02/10/2026

Ronaldo e Jesus? Deixem para lá isso!


Já o disse e escrevi: tenho feito um esforço para ignorar o futebol, o clubístico e mesmo o nacional. Não por não gostar, mas porque já não tenho idade para perder tempo e ganhar preocupações e arrelias com algo que não passa de um entretenimento para nós, adeptos, e de um negócio de milhões para os clubes, dirigentes, agentes, jogadores e treinadores. Creio, até, que todos ganham dinheiro com o futebol, menos os adeptos. Afinal de contas, alguém, de uma forma ou outra, tem de pagar os ordenados e as comissões milionárias. Só o tempo que demorei a escrever este bocado de texto, do início até aqui, foi o suficiente para o Ronaldo já ter facturado uns bons milhares.

Em consonância com este meu desligamento,  ainda bem que assim é, porque, por estes dias, vejo que o futebol tem estado no topo das preocupações de quase toda a gente. Com a novela de Cristiano Ronaldo, a selecção e o treinador Jorge Jesus, a imprensa já não fala do problema dos preços dos combustíveis; temas importantes como as guerras, que estão a fazer do mundo uma panela de pressão prestes a explodir, tornam-se secundários, e até a triste política portuguesa tem sido relegada para terceiro plano. Rendas, greves, falta de habitação, tudo é secundário. Até já quase nem se fala do ministro da Administração Interna nem do singular assalto ao gabinete do Chega.

Apetecia-me também escrever longas cartas — abertas e fechadas — a toda essa gente, ao Ronaldo e companhia, para criticar as birras, os egos desmedidos e a falta de senso em admitir que a idade é uma coisa tramada e que acaba por nos retirar capacidades, por mais que nos enganemos a nós próprios com treinos, ginásios, suplementos, vitaminas, cirurgias estéticas, implantes de mamas, de dentes, de cabelo, de lábios, de nádegas, e eu sei lá que mais.

Mas, para além disto, e já me alongo, seria perder tempo, chover no molhado e dar corda a quem já a tem toda. Não há pachorra.

Tanto se me dá que o Ronaldo abandone o futebol e a seleção hoje, amanhã ou daqui a dez anos, que saia pela porta pequena ou pela grande, pela janela ou postigo, levado ao colo, que lhe beijem as mãos, o cu, ou lhe façam uma estátua de ouro e diamantes, ou que lhe reservem um lugar no Panteão. É igual ao litro. 

Ronaldo, Cristiano ou CR7, ficará para a história da bola, indiscutivelmente, da nossa e da mundial, como um futebolista de topo, que se esforçou, trabalhou, bateu recordes e fez dessa profissão um modo de vida que lhe rendeu fama e proveito, tanto dinheiro que jamais conseguirá contar nota a nota durante o tempo de vida que lhe restar.  Tornou-se conhecido no mundo, talvez mais do que os descobridores ou  inventores do fonógrafo, da electricidade, da rádio, da televisão, da penicilina, da fissão nuclear, da máquina a vapor, da esferográfica BIC, da Gilette ou corta-unhas. Alguém que discute como ciência as regras do futebol sabe quem foi Thomas Edison, Alexander Fleming, Alexander Graham Bell, Nikola Tesla, Otto Hahn e Fritz Strassmann? Pois, se fosse o Ronaldo, Messi, Maradona, Eusébio ou o Pélé...

Ronaldo tem tudo: saúde, dinheiro, família, uma esposa que dizem jeitosa, ainda é novo para tudo, mesmo que se engane a si próprio ao pensar que também o é para o futebol. Indiscutivel o seu sucesso e status! Desdizê-lo é como alinhar na teoria de que o homem ainda não pôs os pés na lua ou que as grandes pirâmides de Gizé foram erigidas com a ajuda de extra-terrestres. Mas fazer dele um deus, haja bom senso!

Não obstante, Portugal tem imensos talentos e génios em todas as profissões, nas artes, na cultura, na medicina e na engenharia, mas que não vendam camisolas, carros, perfumes ou champô anti-caspa. Esses serão ilustres desconhecidos. No geral, o país quer é bola e só reconhece quem é da coisa. A arte e a cultura é um pontapé de canto, a ciência é um penalti e a literatura é a lei do off-side. A escrita de Camões, de Eça, de Camilo, de Torga ou Pessoa são preteridas pelo "O Jogo" "Record" ou "A Bola".

Posto isto, que sejam felizes o Ronaldo, o Jesus, o Proença e toda a gente, tanto quanto desejo para mim e para os meus; mas, por favor, desliguem a televisão e não deem importância a esta novela. A vida é mais que isto. Tem coisas bem mais interessantes, tanto para nos preocuparem como para nos alegrarem. Um bom livro, uma poesia, uma ilustração, uma caminhada pela Freita ou um bacalhau ou bife no Zé de Ver.

Do Ronaldo e quejandos, estou cheio! Antes uns enchidos, um bom vinho e um saboroso queijo.

01/10/2026

Harmonia



Avanço sereno

pelo caminho esguio,

onde na sua berma 

toda a erva medra

e reluz a florzinha.


É como um aceno

Da luz no pavio

A luzir na casita erma,

Entre muros de pedra

Onde faz ninho a avezinha.


Que simplicidade,

Meu Deus,

Ver ali poesia:

É felicidade

Aos olhos meus,

Tão plena harmonia.

Já não há Verão

 


A serra despe-se do manto verde

e desnuda-se diante do céu,

toldada numa luz que se desvanece.


No chão,

as folhas mortas,

as pedras ásperas,

são a única riqueza do caminho.


O homem passa, devagar.

Leva no rosto cansado

a mesma sombra das árvores,

a dureza dos penedos pacientes,

o brilho do orvalho matinal.


Há frio nos campos,

há silêncio nos muros,

há uma videira esquecida

ainda presa à esperança.


Tudo cai.


A folha,

o fruto,

o dia,

a vida.


Só a terra permanece,

escura e paciente,

a guardar no ventre

o que há-de nascer.


E talvez viver seja isto:


com as folhas cair

sem deixar de acreditar

na primavera

que há-de vir.

30/09/2026

Contar mortos


No silêncio das noites, sem dormir, impaciente, porque lá fora não se ouve cão a ladrar ou galinheiro a despertar, o Tavares dá por si a fazer um inventário de ausências. Perde-se a contar e a rever os mortos da aldeia, aqueles que desde criança conheceu. Não por uma necrofilia melancólica, mas por um sobressalto da memória: percebe, quase estarrecido, que os nomes gravados no mármore dos seus jazigos e as sombras que habitam a sua lembrança já são em tal número que bastariam para erguer um povoado inteiro.

