02/09/2017
Subsídios
01/09/2017
Por aí…aldeia da Pena–S. Pedro do Sul
Aldeia da Pena, freguesia de Covas do Rio, concelho de S. Pedro do Sul.
Uma aldeia de xisto onde apenas vivem 7 pessoas. Uma jóia perdida e à qual não é fácil chegar. Basta pensar que tem que se passar pelo Portal do Inferno e contornar penedos e escarpas. Mas vale a pena o esforço, as vertigens e as mãos suadas pelo “cagufe”. Para quem ali quiser comer, cabrito ou vitela, um ambiente rústico à sombra do xisto e da ramada de videiras.
Claro está que uma vez chegados ali, é bem possível que se tenha visitado Rio de Frades, Regoufe, por onde em tempos de guerra as montanhas foram esventradas em procura do minério volfrâmio. Certamente que não se deixou de subir ao altaneiro monte de S. Macário (mesmo que abadalhocado com antenas) e de regresso por várias outras aldeias típicas (mesmo que não à mítica e misteriosa Drave que só por si merece um dia) encastradas nas encostas da Freita e da Arada, serras tão bonitas e imponentes que não desmerecem de Estrelas e Marões.
Mas quem for gente de praia, de plaininhos e de paisagens urbanas, por favor, não vá.
31/08/2017
Eleições Autárquicas 2017 - O que se vai lendo, vendo e ouvindo - VIII
30/08/2017
Por aí...Pessegueiro do Vouga
29/08/2017
Por aí…S. Cristóvão de Lafões
26/08/2017
Professor Joaquim Ferreira Pinto e outras histórias
Esta escola integrava os rapazes da freguesia, no entanto não extensível à sua totalidade uma vez que então a frequência não era obrigatória e iriam apenas os filhos de gente mais abastada ou pelo menos mais receptiva a dispensar a mão-de-obra tão importante quanto necessária na lide da casa e dos campos.
Tenho indicação que já por essa altura a frequentaram o meu falecido pai (António Gomes de Almeida), nascido em 1917 e o meu tio Neca (Manuel Joaquim Gomes de Almeida), ainda vivo, com quase 94 anos de idade, que ainda relata as memórias desse tempo e de modo particular o seu tempo de escola. Segundo esses mesmos relatos na primeira pessoa, a escola era composta por uma única e ampla sala na qual o professor Joaquim leccionava em simultâneo as quatro classes. O número de rapazes terá chegado aos 80, por isso uma média de 20 por classe. O horário seria das 08:00 horas às 14:30 horas, sem intervalo para almoço e não raras vezes, por castigo, era suprimida a hora de recreio. Para além deste horário exigente, os alunos que estavam em vias de realizar o exame da quarta classe tinham ainda umas horas adicionais no resto da tarde.
Ainda segundo as memórias do meu tio Neca, o professor Joaquim, era extremamente exigente e mesmo muito severo nos castigos e na disciplina que fazia cumprir a reguadas, canadas e até a "biqueiradas e palmadas". Seria o "terror" dos alunos e entre eles era conhecido como o "rapa orelhas" e o "escana cabeças". Não espanta, pois, que muitos dos rapazes simulassem dores de barriga, vómitos (forçados com dedos enfiados pela goela abaixo) e dores de cabeça, para de algum modo, com o seu ar de doentes e abatidos sensibilizarem os pais (sobretudo as mães) e poderem escapar a umas aulas. A severidade dos regentes/professores desses tempos era quase uma regra. Para o bem e para o mal, as coisas inverteram-se e em poucos anos passamos do 8 ao 80 e por agora a tônica é o desrespeito e mesmo abusos dos alunos para com os professores.
Outra nota curiosa, este posto escolar no lugar do Viso terá sido posteriormente deslocado (cerca de 150 metros para sul) para o lugar das Quintães, passando a funcionar no edifício actualmente pertencente ao Sr. Rogério Neves, próximo da Casa do Santiago e na altura de propriedade do sogro do Sr. Rogério, precisamente o referido presidente da Junta de então, o Sr. José Gomes Leite.
