13/09/2018

Paisagem - Ilustração


Acabada de rabiscar e partilha no Pixabay.

Sim, não e nim



Atento ao edital da convocatória da próxima sessão da Assembleia de Freguesia da nossa União de Freguesias, que terá lugar no próximo dia 21 de Setembro pelas 21:00 horas na Casa da Cultura, em Gião, no 6º ponto da agenda de trabalhos está programada a "Continuação da apreciação sobre a eventual desagregação da União das Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande".

Considerando-se que já houve uma sessão de carácter extraordinário para debater este assunto, em 15 de Junho de 2018, e considerando ainda que supostamente a desagregação será um assunto que interessará a todas as quatro freguesias que compõem a actual União (ou não ?), pensei eu que a coisa já estava mais que resolvida e decidida a favor, caso o Governo se venha a manifestar receptivo a alterar a lei, tanto mais que várias freguesias do nosso concelho, incluindo a de Guisande, entregaram na Assembleia da República uma petição pública nesse sentido, com um número significativo de cidadãos eleitores. 

Todavia, pelos vistos, uma decisão que parecia fácil  e de consenso transversal aos partidos representados na AF, afinal ainda se arrasta, vestida de eventualidade, o que me leva a supor que pelo meio há pedras no sapato da vertente política, porque, nestas coisas da dita cuja, por vezes há a tentação de se dizer sim apetecendo dizer não, ou dizer não com a consciência a dizer sim. 

Mas vamos ter uma fezada que a coisa com mais ou menos discussão, mais ou menos embaraço, acabará por ir de encontro ao interesse da natural desagregação, sendo ela possível, claro. Na impossibilidade de uma pura reversão (que me parece mais plausível), pelo menos um ajustamento na composição da União das Freguesias, que esta nossa, conforme está e como sempre o disse, é natural e manifestamente desajustada e desequilibrada. Mas é apenas a minha humilde opinião, e mandará sempre quem pode.

12/09/2018

Passeio da LIAM 2018


Os passeios organizados pelo Núcleo da LIAM de Guisande são já uma tradição na nossa paróquia. Tendo em conta a fartazana de passeios que tem havido na freguesia (verdadeiramente um caso de estudo), os responsáveis do grupo chegaram a ponderar a sua não concretização. Todavia, a pedido de várias pessoas, foi decidida a sua realização.
Neste ano de 2018 o principal destino será a bonita zona de Arganil no distrito de Coimbra (interior centro). A data, 29 de Setembro, um sábado.

Para marcações, contacte: 967 838 125

Assembleia da União de Freguesias - Setembro 2018 - Edital

Sinais dos tempos


Bem sabemos que normalmente estas coisas, que não dependem única e exclusivamente da nossa vontade,  nem sempre são como desejaríamos que fossem. Daí poder compreender que a rua que liga Guisande a Louredo (Rua 25 de Abril/Rua de de S. Vicente) fosse marcada muito tempo depois de ser pavimentada e  já depois de outras ruas no concelho, mesmo que pavimentada antes. Ou mesmo que a Rua Nossa Senhora de Fátima passados cinco anos após a sua pavimentação continue ainda sem o remate das caixas e sem qualquer marcação no pavimento. Pormenores.

Já quanto ao tipo de marcação da Rua 25 de Abril/Rua de S. Vicente, parece-nos exagerado que toda ela tenha linha contínua. Percebe-se que com isso se pretende salvaguardar as questões de segurança e velocidades regulamentares, mas face a uma situação de trânsito lento, como um tractor ou outro veículo, seria razoável que existissem algumas zonas de linha interrompida que permitissem ultrapassagem em segurança e sem a tentação de transgressão, que assim é recorrente. Ora na referida rua há pelo menos dois ou três locais em que tal seria possível, nomeadamente no Reguengo, imediatamente a seguir ao viaduto e até meio da subida, no sentido nascente/poente. Mas, enfim, manda quem quer e quem pode. 

Em todo o caso, será adequado que a sinalização horizontal esteja compatível com a vertical, o que não acontece, por exemplo, conforme o atesta a fotografia acima, na zona de Louredo, no sentido poente/nascente em que em oposição à linha contínua no pavimento o sinal vertical no lado direito indica fim de zona de proibição de ultrapassagem. Ora tal contradição suscita naturalmente  confusões e delas perigos, até porque de acordo com a hierarquia das sinalizações, as verticais têm prioridade face às sinalizações horizontais/marcas rodoviárias no pavimento. Creio não estar enganado neste particular.

