a.almeida
12/07/2018
11/07/2018
10/07/2018
Varrer o lixo para debaixo do tapete
Por estes dias a freguesia de Guisande tem sido brindada com algo parecido com uma limpeza de ruas, bermas ou valetas. Mas, em bom português, o que de um modo geral tem sido feito, chama-se "badalhoquice". Uma "badalhoquice" que fica tão mal a quem a faz como a quem a manda fazer, ou, não a mandando dessa forma, permita que assim se faça. Mesmo uma eventual desculpa que ainda faltará completar algum trabalho, não pega, pois não é admissível vários dias com esta sujidade mal sacudida para as bermas. O que se fez, de modo particular nas rotundas e canteiros, é de uma enorme falta de gosto e de mau profissionalismo, deixando naturalmente a população revoltada.
Em nome da falta de meios humanos e insuficiência financeira de uma qualquer Junta, não pode valer tudo. Guisande poderá ser uma sala modesta, mas dispensa que lhe varram o lixo para debaixo dos tapetes.
Situações como as que foram feitas na rotunda no cruzamento da Rua de Trás-os-Lagos com a Rua da Zona Industrial (foto acima), e outras mais, para além de passeios com os restos da "roça", à espera que seja o vento ou a chuva a completar o serviço, não abonam em nada para a qualidade que se exige a qualquer serviço, seja ele de que natureza for. Ora qualquer serviço de limpeza deve limpar e não sujar. Que se continue a fazer pouco, percebi eu e já todos percebemos , mas pelo menos o pouco que se fizer que se faça bem. Não será pedir muito.
06/07/2018
Centro Social - Workshops
Estão a decorrer nas instalações do Centro Social, no Monte do Viso, workshops de artesanato (pintura em tecidos) e costura. Aos poucos o grupo de participantes tem vindo a aumentar.
São actividades interessantes de ocupação de tempos livres mas também de aumento de competências e valorização pessoal.
As aulas estão abertas a toda a comunidade.
03/07/2018
A seara é grande e os trabalhadores são poucos
Ai esta linda terra, solar rico e fecundo de outros tempos! De belas searas, já crescidas e maduras das quais o cereal pende generoso de altos caules em espigas douradas.
Mas os trabalhadores tardam. São poucos e porventura mal mandados, não por eles, coitados, que obedientes fazem o que lhes mandam, mas pelos vetustos senhores, donos das searas e das vinhas do reino, que vão desperdiçando talentos como figueiras que, por mais que se lhes cave à volta e afofe a terra com estrume de minhoca ou de cavalariça, pouco ou nada frutificam, produzindo apenas folhas, como se, fosse vinha, muita parra e pouca uva.
- Mandai, pois, senhor, trabalhadores para a vossa seara, que é mais que tempo! Bem sabemos que foram muitos os ímpios e pecadores, mas talvez nesta linda terra se encontrem 10 justos e, coitados, mereçam a vossa misericórdia e, quiçá, um figuito da vossa quase estéril figueira, que são poucos, e não devem ser desperdiçados como nozes por quem não tem dentes (pensareis na vossa infinita e iluminada sapiência).
Mas os trabalhadores tardam. São poucos e porventura mal mandados, não por eles, coitados, que obedientes fazem o que lhes mandam, mas pelos vetustos senhores, donos das searas e das vinhas do reino, que vão desperdiçando talentos como figueiras que, por mais que se lhes cave à volta e afofe a terra com estrume de minhoca ou de cavalariça, pouco ou nada frutificam, produzindo apenas folhas, como se, fosse vinha, muita parra e pouca uva.
- Mandai, pois, senhor, trabalhadores para a vossa seara, que é mais que tempo! Bem sabemos que foram muitos os ímpios e pecadores, mas talvez nesta linda terra se encontrem 10 justos e, coitados, mereçam a vossa misericórdia e, quiçá, um figuito da vossa quase estéril figueira, que são poucos, e não devem ser desperdiçados como nozes por quem não tem dentes (pensareis na vossa infinita e iluminada sapiência).
