20/05/2024

Nota de falecimento

 


Foi com enorme pesar que tomei conhecimento do falecimento da Maria do Rosário (a Rosarinho), filha da Prof. Célia Azevedo e irmã do Dr. Rui Giro e do Eng.º Alexandre Giro.

Pormenores das cerimónias fúnebres (que serão aqui em Guisande) na pagela acima. Irá a sepultar no cemitério local em jazigo de família.

Nesta hora de sentimento de perda e consternação, ficam aqui os meus sentidos sentimentos a todos os familiares, de modo particular à sua mãe, irmãos, marido e filha. Que descanse em paz!

15/05/2024

Nota de falecimento

 


Sentidos sentimentos a todos os seus familiares, de modo particular ao filho Rufino e aos seus netos Marco e Diana.

Que descanse em paz!


Alguns dados biográficos: Maria Margarida da Silva  nasceu a 18 de Janeiro de 1939.

Era viúva de António Ferreira Pinto e Fontes.

Filha de Inácio José da Silva e de Laurinda Leite Resende.

Neta paterna de António José da Silva e de Ana Joaquina de Jesus.

Neta materna de Manuel Leite de Oliveira e de Bernardina Rosa de Jesus.

13/05/2024

Pormenor do terço de Nossa Senhora do Rosário

 


Pormenor do rosário que faz parte da imagem de Nossa Senhora do Rosário, da nossa igreja matriz, invocação do uma secular confraria e irmandade que existe desde 1733, perto de completar 300 anos.

09/05/2024

Nota de falecimento

 

Carlos Alberto de Oliveira Santos, nasceu a 17 de Março de 1959. Faleceu com 65 anos.

Filho de António Ferreira dos Santos (Tono do Venâncio) e de Maria Adelaide Rosa de Oliveira.

Neto paterno de José Ferreira dos Santos e de Maria da Conceição Ferreira da Silva. Neto materno de Elísio de Oliveira Cadete e de Guilhermina Rosa de Oliveira.

Com os pais viveu em Angola e regressou depois do 25 de Abril de 1974 onde viveram em Casaldaça durante algum pouco tempo, mudando-se depois para a Corga de Lobão, tendo casao depois em Fiães onde viveu. À data vivia em Santa Maria da Feira..

Sentidos sentimentos aos familiares. Descanse em paz!

10 anos sobre a benção da imagem de Nossa Senhora do Rosário



Passam neste dia 9 de Maio, 10 anos sobre a benção da réplica da imagem de Nossa Senhora do Rosário. Foi, pois, em 9 de Maio de 2014, numa sexta-feira, na missa que antecedeu a Procissão das velas. 

A imagem foi mandada fazer a um mestre santeiro, por iniciativa do Grupo de Leitores da Paróquia, com angariação de fundos em que participou a generalidade da comunidade.

Esta escultura foi colocada  provisoriamente junto ao altar do Mártir S. Sebastião,  e com a intenção de ser usada em procissões de modo a preservar a imagem antiga e centenária. Seria de fazer um nicho próprio.

Como réplica que é, a nova imagem tem as principais características e semelhanças da imagem original, tendo aproximadamente o mesmo tamanho, mas mais pequena. A principal diferença é o facto do vestido do Menino Jesus ser esculpido enquanto que na imagem original o vestido é feito de tecido. Mesmo o rosário que pende da mão de Nossa Senhora tem muitas semelhanças com o original, nomeadamente no adorno em tecido de fio de ouro e no crucifixo. O rosto de Maria é mais jovem e mais sorridente comparativamente à imagem original, menos expressiva.

Contas da campanha:

Receitas:

- Venda de rifas para sorteio: 1.000,00 euros

- Tasquinha de comes-e-bebes, em Junho de 2013: 326,63 euros

- Cantar das Janeiras: 575,62 euros

- Donativos particulares: 240,37 euros

Total de receitas: 2.142,62 euros

Despesas:

- Aquisição da imagem de Nossa Senhora  e respectivo rosário: 1.800,00 euros

- Saldo (Positivo): 342,62 euros

08/05/2024

Mortalidade noutros tempos em Guisande


Hoje em dia a mortalidade infantil em Portugal, como nos países mais ou menos desenvolvidos, é baixa quando comparada com anos passados e naturalmente com um acréscimo das taxas quanto mais recuamos no tempo. 