Quanto à sinalização no geral nas ruas da nossa União de Freguesias, há algumas lacunas que seriam de rectificar ou melhorar. Na altura em que era membro do executivo chamei a atenção para algumas situações de ausência de sinal de STOP em saídas secundárias para estradas principais e de trânsito mais intenso (por exemplo, Rua da República - Lobão -  para a Rua Nossa Senhora de Fátima - Guisande), no que pode proporcionar acidentes já que nestas situações o hábito dos condutores que seguem na rua principal é não pressupor a falta de tais sinais e assim considerarem que transitam com prioridade, não atendendo à regra desta. Depois...pumba, catrapumba. Ora o custo de um sinal é imensamente inferior ao de um acidente ou de uma vida.

11/09/2018

11 de Setembro


Há quem diga que mudou o mundo. Há quem diga que o acordou. Por mim acho que o acordou para a mudança. Porque a maldade reside no mundo desde sempre. Apenas os meios, os métodos e os intervenientes foram mudando. As sementes do mal que abalaram Nova Iorque há 17 anos já andavam por aí, pelo mundo, desde o princípio dele a ser semeadas e colhidos os frutos.  De novo e de alarmante talvez a forma, o alvo e o efeito dramático do colapso das torres arrastando aqueles milhares de inocentes. E claro, todo o horror transmitido em directo.
Para o bem e para o mal, a globalização trouxe-nos esta capacidade de alojarmos nas nossas próprias portas o inimigo. Como na informática, o inimigo explora as fragilidades dos sistemas democráticos, as liberdades e garantias, de culturas e religiões, mesmo para quem não as tem, nem as aceita nem as respeita nos países de origem.
Não espanta, pois, que os ditos movimentos populistas ou nacionalistas estejam a ganhar espaço na nossa velha e sempre nova Europa, tão exposta como uma menina da rua que, de mini saia e de mini cueca, ou mesmo sem ela, vai com todos, porque sem preconceitos. 
Não alinho pelos populistas e pelos fundamentalismos destes, porque algures entre o 8 e o 80 haverá talvez um 30 ou 40, mas não fará mal algum que a Europa use cuecas mais largas, desça a saia ao joelho e, sobretudo, feche um pouco as pernas.

10/09/2018

Não há 32 mas há 7




Passam sete anos, mas parece que foi ontem que o progresso aterrou na nossa pacata freguesia para esventrar parte dela, precisamente  onde, de algum modo, a natureza fluía sem grande intervenção do homem, penas umas leiras arroteadas, umas represas, uns caminhos, umas minas, uns moinhos e pouco mais. Mas as coisas são assim e a natureza e a floresta só são importantes e intocáveis para as pequenas coisas, como um muro à face de um caminho ou um barracão de guarda de animais e pastos que são atentados aos regulamentos e ferem, dizem, os planos de ordenamento, até porque uma enxada ou machado mal usados já fazem estragos na flora e alteram o perfil natural. Porém, para os grandes desígnios, a floresta e o solo agrícola e as suas minudências humanas tornam-se coisas descartáveis e teatro de grandes operações mecânicas que tudo revolvem, aplanam e pavimentam.
Assim, nasceu uma auto-estrada para nela, a toda a velocidade, porque apressada, passar os instrumentos da civilização.
Que traga, ao país e à região, bom proveito. Para alguns trouxe concerteza.

 Parece que foi ontem.

Saudades


Parece que foi ontem, mas já quase há 30 anos (15 de Agosto de 1989), aquando das Bodas de Ouro Sacerdotais do Padre Francisco Gomes de Oliveira. Em todo o caso, nesta correria que é o tempo, das pessoas aqui fotografadas três já partiram deste mundo (Padre Francisco, Germano Gonçalves e Elísio Mota). 
Os vivos, esses naturalmente entre nós, mas já mudados e moldados com a carga própria de três décadas, porque o tempo esse é democrático e envelhece tanto crianças como adultos, tanto presidentes de junta como de câmara. 

