31/10/2017

Nota de falecimento



Faleceu Joaquim Pereira de Almeida, com 68 anos. Vivia no lugar do Viso, nesta freguesia de Guisande. 
O velório terá lugar na Capela Mortuária de Guisande, na quinta-feira, dia 2 de Novembro de 2017, a partir das 10:00 horas. O funeral terá lugar no mesmo dia pelas 15:30 horas e será formado na Capela Mortuária rumo à Igreja Matriz de Guisande, indo no final a sepultar no cemitério local em jazigo de família.
Missa de 7º Dia na segunda-feira, dia 06-11-2017, às 18:00 horas
Paz à sua alma! Sentido sentimentos aos familiares!

Rir e brincar com os outros


Por estes dias, a caminho do trabalho, vinha a ouvir o humorista Nilton numa das suas habituais tiradas, fazendo disfarçadamente um telefonema para uma determinada pensão em Lisboa, mostrando a esta o interesse em que ali ficasse alojada uma estrela musical, no caso Madona, e a sua equipa, supostamente para de forma discreta fugir aos jornalistas e "paparazzi" portugueses enquanto trataria de um assunto de compra de uma quinta.
É claro que com o habitual registo de Nilton somado à aparente surpresa e inocência do dono da Pensão, foram alguns minutos de pura risota.

Mas, apesar disso, questiono até que ponto há alguma legitimidade moral e até jurídica para em nome do humor se brincar com as pessoas para que milhares se riam da situação e à sua custa? Mesmo que à posterior se peça ou não desculpa e se justifique a brincadeira.

Infelizmente, porque nos rimos e achamos piada, afinal foi sempre fácil brincar e rir com os males ou insuficiências alheias, também somos culpados e responsáveis. Pode-se concluir que não será por aí que virá o mal ao mundo e que devemos todos ter sentido de humor e boa disposição porque fazem bem à saúde, mas há sempre o outro lado e é sempre desagradável sermos usados por alguns espertalhões que vão levando as suas vidinhas a brincar e mesmo a gozar com os outros. O Nilton é apenas um e até há quem por essa aldeia global vá vivendo exclusivamente de pregar partidas aos outros, muitas delas de mau gosto e até perigosas, como se pode ir vendo pelo Youtube, já que as receitas dessa gente (ditos youtubers) dependem precisamente do êxito e visualizações que alcançam nas redes sociais. 

De algum modo seria bom que as autoridades estivessem atentas a estas situações, sobretudo as mais abusivas e de mau gosto e que fossem penalizadas em conformidade.

Nota de falecimento


Faleceu Ramiro Rodrigues Soares, com quase 80 anos. Vivia no lugar de Fornos, nesta freguesia de Guisande. O velório terá lugar na Capela Mortuária de Guisande, nesta Terça-feira, dia 31 de Outubro de 2017, com chegada do corpo às 15:00 horas. O funeral será formado na Capela Mortuária rumo à Igreja Matriz de Guisande na Quarta-feira, dia 01 de Novembro de 2017, pelas 14:30 horas, indo no final a sepultar no cemitério local.
Paz à sua alma! Sentido sentimentos aos familiares!

27/10/2017

Mapa de Guisande - 271020171


Recados...



As recentes eleições autárquicas no nosso concelho, para além da normal normalidade, foram contudo marcadas pelos protestos na freguesia do Vale, que não se traduzindo num boicote total como certamente pretenderiam os mentores, saldou-se, todavia, por uma expressiva abstenção. Por conseguinte, o recado foi dado e bem dado e a "carta terá chegado a Garcia". Mas creio que mais do reclamar a questão da independência neste contexto de uma união de freguesias com Vila Maior e Canedo, pretenderam mostrar os valenses a insatisfação por um quase absoluto desprezo no que se refere à realização de obras, melhoramentos e manutenção de aspectos básicos como as limpezas de ruas e tapamento de buracos.

