01/07/2021
A rua dos "bons" exemplos
30/06/2021
"A vida está podre..."
Cá pela aldeia, temos todos, parece-me, uma estima e consideração especiais pelo Sr. Raimundo da Lama. Pessoalmente aprecio-lhe o seu lado de pensador e filósofo. Não que cursasse em grandes universidades mas licenciado com mestrado na universidade da vida.
Em todo o caso, logo pela manhãzinha ouvir dele o pensamento de que, "...esta vida é um martírio" e "esta vida está podre e contra-podre", não é animador. Bastaria o "está podre", mas aquele "contra-podre" tira todas as dúvidas.
O tema mereceria horas de discussão, mas, porque a caminho do trabalho, tive que apressar as despedidas e enquanto o tractor seguiu lentamente pela estrada fora, não pude deixar de meditar naquela sentença matinal.
A verdade é que as coisas andam mesmo meias podres. São as batatas na terra, os pêssegos nos pessegueiros, os tomates nos tomateiros e por aí adiante mas a podridão que falava o Sr. Raimundo não era da agrícola, coisa em que, de resto, até é especialista. A podridão anda mais pelas pessoas e pelos seus modos de vida. Notícias como a da detenção do "intocável" Berardo, o Joe português, que mesmo sendo caloteiro de centenas de milhões aos Bancos, diz com toda a lata perante deputados da nação de que "pessoalmente nada deve", fazem-nos estar alertas diariamente para este estado de coisas.
Estes artistas que vivem de burlas e esquemas que ludibriam os sistemas financeiros e económicos, e são tantos, como Sócrates, Ricardos Espíritos Santos, Luíses Filipes Vieiras, Rendeiros, e tantos outros, num desfile interminável, são de facto maçãs podres deste país, deste mundo, desta vida.
Mas o mais grave é que apesar de parecer que a Justiça anda atenta e que se fará, no final de contas, passarão todos ou quase todos impunes pelos labirínticos meandros da própria Justiça . No fundo estamos perante uma peça de comédia com ares de drama, apenas para entreter. Já o Zé Mexilhão, esse convém que não se atrase a pagar a prestação do IMI ou do IUC, porque leva logo por tabela.
29/06/2021
Grupo da LIAM na 41ª Peregrinação Nacional da Familia Espiritana
O Grupo da LIAM de Guisande, como é de tradição, vai participar na Peregrinação Nacional da Família Espiritana, na sua 41ª edição, que decorre no próximo Sábado e Domingo, 3 e 4 de Julho. Em sintonia com o próximo Capítulo Geral dos Espiritanos, entretanto adiado, o lema da peregrinação será: “Vejam, vou fazer algo novo” (Is. 42,19).
Programa oficial:
Sábado, 3 de Julho:
17:45 Saudação a Nossa Senhora, na Capelinha das Aparições
18:30 Encontro Missionário, no Centro Paulo VI (Sala do Bom Pastor)
21:30 Rosário e Procissão de Velas, na Capelinha das Aparições e recinto
23:00 Vigília Missionária com Celebração Eucarística, na Basílica da Santíssima Trindade (ou Capela Morte de Jesus)
Domingo, 4 de Julho:
07:00 Via Sacra nos Valinhos
10:00 Rosário
11:00 Missa no recinto, presidida por D. Manuel Linda
28/06/2021
Bolachinhas belgas
E pronto! A selecção portuguesa ficou-se pelos oitavos. Eliminada pela Bélgica, Portugal não resistiu a um futebol pobre. É certo que na segunda parte do jogo, com os belgas a ganhar desde o final do primeiro tempo e mais contidos no ataque, jogou bem melhor, teve algumas oportunidades, mas a sorte não dura sempre. Teve-a quanto bastasse no Europeu de 2016 e não fica bem usar agora o argumento de que não tivemos a pontinha de sorte quando esse mesmo argumento foi desvalorizado na vitória tirada da cartola na final de 2016.
As coisas são como são e, concordando com a generalidade dos comentadores da nossa praça, esperava-se bem mais desta selecção, recheada de jogadores talentosos, pagos a peso de ouro e que fazem parte das melhores equipas europeias.
