03/04/2026
Cruz redentora
01/04/2026
Isto não é a "Mata de Pigeiros" mas não mata a imagem de Pigeiros
Do que me parece sobre o assunto:
Há dois aspectos: Por um lado, a questão principal, em que um advogado usa uma referência depreciativa ou ofensiva para com uma colega ("isto não é a mata de Pigeiros"). Não conheço o contexto exacto em que foi proferida, mas mesmo para quem está de fora parece ser ofensiva pois, mesmo que não conhecida de forma generalizada, sem dúvida que é uma referência ao foco de prostituição naquele local de fronteira de Pigeiros, junto à EN1. Parece-me, pois, que foi bem condenado pela injúria.
Quanto à segunda questão: É certo que alguma prostituição naquela zona de Pigeiros é antiga e mesmo que já pouco significativa, ainda existe, o que naturalmente não dá uma boa imagem ao local. Apesar disso, não me parece que a designação "Mata de Pigeiros" seja assim tão conhecida ou publicitada cá pela nossa zona. Eventualmente até é mais popular o local como "Meia Légua".
Em todo o caso, esta referência grosseira usada pelo advogado com intencionalidade, como entendeu o tribunal, parece que era bem conhecida por ele, a ponto de a utilizar. Porventura, com esta publicidade, com cobertura por um jornal nacional, como "Jornal de Notícias", a designação passe a ser mais conhecida, o que também não é positivo, mas talvez sirva de motivo para que as autoridades possam fazer o que for possível fazer.
Finalmente, apesar disso, não me parece que esta referência seja assim tão negativa para Pigeiros. A freguesia é mais, muito mais que isso e era só o que faltava que uma ordinarice de um advogado machista pusesse em causa a honra e dignidade de toda uma freguesia. Concerteza que o motivo não é positivo mas, em última análise, penaliza mais as entidades que de algum modo podem e devem lidar com estas situações que decorrem à vista de todos. Prostituir-se em Portugal não é ilegal. Estar numa berma de estrada não é crime por si só. Explorar, controlar ou lucrar com a prostituição de terceiros, lenocínio, isso sim, é crime e é por aqui que tem de se fazer alguma coisa.
31/03/2026
O triângulo das Bermudas nos Quatro Caminhos
Em 8 de Agosto de 2023 escrevi por aqui:
"Não sei o que tem de apetecível a zona dos Quatro-Caminhos para que quase todos os anos seja varrida por incêndios. É certo que aquela mancha sem casario, que descontinua os lugares da Gândara, Leira, Estôse e Azevedo é propícia a que a bandidagem use o isqueiro e dê de frosques facilmente sem que sejam detectados. Mas que há ali coisa, há, e lembro-me a propósito do que acerca de coisas do outro mundo dizia a minha bisavó quando há muito e muito tempo ali passava, quando a acompanhava a casa do Ti Alexandrino no lugar de Azevedo. Também, pelo que vi já hoje de manhã, com o mato ainda a fumegar como se acabado de assar sardinhas, dinheiro em limpeza na margem da rua foi coisa que o dono não gastou. Tudo ajuda."
Tem 3 anos esta escrita, mas depois disso voltou a arder. Ontem, 30 de Março de 2026, novamente o mesmo circo. Objectivamente, anda por ali um qualquer incendiário que tem uma paixão por ver arder aquela zona. Creio que em mais algum local do nosso concelho são tão recorrentes os incêndios num tão pequeno espaço como este. Deve ser caso de estudo, quiçá a envolver especialistas judiciais, psiquiatras, entendidos em alienígenas, óvnis, bruxedos e coisas do além. Ou, porventura, apenas somar 2 + 2.
Bem aproveitada a coisa, podemos dizer que temos ali um enigmático "Triângulo das Bermudas", onde até a chover há incêndios.
28/03/2026
Caça aos trilhos
Isto de levantar às 6:30 num dia de Sábado a prometer sol, porque sem sono, e aproveitar o tempo com a escrita do novo livro sobre a nossa capela do Viso e sua festa, ao som da Antena 2, tem que se lhe diga. Talvez por isso, logo que passada a Páscoa, regressarão os trilhos aos sábados de manhã, percorrendo freitas, caramulos, montemuros e outros vales e serranias. Revisitar e descobrir, enquanto há força nas canetas para sentir velhos caminhos e olhos a encher de paisagens.
27/03/2026
Centro Social - Assembleia Geral - 02 de Abril de 2026
Na Assembleia Geral do Centro Social S. Mamede de Guisande, agendada para o próximo dia 2 de Abril de 2026, pelas 21:00 horas (Quinta-Feira Santa), devo participar na cerimónia religiosa, a que darei prioridade, pelo que não sei se a tempo de participar na sessão que, entre outros pontos, decidirá pela aprovação do protocolo tripartido para cedência e uso das instalações do Centro Cívico para funcionamento da Junta de Freguesia.
Enquanto sócio (pagante e com cotas em dia) e elemento da mesa da assembleia da Associação, confesso que estou dividido quanto a este protocolo. Desde logo porque no momento desconheço as suas condições e porque, por outro lado, não vejo vantagens significativas para as partes. Talvez os termos do protocolo esclareçam. A ver vamos.
