04/08/2025
02/08/2025
01/08/2025
29/07/2025
Por entre a fumaça
Meio país está a arder, o que não espanta. Todos os anos, este caldo é preparado com os ingredientes do costume: Criminalidade relevada e sem penas adequadas, más políticas, falta de meios, recursos escassos e contextos climáticos cada vez mais adversos.
O resto, as limpezas florestais e sua obrigatoriedade, é apenas um faz-de-conta, já que são poucos os que cumprem e muitos os que assobiam para o lado, face a um misto de impassividade e impotência das autoridades. Em Guisande, é só dar uma voltinha, apenas pelas ruas e deixando de lado os caminhos, para se ver com ambos os olhos os desrespeitos, com denso arvoredo até às valetas e mesmo sobre as estradas. Não obstante, com as limpezas a custarem mais que o valor de alguns dos prédios, convenhamos que a coisa não vá lá.
Assim, num céu enegrecido, quiçá com o incêndio que lavra por Arouca,o astro rei é por esta manhã um disco vermelho.
Ali, na berma da estrada, há cartazes políticos. À direita promete-se um concelho vibrante, seja lá o que isso queira significar. À esquerda diz-se que há outro caminho. Curiosamente, onde reina o PS vai-se dizendo que "no bom caminho", como se uma vez encontrado o caminho, seja esse o certo, sem alternativas, como a desmentir que "todos os caminhos levam a Roma". Além do mais há sempre o risco de quem se meter em atalhos meter-se em trabalhos, pelo que a analogia dos caminhos pode ser confusa. Quanto ao vibrante deve ter sido obra de algum iluminado publicitário, porque também não funciona, já que o quadro com que se vai pintando o território nem sempre é a cores e não faltam pontos ou manchas negras.
Por conseguinte, é apenas política e os slogans, na realidade, valem pouco ou nada, porque andamos nisto há 50 anos e sempre com os mesmos resultados. Já sabemos ao que vêm.
Mas importa haver sempre gente disposta, com pretensões a governar, tão bem quanto possível, e por isso há que fazer opções, se não todos, pelo menos a metade que costuma votar.
Felizmente que ao centro temos o anúncio da nossa festa, que sabemos que será já neste fim-de-semana. Assim, nesta exposição de cartazes, nem tudo são analogias!
25/07/2025
É preciso agitar o pântano
Já vai por aí um entusiasmo desmesurado sobre a Viagem Medieval que, entretanto e por cerca de duas semanas, encherá a sede do nosso concelho com milhares de visitantes. Uns dizem que 500 mil, outros que 650 mil. Mas que vão fazer pela vida para chegar a um milhão, quiçá aspirando a 2 milhões. Isso é que era.
O interesse que vou vendo por aí, num entusiasmo infantil de gente armada em cavaleiros, senhores feudais, damas, bobos, jograis e outros quejandos, é proporcional ao meu desinteresse absoluto por este evento, sobretudo pelo modelo cimentado na componente gastronómica e da apropriação indevida do espaço público. O resto é entretenimento para encher chouriços, porque mais do mesmo, ainda que se mude a figura do rei. E anda-se há nisto há quase 30 anos.
Muitos, que desde a quarta classe não leram uma linha da História de Portugal, ou do período da Idade Média, e que reprovariam num simples teste de escolha múltipla, dizem que é uma lição. De facto, nunca é tarde para aprender.
Um sessão de recolha de sangue cativa o interesse de 20 pessoas, uma sessão de uma assembleia de uma associação cultural e desportiva local, menos de metade disso, uma peça de teatro, talvez 30 ou 40, uma sessão de leitura e poesia, provavelmente uma dezena, a apresentação de um livro, apenas os familiares, amigos e pouco mais, mas para estas farras de comer e beber entre a multidão, com concertos de música ou batalhas encenadas, é que resulta. "Panem et circenses". A fórmula pode parecer estafada mas já os romanos a aplicavam com êxito. Modernamente é replicada com igual êxito pelos autarcas e é vê-los entusiasmados com as ruas do burgo apinhadas com 100 mil pessoas diárias e a sonhar com o dobro disso. O céu é o limite. No rebanho há sempre lugar para mais um.