A sua aldeia sepultada rivaliza agora, em dimensão e pulso, com a aldeia dos vivos. Daria para fundar uma comunidade paralela, uma terra com o seu próprio padeiro, o seu barbeiro, o ferreiro, o calceteiro, o trolha e o pedreiro, as suas mulheres à porta a espreitarem a rua, os seus velhos a discutir as coisas da terra e do gado, no balcão do tasco ou no adro da igreja. Ali estão eles, todos reunidos num silêncio absoluto, a olhar para o lado de cá do muro.

Esta constatação traz consigo uma lucidez desconcertante sobre a perenidade da existência. O Tavares observa a urgência absurda com que nos consumimos diariamente. Discutimos por frações de tempo, exasperamo-nos com prazos falhados, acumulamos invejas, ressentimentos e azedumes, planeamos o próximo ano como se o amanhã fosse um contrato irrevogável assinado com o universo. Vivemos com a ilusão arrogante da eternidade, esbanjando a luz do dia em preocupações insignificantes, enquanto os que partiram nos recordam - em voz baixa - a fragilidade do nosso chão, a efemeridade da nossa existência.

Eles também já tiveram pressa. Também tiveram reuniões adiadas, desavenças por um portelo, um rego foreiro, um muro, partilha de terrenos, noites mal dormidas por dívidas ou caprichos. Hoje, repousam na terra que um dia calcaram com a mesma convicção ingénua com que nós a calcamos agora.

Contar os mortos da aldeia não é um exercício de tristeza, mas um resgate de perspectiva. Diante da vasta aldeia invisível que se ergueu ao seu lado, a vida quotidiana desmascara-se na sua pequenez. Resta-lhe a urgência do que é essencial: olhar para o céu, escutar quem fala connosco, desarmar os rancores e reconhecer hoje que a única verdadeira urgência é saber estar vivo no breve instante em que a luz ainda nos pertence. 

Amanhã pode ser tarde.


[ilustração: adptada por IA]

29/09/2026

Américos em Guisande

Neste apontamento, partilho alguns dados relativos a pessoas com o nome Américo associadas à freguesia de Guisande. Embora possam existir outros registos, estes são aqueles sobre os quais, até ao momento, consegui recolher informação.

Américo Fonseca Gomes de Almeida - Cimo de Vila - Casaldaça

Eu próprio. Nascido na década de 1960. Casado na década de 1980.

Nascido no lugar de Cimo de Vila.

O segundo de oito filhos de António Almes de Almeida e Eugénia Alves da Fonseca.

Neto paterno de Joaquim Gomes de Almeida e Maria da Luz.

Neto materno de Américo José da Fonseca e Lúcia Alves Moreira.

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Américo José da Fonseca - Cimo de Vila

Meu avô materno e padrinho de baptismo.

Nasceu em 20 de Março de 1919, filho de Raimundo José da Fonseca e de Margarida da Conceição.

Neto paterno de António José da Fonseca (filho de Manuel José da Fonseca e Margarida Rosa de Jesus) do lugar do Carvalhal - Romariz, e de Maria de Oliveira (filha de Manuel Ferreira da Silva e Ana Maria de Oliveira).

Neto materno de António Caetano de Azevedo (filho de Francisco Caetano dos Santos e Ana Joaquina dos Santos) e de Maria Gomes da Conceição.

De irmãos teve o Joaquim, o Alexandrino, o Manuel, o Justino e a Laurinda.

Casou em primeiras núpcias em 5 de Agosto de 1939, com Lúcia Alves Moreira, de Estôze, e depois da morte desta, com Maria Isabel Moreira Barbosa, de Alfena - Ermesinde, de um conhecimento que ali travara em trabalho.

Da primeira esposa teve como filhos, Manuel Alves da Fonseca, José Indes da Fonseca (falecidos), Alcina Alves da Fonseca e Eugénia Alves da Fonseca (minha mãe). Ainda uma falecida em menor, de nome Adelaide.

Da segunda esposa, Maria Isabel, minha madrinha de baptismo, não teve filhos.

Viveu no lugar de Cimo de Vila - Faleceu em Julho de 2001.

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Carlos Américo Lopes Santos - Fornos

Meu afilhado. Nasceu em 197?

Filho de António de Oliveira Santos (meu primo) e Maria da Conceição Alves Lopes, casados em 6 de Fevereiro de 1966. Viveram em Fornos e na Barrosa.

Neto paterno de Manuel dos Santos e Delfina de Oliveira.

Neto materno de Joaquim José Lopes e Maria Alves Cardoso.

Sei que casou e vive há anos pela zona de Setúbal.

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Américo Pereira dos Santos - Casaldaça

Conhecido como Américo da “Labercas”

Nasceu em 21 de Dezembro de 1950.

Filho de Rosa Amélia Pereira dos Santos e de pai incógnito.

Neto materno de Margarida Pereira dos Santos e Manuel da Costa Bento

Foi jogador guarda-redes do Guizande Futebol Clube.

Casou na freguesia do Souto em 15 de Janeiro de 1978 com Elisa Alves da Cunha.

Ficou viúvo e voltou a casar em Cucujães em 12 de Abril de 1986 com Maria Isabel Pinho Brandão.

Esteve e emigrado em França e de há anos vive em Cucujães - Oliveira de Azeméis.

De irmãos de mãe, conheço o Abel, que casou em vive por Canedo, o João, que casou e viveu na Teixugueira, já falecido, e ainda a Maria da Conceição que casou com Domingos Pereira da Mota e viviam em Duas Igrejas – Romariz.

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Américo Baptista da Silva – Casaldaça

Conhecido como Américo do Reimão.

Nasceu em 28 de Agosto de 1944.

Filho de Raimundo Francisco da Silva e Maria Ferreira Baptista, esta de Lobão.

Neto paterno de Manuel Francisco da Silva (de Mansores – Arouca) e Maria Rosa da Conceição.

Casou em 17 de Abril de 1971 com Margarida Ferreira da Mota (já falecida).

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Américo Paulo Ferreira Baptista – Casaldaça

Nasceu em 8 de Fevereiro de 1972.

