20/07/2012

Fotografia antiga - Bodas de Ouro do P.e Francisco

Fotografia de 15 de Agosto de 1989, aquando da celebração das Bodas de Ouro sacerdotais do então pároco de Guisande, Padre Francisco de Oliveira.
Na procissão entre o Salão Paroquial e a Igreja Matriz, para além do P.e Francisco (pouco perceptível, à esquerda do sobrinho P.e Benjamim) reconhecem-se muitas outras pessoas, algumas das quais já partiram, caso do saudoso P.e Domingos Moreira, o P.e Agostinho da Silva e o Sr. João do "Cabreiro".
Outros, pelo contrário, ainda andam por cá mas na fotografia ( e já lá vão 23 anos) muito mais novos e com mais cabelo ou com este menos branco, casos do P.e Benjamim, o Sr. Alberto Almeida, o P.e Santiago, o P.e Santos Silva, o P.e Campos, etc.
Para ver em tamanho maior clicar na imagem.

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Logo há assembleia! Compareça!

Ontem percorreu as ruas da freguesia uma carrinha com publicidade sonora. Não se tratava do anúncio a uma festa com porco no espeto ou a um jogo de futebol mas sim à sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia de Guisande que terá lugar logo à noite no salão nobre do edifício sede da Junta de Freguesia de Guisande onde se discutirá o parecer sobre a Reforma Administrativa Autárquica.

É uma forma inédita e até pouco ortodoxa de divulgar uma sessão da Assembleia de Freguesia mas, aparte o método, suscita algumas questões:

- Sendo importante a sessão de esclarecimento que se realizou na terça-feira passada, sobre o mesmo assunto, porque não foi feito o aviso da mesma forma? Ali, sim, seria importante a presença alargada de público/guisandense onde teria voz e opinião pelo que justificar-se-ía a divulgação mesmo com este método festivaleiro. Todavia a importância dessa sessão era só teórica já que na realidade tanto o presidente da Junta como o da Assembleia optaram por não marcar presença deixando a responsabilidade do esclarecimento a alguém reconhecidamente voluntarioso mas sem qualquer capacidade para o fazer de forma objectiva e neutra.

- Nesta sessão, de logo à noite, onde se sabe que o público terá, por regimento, uma intervenção reduzida e condicionada, em que o parecer a emitir à Assembleia Municipal será definido exclusivamente pela própria Assembleia, espanta-se que para ela se tenha transferido esta ressuscitada importância.

- É caso para se dizer que as coisas quando começam mal, cedo ou nunca se endireitam. Este será mais um caso em que se revela incapacidade e aselhice tanto da Junta como da Assembleia e, mais grave, uma total indiferença para com um assunto importante e sério.

Guisande nesta fase que pode ser histórica merecia bem mais.

19/07/2012

Fotografia antiga - P.e Francisco e amigos

Hoje trazemos à memória uma fotografia antiga, quase quase a fazer 57 anos uma vez que foi tirada a 29 de Julho de 1955.

Para além do P.e Francisco reconhece-se os habituais amigos dos seus passeios (da esquerda para a direita), António Santiago, das Quintães, Dr. António Sá, da Barrosa e Domingos Azevedo, de Casaldaça.
Como estávamos em Julho, justificava-se a presença dos dois garrafões de 5 litros, faltando saber se tinham água ou vinho.

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05/01/2010

As festas religiosas

Na paróquia de S. Mamede de Guisande são realizadas várias festas de carácter religioso, a maior parte relacionada ao calendário litúrgico oficial e por isso comuns à comunidade católica portuguesa e mundial, nomeadamente as relacionadas com o nascimento, paixão, morte e ressurreição de Jesus.
Logo no início do ano, em Janeiro, no dia 20 ou no domingo mais próximo, tem lugar a festividade dedicada ao mártir S. Sebastião e a Nossa Senhora das Dores. Por tradição esta festividade é composta por procissão da capela do Viso à igreja matriz onde é celebrada uma missa solene. Na procissão tomam parte os andores dos referidos santos. Não tem sido regra mas noutros tempos na parte da tarde do dia havia lugar para a reza do Terço.