Apesar disso, desse entusiasmo de autarcas, sobretudo os que têm a jusante interesses eleitorais, a coisa funciona porque dá nas vistas e é manancial para as redes sociais, mas no resto, no que interessa ao dia a dia das pessoas, há ruas com erva de 2 metros a ocupar passeios, ruas interrompidas com abatimentos, estradas em reles condições, obras e melhoramentos por fazer, lixo por recolher, etc. É o que é! Não há volta a dar e o mal vai sendo geral e só por isso se percebe que uma Câmara de um município com quatro mil e poucos habitantes, no interior do país (Penamacor), desbarate 150 mil euros num concerto de uma banda musical. Deveria haver limites para a pouca vergonha, ou pelo menos ao bom senso, mas não há.
Para mim, depois de algumas das edições iniciais, mais genuínas, menos produzidas e dadas a especulações no que se vende, perdi o interesse por este evento. Sobretudo quando a coisa se tornou num negócio. É disto que estamos a falar. Um negócio, dos grandes e lucrativos e só por isso se percebe que certos dirigentes e certas figuras da organização andem por lá há decadas. Além do mais, na Idade Média não se passam facturas da caneca de vinho, do chouriço assado ou das sandes de porco. O Fisco por ali não meterá o bedelho. O controlo fiscal deve ser mesmo medieval.
Dizem que o evento representa centenas de milhares para a economia local. Sem dúvida, para os mesmos de sempre, dos que têm lugar cativo e sobretudo para a vizinhança. Por cá, o Café do Manel ou do Armando ficam a ver navios. A mim, nestes quase trinta anos, nunca me caíu um centavo no bolso. A economia é como a água da chuva, que se esvai por onde o terreno inclina.
Para além de tudo, é quase imoral, e de legalidade duvidosa, o que mais me faz espécie, que uma boa parte da zona nobre da cidade, de acesso livre e público, fique quase duas semanas condicionada e à qual se acede apenas pagando bilhete e usando a pulseira, uma espécie moderna marcação de gado. Quem pretender andar por ali livremente à sombra do Rossio ou do castelo, que tire o cavalinho da chuva, vá de férias e regresse depois de assentar o pó na relva seca.
Pela sua dimensão e duração, há anos que justificar-se-ía que este evento fosse realizado em recinto próprio, como numa Feira Popular, quiçá no Europarque, até porque dizem que é a cidade dos eventos. Mas, está visto, não vão por aí, preferindo, sem oposição e numa de quero, posso e mando, ocupar e condicionar uma boa parte da cidade durante duas semanas, como um domínio privado.
Para os que adoram e não falham, bom proveito! Por mim, passo ao lado, mesmo que tenha que assistir a este massacre nas redes sociais, no antes, durante e depois. Já cansa!
Bem sei que estarei pouco acompanhado neste desinteresse, mas, porra, por vezes é preciso agitar o pântano e seguir em sentido contrário ao rebanho.
22/07/2025
O PARP é parco de apoios e amplitude
Afinal, depois de tanto alarido, o PARP - Programa de Apoio À Recuperação do Património, promovido pelo nosso município, nomeadamente no que se refere a projectos apresentados por pessoas singulares, não passa de uma amostra.
De facto, a ter em conta o regulamento, no universo do concelho serão apenas 10 os projectos a apoior e apenas com uma comparticipação de 25% do orçamento até ao limite de dois mil euros.
Para além de tudo, o amplo leque de documentação e outras burocracias, estou certo, afastarão uma grande parte de quem pensaria aproveitar o apoio.
Tomando, como exemplo, os espigueiros tradicionais, só em Guisande são mais de 60. Significa isto que nem sequer dará uma média de um espigueiro por freguesia.
Concerteza que o que for apoiado e realizado ficará bem, mas convenhamos que foi muita a parra para tão pouca uva.
Desengane-se, pois, quem esperava ver este ou aquele bonito espigueiro recuperados. Nem sempre o que parece é e neste concelho gasta-se muito mas é em farras.
Quanto ao contexto de freguesia, considerando que os prazos para apresentar as candidaturas serão entre 21 de Julho e 15 de Outubro, por isso ainda na vigência da União de Freguesias, seria bom que pelo menos fosse apresentada pela actual JUnta a candidatura de apoio ao restauro das alminhas, nomeadamente no lugar da Igreja.