Para além de tudo, parece-me que a utilização das instalações tem andado um pouco ao sabor dos ventos, nem sempre com critérios claros. Tem sido aproveitado mesmo por quem, num passado recente desconsiderou o Centro Social, as suas instalações, e por pessoas que nem sequer são sócias. É certo que as instalações devem estar ao serviço da freguesia, sem dúvida, mas também importa saber qual o papel dos associados. Enquanto sócio pagante, interrogo-me quanto às vantagens dessa condição, uma vez que os demais, que não pagam, na prática e no essencial do dia-a-dia, usufruiem como os que pagam.
Infelizmente, os actuais corpos gerentes, onde estou incluido, estão numa condição muito especial e apenas porque em tempo próprio não apareceram pessoas e listas interessadas em tomar conta do Centro e dinamizá-lo de uma forma mais consistente ou, pelo menos, renovada.
Por conseguinte, andamos todos mais ou menos a fazer fretes, porque nesta freguesia foi quase sempre assim: Uns a fazer, outros a maldizer, uns a pagar e outros a beneficiar. Não há volta a dar.
Em todo o caso, o Centro Cívico, mesmo que ainda sem atender ao seu propósito basilar, o de ser um Centro de Dia, tornou-se num equipamento indispensável às diferentes dinâmicas da freguesia e paróquia. Parece-me é que, para além dessa importância e utilização, essa situação não produz efeitos práticos, quer ao nível de gente interessada em fazer parte dos corpos gerentes, quer ao nível do aumento de sócios pagantes, antes pelo contrário. Daí esta minha apreciação cheia de dúvidas e até algum desapontamento, sendo que esperançado que, aos poucos, as coisas se acertem entre a freguesia e a associação.
25/03/2026
O Senhor nos valha.
Democracia, liberdade, igualdade, são ilusões num país onde o Estado dá esmolas e a máquina do governo pertence a uns quantos políticos e banqueiros que, com espertezas de quadrilha, se apoderaram da faca e do queijo.
Mas um país que estende a mão à esmola do Estado, e tem por sonho maior a reforma, também não saberia que fazer com a liberdade e a igualdade, as verdadeiras, as que se ganham à custa de espírito cívico, diligência e responsabilidade social.
De modo que por vezes, o que melhor sintetiza a imagem de um povo é o falso mendigo à porta da igreja, pedindo "pelas alminhas de quem lá tem", ao mesmo tempo que, contente da finura, pisca o olho ao comparsa.
O Senhor nos valha.
[J. Rentes Carvalho]
23/03/2026
Velhos caminhos
Em que as horas pedem pressa
E as rodas reclamam estradas planas,
Já se perderam tantos caminhos;
Carreiros de gente da minha infância,
A ladear regos de águas cristalinas,
A contornar montes, ladeiras,
Ora a descer, ora a subir.
Ainda os percorro às cegas,
Na memória, num dia claro
Ou na noite mais escura;
Pela sombra de carvalhos
Num dia quente de estio,
Pelo orvalho e geada matinal,
Ou pela lama da invernia.
Mas sim, tantos já perdidos,
Outros barrados, envoltos,
Ambos pelo esquecimento.
Esta perda não é só de uso,
É erosão da memória,
Do canto e encanto,
Dos recantos a que chegavam:
Àquela árvore alquebrada,
Ao trecho do muro velho,
À levada no souto, à cancela,
À presa e moinho antigo;
Até à mina fumegante
nas manhãs frias, a vomitar
um jorro de água pura,
Cantante a correr apressada,
A regar o milho sedento,
A encharcar a erva no merujo,
A matar a sede na jornada,
A engrossar a ribeira.
Velhos caminhos da minha infância,
Ainda tendes as marcas
dos meus pés descalços?
Os sulcos fundos dos rodados
Dos carros-de-bois?
Se sim, guardai-os,
Pois há muito que os perdi.
22/03/2026
Nota de falecimento -Laurinda Gomes da Luz
Faleceu Laurinda Gomes da Luz, minha tia, irmã do meu pai.
Nasceu em 5 de Fevereiro de 1930. Tinha 96 anos de idade.
Segunda de nome, pois antes dela uma irmã nascida em 11 de Dezembro de 1926 faleceu com 16 meses de idade.
Era a última dos irmãos. José, Joaquim, António, Manuel, Delfina e Celeste, já todos falecidos. Fecha-se um ciclo e quebra-se um ramo da frondosa árvore dos Almeidas, com raízes na Casa do Loureiro.
Filha mais nova de Joaquim Gomes de Almeida e Maria da Luz. Neta paterna de Raimundo Gomes de Almeida e Delfina de Oliveira e neta materna de José Joaquim Gomes de Almeida e Maria da Conceição de Jesus.
Em 10 de Setembro de 1959 casou com Avelino de Sousa. Tiveram 3 filhos, a Maria do Céu, o Carlos Alberto e a Elsa Maria.
Bem cuidada pelas duas filhas, faleceu serenamente. Graças a Deus pelo dom da vida que lhe concedeu.