Mas é futebol, e pelo menos agora vamos ter uma acalmia, sobretudo nas televisões onde o tema era omnipresente em todos os canais.
27/06/2021
Pela encosta sul da Freita por Arouca e Vale de Cambra - 15 Km
Num dia quente, de céu bem azul, 15 Km pela encosta sul da Freita, por terras de Arouca e Vale de Cambra. Um trilho não oficial com passagens pelas aldeias de Merujal, Ribeira, Póvoa dos Chões, Paço de Mato e Carvalheda.
Duro quanto baste com quase mil metros de desnível acumulado e com amplas e verdes paisagens. A repetir.
24/06/2021
Deix a´der!
O Doutor bem se queixa, mas já não há nada a fazer. As coisas são como são e os tempos são outros. Há quem os pinte como melhores e quem os esconjure como piores.
As velhas lutas de jovens ao oferecer novas dinâmicas à aldeia, tiveram o seu tempo, deram os seus frutos, mas as árvores estão já sem o o vigor da seiva nova. Já não se pintam siglas no meio da estrada ou nas paredes caiadas, não se fazem desenhos com xixi pela estrada abaixo, nem se distribuem porta a porta as notícias da aldeia.
Assim, esperar que uma tonelada de areia do rio caiba no atrelado da motorizada do Pintas, será pedir de mais. Talvez, sem pedir muito, um frigorífico rebentado caído de um 3º Andar.
O que vai dando é a actividade do polegar e do indicador a acariciar o clitóris dos ecrãs tácteis, numa necessidade permanente de orgasmos digitais porque o mundo e arredores está ali, concentrado naquele rectângulo mágico. Até o Nóquinhas ali vem postar as novidades da horta e do pomar e o que mastiga nos lanches.
Por isso o Doutor que se deixe de saudosismos porque por ora este estado das coisas está para dar e durar. Mesmo na política e na cidadania, cada vez a rede traz menos peixe, mesmo com a malha apertadinha. Depois da escolha, entre fanecas, salemas e verdinhos, sobram alguns jaquinzinhos que a mando de alguns espadartes vão fazendo de moços de recados, passando licenças a canídeos e encaixando com um sorriso amarelo as queixas dos fregueses descontentes clamando impropérios aos espadartes fugidios.
De todo este vale de lágrimas é certo que a aldeia vai ficando cada vez mais mole e insonsa como uma posta de pescada servida no Lar de Santa Ana, e que o Nóquinhas, esfarelada com ovo, tem como almoço saudável.
Em resumo, não há nada a fazer. Como dizia o outro, que Deus o tenha, "...deix a´der!"
Contentinhos
E pronto! Lá ficamos todos contentinhos com o apuramento para os oitavos de final da competição do Europeu de Futebol 2020.
Ficamos em terceiro lugar no Grupo F, atrás da França e Alemanha, mas lá estamos! Num jogo que quase só deu penalties (3 dos quatro golos), conseguimos o empate milagroso com a França.
Os últimos 10 minutos foram deploráveis com ambas as equipas a não arriscarem e a limitarem-se a trocar a bola nos seus meios campos. O público bem que assobiou mas teve que gramar com este futebol de faz-de-conta. É sempre deplorável para quem paga ver esta coisa fraquinha, mas tanto mais quando estavam ali duas supostas candidatas ao título.
Segue-se a Bélgica, em Sevilha.
23/06/2021
Dia delas, ó João!
Podem ser em qualquer dia, mas diz a tradição que nesta noite é que elas sabem. É certo que o S. João anda murcho com esta coisa da pandemia, mas mesmo assim não se deve esquecer a tradição de boa sardinha a molhar o pão.
O Nóquinhas dos Anzóis aproveitou e foi de bicicleta a Mansores e comprou lá uma dúzia. Entre a dos mares de Espinho ou Peniche, o Nóquinhas prefere a de Mansores.
Neste tempo de Covid
O S. João já manda nada;
É o Costa quem decide
Por onde pasta a manada.