Em 2023, de acordo com dados da Pordata, em Portugal por cada mil nascimentos a média de falecimentos foi de 2,5.

Recuando a 1974, quando se deu o fim da ditadura a taxa estava em 37,9. Continuando a recuar, em 1960 estava em 77,5. E recuando ainda mais, a taxa era ainda mais elevada.

As razões para os actuais valores são óbvias e sobretudo decorrem do desenvolvimentos da ciência média, medicamentos, vacinas, da rede de cuidados primários de higiene e saúde, respectivos tratamentos, e, naturalmente, o alargamento da rede de estabelecimentos de saúde dos primários aos centros hospitalares.

Por conseguinte, noutros tempos, era elevado o número de mortes de menores, alguns durante o parto e outros nos primeiros dias, meses ou anos de vida.

Consultando velhos assentos paroquiais dos óbitos, mesmo de Guisande,  impressiona de facto a proporção de mortes de crianças. Até mesmo de pessoas já adultas mas de baixas idades, na casa dos vinte ou trinta anos.

Como um exemplo da moralidade em Guisande:

Em 1844 faleceram 16 pessoas: Homens 5; Mulheres 4, Meninos 4; Meninas 3.

Em 1846: Total 12. Homens 3; Mulheres 7, Meninos 0; Meninas 2.

Em 1847: Total: 15. Homens 4; Mulheres 1, Meninos 7; Meninas 3.

Em 1848: Total: 13. Homens 3; Mulheres 5, Meninos 4; Meninas 1.

Em 1849: Toal: 10. Homens 2; Mulheres 4, Meninos 2; Meninas 2.

Em 1850: Total: 12. Homens 0; Mulheres 5, Meninos 5; Meninas 2.

Em 1851: Total:12. Homens 4; Mulheres 3, Meninos 3; Meninas 2.

Em 1852: Total: 3. Homens 0; Mulheres 1, Meninos 0; Meninas 2.

Em 1853: Total: 7. Homens 1; Mulheres 2, Meninos 2; Meninas 2.

Em 1854: Total: 8. Homens 3; Mulheres 1, Meninos 3; Meninas 1.

Em 1855: Total: 16. Homens 7; Mulheres 5, Meninos 3; Meninas 1.

Em 1856: Total: 22. Homens: 6; Mulheres: 8; Meninos: 3; Meninas: 5.

Em 1857: Total: 15. Homens 6; Mulheres 5, Meninos 4; Meninas 0.

Em 1858: Total: 6. Homens 3; Mulheres 3, Meninos 0; Meninas 0.

Em 1859: Total: 5. Homens 1; Mulheres 2, Meninos 0; Meninas 2.

Em 1861 faleceram um total de 9 pessoas.

Em 1862 faleceram um total de 11 pessoas.

Em 1865 faleceram um total de 9 pessoas.

Em 1866 faleceram um total de 7 pessoas.

Em 1867 faleceram um total de 7 pessoas:

Em 1868 faleceram um total de 16 pessoas.

Em 1869 faleceram um total de 12 pessoas.

Em 1870 faleceram um total de 11 pessoas.

Em 1871 faleceram um total de 18 pessoas.

Em 1872 faleceram um total de 5 pessoas.

Em 1873 faleceram um total de 9 pessoas.

Em 1874 faleceram um total de 18 pessoas.

Em 1875 faleceram um total de 7 pessoas.

Em 1876 faleceram um total de 10 pessoas.

Em 1877 faleceram um total de 12 pessoas.

Em 1878 faleceram um total de 10 pessoas.

Em 1879 faleceram um total de 10 pessoas.

Em 1880 faleceram um total de 12 pessoas.

Em 1890 faleceram um total de 12 pessoas.

Em 1894 faleceram um total de 9 pessoas.

Em 1895 faleceram um total de 16 pessoas.

Em 1900 faleceram um total de 7 pessoas.

Em 1910 faleceram um total de 7 pessoas.

É certo que, como se percebe pelos números acima, havia variação de ano para ano, mas na maior parte dos anos é significativo o número de menores falecidos quando comparado com os tempos actuais.

