06/09/2026

Tomada de posse do Pe. António Jorge em S. Pedro Ferreira


Neste Domingo, dia 6 de Setembro de 2026, pelas 10:00 horas, decorreu na bela e mística igreja românica de S. Pedro Ferreira, a tomada de posse do nosso ex-pároco, Pe. António Jorge.
Numa manhã bonita, num ambiente deslumbrante, o Pe. António Jorge certamente sentiu-se como recebido em sua casa e pelos seus, dos mais jovens aos mais velhos. 

A igreja, de boas dimensões, que esteve repleta, de gente sentada e em pé, foi pequena para tanta gente da comunidade local e visitantes, que se associaram a este importante momento. No exterior muita gente que não teve lugar, mas atenta e feliz.

Um simples mas bonito tapete a conduzir à igreja foi elaborado com dedicação e rigor. Um grupo coral fantástico, um númeroso grupo de jovens, leitores e cantores de qualidade.

Desconheço como foi a tomada de posse já no dia anterior, na paróquia de Arreigada (que correu pelo melhor conforme me confidenciou o Pe. António em breve conversa), e depois pelas 11:30 horas na paróquia de Frazão, mas certamente a tónica de acolhimento e alegria manifestada pelas comunidades foi semelhante.

Nas palavras do Pe. António Jorge à comunidade, emocionou-se várias vezes e nos agradecimentos procurou não esquecer ninguém que, nas suas palavras, o ajudaram a crescer e a ser o homem e sacerdote que é hoje. Naturalmente um agradecimento aos seus anteriores paroquianos, incluindo de Guisande, Pigeiros e Caldas.

Deixou à comunidade local a promessa de tudo fazer para o seu crescimento, da catequese, adolescentes, jovens e adultos aos mais velhos, mas na certeza de que nada poderá sem a ajuda de todos, todos, todos.

Pessoalmente, foi um privilégio poder assistir a esta cerimónia muito especial, num misto de agradecimento, de sincero desejo de que corra pelo melhor a sua missão, que não será fácil, até porque com novos desafios e pela dimenensão populacional do conjunto das paróquias, bem como de alguma tristeza pela saída de um bom pároco, certamente que com as imperfeições comuns a todos nós, mas com elevado sentido de seriedade no serviço litúrgico e espiritual, organização das estruturas e respeito pelas idiossincrasias de cada comunidade. 

Certamente que entre nós ficou muito por fazer, mas numa decisão do Bispo, a todos os níveis incompreensível, deixou uma inter-comunidade num tempo em que o seu trabalho começaria a dar frutos e já com tempo para melhor fazer o que até aqui lhe foi impossível de forma ideal.

Em resumo, um dia memorável e uma cerimónia muito bonita onde, como nós que viemos de fora, se percebeu facilmente que o Pe. António tem ali comunidades fortes, com muitas capacidades e que certamente será capaz de aproveitar, valorizar e fazer crescer ainda mais. Oxalá que seja capaz! Mas que o Bispo lhe dê o tempo que não deu nas nossas comunidades.

Por cá, como Jesus, não terá agradado a todos, e ovelhas negras sempre existirão no rebanho, mas creio que na larga maioria deixou amigos e amizades. E já saudades.

Bem-haja, Pe. António, e que Deus o ajude a ser feliz com as suas novas comunidades. É hora de trabalhar na messe de Deus.

Ver-nos-emos, por aí ou por aqui!




















































Os "Pereiradas" - Confusão na certa

É sabido que os homens de outros tempos eram de natureza de “antes quebrar que torcer”. Ainda com dentes de leite, as crianças eram confrontadas com o trabalho e, não raras vezes, com o rigor da disciplina e coça quotidiana de “criar bicho”, sobretudo os rapazes, estes mais avessos do que as raparigas.

Neste contexto de crescimento, não surpreende a rudeza nos modos de muitos rapazes e depois homens. Mas regra geral, amansavam depois do casamento.

Desta têmpera, de gente de trabalho mas também destemida, voluntariosa e até excessiva nos comportamentos, na nossa freguesia são lembrados, entre outros, os “Pereiradas”, dois rapazes, irmãos gémeos, o Jerónimo e o Delfim. Eram conhecidos por essa alcunha por então terem nascido e vivido no lugar da Pereirada.

