13/01/2020

Nota de falecimento


Faleceu Isaura da Conceição Ferreira Fontes, de 90 anos. Natural de Guisande, vivia e faleceu na freguesia de Caldas de S. Jorge.
Cerimónias fúnebres e religiosas conforme o indicado na pagela acima.

Sentidos sentimentos a todos os familiares. Que descanse em paz!

Há tripas....

12/01/2020

Uma copada de Castelões e um pires de moelas


Noutros tempos, não muito longínquos, o vinho verde "Castelões" era para os amantes das patuscadas e petiscadas uma espécie de elixir da eterna juventude. Em qualquer tasca, de prestígio ou rasca, pedia-se "Castelões". O acompanhamento eram os petiscos, fosse moelas, orelheira, uma isca, um prego ou churrasco. Sobretudo no Verão, pois, claro, umas copadas de "Castelões", servido bem frio, faziam valer a pena esperar pelo Sábado ou Domingo à tarde. O Nelson Ned cantava que não sabia o que fazer no Domingo à tarde, mas a rapaziada de Guisande, sabia e bem: Namorar e depois, porque o namoro faz sede, umas copadas no balcão dos bancos de pernas altas do Américo, ou em mesas de fórmica noutros locais de culto como da churrasqueira do valdemar, em Estôse.

Deixou, por isso, saudades, esta emblemática marca de vinho, engarrafada em Vale de Cambra pela empresa Bastos & Brandão, L.da. O vinho era proveniente da região demarcada do Vinho Verde, da qual fazia (e faz) parte Vale de Cambra, com base nas castas Loureiro, Trajadura e Arinto. A malta, mesmo sem perceber de castas, acreditava que sim.

A Brandão & Bastos, L.da foi fundada por Manuel Brandão e Manuel de Bastos, que morreram em 1986 e 1990, respectivamente. A empresa foi fundada em meados da década de 1950. Depois disso mudou de mãos e passou por processos de insolvência. Não consegui apurar se ainda existe e em actividade ou se mudou de nome. Certo é que a marca "Castelões" já não existe desde há alguns anos. Outras marcas engarrafadas pela empresa valecrambrense como a "Aniversário" e a "Valverde", também já desapareceram.
Para avaliar da fama do "Castelões", posso dizer que colhi a informação de que pelo final da década de 1990 as vendas cifravam-se em 6 mil garrafas por semana.

Este "Castelões", a que se refere o rótulo acima, característico e inconfundível na sua forma triangular, era considerado como levemente adamado e a exigir servir-se "muito frio".

No meu tempo de rapazola, este "Castelões" estava para a rapaziada como agora a "Coca-Cola" está para a juventude.  Também fazia arrotar, mas, ao contrário da bebida negra açucarada, o "Castelões" propiciava outras aventuras. Muitas delas poderia aqui contar, mas teria que por bolinha vermelha a classificar o texto.

Acrescente-se que por esses tempos, não havia boda de casamento que não fosse fornecida de "Castelões". A malta solteira lá conseguia passar por debaixo da mesa alguns exemplares que mais tarde serviam para refrescar conversas.

O "Campelo" e os "Três Marias" faziam forte concorrência mas a malta não trocava pelo "Castelões". De resto, alguns de nós tínhamos um lema: "Homem que tenha ...lhões, bebe "Castelões".

Aparte alguma brincadeira, o vinho verde "Castelões" é uma das marcas que a malta da minha geração associa a petiscadas e convívios de boa camaradagem. Aquela pinga generosa e esverdeada em garrafas com aquele inconfundível rótulo triangular ajudaram em muito a cimentar amizades e a fartar barrigas.

Nos tempos actuais, descobri e tenho bebido de um fantástico vinho verde também ali das mesmas encostas do Caima e do Vigues, mas convém não fazer publicidade sob pena de aumentar as vendas e daqui a nada ter que o pagar mais caro, até porque é colheita seleccionada e limitada. Basta dizer que em nada fica atrás dos melhores alvarinhos e loureiros do Alto Minho. Não se deve abrir a barriga da galinha dos ovos de ouro.

Comércio perdicional



É sabido que de um modo geral, salvo raras excepções e em localizações privilegiadas e/ou de impacto turístico, o nosso comércio tradicional tem andado pelas ruas da amargura. Mesmo que de quando em vez venham à praça autarcas e outros "especialistas"  a dar um ar de sua graça, numa espécie de "engana-me que eu gosto", a verdade é que as machadadas são mais que muitas, nomeadamente com a aprovação excessiva de superfícies comerciais, por vezes umas ao lado das outras. Claro que aí lá vem os artistas alvitrar que tal representa novas oportunidades e dinâmicas para o comércio tradicional local, mas obviamente que na generalidade dos casos é conversa para enganar lorpas.