Morria-se basicamente por falta de cuidados médicos e por isso muitas doenças que agora são relativamente fáceis de debelar, noutros tempos eram fatais. Os assentos paroquiais raramente referem a causa da morte e algumas poucas vezes com a designação genérica de "moléstia" ou "maleita" mas sabe-se que havia doenças determinantes como a bronquite, pneumonias, diversos tipos de febre e outras epidemias. 

Pela falta de estabelecimentos hospitalares ou similares, e mesmo de médicos, a regra era as mulheres darem à luz em casa, tantas vezes sem o devido acompanhamento, e apenas, nem sempre, por parteira mais ou menos expedita e conhecida no meio. Escusado será dizer que a gestação também não tinha qualquer tipo de acompanhamento. 

Finalmente, o que ajudava ao problema, não existiam regras e métodos anti-concepcionais e por isso era comum as mulheres gerarem uma carrada de filhos, uns a seguir aos outros, tantos quantos a natureza permitisse.

ANÁLISE DOS NÚMEROS:

Entre os anos de 1844 e 1910, os registos de mortalidade revelam a evolução das condições de vida e saúde da nossa comunidade ao longo de mais de seis décadas. Estes dados mostram não apenas as flutuações anuais no número de falecimentos, mas também as mudanças sociais e sanitárias que marcaram o século XIX e o início do século XX.

O período abrange 37 anos com números registados, variando entre um mínimo de três e um máximo de vinte e duas mortes anuais, com uma média aproximada de onze falecimentos por ano. Nos primeiros anos (1844 a 1859), os registos são mais detalhados, estando incluída a distinção entre homens, mulheres, meninos e meninas. Essa informação permite observar que, nesse intervalo, ocorreram 181 mortes: 54 homens, 57 mulheres, 40 meninos e 30 meninas. A mortalidade era, portanto, equilibrada entre adultos do sexo masculino e feminino, mas quase 40% das mortes correspondiam a crianças, um valor muito elevado que reflete a vulnerabilidade infantil da época e as condições sanitárias precárias a que a nossa freguesia não era imune.

Entre 1844 e 1859, a mortalidade foi irregular e elevada, com grandes variações de ano para ano. Os picos de 1855 e 1856, com 16 e 22 falecimentos respetivamente, coincidem com as epidemias de cólera que afectaram Portugal e outras partes da Europa. Estes anos registam o ponto mais alto de mortalidade da série, sugerindo um impacto epidémico local severo. Outros aumentos expressivos ocorreram em 1847 e 1848, possivelmente relacionados a doenças infecciosas sazonais. Após 1856, nota-se uma ligeira diminuição, embora os números permaneçam superiores a 10 mortes por ano.

Entre 1860 e 1879, os dados mostram uma estabilização em torno dos nove a doze falecimentos anuais. Ainda surgem anos com valores mais altos, como 1868 (dezasseis mortes) e 1871 e 1874 (dezoito mortes cada), que podem indicar novos surtos epidémicos ou crises alimentares. No entanto, em comparação com as décadas anteriores, a variação é menor, e a mortalidade parece ter-se tornado mais previsível.

A partir de 1880 e até ao início do século XX, a mortalidade mantém-se em níveis baixos e relativamente constantes. Os registos de 1880, 1890, 1895, 1900 e 1910 indicam entre sete e doze mortes por ano, um contraste notável com os valores das décadas anteriores. Esta estabilização sugere melhorias nas condições de higiene, no acesso a cuidados médicos e na alimentação, acompanhando o progresso social e tecnológico do final do século XIX. O desaparecimento de grandes picos epidémicos é um dos sinais mais evidentes dessa transformação.

A evolução geral aponta para três fases distintas. A primeira, entre 1844 e 1859, caracteriza-se por alta mortalidade e forte instabilidade, com crises provocadas por epidemias e más condições sanitárias. A segunda, de 1860 a 1879, representa um período de transição, ainda sujeito a oscilações mas com tendência à estabilidade. A terceira, de 1880 a 1910, marca uma redução clara da mortalidade e o início de uma era de maior segurança sanitária e social.