Testemunham os mais velhos, que onde esse dupla entrasse, em tabernas, romarias ou bailaricos, era confusão certinha, não raras vezes com pancadaria, desacatos e estragos. Partia-se a louça, copos e canecas, até alguns dentes e queixadas. E se alguém ousasse o confronto, então havia pancada a sério.

Ora, com esta tão má fama a precedê-los, os “Pereiradas” eram temidos e sobretudo evitados, fosse cá na terra ou na vizinhança. – “Vêm aí os Pereiradas! – Vou pôr-me a andar! - Ouvia-se.

Apesar dessa fama, apenas deles se recordam alguns dos nossos mais velhos. No geral, já quase ninguém tem memória, nem vista nem falada ou ouvida.

Os “Pereiradas”, Jerónimo José Pinto e Delfim José Pinto, eram filhos de António José Pinto, este natural de Canedo, e Custódia Maria de Jesus, do lugar da Pereirada – Guisande. Eram netos paternos de Domingos José Pinto e Margarida de Jesus. Eram netos maternos de Manuel Alves da Mota e Micaela Maria, aqui com uma ligação à então numerosa família dos Motas.

O Jerónimo José Pinto, nasceu às seis horas da tarde em 27 de Dezembro de 1888.

Casou com 34 anos de idade em 2 de Abril de 1923 com Rosa Joaquina, de 28 anos de idade, filha de João Pereira de Oliveira e de Ana Joaquina, de Louredo.

Viveram no lugar da Gândara.

Faleceu o Jerónimo em Guisande em 8 de Julho de 1962.

Filhos do Jerónimo e da Rosa Joaquina, que identifiquei:

1 - Joaquina Adelaide, nascida em 22 de Março de 1924.

2 - Maria Adelaide Pinto, nascida em 4 de Novembro de 1927.

Ficou conhecida com a alcunha da “Micas da Pomba”.

Enquanto solteira, teve um filho (diz-se que fruto de uma relação fortuita com um mineiro). Esse filho foi o Delfim Pinto (já falecido), que nasceu em 8 de Março de 1946 e que casou em 4 de Setembro de 1965 com Albertina Cardoso Lopes (filha do Joaquim "Cabreiro).

Casou a Maria Adelaide em 12 de Julho de 1952 com Júlio Soares de Matos e dessa casamento nasceram dois filhos:

2.1 -O Joaquim Pinto Soares de Matos (Quim da Pomba - já falecido), que nasceu em 17 de Junho de 1953. Casou em 17 de Julho de 1976 com Amélia da Silva Azevedo.

2.2 - Lúcia Pinto Soares de Matos, que nasceu em 12 de Dezembro de 1954, que casou em 30 de Setembro de 1972 com o Joaquim José Lopes (falecido em Fevereiro de 2025).

3 - Joaquim José Pinto, nascido em 15 de Junho de 1930.

4 - Ilda da Conceição Pinto, nascida em 17 de Julho de 1932.

5 - Manuel José Pinto.

O Delfim José Pinto nasceu às 9 horas da noite do dia 27 de Dezembro de 1888.

Casou em Lobão, em 29 de Dezembro de 1910, com Maria dos Santos Serralva, de 24 anos de idade, filha de Manuel dos Santos Serralva e Tereza Henriques. Faleceu o Delfim em 21 de Outubro de 1959.

De filhos identifiquei:

1 - Manuel José Pinto, nascido em 22 de Abril de 1927. Casou em Nova Lisboa - Angola, em 28 de Janeiro de 1950 com Maria da Piedade Ferreira.

2 - Anunciação Maria dos Santos, nascida em 13 de Janeiro de 1929. Casou em 12 de Agosto de 1951 com José Alves (o Teixeira), de Romariz, filho de pai incógnito e de Generosa Alves.

04/09/2026

Recepção ao novo pároco Pe. Cláudio e convívio comunitário


Conforme já o escrevi publicamente, com a saída inesperada do Pe. António da paroquialidade de Guisande, terminou um ciclo e iniciará outro, com a tomada de posse do novo pároco, Pe. Cláudio Silva, programada já para o próximo dia 12 de Setembro.