A recta final com muitas curvas
Estamos já em pré-campanha para as eleições autárquicas de Outubro próximo. Já são conhecidos vários dos cabeças-de-lista concorrentes às diversas freguesias, tanto pelo Partido Socialista como pelo PSD. É certo que pela parte de Guisande ainda nada foi anunciado de forma pública, mas acredito que entretanto.
O processo da desagregação da nossa União de Freguesias está em curso e a partir da tomada de posse da Assembleia de Freguesia e Junta, Guisande, como todas as freguesias saídas das uniões, passará a ter vida própria e a ser dirigida por gente da terra.
No caso da ainda nossa União de Freguesias, é sabido que o actual presidente ja foi anunciado como candidato pelo Partido Socialista à Junta de Freguesia de Lobão. Queira-se, ou não, daqui até às eleições estará a pensar no futuro e, por conseguinte, empenhado em criar condições para ser reeleito, o que, creio, não será difícil.
Em todo este contexto, intencional ou não, e quero crer que não, começa a ser difícil perceber se temos o actual presidente da Junta apenas como tal ou se mais como candidato pelo PS à futura Junta de Lobão.
Começo a perceber que a dinâmica da Junta na nossa freguesia já não é a mesma desde que a desagregação se tornou uma inevitabilidade. Começou com o recuar do compormisso na comparticipação financeira para o relvado sintético no campo de jogos no Guizande F.C., reduzindo drasticamente o apoio, pondo em causa a obra, apesar de ter sido assumido o apoio de forma pública e categórica.
A limpeza nos espaços públicos, nomeadamente nas ruas, está a atingir um desmazelo nunca visto. Algumas fotos abaixo são elucidativas. É passar pelas ruas da freguesia, sobretudo Rua Nossa Senhora de Fátima, Rua 1.º de Maio, Rua de Trás-os-Lagos, Rua da Fonte, mas várias outras, para perceber do que falo.
Há algumas situações ainda por resolver, como os remates no pavimento nas sarjetas feitas na Rua Nossa Senhora de Fátima, no lugar da Gândara. A Rua dos Sebastiões está cortada ao trânsito, vai para meses, devido a um abatimento no piso, tendo também, por isso, sido interrompido o respectivo asfaltamento. Também já percebi que a instalação das redes de água e saneamento na Rua da Zona Industrial, e respectiva pavimentação, vão ficar para a futura Junta. Está esta rua num estado lastimável e vergonhoso. Mesmo algumas simples situações que fui reportando oficialmente por email, não têm merecido nem resposta nem resolução, apesar de fáceis, como o colocar de um sinal de STOP em falta.
Por conseguinte, oxalá que esteja enganado e até dou o benefício da dúvida, mas, experimentado, começo a perceber que algumas dessas situações já não irão ser resolvidas até às eleições e vão ficar mesmo para a futura Junta de Freguesia, na velha filosofia de "quem vier atrás que feche a porta".
Não obstante, nada disto me surpreende, porque, no fim das contas, apesar de melhoramento de alguns aspectos, reconheça-se, como a proximidade às pessoas e aos grupos, todo o período de vigência da União de Freguesias não foi muito diferente nas coisas essenciais, nas obras e melhoramentos, e só não percebe que a freguesia de Guisande foi sempre o parente pobre quem andar desfazado da realidade ou ofuscado por eventuais militâncias e simpatias pessoais. Eu próprio tenho simpatia e consideração, mas procuro manter alguma clarividência na análise geral. Além do mais, quando fiz parte da Junta no primeiro mandato da União, com graves problemas herdados e com menos recursos financeiros, o executivo foi alvo de constantes queixas por parte de quem agora governa, sem que, contudo, faça melhor e diferente, nomeadamente nas limpezas das ruas, como é fácil verificar. Só não vê quem não percorre a freguesia ou fecha os olhos. Além do mais, o que se vai limpando é já depois de meses de desmazelo e mau aspecto.
De resto, nunca houve milgares, porque seja numa União de Freguesias, seja numa freguesia, as dificuldades e carências são muitas face aos poucos recursos, tanto mais quando se tem uma política de gestão em dispersar uma parte substancial dos recursos em coisas bonitas, do agrado de foliões mas efêmeras, como o fogo de artifício, que deslumbra mas nada sobra, nem as canas.