Filho de Américo Baptista da Silva e Margarida Ferreira da Mota.

Neto paterno de Raimundo Francisco da Silva e Maria Ferreira Baptista

Neto materno de António Ferreira da Mota e Maria Alves da Mota.

Casou com a Marília. De irmãos, o Laurentino, o Licínio e Carla Maria (falecida).

Está emigrado na Suiça mas com habitação em Casaldaça.

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Américo Correia dos Santos - Casaldaça

Nasceu em 2 de Agosto de 1957.

Filho de Abel Caetano dos Santos e de Palmira Correia de Jesus.

Neto paterno de Augusto Caetano dos Santos e de Joaquina Rosa de Oliveura.

Neto materno de Cipriano de Oliveira e de Luiza Correia de Jesus.

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Américo Ferreira da Conceição - Casaldaça.

Nasceu em 27 de Fevereiro de 1948.

É um dos filhos de Mamede da Conceição e Elvira Ferreira dos Santos. Outros irmãos, o Armando, o Miguel e o David.

Neto paterno de Manuel Pereira de Oliveira e de Rita Joaquina de Jesus.

Neto materno de Manuel Ferreira Coelho (regedor) e de Maria dos Santos.

Casou o Américo em Lobão com a Deolinda de Sousa Marques. Vivem no Casal – Gião.

Figura muito conhecida por durante mais de 25 anos ter explorado o estabelecimento “O Meu café” em casaldaça – mítico ponto de encontro e convício sobretudo pelas décadas de 1980 e seguinte.

Foi ainda presidente da Direcção do Guizande F.C. na época 1980/1981.

Américo Pedrosa das Neves – Casaldaça

Era conhecido pela alcunha de Américo do Credo, alcunha que se transmitiu aos filhos.

Nasceu em 27 de Novembro de 1906. Faleceu em S. João da Madeira em 19 de Maio de 1992.

Filho de António Oliveira Neves e Margarida Pedrosa das Neves.

Casou em 23 de Novembro de 1933 com Ermelinda Ferreira da Conceição, filha de Manuel António da Mota e Eusébia Henriques de Jesus.

De filhos, o Américo, a Maria das Ascenção (que casou com o Custódio Alves dos Santos), a Irene, o Joaquim, a Alcina, a Madalena e a Arminda.


Américo Neves – Casaldaça

Nasceu em 2 de Setembro de 1947.

Casou em 8 de Dezembro de 1974 com Margarida Cândida Sequeira Pinto. Têm uma filha, a Liliana Pinto Neves.

Filho de Américo Pedrosa das Neves e Ermelinda Ferreira da Conceição.

Vive por Vila Nova de Gaia.

Américo Custódio Gonçalves - Estôze

Nasceu em 6 de Dezembro de 1889

Filho de José Custódio Gonçalves e Rosa Maria de Jesus (da Mota).

Neto paterno de Custódio Gonçalves (de Duas Igrejas) e Maria Rosa de Jesus (de Estôze.

Neto materno de Manuel Alves da Mota e Micaela Rosa de Jesus.

Casou em 12 de Dezembro de 1938 com Bebiana Gonçalves Pinto de Almeida, de Milheirós de Poiares.

De filhos, a Elvira, Joaquim, Eduardo e Maria da Anunciação.


Américo das Neves Fonseca – Fornos

Nasceu em 26 de Janeiro de 1938.

Filho de meu tio materno Manuel José da Fonseca e Ermelinda Pedrosa das Neves.

Neto paterno de Raimundo José da Fonseca e Margarida da Conceição.

Neto materno de António de Oliveira Neves e Margarida Pedrosa de Jesus.

Casou em Cantanhede em 17 de Agosto de 1948 com Maria Helena Marques.


Américo Francisco da Silva – Casaldaça

Nasceu em 12 de Agosto de 1907. Faleceu em 17 de Novembro de 1985.

Filho de Manuel Francisco da Silva (de Chave - Arouca) e Rosa da Conceição de Jesus.

Neto paterno de Manuel Francisco da Silva e de Maria Alves de Almeida.

Neto materno de José Custódio dos Santos e Maria de Jesus (do lugar da Lama).

Casou em 21 de Março de 1942 com Gracelina Alves Moreira (esta irmã da minha avó materna).


Américo Moreira da Silva – Casaldaça

Nasceu em 26 de Maio de 1944.

Filho de Américo Francisco da Silva e Gracelina Alves Moreira.

Neto paterno de Manuel Francisco da Silva e Rosa da Conceição de Jesus.

Neto materno de Manuel Francisco Alves Júnior e Rosa Moreira dos Santos.

Casou em França, em 2 de Março de 1974 com Maria Ernestina Sá Santos.


Américo Dias de Paiva – Casaldaça

Nasceu em 21 de Agosto de 1915.

Filho de Francisco Dias de Paiva e Margarida Augusta da Conceição.

Neto paterno de Jerónimo de Paiva (de Louredo) e de Maria Teresa de Oliveira (de S. Jorge). Era neto materno de António de Pinho e de Maria de Jesus (de Guisande).

Teve muitos irmãos, como o António, Miquelina, Rufino, José (primeiro de nome), José (segundo de nome), Joaquim (o Pisco), Bernardo, Manuel, Rosária e Alberto.


Américo Marques de Paiva - Gândara

Naceu em 25 de Outubro de 1918. Faleceu bebé em 14 de Agosto de 1919.

Filho de José Marques de Paiva e Alice Nicolina Gomes.

Neto paterno de António Marques de Paiva e Hoaquina Rosa de Jesus.

Neto materno de Tomázia Gomes de Oliveira.


Américo Caetano dos Santos – Casaldaça.

De momento não pesquisei dados adicionais.

Terá nascido pelo final do séc. XIX.


Américo Francisco de Almeida

De momento não pesquisei dados adicionais.


Américo Ferreira Fernandes - Fornos

Seria de Mansores – Arouca e vivia no lugar do Fronos pela década de 1950.

Filho de Manuel Joaquim Fernandes e Francelina Ferreira.

Era casado com Arminda Rosa Moreira.


Américo José Alves da Silva - Reguengo

Nascido em 1967.

Filho de Diamantino Alberto Alves da Silva e Eva da Silva.

Neto paterno de Manuel Alves da Silva e Maria Amélia de Oliveira.

Neto materno de José Pereira da Silva, de Vila Maior, e Albertina da Silva Ribeiro, de Canedo

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Américo Augusto da Conceição – Quintães.