Em síntese, os dados mostram uma comunidade que atravessa um processo de transformação profunda. No início do período, a mortalidade é elevada e irregular, com grande peso da mortalidade infantil e das doenças infecciosas. Nas décadas seguintes, verifica-se um declínio sustentado dos óbitos e um aumento da regularidade anual, resultado de melhorias na saúde pública e nas condições de vida. Ao chegar a 1910, o número de falecimentos anuais é menos de metade do registado em meados do século XIX, refletindo um avanço significativo no bem-estar da população.

Passeio do Centro Social - 18 de Maio de 2024

 


06/05/2024

Guisande: Ontem e hoje - Grupo privado no Facebook

 GUISANDE: ONTEM E HOJE - Grupo Facebook.

Considerando que a rede social Facebook está infestada de publicidade e promoções, de sugestões de páginas pouco sugestivas e de excesso de banalidades, replicações de fakes e lugares comuns, com o comercialismo a ter um grande peso, e sem grandes ferramentas de controlo eficaz de conteudos e privacidade, decidi criar um grupo de carácter privado no qual, entre assuntos com carácter mais pessoal, como  partilha de poesia, textos de ficção, opinião e reflexão, será dada primazia à partilha e publicação de conteúdos relacionados com a nossa comunidade de Guisande, nos seus aspectos históricos, paroquiais, sociais e culturais. 

O grupo tem o nome de GUISANDE: ONTEM E HOJE.

Por conseguinte, numa perspectiva mesmo que de poucos mas bons e interessados, quem de facto tiver algum e verdadeiro interesse pela sua e nossa freguesia, por suas coisas de ontem, do passado, e de hoje, do presente, deve aceder à página do grupo e solicitar a adesão. Em princípio destina-se apenas a pessoas de Guisande ou, não sendo, com ligações notórias à freguesia ou por mim conhecidos pessoalmente e que considere que representam uma mais valia ao grupo até pela sua relevância pública e de cidadania. 

Sendo um grupo privado, só os membros podem ver quem faz parte do grupo e o que nele é publicado.

Os membros poderão partilhar, publicar e discutir,  mas para alguma verificação do cumprimento das regras e pressupostos do grupo e seus objectivos, ficarão sujeitos a prévia moderação, como é norma em qualquer grupo.

São bem-vindos os guisandenses que tiverem interesse nas coisas da sua terra e nos pressupostos do grupo. 

Para já as regras são poucas e objectivas mesmo que posteriormente possam vir a ser ajustadas:


1 - Aberto preferencialmente a guisandenses ou com ligações notórias à freguesia.

2 - Interesse pelas coisas relacionadas à freguesia de Guisande, do seu passado e presente.

3 - Publicação e discussão de assuntos relacionados e do interesse da freguesia e paróquia.

4 - Cordialidade e respeito mútuos  pela diferença e privacidade de cada um dos elementos.

5 - Sem promoções ou publicidade de negócios ou de natureza fora do contexto do grupo.

6 - Reserva de admissão ou de moderação de membros e assuntos.

Notas finais: Importa ter em consideração que no Grupo pretende-se garantir em eventuais discussões o respeito por tudo e todos, pela diferença de opinião e posicionamento social. Situações contundentes, despropositadas, descontextualizadas e sem respeito pela cordialidade poderá ser removidas assim como os autores. Quem não tiver estes propósitos por princípio agradeço que não peçam a adesão. É um favor que fazem!

[Link para o Grupo]

Estradas deterioradas - Obras no cemitério


Bem sei que as coisas demoram tempo e custam dinheiro e nem sempre estes dois factores são conciliáveis, mas a verdade é que neste momento temos na nossa freguesia de Guisande algumas estradas muito deterioradas. 

A Rua de Trás-os-Lagos, depois de alguns concertos, continua com buracos e depressões nas zonas onde houve intervenção de redes de água e esgostos bem como no entroncamento com a Rua Nossa Senhora de Fátima. 

Por sua vez, a Rua da Zona Industrial, nomeadamente no troço do lado norte, está quase intransitável tantos são os buracos, remendos e irregularidades. Até caminhar ou correr por ali é um desafio e um perigo.