Para mim também é o fim de um ciclo e deixarei as funções que estava a desempenhar na paróquia a pedido do Pe. António (Delegado do Conselho Pastoral Paroquial e Conselho Inter-paroquial, Pastoral Familiar e respectivas participações vicariais e ainda a gestão do blog inter-comunitário).

Em todo o caso, desejando o melhor para o novo ciclo, faço questão de, no que preciso for, ajudar neste momento de transição e recepção ao novo pároco, a quem desejo uma missão frutífera. 

Neste contexto, a pedido do Conselho Económico, participei na passada Quarta-Feira, pelas 21:15 horas, numa reunião que decorreu no Salão Paroquial com o objectivo de acertar os pormenores referentes à recepção, tomada de posse e convívio entre o novo pároco e a comunidade.

Assim, ficou definido o seguinte:

Pelas 17:30 horas do Sábado, 12 de Setembro de 2026, o Conselho Económico Paroquial fará a recepção ao Pe. Cláudio aquando da sua chegada e no Salão Paroquial serão apresentadas ao pároco as forças vivas da freguesia, tendo para o efeito sido convidadas as entidades,  associações e grupos locais (aos quais, a pedido do Pe. António, já entreguei os convites), bem como, por inerência, estarão os representantes dos diversos grupos das dinâmicas da paróquia. Será assim uma primeira oportunidade para o novo pároco ficar a conhecer os responsáveis.

Feita a apresentação, o novo pároco e o vigário, paramentar-se-ão no Salão Paroquial e de seguida segue-se em procissão para a igreja onde pelas 18:00 horas será celebrada missa e na qual ocorrerá o cerimonial da tomada de posse.

Alguns lugares cimeiros na igreja ficarão reservados para os representantes das entidades e grupos convidados.

Ficou-se de se proceder a um enfeite floral na entrada da igreja, pelo que se pede a colaboração dos grupos da paróquia, no que deverá ser feito no Sábado à tarde.

No final da celebração, por volta das 19:30 horas, seguir-se-á na Alameda da Igreja o convívio entre o novo pároco e a comunidade. A Alameda estará interdita ao trãnsito, estará iluminada e será servido um porco-no-espeto em sandes e com bebidas a acompanhar. As pessoas, querendo, poderão levar alguma sobremesa para partilhar.

Nada ficou definido quanto a donativos ou contributos, pelo que as despesas serão suportadas pela Paróquia e com o apoio da Junta de Freguesia. Eventuais ofertas para ajudar, poderão ser feitas ao Conselho Económico mas sem qualquer obrigatoriedade e fora deste contexto.

À responsabilidade da Junta de Freguesia, haverá alguns momentos musicais num registo intimista com a presença de uma cantora. No final haverá fogo de artifício.

Toda a população guisandense está convidada para este momento de partilha comunitária. Será uma oportunidade de contacto com o nosso novo pároco, que certamente estará disponível para essa partilha.

Sendo que este convívio ocorrerá no contexto da nossa paróquia, importa lembrar que no dia seguinte, Domingo, dia 13 de Setembro, no final da tomada de posse nas Caldas de S. Jorge, será realizado um almoço convívio inter-paroquial, no Salão Paroquial das Caldas de S. Jorge, com um custo de 5,00 euros por pessoa, mas sujeito a reserva, cujas inscrições poderão ser feitas nas paróquias ou através do formulário online no seguinte link:  

INSCRIÇÕES


03/09/2026

Assim também eu!


Confesso que tenho reduzido os treinos com voltas e voltinhas de bicicleta. Talvez por questões de tempo, tenho dado preferência a caminhada, corrida e mistura de ambas. Mas ontem de tarde lá peguei na bicicleta e como detesto plaininhos, lá fui por Vale, Escariz e Chave de Arouca.

Já no regresso, com o calor e naturalmente cansado, em ritmo de moleza, até porque de manhã tinha feito uma hora de caminhada, numa subida média, vindo de trás, silencioso, sem sinal, olá, viva ou boa tarde, passou por mim um outro ciclista, como quem ía de mota. Na verdade pedalava sentado e com um à vontade que não resultava apenas da pouca idade e reduzido peso mas porque, montava uma bicicleta eléctrica.