Seria natural de Romariz mas casou em Guisande com Alexandrina da Conceição (a Pazada), do lugar das Quintães. Esta era filha de António Caetano de Azevedo e Maria da Conceição. Era irmã da minha bisavó materna, Margarida da Conceição.

Era filho de José Maria e de Carolina Augusta da Conceição.


Américo Eugénio Gomes da Silva – Outeiro

Nasceu em 197?

Filho de António Ribeiro da Silva (António do Canto) e Maria Idília Gomes de Pinho

Irmão de Custódio Carlos, Maria do Carmo, Maria de Fátima e Alda Maria.

Solteiro, vive no lugar do Outeiro.


Américo Ferreira Vendas – Quintães

Nasceu em 196?

Natural de Lobão.

Casou em Guisande com Maria Madalena de Bastos Monteiro.

Na década de 1980 foi jogador do Guisande Futebol Clube na posição de avançado.


Américo Alves da Mota – Fornos

Nasceu em 14 de Maio de 1936.

Filho de Jerónimo Alves da Mota e Felismina Rosa de Oliveira.

Neto paterno de Jerónimo Alves da Mota e Rita Henriques da Silva.

Neto materno de Rufino Pinto Leal e Maria Rosa de Oliveira.

Casou em Romariz, em 18 de Janeiro de 1964 com Maria Belíssima de Jesus.


Américo Pinto dos Santos - Fornos

Nasceu em 24 de Janeiro de 1914.

Filho de Jerónimo dos Santos e Amélia Maria de Oliveira.

Neto paterno de José Caetano dos Santps e Maria de Jesus.

Neto materno de António Caetano Pinto e Maria Joaquina de Oliveira.

Casou em 8 de Agosto de 1974 com Maria Angelina Oliveira Gomes. Com a esposa foram os doadores do terreno do campo de futebol no Reguengo.

De entre outros, era irmão da Cristina, que foi casada com o Hoaquim do Coelho, do Delfim e do Manuel, este que foi regedor em Guisande.


Américo Pereira da Silva - Fornos

Nasceu em 30 de Novembro de 1917.

Filho de Manuel Pereira da Silva e Bernardina Pereira de Jesus.

Neto paterno de José Pereira da Silva e Maria Joaquina da Silva

Neto materno de António Alves da Mota e Custódia Pereira dos Santos.

Ficou conhecido como "O Grande de Fornos", afamado matador de porcos, tal omo o seu irmão Dominhos (Ti Domingos do Repolho), este que viveu em Cimo de Vila.


Américo Ferreira Coelho - Fornos

Nasceu em 28 de Novembro de 1888.

Filho de António Ferreira Coelho (professor primário) e Maria Francisca da Silva.

Neto paterno de Joaquim ferreira Coelho e Maria Joaquina de Jesus.

Neto materno de António Ferreira Pinto (de Canedinho-Gião) e Francisca Joaquina da Silva.

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Quanto à origem e significado:

O nome Américo deriva do germânico antigo Amalrich, composto por dois elementos principais: Amal: Significa "trabalho", "esforço", "atividade" ou, num sentido mais nobre, "coragem" e "perseverança" (associado também à dinastia ostrogoda dos Amalos). Rich: Significa "príncipe", "senhor", "poderoso" ou "governante". Assim, o significado etimológico original é "o príncipe trabalhador", "governante enérgico" ou "poderoso pela sua atividade e coragem". Evolução Histórica: Origem Germânica e Nórdica: O nome surgiu entre os povos germânicos e difundiu-se na Europa medieval sob variantes como Amalric e Aymeric. Forma Latina e Italiana: Na Idade Média, o nome foi latinizado para Americus. Foi através desta forma que se fixou na península Itálica como Amerigo. A Rotação Geográfica (América): O navegador italiano Américo Vespúcio (Amerigo Vespucci) popularizou mundialmente o nome na viragem do século XV para o século XVI. Os cartógrafos alemães Martin Waldseemüller e Matthias Ringmann utilizaram o seu primeiro nome para batizar o Novo Mundo como "América" no mapa-múndi de 1507, considerando-o o descobridor do continente. Variantes e Difusão: Variantes em outras línguas: Amerigo (italiano), Aymeric ou Emeric (francês), Emerich (alemão), Emmerich (húngaro). Uso em Portugal e no Brasil: O nome consolidou-se na língua portuguesa através da herança latina e ibérica, mantendo um uso tradicional e sóbrio.

28/09/2026

Clarificação dos limites da freguesia de Guisande

Na próxima Quarta-Feira, dia 30 de Setembro, pelas 20:30 horas, vai reunir a Assembleia de Freguesia de Guisande.

Entre os pontos habituais de aprovação da acta anterior, informação sobre as actividades da Junta de Freguesia e situação financeira, o ponto 3 prevê a apreciação, discussão e votação de moção sobre as conclusões do estudo elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Assembleia, acerca dos limites da freguesia de Guisande.

A Assembleia de Freguesia indicou o meu nome para fazer parte do grupo de trabalho para elaborar o relatório e recomendações que agora vão a apreciação.

Confesso que era minha vontade não fazer parte, e a quem me convidou com antecedência, tinha manifestado a intenção de não participar. Não obstante, o meu nome lá foi apresentado e escolhido.

Apesar desta situação, que não desejava, pela consideração que tenho pela Assembleia e por todos os seus membros, entendi não desconsiderar e lá acedi a apresentar ao grupo a versão do relatório segundo o meu entendimento da situação quanto à clarificação dos limites de freguesia em alguns pontos.

Repito, é o meu entendimento e do que resulta dos meus conhecimentos. Não tem de ser a versão oficial. Outros, mesmo que fora do grupo de trabalho, poderão ter outras opiniões e dados e factos que desconheço.

A minha reserva em aceitar, decorre precisamente de saber que nestas coisas nem sempre há concensos e tantas vezes se tiram conclusões erradas, precipitadas e com base apenas em percepções e achismos. Além do mais já tenho "dado para certos peditórios", com boa vontade e amor à causa, e por vezes a paga tem sido alguma desconsideração. Daí que, tantas vezes, seja melhor ficar de fora. Adiante!

Por conseguinte, serve este apontamento para dizer que é o meu simples contributo e apenas isso. Se virá ou não a ser considerado bem como a partir dele adoptadas as recomendações, é assunto que já me escapará.