A juntar a estas situações, os remendos que nunca foram remendados pela Indáqua, a qual parece gozar de uma impunidade injustificada,  a ponto de os rasgos e aberturas das intervenções a seu mando nunca serem devidamente finalizadas- Há buracos e depressões em vários locais e ruas.

Há ainda sinalização a precisar de retoques e espelhos a necessitarem de serem ajustados na sua orientação, nomeadamente nos entrocamentos da Rua da Fonte com a Rua Cónego Ferreira Pinto, em Casaldaça, e com a Rua das Quintães.

Importa que o poder local tenha em conta e atenção estas situações  de forma tão urgente quanto possível.


Entretanto, como já antes havíamos dado aqui conta, continuam a decorer no cemitério as obras de construção de sepulturas e drenagem de águas.




"O Despertar" - 50 anos de memória

 

05/05/2024

Festa do Viso 2024 - Apresentação do cartaz e programa

 

Todos os dias da mãe


Não dou especial interesse ao que dizem ser o Dia da Mãe, que se celebra hoje. Pela minha própria natureza, pelos motivos de não ter sido educado a dar relevo a estas datas, assim como aos aniversários, mas também, desde logo, porque  nos tempos que correm é motivo o "dia de qualquer coisa" para uma vestimenta muito comercial. Não que seja negativo, porque é apenas a oportunidade de negócio, e onde há procura há oferta, mas também é verdade que com isso há uma tendência para que estas coisas sejam apenas rotinas, lugares comuns. Ainda hoje, antes das 10 horas, liguei para quatro restaurantes que frequento com regularidade e todos eles já estavam sem vagas e alguns a desculparem-se que se tivessem mais salas também as encheriam face à procura. E tão somente porque, disseram, é Dia da Mãe.

Por este e por outros motivos, dou pouca ou mesmo nenhuma importância ao Dia da Mãe, ao Dia do Pai e outros parecidos nas intenções. De resto à mãe e ao pai, impõem-se que sejam todos os dias e faz-me cócegas ver alguns gestos, mesmo que carinhosos, de filhos para com os pais, sobretudo com as mães, apenas neste dia e porventura os demais dias, sem proximidade, sem interesse. Mas somos assim, dados a estes impulsos e que a fama efêmera das redes sociais ajudam a espalhar e a mostrar aos outros, nem sempre o que somos, mas o que queremos que pensem que somos.

Felizmente ainda tenho mãe, mesmo que numa fase de debilidade crescente e por isso a necessitar de cuidados redobrados a que a irmandade, dentro das suas limitações, vai procurando atender. E desse modo, face a essa necessidade, são esses dias todos os dias da mãe, de lhe levar as refeições, de lhe fazer tomar os medicamentos, de cuidar da sua higiene, de a confortar mesmo sabendo que tudo o que por ela possa ser feito é uma ínfima parte do que merece e do que deu enquanto mãe. Quem com uma infância que não teve, dura e amargurada, com uma adolescência substituída pelo papel de mulher adulta, quem desde os 18 anos, na flor da vida, gerou, amamentou e criou oito filhos e depois ainda ajudando netos, só pode merecer que todos os dias sejam dela, da mãe. 

O resto é lirismo, muito para a fotografia, muito para o boneco, com frases e dedicatórias de circunstância que tantas vezes não têm correspondência no dia-a-dia.

Sem moralismos, sem lições, sem julgamentos, porque cada um é cada um, e há sempre verdadeiro amor pelas mães, mas mais do que mostrar importa fazer e se possível de forma discreta, sentida, interior. 

Visitei-a já hoje, a minha, mas estava a dormir e não a incomodei, porque nestas idades e neste estado de saúde, talvez haja alguma serenidade  quando se dorme,porque se acordados e de consciência mais ou menos alerta, há todo um mar de sofrimento e de angústia que se revela perante a incapacidade de sermos nós próprios, na plenitude das faculdades. Mas a vida é assim, nua e crua, no lado melhor e pior, caminho a percorrer até que se transponha a linha do destino e esse só a Deus é dado conhecer e traçar.