Parábola da salvação!
02/07/2018
Festa em honra de Nª Sª da Boa Fortuna e Santo António - Programa de 2018
Dias 3,4,5 e 6 de Agosto de 2018
Programa:
Sexta-Feira, 3 de Agosto
22:00 Horas
- Cantadores ao desafio com Augusto Caseiro (de Caldas de S. Jorge) e António Cante (de Avanca)
Sábado, 4 de Agosto
21:30 Horas
- Baile com Nelson Marto
22:30 Horas
Espectáculo musical com Xico à Portuguesa (do Got Talent)
23:30 horas
- Espectáculo musical com a actuação do cantor Clemente
Domingo, 5 de Agosto
8:30 horas
- Entrada da Banda Musical de S. Tiago de Lobão. Para além da actuação no palco, até ao pôr-do-sol, participação musical na missa e na procissão solenes.
10:30 Horas
Missa Solene em honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António
17:00 Horas
- Reza do terço
18:00 Horas
- Majestosa Procissão Solene
21:45 Horas
- Noite de folclore com o Rancho Etnográfico "Os Pinhoeiros" de Lobão e
Grupo Folclórico de S. Tiago de Azagães - Carregosa - Oliveira de Azeméis
Segunda-Feira, 6 de Agosto
10:30 Horas
Missa na capela em memória e por intenções de festeiros já falecidos
21:30 Horas
- Espectáculo musical a cargo do grupo Novasom
23:30 Horas
- Fogo de artifício
23:50 Horas
- Espectáculo musical com David Antunes & The Midnight Band com participação especial de Simone de Oliveira
01:00 Horas
- Encerramento
Programa:
Sexta-Feira, 3 de Agosto
22:00 Horas
- Cantadores ao desafio com Augusto Caseiro (de Caldas de S. Jorge) e António Cante (de Avanca)
Sábado, 4 de Agosto
21:30 Horas
- Baile com Nelson Marto
22:30 Horas
Espectáculo musical com Xico à Portuguesa (do Got Talent)
23:30 horas
- Espectáculo musical com a actuação do cantor Clemente
Domingo, 5 de Agosto
8:30 horas
- Entrada da Banda Musical de S. Tiago de Lobão. Para além da actuação no palco, até ao pôr-do-sol, participação musical na missa e na procissão solenes.
10:30 Horas
Missa Solene em honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e Santo António
17:00 Horas
- Reza do terço
18:00 Horas
- Majestosa Procissão Solene
21:45 Horas
- Noite de folclore com o Rancho Etnográfico "Os Pinhoeiros" de Lobão e
Grupo Folclórico de S. Tiago de Azagães - Carregosa - Oliveira de Azeméis
Segunda-Feira, 6 de Agosto
10:30 Horas
Missa na capela em memória e por intenções de festeiros já falecidos
21:30 Horas
- Espectáculo musical a cargo do grupo Novasom
23:30 Horas
- Fogo de artifício
23:50 Horas
- Espectáculo musical com David Antunes & The Midnight Band com participação especial de Simone de Oliveira
01:00 Horas
- Encerramento
01/07/2018
Cromos da May - Quem se lembra?
Como está na moda e dá um ar de modernidade, ainda tentei dar um título em inglês, "Who remember?", mas de certeza absoluta que, para o caso, quem não se lembra de certeza é a malta mais nova, precisamente a mais suscpetível a inglesismos. Assim sendo, eventualmente apenas os mais velhos lembrar-se-ão destes cromos de futebol que tenho cá pelo baú.
São cromos raros, de colecções do final dos anos 60, início dos anos 70, produzidos pela May Portuguesa SARL, então localizada na Coina - Barreiro. Vendiam-se com uma saborosa chiclete, então conhecidas por goma de mascar ou em inglês, "chewing-gum".
Estes cromos juntos dos coleccionadores valem de 1 a 20 euros a unidade ou mais. Uma das poucas cadernetas editadas, com 120 cromos, pode custar mais de 500 euros.
