12/02/2021

Meter água

 



É triste, frustrante e lamentável que situações cuja responsabilidade são de entidades públicas,  prejudiquem e transtornem terceiros, arrastando-se indefinidamente para além do tempo aceitável. Esta situação (e outras há) é recorrente na Rua de Trás-os-Lagos, que resulta de falta de limpeza das condutas e sargetas bem como da má realização de passeios, negligentemente rebaixados em zonas críticas. 

Este caso em concreto, que, como disse, é recorrente e acontece todos os anos, é um símbolo do desleixo e desinteresse no serviço pelo bem público e das pessoas. Por isso quando surgem slogans "Mais pelas pessoas" e "Primeiro as pessoas" e outros que tais, no mínimo dá que pensar. Entretanto, faria bem que, enquanto peão, por ali passasse alguém com responsabilidade para apanhar uma "boa banhada", como já vi a acontecer, infelizmente a quem não tem culpas neste cartório.

Para finalizar, o que se vê das fotos, é apenas uma amostra e com apenas uma pequena parte da água que ali se acumula, entrando dentro da Cave do prédio vizinho. Importa que alguém resolva este problema.

10/02/2021

Nota de falecimento

 


Faleceu António Oliveira Bastos, de 68 anos de idade (15 de Maio de 1952-09 de Fevereiro de 2021) da Rua da Leira.

Funeral na Quinta-Feira, 11 de Fevereiro de 2021, pelas 16:00 horas, com cerimónias na igreja Matriz de Guisande, indo no final a sepultar em jazigo de família no cemitério local.

Sentidos sentimentos a todos os seus familiares. Paz à sua alma! Que descanse em paz!

Os pinheiros do lado norte ganham musgo

Quando construí a minha habitação, cedi uma larga faixa de terreno para alargamento da rua e ainda tive que construir um passeio público devidamente pavimentado. Antes disso, quando a Junta decidiu pavimentar a rua, fui chamado a contribuir com um bom par de contos de réis, à moda antiga.

Para além disso, com a construção, paguei licenças e taxas de urbanização. Pago IMI, qual renda como se o Estado seja o proprietário.

Este tipo de encargos ou obrigações legais são extensíveis a todos quanto tenham que construir, salvo algumas excepções, muitas vezes com contornos pouco claros, já que não faltam casos ou exemplos de alguém que numa determinada tipologia de rua é obrigado a cumprir um determinado afastamento para garantir um perfil predefenido, mas que, em contrapartida, para a mesma rua, outros edificam sem esse respeito. Ele há coisas.

Em todo o caso, o que aqui se pretende abordar é que em regra quem edifica, cede terreno, paga taxas e ainda constrói à sua conta um passeio todo XPTO na frente do prédio. Todavia, e esta é uma regra quase geral, passados alguns anos esses mesmos passeios, cuja pertença é do domínio público, deixam de ter qualquer manutenção pelas entidades competentes e são mais que muitos os passeios em mau estado, com pisos irregulares e mesmo buracos, constituindo nalguns casos um perigo real para quem neles circula. Depois há passeios para todos os gostos e larguras, de meio metro, de um metro, de um metro e vinte, de um metro e meio, etc. Depois há-os com pavimento em cimento, outros em pedra de betão, outros em pedra de granito e até uns amarelos e outros vermelhos e outros apenas em terra.

Esta indiferença para com estas estruturas, está bem patente nas empreitadas de pavimentação de ruas do concelho. É importante e louvável o esforço que a Câmara Municipal tem feito no sentido de requalificar o pavimento de muitas ruas, na maioria dos casos destruídas pelas obras de redes públicas de águas e saneamento, abrangendo todas as freguesias, mas em regra, e com raras excepções, os passeios marginais onde existem são desconsiderados na requalificação e se mal estão, pior ficam. Mesmo nalguns casos, como em Guisande, por exemplo, a pavimentação passou acima dos velhinhos passeios com os naturais inconvenientes pelo galgamento fácil das águas pluviais.

A questão das drenagens das águas da chuva é outro suplício para os utilizadores das ruas e moradores, já que tanto a Câmara como as Juntas pouco ou nada fazem para resolver focos de constantes lagos de água em diversos locais por mau escoamento. É um vê se te avias no desleixo. Limpeza de sargetas e de canalizações é coisa que não existe ou apenas pontualmente quando o desleixo não dá para disfarçar e o trânsito quase fica interrompido.