Em todo o caso, e porque nem uma coisa terá a ver com outra, mas apenas para contextualizar as dificuldades de quem explora pequenos negócios, por estes dias soube, com pena e mesmo com tristeza, até porque cliente de há anos,  que acabou o serviço de venda de fruta ao domicilio pela Rosalina Neves, bem como o negócio a ela associado que mantinha na casa paterna, no lugar da Gândara, nomeadamente confecção de pão e doçaria, na minha opinião, de boa qualidade.

De algum modo, este era um negócio com raízes familiares de há longos anos, a que os Guisandenses se habituaram e tinham como seu património, e que por isso, face ao anúncio do seu término, não deixa de ser uma pena para quem de algum modo valoriza o que de bom a freguesia tem. Assim é uma "nossa instituição" que se perde.

Não prevendo o futuro, porque este a Deus pertence, desejamos à Rosalina boa sorte no que quer que venha a fazer. Afinal de contas, como diz o povo, na nossa vida por vezes fecha-se uma janela mas abre-se uma porta.

01/01/2020

Guisande foi ao sítio de camioneta da carreira


É sabido que o saudoso Pe. Francisco adorava fazer passeios e de modo especial acompanhar os seus paroquianos, levando-os a visitar os mais diversos recantos do nosso belo Portugal. Foi assim praticamente durante todo o seu longo reinado como pároco da nossa freguesia.
Normalmente num dos meses de Verão, alugava um autocarro na Feirense e lá ia meio Guisande ao passeio do padre.
Na fotografia acima, aconteceu em Agosto de 1957, com os participantes alinhados em frente ao imponente veículo, no tempo em que a Feira era Vila, nesse tempo mais conhecido por camioneta da carreira.
Quanto ao sítio, cenário do "boneco"é mesmo esse, o Sítio da Nazaré, como ajuda a provar a imagem mais ou menos actual em baixo.

30/12/2019

Centro Social - Novos corpos gerentes


Realizou-se na passada sexta-feira uma Assembleia Geral do Centro Social S. Mamede de Guisande. A ordem de trabalhos constou de apresentação e aprovação do relatório de contas do exercício de 2019, a eleição de novos corpos-gerentes para o quadriénio 2020 a 2023 e discussão de outros assuntos de interesse.

Quanto às contas, foi apresentado pela Direcção o balanço provisório do exercício de 2019, com valores de despesas e receitas a rondar os 30 mil euros cada, tendo sido aprovado por unanimidade.

Quanto às eleições não foram apresentadas listas alternativas pelo que em consequência e para não deixar a associação num impasse directivo, o anterior presidente, Joaquim Conceição Santos, viu-se obrigado a apresentar uma lista que é fundamentalmente de continuidade, destacando-se a entrada de alguns novos elementos para a Direcção, nomeadamente o Sr. Padre Farinha, como vogal, e Fátima Pinto, como Secretária. Celestino Sacramento mantém-se com o cargo de Tesoureiro. Na Mesa da Assembleia continua Rui Giro como presidente e Orlando Santos na frente do Conselho Fiscal. A lista foi aprovada por unanimidade, tendo depois tomado posse.

Os novos corpos gerentes continuam com a difícil tarefa de promover  a actividade do Centro, ainda com a dependência política quanto à implementação do acordo de cooperação com a Segurança Social, aprovado mas ainda em suspenso devido a cativações por parte do Governo. Também ainda com dívidas por saldar, nomeadamente ainda ao empreiteiro e a instituição bancária, com valores somados a rondar os 66 mil euros.

Na discussão de assuntos de interesse, o anterior e actual presidente da Direcção lamentou-se aos presentes da falta de cumprimento e honra de alguns compromissos assumidos por pessoas e entidades e cujas verbas estavam previstas no projecto de candidatura, o que tem contribuído para o atraso na liquidação das dívidas e das inerentes dificuldades financeiras da associação com prejuízo da população e associados. Também o impasse e sucessivo adiar da implementação do acordo de cooperação com a Segurança Social tem criado dificuldades, incertezas e o adiamento constante dos objectivos plenos do Centro.

Face a estas dificuldades, Celestino Sacramento, tesoureiro da Direcção, declarou esperar que algumas decisões ocorram até Março do próximo ano, nomeadamente com a efectiva implementação do acordo de cooperação, caso contrário a Direcção ver-se-á obrigada a equacionar o encerramento das instalações e entregar as chaves ao município. A Direcção comprometeu-se a tudo fazer para que tal não venha a acontecer, mas face às dificuldades e poucos sinais de apoio de quem tem alguma obrigação institucional, é sempre uma possibilidade em aberto. 