Rebentaram-se as águas
Já toda a nação sabe: A selecção portuguesa de futebol está fora do Mundial 2018 que se desenrola na Rússia. O culpado, a selecção do Uruguai que com Cavani cavou com mestria e demasiada simplicidade dois golos na baliza de Rui Patrício, contra apenas um golo do aportuguesado brasileiro Pepe. Com esse resultado Portugal de Ronaldo fica-se pelos oitavos e faz companhia à Argentina de Messi. A campeão do Mundo, a Alemanha, essa já está de férias há uma semana.
Uma vez rebentadas as águas e desfeita essa frágil película amniótica que nos mantinha numa espécie de bolsa de sonho, altamente alimentada pelos média e a costumeira fézada de Fernando Santos, importa sermos objectivos e realistas. Ora, nesta realidade, Portugal, o campeão europeu de 2016, não jogou um "corno" e, ironia das ironias, o jogo mais bem conseguido, muito pela posse de bola concedida pelos uruguaios sempre que em posição de vantagem no marcador (e foi quase todo o jogo), acabou por dar na única e fatal derrota. Os anteriores três jogos, mais fraquinhos, deram em dois empates e uma vitória, mesmo que com jogos muito sofridos.
Com tudo isto, regressou a normalidade, porque, convenhamos, a medalha e o estatuto de campeão europeu valiam de pouco ou nada até porque esse título conquistado há dois anos assentou num futebol medíocre, desempates em penalidades e um coelho da cartola do "patinho feio" Éder, numa final em que fomos massacrados, futebolisticamente falando. De resto essa ou esta França, depois de despachada a Argentina, será seguramente uma das fortes candidatas ao título mundial. A ver vamos.
Quanto a Fernando Santos, não houve fézada que lhe valesse e com os muitos equívocos estratégicos e de má escolha de pedras postas em jogo sai (in)satisfeito com os objectivos mínimos.
Ronaldo, apesar de tudo o menos mau, teve o habitual problema, o da idolatria exagerada, colocando-o constantemente nas nuvens, e depois quando cai ou desce à terra percebe-se que entre um ou outro jogo determinante, há os demais jogos em que anda por ali, como apenas mais um. De resto quando Ronaldo, por força da idade e do peso das pernas, deixar a selecção, porventura perceber-se-á que nem fará tanta falta, porque uma andorinha nunca fez primaveras e porque este Portugal de Fernando Santos joga demasiado para o seu capitão e os companheiros debatem-se a cada momento com essa "obrigação" de culto e de subserviência ao seu jogo. Ora, qualquer treinador de equipa adversária percebe isso, como percebeu Óscar Tabárez do Uruguai, anulando-o completamente em jogo corrido. Ficam fora desse controlo os livres directos e os penaltis, mas nem aí a coisa correu bem, com os poucos mísseis a explodirem nas barreiras. Não fosse isso e Portugal teria sempre melhores jogos e resultados e daí melhores perspectivas neste tipo de competições, porque tem um leque de bons jogadores que renderão bem mais sem a sombra intimidatória do CR7, de resto um pouco à imagem do que sucede com Messi na Argentina.
Ronaldo, apesar de tudo o menos mau, teve o habitual problema, o da idolatria exagerada, colocando-o constantemente nas nuvens, e depois quando cai ou desce à terra percebe-se que entre um ou outro jogo determinante, há os demais jogos em que anda por ali, como apenas mais um. De resto quando Ronaldo, por força da idade e do peso das pernas, deixar a selecção, porventura perceber-se-á que nem fará tanta falta, porque uma andorinha nunca fez primaveras e porque este Portugal de Fernando Santos joga demasiado para o seu capitão e os companheiros debatem-se a cada momento com essa "obrigação" de culto e de subserviência ao seu jogo. Ora, qualquer treinador de equipa adversária percebe isso, como percebeu Óscar Tabárez do Uruguai, anulando-o completamente em jogo corrido. Ficam fora desse controlo os livres directos e os penaltis, mas nem aí a coisa correu bem, com os poucos mísseis a explodirem nas barreiras. Não fosse isso e Portugal teria sempre melhores jogos e resultados e daí melhores perspectivas neste tipo de competições, porque tem um leque de bons jogadores que renderão bem mais sem a sombra intimidatória do CR7, de resto um pouco à imagem do que sucede com Messi na Argentina.