Um ano depois, em 1937, a mesma Junta de Freguesia, por acta datada de 27 de Março de 1938, faz referência à intenção de abrir um segundo posto escolar para raparigas, a sediar no lugar da Leira e a abranger alunos dos lugares não referidos na acta de 1936 (sendo que por curiosidade não são mencionados os lugares da Igreja e Viso, que viriam precisamente anos depois a ser a sede das duas escolas primárias). Convém referir que por essas alturas os acessos entre os diferentes lugares da freguesia eram poucos e fracos, essencialmente por caminhos, e por isso, sobretudo em tempos de chuva, ir de uma ponta da freguesia à outra era um autêntico cabo dos trabalhos. Não espantaria que para se ir de Estôze ao Reguengo ou vice-versa fosse coisa para demorar uma hora por mau caminho, com covas e lama. Por outro lado, as raparigas eram seguramente mais que as mães pelo que a justificação de dois postos assentaria numa necessidade geográfica mas também de lotação.
Estas situações de postos escolares em edifícios particulares e de carácter provisório e certamente que por isso não vocacionados ou preparados condignamente para o ensino, terão sido resolvidas com a construção da Escola Primária do Viso, com duas salas, uma para rapazes e outra para raparigas, como dissemos, no ano de 1949. A partir daí, com uma construção de raiz e com carácter público, terá ficado centralizado na Escola do Viso todo o ensino primário na nossa freguesia de Guisande. Apenas vinte anos depois, em 1969, a freguesia sentiu necessidade de edificar um novo edifício, com a construção da Escola Primária da Igreja. Estas duas escolas funcionaram em simultâneo durante pelo menos 40 anos. Infelizmente, com as políticas de centralização dos serviços do ensino primário a par da nítida baixa de natalidade, tornou-se inevitável o encerramento da actividade escolar primária na nossa freguesia (de que é excepção o Jardim de Infância de Fornos e mesmo assim com algumas crianças de fora da freguesia) e por conseguinte do encerramento dos respectivos edifícios escolares. Do mal o menos, ainda continuam de propriedade pública e por isso ou já integrados ou a integrar em actividades sócio-culturais da nossa freguesia.
25/08/2017
O passado é lá atrás
...Estamos, pois, no final de um mandato e no lançamento de novas eleições e de um novo ciclo. As eleições de 2013 e 2014 são já passado e o passado é lá atrás. Importa agora olhar para a frente.
É certo que já na recta final e já em período de pré-campanha, ainda faço parte do executivo da Junta da nossa União de Freguesias, embora não como recandidato nem integrando qualquer lista concorrente às próximas eleições de 1 de Outubro. Por isso, na qualidade de cidadão independente, não concorrente e sem interesses directos ou indirectos no resultado das próximas eleições, creio assim poder ter alguma legitimidade para emitir opiniões sobre alguns aspectos ligados ao processo, de resto no livre direito de cidadania.
Pessoalmente acho esta "insistência" uma estratégia algo despropositada e já fora de tempo, porque se o PS teve algumas responsabilidades em 2013, e teve certamente, já as pagou e foi julgado por elas em 2014 nas eleições intercalares. Certamente que os seus elementos perceberam-no pelo resultado das eleições em que foi dada uma maioria absoluta à lista do PSD. Estamos, pois, no final de um mandato e no lançamento de novas eleições e de um novo ciclo. As eleições de 2013 e 2014 são já passado e o passado é lá atrás. Importa agora olhar para a frente.
24/08/2017
Concerto - Banda Musical de S. Tiago de Lobão e Jorge Almeida
23/08/2017
Eleições Autárquicas 2017 - O que se vai lendo, vendo e ouvindo - VII
Eleições Autárquicas 2017 - O que se vai lendo, vendo e ouvindo - VI
Eleições Autárquicas 2017 - O que se vai lendo, vendo e ouvindo - V
21/08/2017
Grupo da LIAM - Passeio a Ribadavia - Espanha
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