Faleceu poucos dias depois da sua colega de catequese, Delfina da Conceição, aproximadamente com as mesmas idades.
De momento ainda não há pormenores das cerimonónias fúnebres, prevendo-se que seja na próxima Terça-Feira. Logo que conhecida data e hora procurarei aqui informar.
Sentidos sentimentos ao filho, filhas, nora e netos.
Descansa em paz, tia Laurinda! Que Deus te tenha ao seu lado!
-
Actualização:
Cerimónias fúnebres amanhã, Terça-Feira, 24 de Março, pelas 16:30 horas na igreja matriz de Guisande, indo no final a sepultar em jazigo de família no cemitério local.
Missa de 7.º Dia na Sexta-feira, 27 de Março, pelas 18:30 horas na igreja matriz de Guisande.
19/03/2026
Nota de falecimento - Delfina Gomes da Conceição
Faleceu Delfina Gomes da Conceição (Sr.ª Tina), com 96 anos de idade - 06 de Julho de 1929 -18 de Março de 2026-
Vivia no lugar do Viso, viúva de Manuel Alves.
Funeral: Cerimónias fúnebres na igreja matriz de Guisande, na Sexta-Feira, dia 20 de Março de 2026, pelas 16:30 horas, indo no final a sepultar no cemitério local.
Missa de 7º Dia na igreja matriz de Guisande na Sexta-Feira, dia 27 de Março de 2026, às 18:30 Horas.
Sentidos sentimentos a todos os familiares.
Paz à sua alma e que Deus a tenha junto a si.
18/03/2026
Livro sobre o Guizande FC - Já em mãos
Na sequência do que aqui escrevi ontem, aos que têm demonstrado algum interesse pelo assunto, informo de que já tenho em mãos os livros sobre a história do nosso Guizande Futebol Clube.
Como havia dito, havia sempre uma expectativa em que as coisas decorressem bem mas também alguma apreensão com o natural risco do contrário. Felizmente, e para meu alívio, do que já tive oportunidade de verificar, o trabalho gráfico ficou bem feito e dentro do que era expectável. Um ou outro aspecto que têm a ver com a opção de composição, mas graficamente o trabalho ficou bom. Ainda bem!
Passada esta etapa, segue-se a seguinte com a sessão pública de apresentação que está a ser promovida e organizada pelo clube, que, como já anunciado, será na sexta-feira, 10 de Abril, pelas 21:00 horas no Centro Cívico, no Monte do Viso.
O livro será vendido pelo clube que também beneficiará de todo o resultado da venda.
Entretanto, falarei no dia, mas quero agradecer aos que me ajudaram no processo e tornaram possível este projecto em benefício do clube (eles sabem quem são).
É, pois, esperar pelo dia 10 de Abril.
17/03/2026
Livro de apontamentos para a história do Guizande Futebol Clube - Sessão de apresentação
A fazer fé na gráfica, o livro está pronto. Ser-me-á entregue esta semana. Já me foi remetida a factura para pagamento.
Pessoalmente preferia fazer esta divulgação só a partir do momento em que já com o livro em mãos. Todavia, tendo o clube já iniciado a divulgação, também a faço aqui.
Nestas coisas, tratadas à distância, de forma não presencial e apenas online, há sempre situações que podem escapar ao nosso querer e controlo, sobretudo quando é a primeira vez e o factor confiança ainda não está estabelecido. Por regra, tenho sempre confiança de que do outro lado exista gente séria e profissional e que as coisas corram bem. E neste caso em particular, tenho até ao momento todos os motivos para ter essa confiança, pelo que certamente tudo irá correr bem. Mas, alguma reserva não faz mal a ninguém e isto em relação a tudo o que é negócio.
Significa que tendo já o clube agendado a sessão pública da apresentação do livro, e com a confiança de tudo correr conforme esperado, as coisas estão naturalmente a ser organizadas.
A organização é da responsabilidade do clube. O evento estará aberto a todos, particularmente a sócios e adeptos, mas de modo mais formal têm estado a ser convidadas pessoalmente, pelo presidente do clube, Víctor Henriques, e por mim, algumas figuras que importa ter em consideração, desde logo os antigos presidentes do clube, alguns dirigentes e alguns atletas da terra. Impossível será convidar todos de forma pessoal, mas isso não retira a nossa vontade e gosto em que estejam presentes. Por conseguinte, considerem-se convidados todos aqueles que ao longo dos tempos, de um modo ou outro, concorreram para o engrandecimento do clube. seja como dirigentes, atletas e associados.
Como disse, a organização é promovida pelo clube. Também a venda do livro será da sua responsabilidade e a totalidade da receita reverterá para apoio à sua actividade e melhoramentos das instalações. De minha parte, não quero um único cêntimo. O meu pagamento é apenas o orgulho de poder contribuir com um documento que, não sendo nada de extraordinário, terá a sua importância, nomeadamente no registo histórico de dados relacionados às competições do clube. Mais do que isso, mas essencialmente isso.
O evento será na Sexta-Feira seguinte à Páscoa, dia 10 de Abril, pelas 21:00 horas, nas instalações do Centro Cívico, no Monte do Viso.
16/03/2026
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