Fosse um de igual condição, não me incomodaria, mas face áquela "batota", enchi-me de brios e fui buscar forças que não tinha e um kilómetro à frente coloquei-me na sua roda.  Meti conversa: - Então, acabou-se a bateria? - Olhou-me desconfiado, sem responder. Insisti:  - Assim não custa! Assim tão novo e levezinho não devia precisar de bateria para ultrapassar um velho pesado!  - Lá disse, em jeito de desculpa: - É eléctrica mas só uso como auxílio. - Não quis insistir, até porque nem tinha nada contra o facto, porque cada um anda como quer e pode, mas a sorrir, lá lhe disse: - Pois, como diz o César Mourão na publicidade, "Obrigadinha! Assim também eu! 

Um pouco mais à frente e depois de alguma conversa de circunstância, cortei por outra estrada rumo a Guisande e ele lá se foi a pedalar  por outra, nitidamente com mais custo, a desejar que chegasse a descida, porque realmente acabou-se-lhe a bateria. Deve ter estourado o resto da energia com a ultrapassagem que me fez com ar de cagão.

Claro que falei sempre num tom irónico mas amistoso, e mesmo assim arrisquei que me mandasse à merdinha. Mas, pensando bem na coisa, volto a dizer o mesmo: "Obrigadinha! Assim também eu!

Enquanto puder, bicicleta eléctrica só para meninas. Sem esforço e sacrifício não há glória. Se sim, fingida!

Já deixou de haver razoabilidade

Em Guisande, a Rua da Zona Industrial, que liga Linhares a Fornos, é toda ela  um reles caminho de cabras. Quase intrasitável e quem arrisca ou tem necessidade de a usar, como alguns moradores, vive, de facto, uma situação penosa, porque com o desgaste dos automíveis.

Bem sabemos que tem sido usada a desculpa de que entretanto será feita a rede pública de abastecimento de água e saneamento e que depois, sim, será pavimentada, mas já lá vão anos. Temos sabido esperar, mas já deixou de haver razoabilidade no argumento.

É quase indecente que no nosso concelho e na nossa freguesia existam ruas nestas condições. Outras mais, como a Rua de Estôze, no troço que liga o centro do lugar a Pigeiros, e parte da Rua da Estrada Velha, não estão melhores.

Bem sabemos que a Viagem Medieval é marca deste concelho mas não havia necessidade de algumas ruas serem condizentes com esses tempos de trevas e obscurantismo. Do tão propalado retorno económico desse festival das fêveras, cavaleiros e nobres de fingimento, era bom que parte dele começasse a ser aplicado cá por esta terra esquecida. Até aqui nada se tem visto de diferenciador. A Junta de Freguesia, que já herdou a situação do mandato anterior, pouco pode fazer. Espera-se que a Câmara compreenda e resolva a situação.

Sendo assim, e mesmo que com alguns tapa-buracos a coisa  já não vai lá, é aguentar mais uns largos meses ou anos. E não tarda o Inverno. 

Tomada de posse do pároco Pe. Cláudio em Guisande

 


No sábado, dia 12 de setembro, pelas 18:00 horas, haverá a missa solene com tomada de posse, que será dada pelo Vigário Pe. José Carlos.

Antes da celebração, no Salão Paroquial, serão dadas as boas-vindas pelo Conselho Económico, grupos da paróquia, associações e movimentos cívicos da freguesia.

No final da missa, o Conselho Económico, com o apoio da Junta de Freguesia, organizará um lanche-convívio aberto a toda a comunidade que terá lugar na Alameda da Igreja. Será servido porco-no-espeto, bebidas e sobremesas. Haverá iluminação da Alameda e momentos musicais.

Toda a comunidade de Guisande está convidada!


EM PIGEIROS E CALDAS DE S. JORGE

Já no Domingo, dia 13 de Setembro, a tomada de posse acontecerá em Pigeiros, pelas 09:30 horas e nas Caldas de S. Jorge pelas 11:00 horas.

Quanto a Pigeiros, no domingo, dia 13 de setembro, considerando o tempo reduzido devido à missa seguinte nas Caldas, ficou decidido haver a mesma prévia apresentação das autoridades e grupos locais, acompanhada da oferta de um pequeno-almoço com Porto de Honra.

 Seguidamente, nas Caldas, aplicar-se-á o mesmo esquema de apresentação das autoridades e grupos locais antes do início da missa. 