Com todas estas dúvidas e receios, vou, mesmo assim, esperar que o pouco tempo que resta até às eleições não seja mesmo de total abandono da freguesia. Esperar para ver.
21/07/2025
Centro Social com novos (velhos) corpos gerentes
Realizou-se nesta Sexta-Feira, 18 de Julho, pelas 20:00 horas, uma sessão extraordinária da Assembleia Geral da Associação do Centro Social S. Mamede de Guisande.
Pretendia-se eleger novos corpos gerentes para um novo mandato de quatro anos, já que a Comissão Administrativa tinha limitações na sua acção para além de ser uma situação provisória e que estava a causar transtornos em certas situações, nomeadamente na formalização de apoios de entidades terceiras.
Como se esperava, não surgiram quaisquer listas candidatas como opção à situação ou aos anteriores elementos. Nesta freguesia de gente boa, infelizmente não falta quem mande bitaites, a favor ou contra a instituição ou de alguns dos seus elementos, mas na hora de dar o corpo e nome ao manisfesto e mostrar como é que se faz melhor, é vê-los de rabinho entre as pernas, acomodados, sem canseiras.
Assim, neste contexto de dificuldades e manifesto desinteresse geral, mas com algum sentido de responsabilidade e de modo a não prejudicar o presente e futuro imediato do Centro Social e seus objectivos, que se reconhecem de importância para a freguesia, foram eleitos os mesmos elementos do anterior mandato, que resignados, aceitaram voltar a assumir funções.
Corpos gerentes:
Direcção:
Presidente: Joaquim da Conceição Santos
Tesoureiro: Celestino da Silva Sacramento
Secretária: Maria Zélia Ferreira de Almeida
Vogais:
Fernando Jorge Pereira de Almeida, Eugénia Maria Faria Silva e Alcides Jerónimo Ferreira dos Santos
Mesa da Assembleia:
Presidente: Rui Manuel de Azevedo Gomes Giro
1.º Secretário: Américo Fonseca Gomes de Almeida
2.º Secretário: Manuel Henriques Gonçalves
Conselho Fiscal:
Presidente: Orlando da Conceição Santos
Relator: Manuel Tavares
20/07/2025
Jornada de recolha de sangue em Guisande - 19 de Julho de 2025
Foi ontem, Sábado, dia 19 de Julho, entre as 9:00 e 13:00 hoas, no Centro Cívico, no Monte do Viso.
Registaram-se 22 presenças e 16 dádivas validadas.
Infelizmente, apesar da divulgação, apelos e incentivos, continuam a descer os números dos participantes e das respectivas dádivas. Os mais velhos, por limite de idade ou problemas decorrentes de impedimentos clínicoss, são cada vez menos e os mais jovens também não têm estado à altura dessa sensibilização.
Desejamos que não, mas com os números a reduzirem, chegará uma altura em que, eventualmente, não se justificará programar as habituais recolhas semestrais na freguesia. Oxalá que não e que, de algum modo, haja uma maior sensibilização, de todos os que possam, em dar resposta às necessidades dos nossos hospitais e doentes.
Tenhamos esperança!
14/07/2025
Recuperação dos símbolos e heráldica da freguesia
Ainda faltam 3 meses e picos para que, depois de realizadas as eleições autárquicas, programadas para 12 de Setembro próximo, a futura Junta e Assembleia de Freguesia de Guisande tomem posse, dando-se por extinta a União de Freguesias onde, da qual, por enquanto, ainda faz parte. Neste momento nem sequer se sabe oficial e publicamente quem tomará parte nas listas concorrentes. Há, pois, muita água para correr debaixo das pontes.
Em todo o caso, parece-me a mim, mas decidirá quem assumir o poder, que nessa altura deverão ser logo retomados os anteriores símbolos da freguesia, nomeadamente o brasão, a bandeira, o selo e mesmo o logotipo, usados aquando da extinção da freguesia e sua integração na famigerada União de Freguesias. Será também essa decisão uma forma simbólica da recuperação da independência.
Fica, pois, a sugestão para os futuros responsáveis.