Faz abundante a pesca,
Ó meu riquinho S. João,
Dá-nos a sardinha fresca
Regadinha no bom pão!
A de Espinho é bem fixe,
Bem gostosa de sabores.
Não é fraca a de Peniche,
Mas melhor a de Mansores.
Afinal de contas, é uma questão de contas
O Nóquinhas dos Anzóis agora também anda de bicicleta. Bom para ele porque assim vai mais veloz para onde tem que ir. Poupa na gasolina e absorve os benefícios da actividade física. Além disso, quanto para mais longe for, também por aqui ficamos todos mais saudáveis.
Entretanto, o país vai estando ocupado e distraído com o Europeu de Futebol 2020 que afinal é o 2021. Portugal defronta hoje, Quarta-Feira, no último jogo do Grupo F, a selecção da França, num jogo que pode decidir o apuramento ou não das duas selecções.
Como no totobola, será um jogo de tripla, mas no final até pode ser que, por enquanto, ambas as selecções fiquem satisfeitas. O empate servirá a ambas, mesmo que no outro jogo do grupo a Alemanha vença a Hungria. Isto é, à partida deste grupo uma das selecções poderá ser apurada pela via de um dos quatro melhores terceiros lugares.
Afinal de contas, é uma questão de contas mas estas só se fazem no final.
20/06/2021
Equilíbrio e rotatividade
Só para lembrar que lá para final de Setembro, início Outubro, deste ano, vai haver eleições autárquicas. Parece que cá pela nossa União de Freguesias está já definida a lista do PSD bem como o representante da freguesia de Guisande. A seu tempo a coisa será divulgada com pompa e circunstância.
Para lá das dificuldades naturais que a lista vai ter na campanha, pelo menos cá na terrinha, desde logo como explicar e justificar aos guisandenses o que parece injustificável, o porquê de nada de digno de registo ter sido feito neste mandato que está a terminar, importará por ora, digo eu, que, finalmente, o elemento representante da nossa freguesia venha, caso vença, a ocupar o cargo de secretário ou tesoureiro, isto porque de há muito, mesmo sem necessidade de adivinhos, que está definido o de presidente.
Parece-me, e parecerá a muita gente, que por uma questão de justiça, equilíbrio e, vá lá, rotatividade, depois de dois mandatos acomodados com cargos de vogal, sem qualquer peso e competências, será legítimo esperar que no alinhamento da lista o representante de Guisande possa vir a ser secretário ou tesoureiro. Não será pedir nada de mais e qualquer pessoa perceberá isto como algo perfeitamente mais que natural. De resto, sendo quem é, reúne seguramente as capacidades e competências para o cargo.
O contrário, ou seja, novamente e pelo terceiro mandato remeter o candidato de Guisande ao lugar de vogal, será mesmo um desrespeito para com a freguesia, ainda que até admitindo que o representante não tenha exigido cargo nem faça disso questão. Guisande e Louredo também são da União e depois de dois mandatos com elementos no papel de voluntariosos moços de recados, têm a legitimidade de ter cargos com mais expressão. Afinal o conceito de união, tem aqui este significado de equilíbrio e justeza.
A propósito, quando integrei a lista nas eleições intercalares de 2014, aceitei com naturalidade e sem reticências o lugar de vogal, uma vez que era esse o alinhamento já definido na lista concorrente em 2013. Tratava-se do primeiro mandato e era aceitável e natural que nesse ponto de partida os lugares seguissem a ordem de importância em número de eleitores. Já em 2017, com o segundo mandato, seria expectável que por rotatividade a Guisande coubesse um cargo de secretário ou tesoureiro. Não o tendo sido, é agora, na terceira eleição, mais que justo que o seja.
A ver vamos se haverá esse natural bom senso. Será mau de mais o contrário.
11 contra 11 e no final volta a ganhar a Alemanha
Tal como no jogo de Sub-21, a Alemanha ontem voltou a "puxar as orelhas" a Portugal. Não que sejamos meninos mal comportados mas porque, regra geral, somos fraquinhos, porventura fortes juntos dos fraquinhos.