Mas é esta a realidade. Pagamos taxas, impostos, imis e outros quejandos, mas depois na realidade esse esforço pouco retorno tem na manutenção dos nossos espaços urbanos e até mesmo a limpeza de ervas é coisa rara.

08/02/2021

Ó Ana, não arredondes a saia

Já se sabia que na política e nas suas ideologias, ou lá o que isso seja, também há extremos e extremistas.  A eurodeputada Ana Gomes, parece reunir todos os ingredientes para um bom caldo de algum extremismo e até fundamentalismo. É uma acérrima inimiga do extremista André Ventura e do seu movimento Chega, e mais agora após um acto eleitoral para a escolha da figura maior do Estado, em que percebeu que valeu pouco mais que um ou dois por cento que o seu nêmesis.

Vai daí, se não o combate pelos votos e vê o inimigo com potencial de crescimento, a Ana Gomes não querendo perceber as razões que levam o Chega a estar em crescimento, exige a sua ilegalização. Ora parece que para que isso possa legalmente acontecer, terá que haver situações de crime factuais e não nos parece, nem a quem é especialista, que isso tenha acontecido para além da prosápia e extremismo de algumas das posições de André Ventura.

Vamos, pois, ver no que a coisa dá, e qual será a resposta da Procuradoria Geral da República, mas a ter em conta o contexto  seria algo de muito grave que a coisa fosse por aí. É que isto de calar quem nos contesta, de extinguir quem pensa e fala diferente, é algo que não combina com democracia. A Ana Gomes reclama-se como democrata mas parece não se dar bem com algumas das suas premissas. Os outros, os que pensam diferente, considerará ele que esses devem ser extintos ou condicionados até que alinhem no rebanho por ora dominante.

Para além de tudo, este tipo de comportamentos e acções de Ana Gomes, só têm dado força a quem pretende combater. A sua luta devia centrar-se em estabelecer os princípios equilibrados e rigorosos dos direitos e dos deveres, da disciplina e do rigor e não do facilitismo e da parasitismo de que naturalmente padece a nossa sociedade, em que poucos trabalham para muitos. Essa é que é a questão.

Por fim, para que possa perceber um bocadinho da coisa, a Ana Gomes que dê um saltinho às muitas freguesias que no Alentejo, preterindo-a, deram vitórias ou segundos lugares a André Ventura, e que pergunte a toda aquela gente quais os motivos, os receios e as razões para nele votarem. A eles mesmos, comunistas de gema.

02/02/2021

Planos furados

Durante muitos e muitos anos, a construção da Barragem do Fridão, fez parte do Plano Nacional de Barragens, condicionando assim, pelos Planos Directores Municipais, os municípios abrangidos pela albufeira, concretamente Amarante, Ribeira de Pena, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto e Mondim de Basto. Por força desse impedimento, os municípios e populações viram o desenvolvimento dessa extensa área ficar adiado, num claro prejuízo para ambos.

Finalmente após longos anos de condicionamento e de pareceres negativos dos municípios e populações, o Governo anunciou no início de 2019 que a barragem não iria ser construída face ao desinteresse da EDP, desclassificando a mesma do Plano Nacional.

Caso fosse construída essa aberração, a albufeira iria inundar 817 hectares nos concelhos de Amarante, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto e Ribeira de Pena, e cobrir 108 casas, a maioria em Mondim de Basto. Desapareceriam praias fluviais e vários exemplares de espécies autóctones, como o carvalho, nas margens do rio. Sobrariam nas partes altas, os eucaliptos. 

Na altura, a presidente da Câmara de Mondim de Basto mostrou alívio pela decisão e mostrou intenção de pedir uma indemnização ao Estado pela demora na decisão.

Por estes dias o assunto voltou à baila e parece que a autarca ainda não desistiu da intenção, aguardando apenas que a situação de pandemia melhor para tomar uma decisão.

É justo que peça a indemnização, mas se a mesma vai ou não ser colhida, temos sérias dúvidas, porque nestas coisas os nossos Governos são surdos e mudos.

Infelizmente, este tipo de situações, de projectos e planos que não passam disso mesmo, têm abundado nos Planos Directores Municipais, condicionando, atrasando e impedindo mesmo o desenvolvimento dos municípios e dos cidadão. NUm determinado terreno ninguém pode edificar um curral ou um galinheiro, mas de seguida pode lá nascer uma auto-estrada ou uma estação eléctrica. 