09/09/2018

Rabiscos




Rabiscos deste fim de semana. Partilhados no Pixabay. Apontamentos rápidos em técnica vectorial.

Barbearia Central ao Domingo


Porque é Domingo, porque as dias continuam a correr e a somar. Barbearia Central, aberta por conveniência e por excelência..

08/09/2018

Eleições esverdeadas


Hoje é dia de eleições no Sporting Clube de Portugal. O que é que um benfiquista, com simpatia pelo Sporting pode desejar? Que tudo corra bem, com civilidade e democracia e que do acto eleitoral saiam um presidente e corpos dirigentes com competência e responsabilidade e sentido de Estado. E que daí fique definitivamente afastado o pequeno líder e ditador, BdC. Claro que ainda estrebucha e vai disparando com artifícios que a lei lhe confere, como providências cautelares e impugnações, mas creio que no final vai prevalecer a lei e a razão e sobretudo a vontade da maioria dos sócios.
Depois, o caminho para o futuro presidente não será nada fácil, mas terá que ser precorrido, porque o Sporting é um grande clube e instituição e é necessário e faz falta no panorama do desporto e do futebol em Portugal e sempre em grande nível.

[acima, uma equipa do Sporting da época 77/78]

07/09/2018

Os azulejos da nossa personalidade


É mais ou menos famoso o azulejo que neste belo painel da nossa igreja matriz (Guisande) está trocado, melhor dizendo, no sítio certo mas com uma rotação errada (90 graus no sentido oposto ao movimento dos ponteiros de um relógio). 

Ficará sempre a dúvida se tal erro foi distracção e erro involuntário do trolha ou se propositado para testar o sentido de observação. O saudoso Pe. Francisco usava este painel para pôr à prova algumas contradições humanas de alguns dos seus fregueses, perguntando-lhes se neste painel era a parte ou o todo que estava mal (sim, porque há soldados que ante o seu solitário desacerto, insistem que a restante companhia é que vai desacertada no passo). 

Também como desafio ao sentido de percepção de quem para ela olhava, mas nunca, pelo menos a mim, revelou se o azulejo foi rodado por distracção do assentador, se a seu mando. Em todo o caso, o seu sorriso deixou sempre algumas suspeitas.

Seja como for, também na vida somos assim uma espécie de painel de azulejos, à primeira vista com todos os ladrilhos no sítio, bem assentes, polidos, certinhos e direitinhos, mas em rigor, observando não o todo mas cada um dos aspectos da nossa personalidade, lá está o nosso azulejo trocado, fora do sítio, rodado ou invertido. O nosso mais disfarçado vício, pecado ou defeito ali escancarado sem que quase ninguém o perceba. Seja apenas um ladrilho de um painel de 42 deles e menos mal, que o desacerto passará quase despercebido. Pior é, todavia, quando o painel está todo baralhado e com todas peças fora do sítio. Aí a figura será desorganizada como algo abstracto.

Não surpreende, pois, que ande por aí muito artista com as peças fora do sítio, com os parafusos, dirão alguns, com os azulejos, dirão outros.

05/09/2018

Que se extinga forever


Por estes dias, quem leu, ouviu e viu as notícias, ficou a saber que no âmbito do designado processo "e-toupeira", a Benfica SAD entre outros arguidos individuais, ficou a conhecer o enquadramento da acusação e segundo o "super isento" Jornal de Notícias da cidade do Porto, noticia eufórico que o  Ministério Público pretende que a equipa de futebol profissional encarnada fique privada de competição entre seis meses a três anos (pouca coisa, digo eu, para tão hediondo crime). 

Sem mais delongas, até porque não sou jurista, nem inspector, nem magistrado, resumo toda a questão no seguinte: Mesmo sendo adepto do Benfica, embora em modo cada vez mais desligado, não só do percurso do clube como do futebol nacional em geral, se neste ou noutros casos vier a ser inequivocamente provada e fundamentada culpa que tenha contribuído directamente para a adulteração da verdade desportiva, que sim, que seja penalizado, ou que desça de divisão, cumprindo-se a lei e o que dela resultar.

Mas, já agora, a pedido de muitas famílias, que seja mesmo extinto, indo aqui de encontro ao desejo de toda a nação rival, desde logo com o F.C. do Porto à cabeça.