Depois dos ritos e festas ligadas à Quaresma e Páscoa, segue-se a Festa do Santíssimo Sacramento, em Dia de Corpo de Deus, normalmente no mês de Junho. Para a organização desta festividade também conhecida entre nós por Festa do Senhor, é nomeada, sensivelmente com um ano de antecedência, uma Comissão de Festas composta por homens casados, que para além dos aspectos organizativos tem a responsabilidade de tirar o peditório pela freguesia, o que normalmente acontece num domingo na parte da manhã. 
Nos últimos anos não tem sido regra, já que passou a ser realizada anualmente e nem sempre neste dia de feriado, mas noutros tempos a celebração da Profissão de Fé ou Comunhão Solene acontecia bienalmente sempre nesta Dia de Corpo de Deus pelo que a Comissão também se responsabilizava por alguns aspectos como a contratação da Banda de Música, fogueteiro, ornamentação ou enfeites, etc.
Coincidindo com a Comunhão Solene, a festividade consta de concentração junto à capela do Viso e partida em procissão simples para a igreja matriz onde ali é celebrada a missa solene. Já na parte da tarde, a reza do terço seguida de procissão solene até à capela do Viso onde após breve cerimônia de dedicação a Nossa Senhora da Boa Fortuna regressa à igreja para nova cerimônia da oferta dos ramos a Nossa Senhora da Conceição e a entrega dos diplomas ou certificados.
É pois um dia grande para a paróquia a Festa do Senhor quando coincide com a realização da Comunhão Solene.
Noutros tempos era enfeitado todo o percurso desde a igreja matriz até à capela do Viso, em cujos trabalhos participavam não só os pais das crianças e os membros da Comissão de Festa mas toda a freguesia. Era regra todo o percurso ser dividido em troços cada um atribuído a um dos 14 lugares da freguesias. Claro está que cada lugar esmerava-se por enfeitar de forma efusiva o bocado que lhe calhava. De todos estes bocados que compunham o percurso, é de realçar a qualidade do correspondente ao lugar de Estôze, que tinha a responsabilidade de enfeitar o adro. Belas e elaboradas flores de papel eram sempre um regalo para a vista e que requeriam muito trabalho e dedicação prévios para além da arte e do saber.
É verdade que nos nossos dias são menos as crianças e por conseguinte menos os pais e por isso a tarefa tradicional de enfeitar o percurso é feita de forma mais ligeira, e praticamente na envolvente da igreja e da capela. "O povo é que faz a guerra", costuma dizer o nosso povo, pelo que sem povo tem sido quase perdida esta "guerra" de manter vivas algumas das nossas melhores tradições sobretudo as que envolviam e entusiasmavam toda a freguesia.

Já em pleno Verão, logo e sempre no primeiro domingo do mês de Agosto é tradição antiga a realização da festa em Honra de Nossa Senhora da Boa Fortuna e de Santo António, que se veneram na capela do Viso, por isso também conhecida entre nós e redondezas por Festa do Viso ou Festa no Viso.
Para a organização desta festa é eleita uma Comissão de Festas composta por dois homens casados e dois solteiros e duas mulheres solteiras, as mordomas. Por regra apenas são eleitos uma única vez.
Para mais pormenores sobre esta festividade, a mais importante da freguesia sob um ponto de vista popular, profano e religioso, ler aqui um artigo próprio.

Já depois do Verão, surgem as festividades da Senhora do Rosário (no primeiro domingo de Outubro), também com Comissão de Festas que realiza peditório, missa solene na igreja matriz e procissão ao redor do adro. Finalmente, em Dezembro, no feriado nacional do dia 8, tem lugar a festa da Senhora da Conceição, para a qual também é eleita uma Comissão de Festas a qual recolhe a esmola do peditório.

Finalmente, a terminar o ano, e logo depois do Tempo do Advento, surgem as festividades natalícias, com Natal, Ano Novo e Dia de Reis, com as fortes componentes religiosas mas também familiares com as tradicionais consoadas. Obviamente que para além do carácter universal das festas ou ritos associadas ao Natal e Páscoa,  estas têm na nossa paróquia especificidades e tradições muito próprias, como a eleição e a função do Juíz da Cruz, entre outras.

20/10/2005

Dr. Joaquim Alves Santiago


O Dr. Joaquim Alves Santiago nasceu na freguesia de Guisande, concelho de Vila da Feira, em 25 de Novembro de 1898, filho de Joaquim Alves Santiago e de  Maria Joaquina da Conceição, de Caldas de S. Jorge. Era irmão de António Alves Santiago e por conseguinte, de entre outros, tio paterno do Pe. António Alves de Pinho Santiago. Tinha ainda um irmão de nome Manuel Alves de Santiago, na altura solteiro e estudante, que foi seu padrinho de baptismo. Teve como madrinha a tia paterna de nome Maria Joaquina da Silva.
Era neto paterno de Manuel Santiago e de Eufrásia Joaquina da Silva, de Casaldaça, e neto materno de Manuel Alves Moreira e de Maria Joaquina da Conceição, das Quintães.

Casou em primeiras núpcias com Margarida Augusta da Conceição Valente Baldaia e em segundas núpcias com Inocência da Silva Santos.

Licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa,  tendo, nesta cidade, exercido a função de professor da Escola Académica. Exerceu também a advocacia com escritório na Vila da Feira. 

Chegou a ocupar o cargo de redactor principal e depois director do então jornal "Democrata Feirense", um semanário fundado em 5 de Outubro de 1914 e que viria a terminar no ano de 1958. Entre outras importantes figuras feirenses, também foi director desse jornal, em período anterior, o Dr. Vitorino de Sá (Sanfins, em 25 de Outubro de 1854 - Vila da Feira, em 21 de Maio de 1934).

O Dr. Joaquim Alves Santiago veio a falecer em 12 de Setembro de 1958, com 60 anos de idade (não conseguimos apurar onde se encontra sepultado, presumindo que na Vila da Feira, onde faleceu).



Nota: Dados biográficos colhidos de Roberto Vaz de Oliveira na publicação "Aveiro e o seu distrito" Nº 9 de Junho de 1970. 

Observação: Não temos mais dados sobre esta figura Guisande, nomeadamente sobre se teve alguma intervenção na freguesia onde nasceu e se para ela contribuiu com a sua acção de homem das leis e das letras. 
Em todo o caso, foi sem dúvida uma figura de relevo, ligada a uma família importante na nossa freguesia e considera-se que é justificada a sua referência nesta simples galeria de figuras ilustres ligadas à freguesia de Guisande.

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