Apela-se, pois, à população, que continue a apoiar este projecto que é de todos bem como a participar nas diferentes actividades e iniciativas de angariação de fundos de modo a que não caia por terra um equipamento importante e ao serviço da comunidade.

Fábulas, lobos e mentiras

Não sei se o Sérgio Conceição deu um murro nas fuças do Pedro Ribeiro, treinador do Belenenses SAD. Aquele disse que não. Este terá dado a entender que sim. Alguns média corroboram. Em suma, um deles estará a mentir.
Decida quem tiver que decidir em face do que se vier a apurar, e nem sempre se consegue apurar o que realmente aconteceu, mas com um tão rico historial de arrelias e maus fígados, o treinador do F.C. do Porto arrisca-se a que, como na analogia da fábula de Esopo em que o pequeno pastor mente gritando que é lobo, corre o risco de, com excepção da nação portista, ninguém acreditar nele, já que o povo tem como ditado certo, "Na boca do mentiroso, o certo é duvidoso."

29/12/2019

Não há como a liberdade de expressão para se poder dizer..."a puta da liberdade de expressão"

A puta da liberdade de expressão tem umas costas bem largas. São com um canivete suiço, que dá para tudo. Não surpreende, pois, que à custa e em nome dela se ultrajem e ofendam gratuita e banalmente muitos dos valores tão caros a largos milhões de pessoas, como o caso da religião.

Não quero perder tempo com o falado caso do humor dos brasileiros "Porta dos Fundos", mas digo que sempre foi demasiado fácil banalizar, brincar e mesmo ofender valores e figuras ligados ao cristianismo e catolicismo do que de outras grandes religiões. Por isso, quando, mesmo que isoladamente, surge a reacção violenta, aqui-del-rei para a intolerância de quem não encaixa a brincadeira.

Ainda, hoje, num jornal diário, que compro com regularidade, mas que vou deixar de comprar, porque não quero contribuir para a alarvidade, voltou à carga com um cartoon que tem tanto de oportuno como de ofensivo, porque do género, - "não gostaram? então, olhem para mim cheio de medinho, e aqui vai mais do mesmo!" Foi de uma maneira ridícula e impregnada de clichês, mas poderia ser até de forma pornográfica que a liberdade de expressão lá estaria a servir de almofada.

É este humor rasca que é condenável, porque despropositado e ofensivamente gratuito.
Poderiam brincar com a mesma facilidade e alarvidade com as figuras do islão, mas aí, porque em casos semelhantes, a coisa deu para o torto, pode-se concluir que muitos humoristas gostam de humorar debaixo da liberdade de expressão, mas por regra, têm medo porque têm cu, e mal por mal, antes brincar e gozar com algo ou alguém de quem não se espera alguma reacção fundamentalista que possa por em risco as suas vidas.

Enfim, sinais dos tempos em que o respeitinho tem o mesmo valor da merda e em que a única arte é ofender e provocar, de forma provocadora, pois claro.

24/12/2019

Nota de falecimento

Faleceu Maria Georgina Alves Fontes, de 56 anos de idade (28 de Março de 1963 - 23 de Dezembro de 2019).
Natural das Quintães -  Guisande, vivia em Santa Maria da Feira.
Cerimónias fúnebres na próxima Quinta-Feira, 26 de Dezembro, com chegada do corpo à capela mortuária de Guisande pelas 13:00 horas e funeral pelas 15:30 horas, com missa de corpo presente na igreja matriz, indo no final a sepultar no cemitério local em jazigo de família.
Sentidos sentimentos a todos os familiares, de modo particular a seu esposo, seus filhos e seus irmãos.

23/12/2019

Sem rodriguinhos...

Goste-se ou não do André Ventura e, por arrasto, do seu CHEGA, há aspectos do seu discurso que parecem óbvios. Muito do que ele diz, mesmo que temperado exageradamente com o molho"isto é uma vergonha", é de facto algo que incomoda os habituais residentes da Assembleia da República, porque são, numa analogia com o que acontece por vezes no futebol, e sobretudo de proximidade como o de salão, como umas boladas certeiras nos tomates, em que os atingidos ficam a eles agarrados num misto de ridículo, dor e incapacidade de reacção. 

Que o diga Ferro Rodrigues, que apesar do seu apelido metálico, mostrou-se sensível às boladas certeiras, mostrando-se dorido dos seus tintins, a ponto de pretender que o André Ventura desvie a pontaria. Ora Ferro por acaso até já sabe do que é pontapear adversários,  pois na anterior oposição fartou-se de rematar boladas certeiras nos tomates de Passos Coelho e seu Governo, precisamente invocando a "vergonha". já para não falar dos tiros certeiros apanhados em escutas telefónicas no âmbito do já silenciado caso "Casa Pia" que o deixam muito mal na fotografia de moral e credibilidade.

