e do cargo, e outras considerações, ficarão eventualmente para mais tarde, se e quando achar oportuno. Mas, desde já, é óbvio que pessoalmente saio desiludido porque nem de longe nem de perto as coisas correram conforme tinha previsto e nem de acordo com as expectativas que foram transmitidas na preparação da candidatura. Mesmo com as dificuldades com que lidou a Junta, e foram muitas, era de facto possível fazer mais, melhor e diferente e com uma filosofia adaptada à nova realidade administrativa, o que não aconteceu. Mas, no meu entendimento, um exagerado centralismo presidencial, com nenhuma autonomia aos representantes (ao contrário das expectativas dadas à partida) não o permitiram. Não há como o desmentir. Por isso a minha decisão de não recandidatura passa também muito por este sentimento de desilusão e fracasso.
Como o processo de preparação das próximas eleições
está já em curso para as diferentes forças partidárias, quiçá independentes, uma vez que faltam menos de três meses para as eleições e as
listas concorrentes têm que dar entrada no Tribunal durante a primeira semana
de Agosto, soube por estes dias, pelo próprio, que o actual presidente da nossa Junta da União de Freguesias foi convidado pela estrutura concelhia do PSD a
recandidatar-se como cabeça-de-lista, convite que aceitou. Certamente que nesta altura do campeonato não cometo qualquer inconfidência, até porque está anunciada para amanhã, sexta-feira, 14 de Julho, no Europarque, a apresentação oficial de todos os candidatos das listas do PSD à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesias, com a presença do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho,
Por conseguinte, em consequência da recandidatura que era expectável, há alguns dias demonstrou interesse em que eu pudesse continuar na sua lista e na equipa candidata à Junta. Apesar desse reconhecimento, que registo, informei-o da minha indisponibilidade. Assim, ficou naturalmente com via aberta e oportunidade para convidar outra pessoa para o meu lugar de modo a completar a sua equipa, o que é perfeitamente natural para quem está nestas circunstâncias.
Por conseguinte, em consequência da recandidatura que era expectável, há alguns dias demonstrou interesse em que eu pudesse continuar na sua lista e na equipa candidata à Junta. Apesar desse reconhecimento, que registo, informei-o da minha indisponibilidade. Assim, ficou naturalmente com via aberta e oportunidade para convidar outra pessoa para o meu lugar de modo a completar a sua equipa, o que é perfeitamente natural para quem está nestas circunstâncias.
Assim, neste contexto, porque o lugar que ocupo é público, embora a minha decisão seja privada, para informação a quem
interessar e sobretudo para quem há três anos me deu o seu apoio, está definida a minha decisão de não recandidatura na lista do PSD às eleições autárquicas marcadas
para 1 de Outubro próximo.
Perdoar-me-ão a ironia, mas sendo um cargo “tão bom, tão bem remunerado e apetecível”, como muitos alvitram, certamente não faltarão candidatos a ocupar o meu lugar. Não devemos ser soberbos e por isso importa dar o lugar e a oportunidade a outros.
Perdoar-me-ão a ironia, mas sendo um cargo “tão bom, tão bem remunerado e apetecível”, como muitos alvitram, certamente não faltarão candidatos a ocupar o meu lugar. Não devemos ser soberbos e por isso importa dar o lugar e a oportunidade a outros.
Américo Almeida
11/07/2017
Cemitério de Guisande - Actualização de propriedade - Esclarecimentos
Em Maio passado a Junta da União das Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande fez avisar publicamente que no cemitério de Guisande, a cada sepultura foi atribuído um número de identificação o qual foi pintado provisoriamente junto a cada uma. Os proprietários das sepulturas, deveriam tomar nota do respectivo número ou números atribuídos e dirigirem-se à Junta no sentido de confirmarem se as mesmas estão devidamente identificadas no que diz respeito à sua propriedade e proceder à actualização caso não.
No seguimento do aviso, várias pessoas têm vindo à Junta para efectuarem essa confirmação ou pelo menos ficarem melhor esclarecidos já que se constata que há naturalmente alguma confusão e contra-informação. Neste contexto, fazendo parte do executivo, mesmo que a título pessoal deixo aqui alguns esclarecimentos:
À data da tomada de posse da actual Junta da União de Freguesias (Outubro de 2014) o sistema de identificação e registo das sepulturas no cemitério de Guisande estava, de um modo geral, muito desorganizado e pior do que isso, omisso em grande parte, sobretudo no cemitério velho.