O nosso pobre futebol, que de forma surpreendente, quase milagrosa, conquistou o Europeu de Futebol em 2016, pode ser premiado uma vez, mas esperar que tal aconteça duas vezes já será milagre a mais. Pode ter sido mais que suficiente contra uma selecção magiar em Budapeste, mas contra adversários com o calibre da Alemanha, França, Espanha e Itália, a coisa fica bem mais difícil. Ainda Bélgica, Holanda, Inglaterra, etc.
Posto isto, e porque ainda temos todas as possibilidades de avançar para os oitavos de final da competição, até mesmo perdendo o último jogo da fase de grupos, pasme-se, temos que jogar bem melhor para poder avançar na prova e mostrar os galões de campeão europeu, mesmo que isso valha pouco pois bem sabemos como o conseguimos (a jogar pouquinho, pois claro).
Vamos, pois, derrotar a França, nem que seja com a ajuda do S. Patrício e um novo coelho da cartola, mesmo que não esteja lá o Éder.
17/06/2021
Tempo da ceifa
Parece que não, mas as eleições autárquicas estão já aí ao virar da esquina. Por cá, nada mexe quanto a obras. O povo tem fome mas a caixa do milho está cheia.
Além do mais, está no tempo de ceifar porque o trigo e o centeio já pendem nas valetas. Na envolvente do edifício da habitação social já há amoras.
Neste estado de letargia, é como quem vai ao dentista arrancar os sisos. Ficam os buracos mas a anestesia cria a ilusão de que não doeu. E...parecendo que não, sem sisos ficamos com mais juízo.
Já agora, o Fernando Farinha, o "miúdo da Bica" participou há uns valentes anos numa revista à portuguesa, a "Boa vai ela". É sempre bom saber, até porque entre fados e fodas há apenas uma questão de semântica.
11/06/2021
Sem cerejas mas com dignidade
Isto de se ser melro novo numa cerejeira sem cerejas, não é fácil. Mas não faltam opções: Ervilhas, favas, nêsperas, amoras, etc. Para quem não vive de rendimento mínimo, o jovem melro lá vai levando a vida com dignidade. E tem que comer porque está a deitar corpo e é preciso alanrajar o bico e enegrar as penas.
07/06/2021
...e no final ganha a Alemanha
Final do Campeonato Europeu de Futebol Sub-21: Alemanha, 1 Portugal, 0. 11 contra 11, fintas e rodriguinhos, e no final ganha a Alemanha.
É certo que a rapaziada fez uma excelente campanha, mas a sorte que tiveram contra a Espanha na meia-final fazia adivinhar que pela terceira vez ficariam "a ver navios".
Para a próxima há mais!
03/06/2021
Pobreza num regime democrático? Oh, não!
Há dois anos o presidente da nossa república, Prof. Marcelo, alertava para a existência de mais de dois milhões de portugueses em situação de pobreza. Repetiu a dose por estes dias em visita ao Banco Alimentar, onde exortou os demais portugueses (sendo que ficamos a saber se os ricos ou os menos pobres) a serem solidários e ajudar aquela instituição para que por sua vez possa apoiar quase meio milhão de famílias.
No meio desta realidade, não me espanta a dimensão da mesma; espanta-me que ainda se passe a ideia de que esta situação de pobreza era uma das características marcantes do antigo regime, coisa que, como se sabe e para quem já não se lembra, terminou há quase meio século.
Afinal de contas, esta nossa democracia madura e sólida, com instituições fortes e estáveis, ainda não conseguiu sanar essa coisa chamada pobreza.
Mas vamos fazendo de conta que tudo está bem e malhar no ferro frio ajuda a disfarçar as verdadeiras causas. É que democracia e liberdade são coisas bonitas e necessárias mas não enchem a boca a quem tem fome nem sustentam as muitas necessidades de uma família tipo, padronizada por excesso de consumismo, encargos insustentáveis e uma pesada carga fiscal, aliada a uma política que incentiva o parasitismo e subsidiodependência antes de premiar o trabalho e o empreendedorismo.
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