11/07/2025
Visto de fora - Eleições em Pigeiros
Visto de fora, mas com interesse, pelo carinho que tenho por Pigeiros e consideração pessoal por vários pigeirenses, entristece-me ver que algumas pessoas, em reacção ao que se vai publicando a propósito nas redes sociais, comecem a entrar num registo pouco adequado, nomeadamente quando se começa a fazer juízos de valor sobre a idade ou passado das pessoas.
Em Janeiro deste ano, logo após a primeira votação que deu esperança à desagregação, falei com o António Cardoso, dizendo-lhe textualmente o seguinte: "Agora o que acho, a concretizar-se (a desagregação), nas freguesias deveria haver listas únicas para gerar consenso e procurar uma união inicial. Pelo menos no primeiro mandato. Mas certamente os partidos não querem isso."
Ele concordou, dizendo que até seria o recomendável para todas as freguesias saídas das uniões.
Porque defendi essa mesma ideia também aqui para Guisande, fui convidado pelos dois principais partidos mas a ambos, agradecendo a confiança e consideração, declinei o convite.
Porque os partidos defendem as suas agendas, apesar de a considerar como a melhor solução para unir a freguesia, com pena minha, aqui, até ao momento, não se proporcionaram as condições para uma lista independente e alargada a gente de ambos os lados. Neste cenário, fico de fora, esperançado, contudo, que os partidos apresentem gente interessada e capaz. Mas o tempo começa a apertar.
Não quero tecer comentários em concreto sobre os motivos que levaram à não formação de uma lista independente em Pigeiros, mas uma vez que o caminho agora é outro, e com candidatos já definidos, é importante que haja respeito mútuo entre eleitores e candidatos, porque ambos, eventualmente com visões diferentes, pretendem o melhor para a freguesia. E só gente com muito amor à terra se dispõe a estas lutas porque implicam responsabilidades e dedicação, tantas vezes com prejuízo próprio e da família. A qualquer um seria mais fácil e cómodo ficar de fora.
Já o escrevi por aqui, tenho amizade e consideração pessoal pelo Eng. António Cardoso e por conseguinte sei que ao aceitar o desafio fê-lo por motivos que considerou fortes e sobretudo por amor e dedicação à freguesia e aos pigeirenses, e não tenho dúvidas de que, se eleito, fará um bom trabalho. Mas também vou reconhecendo qualidades no jovem Tiago Afonso, mesmo que o conheça apenas de forma circunstancial, e creio que se eleito também fará um bom trabalho.
Resulta daqui que Pigeiros tem duas boas opções de escolha para gerir os seus destinos. Quem me dera que assim seja em Guisande, mas por agora pouco ou nada se sabe.
Importa é que, em Pigeiros ou em qualquer outra freguesia, não se baixe o nível, nomeadamente por parte de quem vai comentando de forma pouco construtiva e com juízos de valor
Creio que todo esse grupo de pessoas que esteve envolvido na luta pela desagregação merece todo o respeito dos pigeirenses, independentemente do lado em que agora se colocam. A ingratidão é, em qualquer circunstância, muito feia.
Fico, assim, a torcer para que as coisas em Pigeiros decorram com elevação, civilidade e respeito entre todos e por todos.
07/07/2025
Recolha de sangue - Guisande - 19 de Julho de 2025
Será no Sábado, dia 19 de Julho de 2025, que o Instituto Português do Sangue estará em Guisande para mais uma recolha de sangue.
Como nos últimos anos, será nas instalações do Centro Social, no Monte do Viso, entre as 09:00 às 13:00 horas.
Os organizadores, em nome dos que anonimamente beneficiam, podendo representar, uma dádiva altruísta e solidaria, a diferença entre a vida e a morte de alguém, apelam à participação e à generosidade dos guisandenses, sobretudo aos mais jovens.
Numa altura em que tem havido um decréscimo nas dádivas, importa sensibilizar todos os que têm condições de idade e de saúde para o fazer, a participarem, ajudando a salvar vidas ou a melhorar as condições de saúde dos muitos que diariamente precisam de sangue nos nossos hospitais.
03/07/2025
Parecer ou não parecer, eis o sabão
Vivemos tempos em que a política local — outrora discreta e centrada na gestão do território e das pessoas — se transformou, nas mãos de muitos autarcas, numa permanente operação de marketing pessoal. E as redes sociais, com o seu efeito imediato, rápido e visual, tornaram-se o palco preferencial para esse novo protagonismo, tantas vezes excessivo, redundante e até, tantas vezes, com laivos de ridículo.