Pelo que se pôde perceber, uma vez eleita em 12 Dezembro de 1976, a primeira Junta de Freguesia, pós 25 de Abril de 1974, de algum modo procurou reorganizar o cemitério, até então praticamente com campas rasas e na sua maior parte sem identificação. Por conseguinte, uma grande parte do terreno disponível passou a ser vendido em sepulturas. Certamente por impossibilidade e condicionada face à existência de sepulturas ocupadas e delimitadas, a disposição das novas sepulturas ficou bastante desorganizada, sem qualquer métrica ou alinhamentos, o que se verifica principalmente no cantão norte/nascente, com espaços irregulares e muito estreitos entre sepulturas, bem como com os jazigos com diferentes dimensões, alturas e alinhamentos. A falta de regras fez com que cada proprietário construisse, por si ou a mando, um pouco a seu bel-prazer. Esta desorganização e falta de espaço dificulta a manutenção e limpeza por parte dos concessionários (proprietários) e pior do que isso, dificulta a tarefa do coveiro sempre que há necessidade de abertura e retirada de terra de uma dessas sepulturas.
As respectivas concessões e os respectivos alvarás então emitidos passaram a ser registados num livro próprio, existindo esse registo. Infelizmente, apesar destes documentos, não existia nem existiu (pelo menos não é conhecida) qualquer planta ou esquema do cemitério com a representação gráfica das diferentes sepulturas ou cantões. Nos dados de cada alvará apenas é feita a referência à área da sepultura e (nem sempre) e ao número do cantão, sendo omissas as confrontações, não contribuindo à referenciação no terreno. Neste contexto, a maior parte das sepulturas concessionadas no cemitério velho ocorreram nas décadas de 70 e 80, até que face à falta de terreno e em face da procura, tornou-se necessário ampliar o cemitério, resultando numa parte a que agora chamámos de cemitério novo em contraponto ao cemitério velho ou antigo.
No final dos anos 80 foi então construído o cemitério novo e passaram a ser vendidas as sepulturas e emitidos os respectivos alvarás, mas, novamente com um livro de registos mas sem a existência de uma planta com o esquema da distribuição dos cantões e das sepulturas. Para além desta falha, foram vendidas muitas sepulturas sem fundações e em distintos locais, um pouco ao gosto e pedido de cada comprador, não se seguindo o que deveria ser o mais correcto, ou seja, vender de forma sequencial em cada cantão., tal como agora está a ser feito. Por conseguinte, notam-se diferentes dimensões e espaços entre sepulturas.
Já no anterior mandato, por iniciativa do então coveiro, foi feito um esquema das sepulturas no cemitério novo, com identificação de cantões e ruas e um número para cada sepultura, com números pares de um lado e impares de outro lado, tal como nas ruas viárias. Os alvarás passaram a ser lavrados em formato digital e com indicação das confrontações. Infelizmente com alguma desorganização na parte documental, como alvarás impressos e outros documentos relacionados com as concessões e transferência. Todavia, sendo já de louvar a iniciativa do coveiro e elaboração do respectivo documento de identificação gráfica, a verdade é que o mesmo apresentava-se um pouco confuso para a finalidade pretendida de registo e identificação sequencial tendo em conta todo o cemitério e não apenas a parte mais recente.
Neste contexto, e face à necessidade de todo o processo de registo e identificação passar a ser feito num sistema informático uniformizado a todos os cemitérios das freguesias, esta Junta da União de Freguesias procedeu à elaboração de uma planta do cemitério velho e cemitério novo, com a representação, sensivelmente à escala, dos cantões e sepulturas e atribuindo a todas as sepulturas uma numeração geral e sequencial. Por conseguinte esta numeração actualizada não é nem tem que ser coincidente com o número de cada um dos alvarás atribuídos anteriormente (daqui alhuma da confusão), os quais não perdem a validade. No futuro, poder-se-á pensar numa re-emissão actualizada dos alvarás tendo em conta a nova numeração, mas obviamente que sem custos para os concessionários, mas é uma medida que para já não está programada.