Apesar disso, acho que, de modo particular quanto à situação com a freguesia de Caldas de S. Jorge, na zona do lugar de Azevedo, alguma coisa deve ser feita para chamar "o seu a seu dono", mesmo que em versão minimalista face aos limites históricos, mesmo que por mais transtornos que possam causar a alguns. Reclamar e tomar posse do que é nosso não deve ser encarado como coisa menor. Pelo contrário, dar sinais opostos, de ambiguidade, cedência e algum laxismo, é que não ajuda.

A morte saíu à rua


Ontem à tarde, cerca das 15:30, ocorreu um grave acidente na Estrada Nacional 223 (Rua do Comércio), em Lobão, no limite com Fornos, junto à ex-discoteca Hollywood. Passei pela Rua de S. Miguel e vi ao cimo o aparato de gente. Não fui ver mas soube depois que resultou a morte de um jovem de 24 anos, da zona do Porto, ainda feridos graves, e terá envolvido quatro automóveis, incluindo de amigos que se seguiam.

As circunstâncias já terão sido apuradas mas ainda desconhecem-se com rigor. Do que se diz, terá sido resultado de uma corrida (picanço) entre amigos, que em excesso de velocidade e de forma totalmente irresponsável colocaram a sua vida em perigo - como, infelizmente, aconteceu - mas também a de terceiros que íam sossegadamente na sua vida, no caso um carro de família onde até seguiria um bébé de 3 meses, que teve ferimentos ligeiros.

O trânsito que vinha de sul para norte estava a ser desviado pelo Rua Moderna, que tem um STOP no entroncamento coma Rua de S. Miguel. Ora quando eu vinha para casa, do lado de Canedo, faltou pouco para ser abalroado por uma condutora que não respeitou o sinal de paragem obrigatória e que vinha a falar ao telemóvel com este preso entre o ombro e o rosto. Antevendo a situação, consegui parar, apontei-lhe o sinal e, com cara de parva, lá continuou na conversa como se nada fosse. Siga!

De facto, impressiona a irresponsabilidade de tantos que andam na estrada. Um deslize, um erro, uma desatenção acontece a todos, mas que se podem menorizar quando em velocidades de acordo com as regras, mas as coisas andam perigosas e nem os números fatídicos de acidentes demovem os condutores com o pé pesado e a cabeça vazia.

Os motards até vão a Fátima benzer os capacetes, mas a benção deveria ser para as atitudes e mentalidades. Os automobilistas, esses, alguns, pensam que conduzem em pistas de Fórmula 1, ignorando regras e sinalização. 

Nesta onda de pressas e acelarações, a Rua Nossa Senhora de Fátima, no lugar da Gândara, tem sido pista de alta velocidade para muitos, de carro ou mota, novamente colocando-se em risco, a outros condutores e mesmo peões. 

Parece-me que vai sendo tempo da Junta de Freguesia e Câmara Municipal pensarem em colocar ali umas lombas ou outras acções que obriguem à redução da velocidade. Já sabemos que os sinais e as regras pouco valem para esta gente estúpida.

Infelizmente as coisas estão assim. Irresponsabilidade ao máximo, cumprimento das regras de trânsito e de civismo ao mínimo. 

Uma morte lamenta-se sempre, sobretudo de um jovem, mas lamenta-se mais que, desconsiderando as suas, coloquem a vida dos outros em risco. 

Prenda de Natal a Jesus

O Jorge Jesus é tão bom treinador quanto a dizer uns disparates. Ontem no rescaldo do Noruega - Portugal, para a Liga das Nações, a valorizar a vitória tangencial e sofrida, mas importante, comentou que a nossa selecção venceu uma das melhores cinco selecções europeias, que a Noruega não era o Azerbaijão ou o Luxemburgo. 

De uma assentada, desprestigiou aquelas duas selecções. Mas, se estava nessa onda, poderia ter dito que o guarda-redes viking, Nyland, esse foi um desastre e nem na selecção de São Marino tinha lugar no banco. Foram várias as asneiras e uma delas, uma especial oferta de Natal que deu o golo da vitória a Portugal. Não fosse isso...

Por conseguinte, Jesus já não espanta, mas já tem idade para tentar entender o significado de coerente. Se não consegue, pelo menos que se cale.

Mas, louve-se-lhe a coragem de manter Ronaldo no banco. Podia dispensá-lo da convocatória, mas isso já era pedir muito.

27/09/2026

Guisande - Outubro - Mês Missionário - Reza diária do Terço

Conforme habitual, na paróquia de Guisande decorrerá o Outubo - Mês Missionário, pelo que vai realizar-se a reza diária do Terço. Será na igreja matriz.

Para além das orações pelas Missões, rezar-se-á pela paz no mundo, em resposta à convocatória do Papa Leão XIV, hoje, em Lourdes - França, a  todas as comunidades católicas para a recitação do Rosário durante o mês de outubro, visando travar a atual escalada global de conflitos armados.

“Hoje, como se estivesse a receber esse pedido, convido todos os fiéis e todas as comunidades cristãs a rezarem o Santo Rosário durante o próximo mês de outubro, com a intenção especial de que cessem as guerras e que a paz se instaure entre os povos em conflito”, disse, antes de recitar o ângelus no final da Missa a que presidiu esta manhã.

Leão XIV evocou a mensagem deixada nas aparições marianas do século XIX, na localidade francesa, e pediu que todos acompanhem a oração “com atos concretos de penitência e misericórdia, com o compromisso de promover sempre o diálogo e a reconciliação”.