02/05/2024

Arco-Íris




Tenho para mim que uma grande fotografia poucas vezes tem a ver com a qualidade do fotógrafo. Tem mais a ver com a qualidade do seu equipamento, dos lugares que visita e dos motivos que capta. Mas tantas vezes o que realmente é diferenciador é o momento, a oportunidade, porque um segundo a mais ou a menos faz toda a diferença, porque ou se perde o enquadramento, a pose ou as nuances de cor e luz.

Ontem, por exemplo, muitos terão observado, ali por volta das oito da tarde, projectou-se do lado nascente da freguesia um bonito e completo arco-íris, que até chegou a ser duplo, e com o seu interior mais claro que o exterior, num contraste deslumbrante com o céu enegrecido. 

Estava nessa altura em casa de minha mãe, por detrás da capela do Viso, e fui tirando umas fotos mas sem conseguir o enquadramento total do arco e só então me ocorreu que poderia tentar o enquadramento da capela com este fenómeno da luz solar ao ser filtrada pelas gotículas da chuva. 

Assim, rapidamente me desloquei para o monte e para defronte da capela mas já o sol estava um pouco encoberto e o arco-íris já a dissipar-se e menos notório. Foi pena este pequeno atraso, porque um pouco antes e teria conseguido uma deslumbrante fotografia, mesmo que sem grande equipamento. Assim, apenas uns fragamentos que agora partilho, uma pobre amostra do que poderia ter sido.

Nota de falecimento

 


Faleceu Maria Glória Henriques, de 91 anos de idade (13 de Setembro de 1932 a 02 de Maio de 2024). Viúva de Manuel Arménio Ferreira dos Santos, este natural de Guisande, residia na Rua de Fornos - Guisande.

O funeral terá lugar em Lobão, com cerimónias na Sexta-feira, 3 de Maio, pelas 16:00 horas, indo no final a sepultar no cemitério local.

Missa de 7.º Dia na Terça-feira, 7 de Maio, pelos 19:30 horas na igreja matriz de S. Tiago de Lobão.

Sentidos sentimentos a todos os familiares, de modo particular aos residentes aqui em Guisande.

Paz à sua alma! Que descanse serena na eternidade!

Artigos Populares

Temas

Acção Social Acontecências Actualidade Alertas Ambiente Anos 80 Aplicações Apontamentos Aprender Arrelias Arte Assembleia de Freguesia Associativismo Autores Avisos Cadernos Câmara Municipal Caminhadas Cartazes Cartões Celebrações Centro Social Charadas Cidadania Citações Colecções Comemorações Comida Comunidade Inter-Paroquial Concelho Contos Convívio Crónicas Cultura Curtas e Grossas Datas Datas e factos Desenhos Desporto Diário Ditos e Mexericos Divulgação Documentos É bom saber Editais Educação Efemérides Efeméridess Eleições Entretenimento Escola Escritas Estado Eventos Evocações Facebook Festa do Viso Festas Festividades Ficção Figuras Fotografias Fotomontagem Fotos Antigas Futebol Genealogia Gente Nossa Grafismos Grupo de Jovens Grupo Solidário Grupos Guisande Guisande F.C. Guisande Solidário Heráldica Historiando Humor Humorlândia IA Ilustrações Imprensa Informações Iniciativas Inquéritos Inteligência Artificial Internacional Ironias Junta Junta de Freguesia Juventude Lamentos Legislação LIAM Listas Livros Lobão Locais Local Louredo Lugares Mapas Melhoramentos Memórias Momentos Movimentos Mundo Município Música Nacional No comments Nostalgias Notas Notícias Obituário Obras Olhares Opinião Orações Outono Outros mundos Panfletos Para rir ou chorar Parábolas Paróquia Páscoa Património Pensamentos Pessoais Pessoal Poder Local Podia ser verdade Poesia Política Políticos Portugal Postais postal do dia Propaganda Quintas Rabiscos Recordando Recortes Recreativos Recreio Rectrospectiva Redes Sociais Reflexões Religião Sabia que? Santa Maria da Feira Sátira Saúde Seniores Sextas Sítios so Sociedade Sondagens Subscrevo Televisão Tempos Trabalhos Gráficos Tradições Turismo União de Freguesias Veteranos Guisande F.C. Vídeos Vizinhança

Artigos - Índice