Que a justiça não fique por meias medidas e que não se repitam impunidades descaradas como a do famoso "apito dourado" só porque alguns procedimentos na investigação, nomeadamente as escutas telefónicas, foram consideradas como "ilegais" pelo tribunal cível, mesmo que descaradamente visíveis e audíveis a cegos e a surdos. Mas, meus meninos, lei é lei e mesmo que fosse um reles assassino a confessar um crime, tal prova não serviria para a condenação. Justiça é justiça mas tem as suas regras, dizem. Assim sendo, tudo o que se ouviu, e que ainda se pode ouvir, foi algo que aconteceu apenas de forma fantasiosa no país das maravilhas em que a Alice se chamava Carolina e os convidados eram prendados com fruta fresca e viçosa a mando do rei de copas a partir do seu castelo à beira mar plantado.

Com o Benfica extinto(ufa, finalmente), regressará a harmonia ao nosso futebol e tudo será paz e amor entre virgens e anjos e como estes não têm sexo, de tal coexistência não haverá diabo que nasça para endiabrar a mui nobre e invicta nação lusitana do futebol. O F.C. do Porto, à maneira dos bons velhos tempos, ficará assim com todas as condições para dominar, sem rivais à altura. Vencer 10 títulos seguidos será canja, até que se enfadonhe e, por desfastio e benevolência, lá permita que o Sporting (se entretanto também não for extinto), ou mesmo um Braga, um Rio Ave ou um Tondela, meta um título pelo meio, para depois voltar afanosamente a recomeçar um ciclo de mais 10 títulos sem espinhas. Nada como ninguém a incomodar a nossa vidinha, mesmo que a mesma se torne uma pasmaceira de tão fácil.

Em conclusão, que sim, extinga-se esse cancro do futebol português, o Benfica, que entre outros pecados tem o dislate de ter 38 jogadores da sua formação convocados em todas as selecções nacionais de futebol (24 do clube e 14 ex-clube), mais do dobro do que os seus principais rivais. Não é admissível que tanto profissional do pontapé na bola possa medrar nesse antro de matéria negra (encarnada). 
Vade retro satanás! Que se extinga e que comece um novo ciclo purificado porque, tirando essa corja de corruptos, todos os demais são dóceis virgens e meninas do coro.
Que se extinga!

04/09/2018

Decoro nas condecorações


É certo que percebo as recepções e condecorações do Presidente da República, Dr Marcelo Rebelo de Sousa, como as que agora teve para com os atletas Nélson Évora e Inês Henriques (vencedores do triplo salto e 50 km marcha (Europeus de Atletismo - Berlim), bem como anteriormente a outros atletas e selecções.
Segundo o presidente, "Nelson Évora e Inês Henriques têm em comum talento, determinação, capacidade de luta, resistência física e psíquica, e espírito de reinvenção ilimitados. Para eles não há fronteiras inultrapassáveis, nem desafios invencíveis".
Todavia, apesar de estarmos mais ou menos todos de acordo com estes reconhecimentos públicos por parte do nosso presidente, porque merecidos e animadores das hostes, todavia, dou por mim a pensar em tantos milhares de portugueses anônimos, igualmente eles com todos os adjectivos e predicados referidos pelo Dr. Marcelo, desempregados ou vencendo precariamente ordenados mínimos, com filhos para educar e alimentar, com rendas, luz, água, telefone, medicamentos para pagar, enfim atletas dominadores de todas as acrobacias diárias necessárias a quem procura levar a vida com poucos recursos, certamente que com ordenados imensamente inferiores aos de qualquer um dos que têm sido condecorados,  mas com dignidade, sacrifício e coragem. Atletas e heróis, sem medalhas, sem hinos e mas sem tempo de antena.

Mas, claro está, estes anónimos atletas, de reinvenção ilimitada, que correm, marcham e saltam nas pistas da vida e do dia-a-dia, ganhando medalhas na prova de sobrevivência, não são convidados do Palácio de Belém nem aí recebem condecorações vistosas e elogios sumptuosos.

A vida é mesmo assim, mas mesmo que compreendendo estas situações, até porque politicamente correctas, creio que há nestas manifestações algum exagero, como se portugueses haja-os de primeira e de segunda. Não que considere que o presidente faça essa acepção, mas que os há, há.

[foto acima: JN]

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