[fonte: Eclesia]

O primeiro executivo da Junta de Freguesia de Guisande após o 25 de Abril de 1974

Fotografia em destaque
O início da democracia no Poder Local

As primeiras eleições livres e democráticas para os órgãos de poder local, Assembleias Municipais, Câmaras Municipais e Assembleias de Freguesia, ditas Eleições Autárquicas, ocorreram em 12 de Dezembro de 1976.
Na freguesia de Guisande, o universo eleitoral registou um total de 672 eleitores inscritos.
O acto eleitoral contou com 500 votantes, o que traduz uma taxa de participação de 74,40%, ao passo que a abstenção se ficou pelos 172 votantes, correspondendo a 25,60%.
Do total de votantes, contabilizaram-se 2 votos em branco (0,40%) e 4 votos nulos (0,80%).
Em termos de distribuição de votos por partido na freguesia, o PPD/PSD obteve 278 votos, o que representa 55,60% e lhe garantiu 5 mandatos.
Seguiu-se o PS com 105 votos, equivalentes a 21,00% e 1 mandato, e o CDS com 75 votos, correspondendo a 15,00% e 1 mandato.
A força política GDUPs alcançou 36 votos (7,20%), não conseguindo obter mandatos.
Mercê dos resultados, o PPD/PSD conseguiu maioria e com isso formou o executivo da Junta de Freguesia, que ficou formado por Higino Gomes de Almeida, presidente, Avelino de Sousa, secretário, e Fernando de Almeida Anunciação como tesoureio.
Com a tomada de posse, cessou funções a Comissão Administrativa formada por Marinho de Oliveira Mota, António Correia Pinto e António Ribeiro da Silva, que exercia funções desde a exoneração da Junta de Freguesia anterior à revolução de 25 de Abril de 1974.
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Nota: Na foto dos elementos da referida Junta, apenas a figura de Fernando de Almeida Anunciação será mais próxima da idade com que foi eleito. Dos demais elementos, Higino Almeida e Avelino Sousa, apresentam maior idade.

Espectáculos e imoralidade


Já o disse e escrevi e volto a dizer e a escrever: Parece-me um exagero e até imoral, que neste nosso país, muitos municípios, através das suas Câmaras, gastem verbas oxorbitantes do erário público em espectáculos e concertos musicais. Mesmo algumas juntas de freguesia, sempre a "cagar e a tossir" de dificuldades, não se coibem dos seus gastos nesta matéria.

É consultar a plataforma de contratos públicos para se ter uma noção do esbanjamento.

Podem dar as explicações que bem entenderem, mas é imoral  e um paradoxo, porque, na generalidade, apesar dessas festas e festarolas, continuam a existir carências em coisas bem mais essenciais ao dia a dia dos munícipes. Em todo o lado há ruas esburacadas que mais parecem caminhos de cabras, passeios danificadaos e transformados em ratoeiras, lixos depositados em caminhos, habitações ainda sem redes de água e saneamento, etc, etc.

Não osbtante, os responsáveis sabem do que a casa gasta e do que o povo gosta, e esbanjar dinheiro desta forma apresenta um saldo positivo em popularidade e até votos em tempos de eleições. Os que se indignam a reclamam, como eu, são poucos e por conseguinte, colocando-me também no rebanho, acho que, no fim das contas, temos o que merecemos.

23/09/2026

Laurindas em Guisande




Neste apontamento, também publicado no Facebook no grupo privado "Guisande: Ontem e hoje" partilho alguns dados genealógicos sobre algumas Laurindas na nossa freguesia. 

Mais terão existido, certamente, mas é destas que de momento me recordo ou tenho elementos pesquisados.


1. Laurinda Henriques Baptista – Estôze

Nasceu em Lobão no dia 14 de Dezembro de 1886. Faleceu em Guisande em 28 de Outubro de 1974.

Filha de Manuel Alves de Pinho, moleiro, de Fiães, e de Inácia Henriques Baptista, do lugar do Candal – Lobão.

Em 22 de Dezembro de 1910, casou com Tomás Custódio Gonçalves, nascido em 18 de Setembro de 1889. Viveram em Estôze – Guisande.

De filhos: Anselmo, Maria Orlanda, Maria Terezinha, José, Maria da Conceição, Cristina, Maria Adelaide, Luíz e Maria Isaura.


2. Laurinda – Casaldaça

Nasceu em 25 de Outubro de 1905.

Filha de Manuel António da Mota e Eusébia Henriques de Jesus.

Neta paterna de Eusébio António da Mota e Emília Rosa de Jesus.

Neta materna de José Ferreira Coelho e Maria Henriques de Jesus.

Entre outros e outras, era irmã da Gracinda, que casou com Firmino Alves dos Santos, tendo vivido em Gândara – Guisande.

Casou com António dos Anjos Moura, de Fregim – Amarante, e, depois de viúva, casou em segundas núpcias com José Maria Vieira, de Medas – Gondomar.


3. Laurinda – Quintães

Nasceu em 2 de Janeiro de 1908, em Quintães.

Filha de mãe solteira, Rosa Gomes da Conceição.

Neta materna de António Caetano de Azevedo e Maria Gomes da Conceição.


4. Laurinda – Quintães

Nasceu em 6 de Fevereiro de 1908.

Filha de José dos Santos Júnior e Carolina Joaquina dos Santos.

Casou em 7 de Fevereiro de 1943 com Américo Pereira Gomes, em S. Paulo – Brasil.

Neta paterna de José dos Santos e Maria de Jesus.

Neta materna de José Leite Ribeiro e Maria Joaquina dos Santos.


5. Laurinda Gomes da Conceição – Quintães

Primeira filha de nome, de Justino da Conceição Azevedo e Rosa Gomes de Almeida.

Nasceu em 17 de Janeiro de 1909.

Neta paterna de António Caetano de Azevedo e Maria da Conceição.

Neta materna de Maria Gomes de Almeida.

É ainda referido que, na família, existiu outra Laurinda Gomes da Conceição, nascida posteriormente, em 1933, também filha de Justino da Conceição Azevedo e Rosa Gomes de Almeida.


6. Laurinda Moreira de Resende – Igreja

Nasceu no dia 20 de Novembro de 1917.

Era filha de Manuel da Costa Moreira, de Goim – Romariz, e de Maria da Conceição Leite de Resende, do lugar da Igreja – Guisande, que casaram em 14 de Junho de 1916.

Casou com o Dr. Joaquim Inácio da Costa e Silva, em 18 de Fevereiro de 1943.

O Dr. Joaquim Inácio da Costa e Silva nasceu em 26 de Novembro de 1911 e faleceu em 20 de Outubro de 1989, por isso com quase 78 anos de idade.

Era filho de Manuel Inácio da Costa Silva Júnior, da freguesia de Pigeiros, do lugar da Aldeia, e de Ermelinda Baptista de Pinho, de Guisande, do lugar do Outeiro, da Casa da Quintão, que casaram em 19 de Julho de 1889.

Do casamento do Dr. Joaquim Inácio com D. Laurinda nasceram vários filhos, nomeadamente Manuela, Odete, Alcina, António, Maria José e Manuel Inácio.

A mãe de D. Laurinda, Maria da Conceição Leite Resende, era filha, terceira do mesmo nome, de Bernardo Leite Resende e de Margarida Rodrigues Pereira, de Fiães.