Em todo o caso, e em resumo, vistas as coisas de forma objectiva, Portugal fez um papel dentro da sua realidade. Não a realidade dos média e de muitos portugueses embalados nessa onda, mas não desprestigiou e cumpriu os tais mínimos. No mínimo, que seja sempre assim.
Ronaldo, esteve melhor no final do jogo do que dentro dele, tecendo considerações ponderadas e adequadas e que de algum modo, desfeita a tal nuvem da ilusão, retratam a sua participação e a de Portugal, resumindo-se na afirmação de que: "...«Jogámos melhor que o Uruguai, mas quem marca mais é quem ganha, infelizmente. Queríamos ganhar, a equipa bateu-se bem e temos que enaltecer aquilo que Portugal fez. O Uruguai está de parabéns. Em termos globais, saímos de cabeça erguida», afirmou o internacional português na zona mista do estádio, abordando depois o orgulho em capitanear esta seleção:
«Estou muito orgulhoso de representar a seleção de Portugal como capitão. Este é um grupo de trabalho fantástico. Estou orgulhoso dos meus companheiros e da equipa técnica. Não é um balanço brilhante, mas batemo-nos bem. Desfrutei bastante desta competição. Foi um torneio bem estruturado e uma organização que surpreendeu pela positiva».
[Citação de Ronaldo extraída da Bola Online]
Ronaldo, esteve melhor no final do jogo do que dentro dele, tecendo considerações ponderadas e adequadas e que de algum modo, desfeita a tal nuvem da ilusão, retratam a sua participação e a de Portugal, resumindo-se na afirmação de que: "...«Jogámos melhor que o Uruguai, mas quem marca mais é quem ganha, infelizmente. Queríamos ganhar, a equipa bateu-se bem e temos que enaltecer aquilo que Portugal fez. O Uruguai está de parabéns. Em termos globais, saímos de cabeça erguida», afirmou o internacional português na zona mista do estádio, abordando depois o orgulho em capitanear esta seleção:
«Estou muito orgulhoso de representar a seleção de Portugal como capitão. Este é um grupo de trabalho fantástico. Estou orgulhoso dos meus companheiros e da equipa técnica. Não é um balanço brilhante, mas batemo-nos bem. Desfrutei bastante desta competição. Foi um torneio bem estruturado e uma organização que surpreendeu pela positiva».
[Citação de Ronaldo extraída da Bola Online]
29/06/2018
28/06/2018
Ilustração 280620181
Ilustração em estilo vintage, com a clássica carta postal de correio aéreo. Variante de uma minha ilustração à venda na agência Dreamstime.
Ilustração - Abelharuco
Um dos meus últimos "bonecos" à venda na agência de stock Dreamstime.com.
Trata-se de um pássaro abelharuco, uma das aves mais vistosas que se podem presenciar em Portugal, nomeadamente na zona da Barrinha de Esmoriz - Ovar, sendo que é mais frequente no interior centro, Alentejo e Algarve..
Afinal qual é o problema do Queiroz - Perguntem ao Carlos!
Durante e depois do jogo entre as selecções de futebol de Portugal e o Irão, um jogo decisivo para o apuramento para os oitavos de final da prova do Campeonato do Mundo de Futebol, a decorrer na Rússia, parece que o verniz voltou a estalar entre alguns jogadores portugueses e o treinador Carlos Queiroz, seleccionador do Irão. Sobretudo no "bate-papo" entre este, ex-seleccionador da selecção portuguesa, e Ricardo Quaresma.