No final da celebração, haverá um almoço-convívio, sujeito a reservas e estará aberto à comunidade local e interparoquial. A participação terá um custo de 5,00 euros por pessoa para ajudar nas depesas. Serão servidas carnes grelhadas. Os participantes deverão, querendo, levar bebidas, entradas e sobremesas.

LINK PARA INSCRIÇÃO NO ALMOÇO

02/09/2026

Outono da vida


Secou a fogueira que queimava o fraguedo.

O sol já não reina, dolente, sem canseira

E o vento de outono, sem dor nem medo,

Entra a varrer os despojos da eira.


Cai a folha morta no chão vazio,

Morde a geada a pele do granito.

Acabou-se a festa, começou o frio,

Que esta vida é dor e espaço finito.


É tempo de colher o que a seara deu,

Guardar o mosto na escuridão do pipo,

Olhar de frente o rosto do céu

E aceitar o destino que já antecipo.


Américo Almeida

Passeio Sénior 2026

Com organização da Junta de Freguesia de Guisande, aconteceu no dia de ontem, 1 de Setembro de 2026, o Passeio Sénior com a participação de uma centena de pessoas.

Constou de passeio a Viana do Castelo (zona histórica e Santa Luzia) seguindo-se almoço, convívio e lanche na Quinta da Malafaia, em Antas - Esposende. 

31/08/2026

Feirense em cromos de caramelos

 


Sou feirense mas nunca fui, nem sou, adepto do C.D. Feirense.  Nestas coisas que definem um gosto por um clube, nem sempre são explicáveis ou racionais. No caso, a  minha indiferença talvez porque fosse sempre o clube do poder, do sistema e dos mais apoiados no concelho em detrimento de outros. Talvez por isso, ou não, mas, no caso, é irrelevante a questão.

Apesar disso, tenho memórias à volta do clube, e também dele alguns cromos de antigas  colecções. Neste caso, de uma caderneta de 1962-1963, a "Ídolos dos Estádios", quando o clube participou pela primeira vez no Campeonato Nacional da I Divisão. Tenho outros cromos da mesma época e de posteriores.

Atletas aqui representados: Martin, Diniz, Aurélio, Oliveira, Lopes, Campanhã, Raimundo, Brandão, Rui Maia, Ramalho e Eduardo.

29/08/2026

Colaboração em mais um livro das mãos de Carlos Cruz

 


“Manuel Moreira – Uma forma poética de viver” é um livro organizado por Carlos Cruz, que reúne a poesia do seu conterrâneo, natural da freguesia da Lomba. A obra será apresentada publicamente naquela freguesia em meados de Setembro próximo.

Pessoalmente, fico contente por ficar associado a este livro e à sua publicação, já que, a pedido do Carlos, assegurei a sua paginação e a concepção da arte de capa.

Trata-se de uma poesia simples, mas profundamente identificativa de uma terra, das suas tradições e dos modos de viver de um povo. É um retrato feito de palavras sentidas, evocando um tempo que hoje já só perdura na memória dos mais velhos - entre eles, a de Manuel Moreira, que através dos seus versos nos devolve um pouco desse mundo bem como da sua experiência de homem emigrante que deixou a sua terra em busca de melhores condições de vida, mas sem nunca deixar de a ter presente.

A edição é da Junta de Freguesia da Lomba, que demonstra, assim, sensibilidade para apoiar e preservar a identidade da terra e a memória daqueles que contribuíram para o seu nome e para a sua história.

Assim fossem muitas outras juntas de freguesia.

Novo ciclo na paróquia


Conforme tem sido divulgado, o Pe. Cláudio Manuel Pereira Vieira da Silva, irá substituir o Pe. António Jorge na paroquialidade da nossa comunidade de S. Mamede de Guisande bem como de Pigeiros e Caldas de S. Jorge.

Programa do acolhimento:

  • Guisande : 

No sábado, dia 12 de setembro, pelas 18:00 horas, haverá a missa solene com tomada de posse, que será dada pelo Vigário Pe. José Carlos.

      Antes da celebração, no Salão Paroquial, serão dadas as boas-vindas pelo Conselho Económico, grupos da paróquia, associações e movimentos cívicos da freguesia.