Mesmo no caso de Santa Maria da Feira, são por demais conhecidos casos em que durante longos anos o PDM esteve com projectos e obras previstas que nunca se concretizaram, desde logo o traçado inicial para a A32, que longos anos mais tarde acabou por conhecer o actual traçado. No entretanto, muitos projectos foram reprovados ou eternamente adiados. Mas alguém foi compensado por essa situação, mesmo aqueles que tendo terrenos próprios nesse corredor de protecção, se viram impedidos de edificar, tendo que comprar noutro local ou mesmo fora da freguesia ou do município? Alguém foi compensado? Népias.

Em resumo, importa dizer que os Planos Directores Municipais surgiram precisamente como instrumentos de ordenamento dos territórios, mas em grande medida tornaram-se apenas empecilhos ao desenvolvimento e não surpreende que a maioria desses planos  já tenham conhecido revisões e revisões de revisões e suspensões para acudir e resolver paradoxos.

É pena, mas as coisas são mesmo assim. Não há burocracia sem burocratas.

28/01/2021

Colheita de Sangue - 30 de Janeiro de 2021

 


Neste Sábado, 30 de Janeiro de 2021, das 09 às 13:00 horas, nas instalações do Centro Social S. Mamede de Guisande, no Monte do Viso. 


27/01/2021

Nota de falecimento

 


Faleceu Manuel Rodrigues de Paiva, de 78 anos de idade (20 de Novembro de 1942 - 27 de Janeiro de 2021). Natural de Romariz, vivia no lugar de Casaldaça - Guisande.

O funeral, com as condicionantes decorrentes do estado de pandemia, terá lugar na Quinta-Feira, dia 28 de Janeiro de 2021, pelas 16:00 horas, com cerimónias na Igreja Matriz de Guisande, indo no final a sepultar em jazigo de família no cemitério local.

Foi uma figura com relevante intervenção cívica na freguesia de Guisande, tendo sido dirigente e presidente do Guisande F.C., sendo uma das figuras marcantes na fundação oficial do clube e da construção do Campo de Jogos "Oliveira e Santos". Foi Secretário da Junta de Freguesia de Guisande, depois das eleições autárquicas de 16 de Dezembro de 1979, e ainda, em diferentes mandatos, elemento da Assembleia de Freguesia de Guisande, em representação do PSD e também da FJI - Força Jovem Independente no mandato de 1989/1993.

Que descanse em paz! Sentidos sentimentos a todos os familiares.

E com isto "arraso" a comunicação social

Eu não sei qual é a escola do novo jornalismo, o que vai pautando a nossa comunicação social, mas parece que alguns dos valores da ética da profissão, como isenção e imparcialidade, andam pelas ruas da amargura e o que vai dando cartas é o jornalismo opinativo. Noticia-se, supostamente, mas simultaneamente, opina-se, julga-se e classifica-se, invariavelmente, para agradar ao politicamente correcto, ao status quo, enfim, a quem detém o poder e a quem subsidia ou dá oportunidades. 

Os casos e exemplos deste pseudo-jornalismo são mais que muitos. Mesmo que se deteste a figura, o caso de André Ventura e do Chega tem sido um exemplo concreto da parcialidade com que os nossos jornalistas têm tratado do assunto. Bastará recordar a entrevista conduzida a esta figura por Por outro lado, no que parece ser moda, são mais que muitas as notícias opinativas que empregam o termo "arrasar", a pretexto de tudo e de nada, seja na politica, seja no desporto, cultura ou no mundo cor-de-rosa. "André Ventura arrasa Bloco de Esquerda", Catarina Furtado arrasa André Ventura", F.C. do Porto arrasa Famalicão", Benfica arrasa o Vilafranquense", António Costa arrasa Catarina Martins", Rui Rio arrasa Montenegro", "Cristina Ferreira arrasa SIC", etc, etc. No que toca a arrasar o nosso jornalismo demonstra ser um autêntico terramoto.

Em resumo, o moderno jornalista, avençado, não se limita a noticiar factualmente, mas classifica e sentencia, aplicando o verbo "arrasar" como quem  come cerejas. E não se pense que de tal mal padece apenas o dito jornalismo de lixo ou de pacotilha, associado ao Correio da Manhã, mas também em órgãos que pela sua natureza e tradição deveriam ser exemplos, como a RTP, Jornal de Notícias, etc. Tornaram-se na generalidade em pasquins sem qualquer crédito, a merecerem passar pelo crivo de um  fact-checking.