É óbvio que apesar deste sistema actualizado de numeração e da importância da actualização da propriedade, para além dos antigos alvarás não perderem a validade, como atrás se referiu, não é nem nunca foi intenção da actual Junta tomar posse de sepulturas antigas, mesmo que eventualmente sem documentos de prova da sua propriedade, sobretudo as sepulturas com corpos sepultados e com lápides identificativas e de cuidado e manutenção regulares por parte dos familiares. Para sepulturas vazias há vários anos, sem sinais identificativos e sem sinais de manutenção e limpeza regular por parte dos concessionários, a Junta tem meios legais para retomar as mesmas, sendo que para já essa possibilidade também não se coloca.
Assim sendo, e em resumo, para além do principal objectivo de confirmação de propriedade face aos dados existentes na Junta e no novo sistema de registo informático, é importante que quem se considere o actual proprietário de uma determinada sepultura, sobretudo as antigas e em nome de pessoas já falecidas, façam a actualização do registo para seu nome, sendo que obviamente para tal precisam de documentos comprovativos, como escrituras de compra/venda, alvarás, escrituras de partilhas, doações, declarações de cedência, etc.
Podem ainda ser prestadas para actualização no sistema, algumas informações adicionais, como o nome de familiares sepultados e respectivas datas e idades, mesmo que aproximadas, para assim ficar documentado o historial de ocupação de cada campa. Não são informações obrigatórias no processo de registo mas têm a sua importância documental.
Finalmente, informa-se ainda que legalmente todas as obras realizadas nas sepulturas, alterações de jazigo ou melhoramentos, bem como transferências de propriedade, estão sujeitas ao pagamento de taxas, conforme a tabela em vigor (aprovada em Assembleia de Freguesia). A liceça para obras deve ser requerida previamente na Junta. Os pedidos de transferência também devem ser pedidos na Junta acompanhados dos respectivos documentos de identificação dos enolvidos e documentos comprovativos de propriedade.
Licença de obras nos cemitérios:
1 sepultura: 70,00 euros
2 sepulturas: 100,00 euros
3 sepulturas: 150,00 euros
Licença de obras em capelas: 150,00 euros
Quanto às taxas de transferência de propriedade:
1 sepultura: 60,00 euros
2 sepulturas: 90,00 euros
3 sepulturas: 130,00 euros
Consulte nos links abaixo:
10/07/2017
Eleições Autárquicas 2017 - O que se vai lendo, vendo e ouvindo - I
"Mais no marketing, menos nas pessoas"
Luís Sá é o candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal nas próximas eleições autárquicas de 1 de Outubro de 2017. Em entrevista dada ao jornal semanário "Terras Notícias", entre outras considerações menos positivas para com o actual exuecutivo PSD, liderado por Emídio Sousa, sublinha que "..a autarquia tem como prioridade o marketing em detrimento das pessoas".
Luís Sá é o candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal nas próximas eleições autárquicas de 1 de Outubro de 2017. Em entrevista dada ao jornal semanário "Terras Notícias", entre outras considerações menos positivas para com o actual exuecutivo PSD, liderado por Emídio Sousa, sublinha que "..a autarquia tem como prioridade o marketing em detrimento das pessoas".
Critica, igualmente o modelo empresarial seguido pelo executivo PSD: "O Bloco de Esquerda quer fazer em Santa Maria da Feira aquilo que está a fazer no país. Queremos criar mais emprego, mais rendimento para as pessoas, aumentar os apoios sociais e melhorar a qualidade de vida de todos. Pretendemos aplicar tarifas sociais para baixar o preço da água e queremos construir mais espaços verdes e de lazer, promovendo uma melhor mobilidade no Concelho. É também nossa ideia melhorar os serviços públicos e cortar nas rendas e nos negócios que têm sido lesivos para a população e que muito pesam no orçamento da Câmara Municipal".
É evidente que o candidato Luís Sá debita as orientações habituais do Bloco de Esquerda e de quem naturalmente pretende contrariar a posição e a política de quem está no poder. É natural que assim algumas das suas considerações sejam exegeradas, porque é sempre bem mais fácil falar de fora. Seja como for, no que diz respeito à consideração que dá título à sua entrevista ao "Terras Notícias", creio que há por ali um pouco de verdade. Efectivamente é notório o grande gasto que a Câmara tem em situações de marketing, sobretudo ligado aos grandes eventos que promove de forma centralizada, como o caso da Viagem Medievel, Imaginárius e Perlim. Se essse gasto tem sido um investimento com retorno, não temos dúvidas que em grande parte sim, mas se esse retorno tem beneficiado de forma homogénea o território, para além da sede do concelho, aí já me parece que não totalmente, e isso constata-se em muitas freguesias, incluindo a nossa de Guisande e a União onde se insere, com muitas pequenas e simples coisas por resolver, algumas abaixo do custo de produção de algumas simples publicações de marketing e um qualquer outdoor.