Carlos Queiroz, que esteve a uma remate, um pouquinho ao lado, de eliminar estrondosamente Portugal, queixou-se da desconsideração da maior parte dos jogadores portugueses ao não o cumprimentarem no final da partida que terminou empatada (1-1). Já depois do jogo e de Quaresma ter insinuado que sobre ele mais valia nada dizer porque teria muito a dizer, Queiroz deu uma entrevista ao jornal "Público" onde volta ao assunto da desconsideração de Quaresma, Ronaldo e a maior parte da companhia, dizendo entre outras "verdades" que "...conquistei títulos europeus e mundiais, com reformas e ideias. A história da Federação Portuguesa de Futebol não começou na ilha da Madeira com Cristiano Ronaldo. Começou muito antes. E os valores que eu recebi do José Augusto, do Simões, do Eusébio, do Torres, do Jaime Graça, do Humberto Coelho, do Toni não foram estes. Não estou a dizer que estão errados, apenas que não são os meus e não são os de muita gente. Já tive a minha conta na África do Sul [Mundial de 2010, quando orientava a selecção nacional]. Algumas das pessoas que tentaram destruir na altura a minha vida pessoal e profissional hoje até são arguidos e alguns estão na cadeia ou a ir para lá.".
Eu não sei se Carlos Queiroz tem toda a razão nestes episódios à volta do jogo entre Portugal-Irão, nomeadamente pela sua constante atitude de arreliado, sempre a questionar e a pressionar os árbitros (afinal apenas a defender os interesses da sua selecção), mas creio que já todos percebemos que, não só dos tempos em que foi seleccionador português, nomeadamente na campanha do Mundial da África do Sul (2010), que tem sido um treinador acossado por cá e muito desconsiderado pelas altas esferas do nosso futebol federativo e também por muitos dos jogadores que desses tempos ainda por ali andam, como Ronaldo, Quaresma, Moutinho e muitos outros.
Para contextualizar o agora caso, recorde-se o episódio ocorrido a 17 de Novembro de 1993, em Milão, quando então seleccionador nacional falhou a qualificação para o Mundial-94 quando a Selecção Nacional caiu aos pés da Itália aos 83 minutos do jogo. No final, ainda no relvado, Carlos Queiroz, "explodiu" e soltou para fora toda a sua indignação, dizendo "...É preciso varrer a porcaria que há na federação portuguesa. Há muita coisa para mudar!". Esta declaração ficou para sempre na história do nosso futebol. É certo que depois disso Queiroz voltou a ser seleccionador mas as coisas voltaram a correr mal na relação entre federação e jogadores.
Em contraponto a Carlos Queiroz, Fernando Santos (amigos) tem tido a tarefa mais facilitada e mesmo premiada (mesmo com um mau futebol), sobretudo com a cereja do título de campeão europeu (2016). Porventura Fernando Santos nem será grande treinador mas, como bom católico, é certamente mais bonacheirão e uma figura paternal e sobretudo demasiado mole ou mesmo subserviente quanto às figuras principais da selecção, como Ronaldo, Quaresma, Pepe e Moutinho, etc.. Seja Fernando Santos treinador da selecção por mais vinte anos e todos esses jogadores, assim o queiram, têm lugar garantido na equipa principal. Serão os quatro e mais sete.
Ao contrário, Carlos Queiroz nunca colocou o vedetismo dos seus jogadores acima dos interesses da selecção. Resulta daí, e de outras coisas mais, que seja desconsiderado por Quaresma, Ronaldo e companhia, que não lhe passam cartão. De resto, Ronaldo, aziado no final de um mau jogo na África do Sul (2010), atirou às perguntas dos jornalistas: " - Perguntem ao Carlos!", numa clara alusão de que Queiroz era o responsável por uma fraca campanha.
Queiroz diz agora que "...A história da Federação Portuguesa de Futebol não começou na ilha da Madeira com Cristiano Ronaldo. Começou muito antes. E os valores que eu recebi do José Augusto, do Simões, do Eusébio, do Torres, do Jaime Graça, do Humberto Coelho, do Toni não foram estes. Não estou a dizer que estão errados, apenas que não são os meus e não são os de muita gente.".