E assim vamos indo, rindo e cantando neste fingimento de comunicação social. 

25/01/2021

Nota de falecimento

 


Faleceu Bernardina Gomes de Almeida, de 88 anos de idade (04 de Fevereiro de 1932-25 de Janeiro de 2021), viúva de António Henriques de Almeida. Residia no lugar do Viso - Guisande.

Cerimónias fúnebres na Igreja Matriz de Guisande, na Quarta-Feira, dia 27 de Janeiro de 2021, pelas 15:00 horas - No final irá a sepultar em jazigo de família no cemitério local.

Paz à sua alma! Que descanse em paz!

Sentidos sentimentos a todos os familiares.

Presidenciais 2021 - Porque é que não é tão fácil acertar assim no euromilhões?

 





Acima os quadros dos resultados das Eleições Presidenciais de 2021 - Total nacional, distrito de Aveiro, concelho de Santa Maria da Feira e União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande.

Quanto a análises, pouco a acrescentar ao que se previa. Num quadro de candidatos populares, popularuchos e extremistas, a vencedora esperada era a abstenção. No resto o mais que expectável: Marcelo folgado a garantir a reeleição, os extremistas Ana Gomes e André Ventura em segundo e terceiro num quase empate, e o resto o costume, todos juntos a valerem pouco mais que uma arroba. 

De assinalável, a vitória do candidato do Chega no Alentejo comunista. Mesmo em Setúbal foi à tangente. Dá que pensar. Tudo o que se possa acrescentar à coisa é dizer mais do mesmo.

Vamos, pois ter mais cinco anos presididos por uma figura escolhida por apenas cerca de 1/4 dos portugueses. Dá que pensar, ou talvez não!

22/01/2021

Decisões tardias

Há decisões que pecam por tardias. Encerrar as actividades lectivas nas escolas era uma questão imperativa e que não se compreende que não se tenha tomado há já algumas semanas. Fazer de conta que as escolas não são focos de contágio é brincar com coisas sérias. Um aluno contacta com largas de dezenas de pessoas nos transportes públicos e na própria escola e aulas. Depois regressa a casa onde todos os dias celebra um "natal". Há famílias que têm dois ou três filhos.  Mesmo com o propalado cumprimento de normas, o cântaro vai demasiadas vezes à fonte...

Penso, cá para mim, que o Governo terá números quanto a pessoas infectadas que têm relacionamento familiar com alunos. Talvez não importe divulgá-los. Nesta altura do campeonato, convém ir atirando com todas as culpas para o Natal e para o Ano Novo mesmo que aquele limitado e este proibido.

Quase todos nós andamos pelo Verão de forma quase normal, a fazer férias, a frequentar praias e restaurantes e os números de contágios e mortes andaram baixos e controlados. Depois, regresso às aulas e a coisa disparou. Mas há quem não entenda isto.

Não é fácil nem está fácil para ninguém, mas todos começamos a perceber que têm faltado decisões e medidas adequadas e abundaram as decisões mal tomadas com critérios confusos. O custo já todos o conhecemos, e dizem que o pior ainda não passou.

21/01/2021

Rafeirices

Já se sabe que o André Ventura e o seu "Chega" não vão de todo à missa da nossa Esquerda política. De resto como tudo quanto se mexa do Centro à Direita. Até mesmo o PS normalmente está numa posição de amor e ódio e invariavelmente apanha por tabela, ou porque se encosta à Direita ou porque não se encosta mais à Esquerda.

Seja como for, dentro dos valores supostamente apregoados pela Esquerda, parece que estão o respeito pela diferença, a tolerância, a não descriminação, a integração, a inclusão, etc, etc. Apesar disso e deste leque de coisas teoricamente bonitas, parece-me que tem sido de uma total intolerância a reacção que a Esquerda no geral tem tido para com o Ventura e o Chega. Os protestos de boicote aos eventos de campanha para as presidenciais têm sido disso um exemplo. Que não concordem nem alinhem, compreende-se, que combatam essas ideias com outras ideias, aceita-se porque é esse o caminho certo. Já não parece nada normal nem até aceitável no panorama da democracia e da diferença e respeito por quem pensa de modo diferente, mesmo que de forma radical, que essa contestação e esse combate passem para o plano do inaceitável. É que não é por nada, é que assim colocam-se ao nível de tudo quanto é baixo e reprovável em Ventura e no Chega. Ainda por cima parecem não perceber que esse combustível só está ajudar ao crescimento do Chega. Não será esse o caminho certo.