Basta percorrer as páginas de muitos presidentes de câmara, vereadores ou até simples membros de juntas de freguesia para perceber o padrão: são fotografias em tudo o que mexe, inaugurações de obras e de não-obras, visitas a escolas, lares, associações, feiras, feirinhas, mercados, casamentos, aniversários de idosos, provas desportivas, reuniões protocolares, festivais, almoços, jantares, missas, procissões, concertos, feiras medievais, entrega de diplomas, de lembranças, de tudo e mais alguma coisa. Qualquer evento, por mais pequeno e irrelevante para o que realmente interessa, o bem comum, é ocasião para aparecer na fotografia, preferencialmente ao centro, com o sorriso pronto e o discurso, se preciso, ensaiado.
É o triunfo do "estar lá" — mesmo que a presença pouco ou nada acrescente ao evento ou aos seus destinatários. Mais do que governar, importa aparecer. Mais do que decidir, importa sinalizar que se está atento. É o domínio do parecer antes do ser.
Esta ânsia constante de protagonismo mediático revela uma faceta, senão perigosa, pelo menos perniciosa, da política local: a substituição da substância pela imagem. O autarca não é já apenas o gestor da causa pública, mas o protagonista permanente de um reality show autárquico, onde o número de likes, partilhas e comentários substitui a análise crítica da obra realizada.
As redes sociais, sendo legítimas e importantes ferramentas de comunicação institucional, transformaram-se assim, para muitos, em autênticos diários de exibição pessoal. Poucos são aqueles que resistem à tentação do auto-elogio permanente, da apropriação, tantas vezes de sucessos alheios e do silenciamento conveniente dos fracassos e problemas que realmente exigiriam resposta.
Num mundo cada vez mais superficial, onde a imagem vale mais do que a consistência, a política local não escapou à epidemia do marketing de si próprio. O problema não está em comunicar o que se faz — o problema está em transformar a comunicação num fim em si mesmo, desvirtuando o verdadeiro sentido do serviço público e da valorização da cidadania desinteressada.
Governar não é tirar fotografias. Servir não é acumular presenças protocolares. Liderar não é coleccionar likes.
É tempo de regressar ao essencial: fazer primeiro, mostrar depois — e só quando houver, de facto, algo de relevante para mostrar. E se merecido for o nosso trabalho, ou deles, alguém o há-de valorizar e reconhecer, mesmo que sem aparatos ou lambe-botismo.
Artigos Populares
-
Não sou muito, ou até mesmo nada, de realitys shows na televisão. Mas de quando em vez vejo com agrado o documentário observacional que pass...
-
Clicar no mapa para aceder a grande formato O Uíma é um dos principais rios do concelho de Santa Maria da Feira. Nasce na encosta nascent...
-
O "Marco dos Quatro Concelhos" é um sítio amplamente referido e conhecido como correspondendo ao local de junção dos limites dos t...
-
José Saramago, 1922-2010, escreveu que “ dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos " Na realidade todos nó...
-
Tendo recentemente actualizado o cabeçalho deste espaço, em que à esquerda aparece um simpático "Fradinho das Caldas" com o seu p...
-
A regueifa doce, pelas suas características, pode dizer-se que nem será um pão nem um bolo, pelo que de certa forma é um pouco dos dois. S...
-
Andava eu a encharcar abundantemente as raízes de tudo quanto era árvore de citrinos cá no quintal, e são apenas oito, para depois lhes ap...
-
Mamede, nasceu na cidade de Cesareia, na Capadócia, hoje chamada Kaisarieth e sob domínio da Turquia. Viveu nos fins do Sec. III, sendo ...
-
Quem não conheceu o Dino Meira? Não é uma pergunta de retórica. Na realidade o Dino, de Armandino Marques Meira, nascido em Espinho em 11 de...
-
clicar na imagem para aceder em grande formato Já aqui tivemos a oportunidade de falar sobre o Rio Inha. Voltamos ao assunto, para publica...

































