Maria da Conceição Leite Resende nasceu em 20 de Agosto de 1883 e faleceu em 14 de Dezembro de 1956. Era neta materna de José Leite de Resende e Teresa Maria de Jesus e neta paterna de João Pereira e Josefa Rodrigues de Oliveira.


7. Laurinda da Conceição Azevedo – Fornos

Nasceu em 6 de Junho de 1925 e faleceu em 18 de Novembro de 2020, com 95 anos.

Filha de Aníbal Azevedo da Conceição e de Francelina da Conceição Oliveira.

Neta paterna de António Caetano de Azevedo e Maria da Conceição.

Neta materna de Joaquim Gomes de Almeida e Maria Rosa de Oliveira.

Casou em 28 de Janeiro de 1945 com António Ferreira Alves.

Viveram no lugar de Fornos.

De filhos, Joaquim Fernando, Serafim, Maria Isaura, Aníbal, Maria Goreti, Maria de Fátima, Maria Fernanda e António Alcino.


8. Laurinda Gomes da Luz – Cimo de Vila

Minha tia paterna.

Nasceu em 5 de Fevereiro de 1930. Faleceu com 96 anos de idade, em 22 de Março de 2026.

Era a segunda de nome, pois antes dela houve uma irmã nascida em 11 de Dezembro de 1926, que faleceu com 16 meses de idade.

Filha mais nova de Joaquim Gomes de Almeida e Maria da Luz.

Neta paterna de Raimundo Gomes de Almeida e Delfina de Oliveira.

Neta materna de José Joaquim Gomes de Almeida e Maria da Conceição de Jesus.

Os irmãos eram: José, Joaquim, António, Manuel, Delfina e Celeste.

Em 10 de Setembro de 1959, casou com Avelino de Sousa, do lugar da Teixugueira – Lobão. De filhos, a Maria do Céu, o Carlos Alberto e Elsa Maria.


9. Laurinda da Silva Baptista – Barrosa

Nasceu em 7 de Abril de 1933 e faleceu a 11 de Março de 2022, com 88 anos.

Casou com José da Costa Faria.

Viveram no lugar da Barrosa.

De filhos: Álvaro, Maria Emília, Maria Glória, Maria Amélia, António Fernando, Maria Celeste, Maria de Lurdes, Maria de Fátima e Manuel Joaquim.


10. Laurinda Gomes da Conceição – Quintães

Segunda filha de nome, de Justino da Conceição Azevedo e Rosa Gomes de Almeida.

Nasceu a 13 de Agosto de 1933 e faleceu solteira em 5 de Setembro de 2016.

Neta paterna de António Caetano de Azevedo e Maria da Conceição.

Neta materna de Maria Gomes de Almeida.

O seu pai, Justino, nasceu em 15 de Fevereiro de 1898 e faleceu em 31 de Dezembro de 1945. Tinha, pois, a Laurinda 12 anos quando lhe morreu o pai.

Teve como irmão David Azevedo da Conceição, que nasceu em 27 de Março de 1921 e que casou em 12 de Outubro de 1941 com Maria da Conceição Francisca da Costa.

Ainda teve vários irmãos, nomeadamente:

Maria Gomes da Conceição, Laurinda Gomes da Conceição (1.ª de nome), António Azevedo da Conceição e Maria Rosa Gomes da Conceição.


11. Laurinda Ferreira dos Reis – Cimo de Vila

Nasceu em 8 de Janeiro de 1934 e faleceu em 22 de Janeiro de 2015.

Filha de Adelino Ferreira dos Reis e de Albertina Rosa de Jesus.

Casou com Joaquim Pereira dos Santos, nascido em 23 de Outubro de 1933 e falecido em 16 de Junho de 2022, filho de pai incógnito e de Joaquina Pereira dos Santos.

Viveram em Cimo de Vila.

Tiveram vários filhos: Adelino, Manuel, Serafim, António, Carlos Alberto, Joaquim, Alcino, Jorge, Alcides Jerónimo e Celina.

12. Laurinda Angélica.

Natural de Milheirós de Poiares, vive em Estôze.

Viúva de Fernando de Almeida Anunciação.

13. Laurinda Leite de Resende – Leira

Data de nascimento não indicada.

Filha de Manuel Leite Ribeiro e Bernardina Rosa de Jesus, de Duas Igrejas – Romariz.

Casou com Inácio José da Silva, com quem viveu no lugar da Leira.

De filhos: Maria da Anunciação, Bernardina, Madalena, Manuel José, António, Margarida, Carmindo e Inácio.


14. Laurinda da Conceição - Cimo de Vila 

Conhecida como Laurinda do Fonseca, nasceu a 11 de março de 1924. Era irmã do meu avô materno, Américo José da Fonseca, e ainda de Justino, Alexandrino, Joaquim e Manuel.

Era filha de Raimundo José da Fonseca e de Margarida da Conceição.

Era neta paterna de António José da Fonseca e de Maria de Oliveira, do Carvalhal (Romariz), e neta materna de António Caetano de Azevedo e de Maria da Conceição, do lugar das Quintães.

Laurinda casou, a 29 de janeiro de 1944, com Alexandre Ferreira de Almeida, conhecido como Alexandre do Moleiro. Alexandre nasceu a 25 de junho de 1924 e era filho de Domingos Ferreira Gomes de Almeida e de Emília Rosa de Jesus, do lugar da Barrosa.



15 - Laurinda dos Santos Silva - Cimo de Vila
Nasceu em 4 de Setembro de 1946. 
Filha de Domingos Pereira da Silva e Gracinda Amélia dos Santos.
Neta paterna de Manuel Pereira da Silva e Bernardina Pereira de Jesus.
Neta materna de Serafim Francisco Alves e Maria Amélia dos Santos.
Casou em 1 de Agosto de 1963 com Joaquim Soares Bandeira. Viveram em Duas Igrejas - Romariz.


Quanto ao que se possa dizer sobre o significado do nome Laurinda:


Laurinda é um nome feminino de tradição portuguesa, associado etimologicamente ao universo de Laura e do loureiro, árvore que, desde a Antiguidade, se tornou um dos mais conhecidos símbolos de vitória, honra e glória.