Ora Carlos Queiroz, dizendo a verdade que diz, tem um problema ao dizê-lo, é que a maior parte dos actuais jogadores e a larga maioria dos que idolatram Ronaldo e companhia não conheceram esses tempos nem essas figuras. De resto os valores nunca poderiam ser os de então, porque agora são sobretudo os do dinheiro, sempre ele, e o do prestígio, aquele que se joga sobretudo fora dos campos.
E pelos vistos, a imprensa portuguesa, até alinha nesta idolatria, sobretudo a Ronaldo, numa verborreia exagerada e até ridícula, como a da comparação entre as atitudes na marcação dos penaltis de Ronaldo (contra a Espanha) e de Messi (contra a Islândia). Para Ronaldo era a confiança, a determinação a liderança e para Messi era o desconforto, a descrença, a desmotivação. Afinal, como há tiros que saem pela culatra, até Ronaldo (até tu, Brutus), falhou um penalti contra o Irão, no que poderia ter custado o apuramento. Pois, quando se fala de mais...
Ora Carlos Queiroz, dizendo a verdade que diz, tem um problema ao dizê-lo, é que a maior parte dos actuais jogadores e a larga maioria dos que idolatram Ronaldo e companhia não conheceram esses tempos nem essas figuras. De resto os valores nunca poderiam ser os de então, porque agora são sobretudo os do dinheiro, sempre ele, e o do prestígio, aquele que se joga sobretudo fora dos campos.
E pelos vistos, a imprensa portuguesa, até alinha nesta idolatria, sobretudo a Ronaldo, numa verborreia exagerada e até ridícula, como a da comparação entre as atitudes na marcação dos penaltis de Ronaldo (contra a Espanha) e de Messi (contra a Islândia). Para Ronaldo era a confiança, a determinação a liderança e para Messi era o desconforto, a descrença, a desmotivação. Afinal, como há tiros que saem pela culatra, até Ronaldo (até tu, Brutus), falhou um penalti contra o Irão, no que poderia ter custado o apuramento. Pois, quando se fala de mais...
Não surpreende, pois, que a maioria daqueles jogadores portugueses que aparentemente sabem cantar o hino nacional e beijam o emblema das quinas, acabem por ter uma demonstração de fracos valores e falta de educação ao desconsideraram de facto uma figura que, controversa ou frontal, foi sem dúvida uma pessoa importante na formação de largas dezenas de jogadores e que em muito contribuiu para o actual prestígio da federação portuguesa e das suas diferentes selecções.
Assim sendo, não dando toda a razão ao Queiroz, não deixo de lhe reconhecer alguma nas verdades que disse depois do jogo. O problema para ele, outro, é que certas verdades doem, e não será por preconceito, porque, ciganos ou não, burros e convencidos há em toda a parte. E seguramente não será Quaresma a dar lições de bom comportamento, a Queiroz ou a quem quer que seja. Uma boa trivela e ou um fantástico golo não são garantia de nada para lá do rectângulo e da dimensão do jogo.
26/06/2018
Assembleia de Freguesia - 28 de Junho de 2018
Terá lugar no próximo dia 28 de Junho de 2018, quinta-feira, pelas 21:00 horas, no salão nobre do edifício da Junta em Louredo, uma sessão ordinária da Assembleia da União das Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande.
Ordem de trabalhos:
1 - Leitura e aprovação das actas das sessões anteriores;
2 - Informações gerais;
3 - Informação financeira do 2º trimestre de 2018
O presidente da Assembleia: Dr. Rui Giro
22/06/2018
União de Freguesias - Passeio Senior 2018
Decorreu ontem, 21 de Junho de 2018, o passeio dos seniores da União das Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande.
Passagem por Viana do Castelo, com oferta de pequeno-almoço e almoço, convívio e lanche na Quinta do Cruzeiro - Vila Praia de Âncora.
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