Em resumo, o investimento em marketing promocional não é negativo quando visa um retorno para as pessoas e para um território, como um todo, e não apenas para algumas pessoas ou entidades e quase sempre para os mesmos sítios. Há por isso muitas coisas a melhorar, pequenas e grandes, e essas não se resolvem apenas com a venda da imagem de um concelho ou de uma sede que orbitam à volta do castelo. Já é, pois, tempo de se efectivar o chavão de campanha "Mais pelas pessoas". Bem sabemos que slogan de Emídio Sousa para as eleições que se aproximam é "O concelho À FRENTE", mas num amplo território como o de Santa Maria da Feira também há realidades laterais e até mesmo atrás. Seguir em frente, sim, mas também olhando para os lados e para o retrovisor. Em algumas ruas da nossa União, e nomeadamente em Guisande, seguir apenas em frente pode descambar em alguns grandes buracos no meio da rua ou em zonas alagadas com águas pluviais a convidar à inversão de marcha. Há, pois, que resolver estes "pequenos grãos de areia" na engrenagem, para então, poder seguir-se em frente. E para isto não é preciso marketing.
09/07/2017
07/07/2017
Obras na habitação social em Guisande e no concelho
Foi noticiado por estes dias que a Câmara de Santa Maria da Feira tem em curso um programa de reabilitação de habitações sociais. Para o efeito prevê a aplicação de três milhões de euros no melhoramento de 11 edifícios espalhados pelo concelho. Estarão já a ser realizadas obras em Milheirós de Poiares e Paços de Brandão e terá já sido lançado o concurso para as obras nos restantes edifícios. Segundo declarações do presidente da Câmara Municipal, Dr. Emídio Sousa, à agência noticiosa Lusa, pretende-se melhorar as condições de eficiência energética dos edifícios, substituição das caixilharias e janelas, renovação das coberturas e também aplicação de novos revestimentos, com aplicação de "capoto" e pintura.
Entre os edifícios previstos, está o de Casaldaça - Guisande, o que não é de surpreender face ao mau estado, pelo menos visível ao nível exterior. Para além dos anos já decorridos após a sua construção (pelo menos 15), todo o edifício padeceu desde o seu início de uma má qualidade construtiva geral, com materiais e acabamentos muito básicos e rudimentares. Infelizmente, nessa altura importava construir em quantidade e não tanto em qualidade. No caso da nossa freguesia foi feito um edifício desproporcional às necessidades locais e não espanta, pois, que ao longo dos anos tenha vindo a ser ocupado por famílias provenientes de outras freguesias com os inerentes problemas de integração.
Esta notícia de realização de obras é importante já que infelizmente não tem sido dada a atenção devida ao edifício e à sua envolvente.
No programa eleitoral da actual Junta, por minha vontade e proposta constava uma promessa de requalificação do espaço envolvente mas, infelizmente e para minha desilusão, nunca foram reunidas condições para a sua realização e já não tenho esperança que possa ser feita neste mandato que está a terminar. Por outro lado, e esta é uma responsabilidade directa da Câmara, enquanto proprietária do espaço, a limpeza da vegetação tem sido efectuada apenas uma vez por ano e nem sempre com a profundidade desejada, com os inconvenientes e riscos associados, como uma eventualidade de incêndio e infestação de bicharada (ratos e cobras), para além dos habitantes ficarem privados de usufruirem do espaço, seja com os estendais de roupa seja em contexto de laser. Neste momento aguarda-se que seja feita a limpeza a qual, obviamente para desagrado dos habitantes, está ainda por fazer.
Vamos, pois, esperar e desejar que com esta notícia das obras, o edifício em Guisande venha efectivamente a ficar dotado com melhores condições de habitabilidade e com isso beneficie os seus moradores que também têm direito a uma habitação condigna.
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