Muito do que o André Ventura diz e defende, não agrada, de todo, à maioria da restante Assembleia, porque está a tornar-se a pedra no sapato, o cabelo no esparguete, o grão de areia na engrenagem, a cagadela de pulga no colarinho. Por isso, os pregadores e moralistas da tolerância e inclusão, têm dado bons exemplos disso ao ostracizar o deputado do Chega como se pensar e dizer diferente seja um mal da sociedade, como se o extremismo de direita seja diferente do de esquerda e vice-versa. Nada que o incomode pois já disse que não está na Assembleia para fazer amigos.

A nossa classe política do politicamente correcto não gosta das verdades ditas tão frontalmente, pois não, e o que o Ferro Rodrigues fez, sem rodriguinhos, foi tentar abafar a coisa, castrando a liberdade de palavra e expressão. Pessoalmente, sem me rever em muito do que diz e defende o André Ventura, acho que a palavra vergonha deve ser dita tantas quantas vezes for necessária e se justificar e que todos aqueles meninos de coro que há longos anos habitam o Palácio de S. Bento são tudo menos virgens, muito menos a ponto de se ofenderem. 

Não surpreende, pois, que as sondagens digam que se as eleições fossem hoje o Chega teria muitos mais votos e mesmo mais deputados. Isto porque o populismo pode ser ele próprio e apenas assente numa fácil demagogia mas em larga medida corresponde aos problemas que as pessoas identificam e que sentem que a classe politica do status quo não lhe dá resposta porque muitas vezes atados ao politicamente correcto e aos interesses  quase corporativistas dessa mesma classe que se auto-alimenta, premeia e subsidia vitaliciamente. E o descontentamento não está expresso nas escolhas de quem com mais ou menos vontade ou dever clubístico vai votar em partido A ou B, mas sim na maioria, nos abstencionistas, nos que, à moda do Sérgio Conceição, se têm cagado para esta classe politica, previsível e incapaz de limpar as fossas da nossa sociedade e dos seus sistemas. Os deputados do sistema não gostam de André Ventura pois temem que uma grande parte dessa massa abstencionista se lembre que, mal por mal, talvez valha a pena votar no CHEGA porque se um André incomoda muita gente, vários andrés incomodarão mais.

Assim sendo, os Andrés Venturas e os Chegas terão sempre campo vasto para lavrar e combustível para queimar enquanto a tal classe política politicamente correcta não for capaz de dar respostas a muitas das questões e problemas que importam às pessoas.

Por tudo isso, estão há muito a pôr-se a jeito. Lá isso estão!

19/12/2019

Roubo de metano...


Há muito que se desconfiava que a freguesia de Guisande andava a ser visitada por alienígenas e têm surgido relatos de avistamentos de naves voadoras não identificadas, principalmente ali para os lados das Curujeiras, a sobrevoar o viaduto da A32 fazendo com que muitos casais de namorados para ali vão de noite só para ver as luzes a piscar, na esperança de deixarem cair um filtro de óleo ou um jerricã alienígena. 

Quem se lembra, no Monte do Viso, ali pelos anos 80, já lá poisou um OVNI. Não da constelação de Orion, de Cão Maior ou Andrómeda, mas parece que dos lados de Fajões, nas bordas de Cesar. 
Mas agora a avaliar pela feliz foto do Antunes Limoeiro, foi apanhado em flagrante um OVNI verdadeiro e precisamente no momento em que com o seu raio azul brilhante e sugador roubava metano dos baldes do lixo do arraial. E segundo  o Limoeiro, meio cientista, metano de primeira qualidade pois resultado de fermentação de fraldas de bébé e outros tesouros orgânicos com pelo menos dois anos. Felizmente as cornetas da capela do Viso resistiram a tão elevada carga electromagnética e lá vão resistindo a dar o toque das horas à freguesia e o assunto tem sido discutido aos balcões onde se fala de ciência com a facilidade de quem fala de futebol, enquanto se bebem umas minis e paralelos.

Como seria de esperar, com o combóio TGV das redes sociais, esta foto está a surpreender tanto os especialistas da NASA como os cientistas da freguesia. 

No próximo Domingo esperam-se, como dizia o Américo, que não eu, mas o Conceição, camionetas de excursões, com turistas ávidos de curiosidade e com a esperança de ver repetido o avistamento. Concorrência ao Perlim, pois há tanta gente a acreditar no Pai Natal como nos Ovnis.

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