A origem mais tradicional relaciona Laurinda com o nome Laura, proveniente do latim laurus, palavra que significa “loureiro” ou “louro”. Na cultura greco-romana, os ramos de loureiro eram utilizados para confeccionar coroas oferecidas a vencedores, poetas e figuras distinguidas, tornando-se símbolos de triunfo, reconhecimento, prestígio e glória. Por essa associação simbólica, o nome Laura — e, por extensão, nomes relacionados com a mesma raiz — passou a evocar ideias como “a vitoriosa”, “a que triunfa” ou “a coroada de louros”.

Quanto à formação de Laurinda, algumas fontes populares de onomástica apresentam o nome como uma combinação ou aproximação de Laura e Linda, atribuindo-lhe, nesse sentido, uma interpretação simbólica como “bela e triunfante” ou “belo loureiro”. Esta leitura, contudo, deve ser entendida como uma interpretação do significado do nome e não necessariamente como uma explicação etimológica consensual.

O elemento Linda, por sua vez, está associado em português ao adjetivo “linda”, no sentido de “bela”, “bonita” ou “formosa”. A sua história etimológica é, porém, mais complexa, existindo diferentes hipóteses acerca da sua origem e da sua relação com outros nomes, como Olinda e Belinda.

Assim, numa interpretação simbólica, Laurinda pode reunir dois campos de significado particularmente expressivos: de um lado, o loureiro, associado à vitória, à honra e à glória; de outro, a ideia de beleza e formosura. O resultado é um nome tradicional que pode ser poeticamente interpretado como “a bela e vitoriosa”, “a que traz a glória do loureiro” ou “a coroada de louros”.

Simbolismo do nome Laurinda

O loureiro desempenha um papel importante nesta interpretação. Na Antiguidade, a coroa de louros era um sinal de distinção e reconhecimento. Mais do que representar apenas uma vitória, simbolizava a honra conquistada, a excelência e a permanência da glória. Por isso, a associação de Laurinda ao loureiro permite atribuir ao nome um simbolismo ligado à força, dignidade, perseverança e triunfo.

A dimensão de beleza associada a “Linda” acrescenta uma segunda vertente simbólica, tornando possível uma leitura que combina beleza e força, elegância e determinação, ou delicadeza e coragem.

Laurinda e Laurindo

A forma masculina correspondente é Laurindo, nome pertencente à mesma família onomástica. Ambos preservam a ligação tradicional ao universo de Laura, Laurus e do loureiro, embora as formas e a evolução histórica dos nomes devam ser consideradas separadamente.

Formas carinhosas

Entre as formas afetivas que podem ser utilizadas para Laurinda encontram-se Lau, Lauri, Lari, Lara e Linda, embora a escolha do diminutivo dependa naturalmente da tradição familiar e do contexto linguístico.

Em resumo

Laurinda é um nome de forte valor simbólico. Associado tradicionalmente ao loureiro, remete para vitória, honra, glória e distinção; quando relacionado ao elemento “Linda”, acrescenta-se a ideia de beleza e formosura.

Por isso, numa interpretação simbólica e poética, o nome Laurinda pode ser entendido como:

“a bela e vitoriosa”, “a coroada de louros” ou “aquela que traz a glória e a beleza”.

Mais do que um simples significado literal, Laurinda carrega, assim, uma tradição simbólica ligada à beleza, à dignidade, à perseverança e ao triunfo.


Chegou o Outono



Chegou o outono sem avisar que vinha,

com um vento quente, nas asas do destino.

Uma folha desprende-se e, por um instante,

parece que o mundo se esquece de continuar.


Acompanho-lhe a queda:

não há tragédia no declínio,

apenas a leveza irrefutável

de quem cumpriu o tempo de ficar.


Talvez a vida se resuma a isto:

um verão que não soubemos reter,

uma tarde que se dilata enquanto pode,

e, depois, o vento soberano

a ensinar-nos a arte de partir.


Há um espelho de mim

nas árvores despidas.

Também eu vou perdendo as minhas folhas:

lugares, nomes, desejos, rostos,

certezas que julguei imortais

e que hoje se dissolvem em penumbra.


E, contudo, não receio o inverno.

O medo é outro e mais profundo:

é descobrir que atravessei a primavera

sem nunca ter estado, de facto, nela.


Agora a luz declina, suave e rasteira,

e o céu hesita antes de se apagar.

Caminho devagar,

como se cada passo fosse uma pergunta soprada ao ar.


No fim, talvez não exista fim,

apenas a última dúvida que deixamos de ter.

E quando a minha derradeira folha tombar,

que o faça no mais puro silêncio,

como cai uma lágrima sentida.


Lá chegado, que ninguém diga: Olha, morreu!

Digam somente: foi outono, e ele compreendeu.

22/09/2026

Jorge Palma - "O meu amor ensinou-me a partir, nalguma noite triste"


"O meu amor ensinou-me a partir, nalguma noite triste"

Com a partida de Jorge Palma (e nestas coisas fala-se e comenta-se como se a morte nunca entre na equação para certas figuras) poucos mais ficam com a sua genialidade e qualidade. Desses, alguns já em idade avançada. Do resto, no geral, fica a mediocridade mas que enche palcos e concertos, porque hoje em dia o sucesso é marcado e definido por tantas coisas menos pelas que realmente contam para o caso, o talento próprio e natural.

Vamos (eu não) a concertos e festivais como quem faminto se abanca num qualquer fast-food onde não se resiste a fritos e a processados. Mas se toda a gente gosta, siga!

Durante estes dias em que se falará de Jorge Palma, dirão que foi-se o artista mas fica a música e as suas palavras, uma perda enorme para a cultura e música, um dia de luto para o país, um vazio insubstituível, etc. Já o disseram de Amália, Carlos Paião, Fausto, José Mário Branco, Carlos do Carmo, Luís Represas, etc. Dirão o mesmo quando chegar a vez de Sérgio Godinho, Rui Veloso, José Cid, etc.

É a vida. Como alguém costuma dizer, a vida é uma merda e depois morre-se!

Que fique em paz e na nossa memória musical e colectiva!


No bairro do amor a vida é um carrossel

Onde há sempre lugar para mais alguém;

O bairro do amor foi feito a lápis de cor

Por gente que sofreu por não ter ninguém.


21/09/2026

Atendimento nos cartórios e celebrações de missas - Horários

 


Estes horários são os habituais, sem prejuízo de excepções, devida e previamente avisadas.
No caso, em Guisande, no dia 25 de Setembro de 2026, não haverá atendimento.

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