      No final da missa, o Conselho Económico, com o apoio da Junta de Freguesia, organizará um lanche-convívio aberto a toda a comunidade, local e interparoquial, que terá lugar na Alameda da Igreja ou no Salão Paroquial caso o tempo esteja desfavorável (o que não se prevê).

    • Pigeiros e Caldas de S. Jorge : 

Quanto a Pigeiros, no domingo, dia 13 de setembro, considerando o tempo reduzido devido à missa seguinte nas Caldas, ficou decidido haver a mesma prévia apresentação das autoridades e grupos locais, acompanhada da oferta de um pequeno-almoço com Porto de Honra.

      Seguidamente, nas Caldas, aplicar-se-á o mesmo esquema de apresentação das autoridades e grupos locais antes do início da missa. No final da celebração, haverá um almoço-convívio, sujeito a reservas e estará aberto à comunidade local e interparoquial. A participação terá um custo de 5,00 euros por pessoa para ajudar nas depesas. Serão servidas carnes grelhadas. Os participantes deverão, querendo, levar bebidas, entradas e sobremesas.

LINK PARA INSCRIÇÃO


NOVO CICLO PESSOAL

Com esta tomada de posse, culminará o fim de um ciclo e começo de outro, tanto para a paróquia de Guisande como de Pigeiros e Caldas e, naturalmente, para os sacerdotes envolvidos, o Pe. António Jorge e o Pe. Cláudio.

Neste contexto, todos nós e cada um, paroquianos, temos uma ideia e perspectiva pessoais e, naturalmente, considerações e pressupostos próprios. Pessoalmente, procurando compreender o contexto, não obstante, fiquei profundamente surpreendido e decepcionado com a decisão do Bispo, que não teve em conta o parecer e sentimento das comunidades. De resto, o que tem sido uma má prática da Diocese, em desalinhamento com um certo discurso oficial de sinodalidade e relevância ao movimento laical e comunitário. Tudo espremido, apenas conversa.

Pessoalmente, que a pedido do Pe. António vinha assumindo desde há quase três anos algumas tarefas na paróquia, como Delegado do Conselho Pastoral Paroquial, Inter-Paroquial e Vicarial, ainda a Pastoral Familiar Paroquial e Vicarial, e ainda a gestão online do Blog da inter-comunidade e rede social Facebook,  será também o fim de um ciclo. De forma pensada e amadurecida durante todo este preâmbulo entre a decisão de mudança pelo Bispo e a tomada de posse, entendo que devo terminar todas as funções, cabendo ao novo pároco, querendo e achando necessário, promover a colmatação de tais funções, o que acho não ser difícil, pois deverá haver quem com interesse e capacidade para isso. 

Eventualmente, se o novo pároco ver nisso algum interesse, poderei, transitoria e provisoriamente, até nomeação de novo responsável, continuar na gestão do Blog, Rede Social Facebook e imagem (cartazes e divulgação de eventos e celebrações).No resto, continuarei apenas como membro do Grupo de Leitores. 

Apesar desta minha decisão, faço votos de que o novo pároco desenvolva um trabalho interessado e frutificante na nossa paróquia e demais comunidades, que se sinta bem acolhido, em casa, e que contribua para voltar a unir as comunidades em continuação do excelente trabalho deixado e transmitido pelo seu antecessor.

Quanto ao Pe. António Jorge, na certeza de que nestas coisas nunca se agrada a todos, na minha perspectiva parece-me que desenvolveu um trabalho muito positivo, de forma séria e competente, no respeito pelas tradições e idiossincrasias próprias de cada comunidade que serviu. Pela minha parte agradeço a confiança depositada, a que com as limitações próprias, procurei corresponder. Ficará na melhor das considerações e faço votos de que na sua nova missão, que será igualmente desafiante, até porque numa maior inter-comunidade, seja capaz de unir à sua volta as comunidades, tanto no plano espiritual e religioso como no social. Acredito que será capaz, mesmo que com as dificuldades que as mudanças - inesperadas - sempre comportam.

Bem-haja, por tudo, pela sua consideração pessoal que comigo sempre demonstrou, que é recíproca, e ficará sempre nas minhas melhores memórias. Certamente que continuaremos a encontrar-nos por aí.

Obrigado, Pe. António!

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