Neste contexto, parece que quanto a extremismos políticos e ideológicos estamos conversados, porque esta certa Esquerda está ao nível da Direita que André Ventura e o Chega pretendem representar. Ambos merecem pouco ou mesmo nenhum crédito porque ambos estão no patamar da rafeirice, seja ideológica seja de princípios.

18/01/2021

Nota de falecimento

 


Faleceu António Pais, de 84 anos de idade (30 de Maio de 1936 - 18 de Janeiro de 2021). Residia na  Rua 25 de Abril, N.º 961 - Lugar do Reguengo.

As cerimónias fúnebres, condicionadas pela Covid-19,  terão lugar na igreja matriz de Guisande, na Quarta-Feira, dia 20 de Janeiro de 2021, pelas 15:00 horas, indo no final a sepultar no Cemitério de Mozelos.

A Missa de 7º Dia terá lugar na Igreja Matriz de Guisande no Domingo, dia 24 de Janeiro pelas 10:45 horas.

Paz à sua alma! Sentidos sentimentos a todos os familiares.

Notas de um qualquer dia 18

Continuamos sob o signo da geada. Pena não contribuir para a erradicação do vírus. Infelizmente a realidade tem sido dura. Muito por conta da própria natureza do vírus e dos seus  mecanismos tão bem adaptados aos hábitos da nossa sociedade social mas também com um valente empurrão de equívocos e contradições por quem tem o dever e a obrigação de bem governar e melhor decidir.

Continua o tempo de campanha para as eleições presidenciais. Dizem que será no próximo Domingo mas ontem parece que houve milhares que já votaram antecipadamente. Até se sujeitaram a filas como na entrada de uma superfície comercial para compra de salsichas, latas de atum e papel de limpar o rabo. 

Em resumo temos um candidato que dispensa a campanha porque a vai fazendo no papel de presidente e a reeleição são favas contadas e daqui a poucas semanas António Costa pode voltar à Auto Europa a confirmar aquilo que desejou publicamente há alguns meses.

Entretanto, os candidatos são o habitual, fraquinhos quanto baste e até o Tino Silva não se livrou da tentação de voltar a dar um toque rústico à coisa. Mas, a meu ver, saiu dele a sentença mais acertada: Que o presidente Marcelo "apalhaçou" o seu mandato. 

Temos os extremistas André Ventura e Ana Gomes, aparentemente em lados opostos da barricada ideológica mas iguais no seus extremismos. Completam-se. 

Marisa Matias e João Ferreira são mais do costume, como dois duques num jogo de sueca, sem valor mas necessários ao baralho. Já Tiago Mayan, o candidato da Iniciativa Liberal tem a seu favor o facto de ser novato na corrida e e por isso têm-lhe dado alguma benevolência e até tem trazido algumas ideias interessantes. Mas no final não contará para o totobola.

No futebol, foi necessário um Porto-Benfica para que se confirmasse que por ali as coisas seguem com a esperada "normalidade". Sérgio Conceição, já se sabia, não sabe perder nem ganhar mas também nem empatar. O seu desaforo com o colega Jorge Jesus é de uma enorme falta de respeito, mas, não se pode esperar que um abutre seja uma rouxinol. É a natureza das coisas. Jorge Jesus, igual a si próprio, fanfarrão quanto baste nos momentos em que se safa de algumas lutas. Neste Benfica não vai longe, parece-me.

Por cá, na nossa terrinha, aproxima-se Outubro de 2021 e não fora algumas ruas com buracada a mais e a coisa corria sobre rodas e sem trepidações. Quanto às obras e melhoramento que se vejam, aguardam-se. Que mais não seja, se não houver tempo nem lugar para se gastar o dinheiro que competia à terra (400 mil euros - 100 mil por ano), que se faça uma trainada ou algo parecido, mas que se gaste.


14/01/2021

Nota de falecimento

 


Faleceu, com 86 anos de idade (20 de Abril de 1934-13 de Janeiro de 2021) António da Silva Santos (António do Benjamim), do lugar da Lama, Guisande.

O funeral terá lugar no dia 15 de Janeiro, Sexta-Feira, pelas 15:30 horas, com cerimónias fúnebres na igreja matriz de Guisande, indo no final a sepultar no cemitério local em jazigo de família.

Sentidos sentimentos a todos os seus familiares.

Paz à sua alma e que descanse em paz!


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