De facto, quem conhece o Vale e por lá passa com regularidade e percorre as suas ruas e lugares, percebe facilmente que durante o mandato que passou num contexto de união de freguesias, efectivamente foi uma terra abandonada, até mesmo desprezada. Atrevo-me mesmo a dizer que comparativamente a Guisande foi ainda mais notória a falta de intervenções já que por parte de Guisande, para mal dos seus pecados, pairou sempre no mandato o ónus da pesada dívida que transmitiu à União, o que, tanto quanto se saiba, não aconteceu com o Vale.

Por sua vez, para além deste recado do Vale, o recado deixado por Guisande não deixa de ser significativo e temos assim a particularidade de uma União de Freguesias em que um partido ganhou com maioria absoluta mas perde, por maioria, numa das freguesias, precisamente naquela que terá sido porventura a mais penalizada com a escassez de meios financeiros com que se debateu a Junta ao longo do curto mandato.
É claro que alguns dos responsáveis partidários assobiam para o ar e passado o relativo interesse que demonstram pelas pessoas e pelas freguesias em período de pré-campanha, obtidos os resultados voltam a ignorar as mesmas pessoas e as mesmas freguesias, o que de resto não surpreende já que para alguns o interesse que aparentam mostrar pelas mesmas é só na justa medida de verem as suas necessidades de cargos garantidas. 

Em resumo, o problema do Vale é o problema de Guisande, ou seja, de freguesias consideradas pequenas integradas em uniões de freguesias desequilibradas e mal amanhadas e que muito longe de resolverem problemas, incluindo a questão dos enclaves de Parada e Arilhe, vieram ampliar as dificuldades numa lógica de submissão às freguesias cabeças-de-cartaz (Canedo e Lobão).

Oxalá, pois, que o actual Governo tenha a coragem para desfazer ou pelo menos criar condições de alteração e ajustar diferenças e desequilíbrios em muitas das uniões de freguesias produzidas a martelo pelo anterior Governo PSD, gizadas por um mau político e que em rigor resultou numa reforma administrativa contra a vontade das pessoas  e das suas freguesias, tudo isso num pressuposto falacioso de poupança e optimização de recursos, o que ainda está por provar.

Até lá, iniciados agora os novos mandatos, vamos ver se os recados do Vale e Guisande terão algum efeito prático ou se, pelo contrário, irá sobrar algum revanchismo ou mau perder, o que, convenhamos, seria um muito mau princípio. Vamos, pois, acreditar que a normalidade na consideração, respeito e proximidade entre eleitos e eleitores seja a norma. Pessoalmente acredito que sim, mas, como diz o outro, "vou andar por aí".

(foto: fonte: Jornal N)

26/10/2017

Mapa de Guisande - 26102017

mapa_guisande_26102017_1

Iniciei este mapa usando a ferramenta Inkscape. Ainda está numa fase inicial pelo que para o que pretendo falta ainda muito tempo a despender na edição. Em todo o caso podem ir vendo.
(clicar na imagem para ampliar)

24/10/2017

24 de Outubro de 1954–Inundação na ribeira da Mota

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Hoje, dia 24 de Outubro de 2017 tivemos um dia quase de Verão, com céu azul e temperatura bem alta. Mas se recuarmos no tempo, mais precisamente 63 anos, por isso a 24 de Outubro de 1954, abateu-se sobre a nossa freguesia de Guisande e freguesias vizinhas, sobretudo do lado sul e poente, como Pigeiros, Caldas de S. Jorge, Fiães e Lobão, uma chuva forte e persistente, designada de tromba-de-água, que em poucas horas, naquele Domingo de manhã, galgou as margens da ribeira da Mota, arrastando dos campos, com a sua impetuosidade, toda a vegetação e medas de palha ou de canas de milho. 

Em resultado, com a pressão da água e dos detritos dos campos e margens arrastados, a ponte da Lavandeira, entre os lugares do Reguengo e Viso, acabou por ceder, desmoronando-se, sendo, pouco depois, edificada a ainda actual ponte. Provisoriamente, como se vê na foto acima, foi realizado um estrado em vigas e tábuas de madeira para assegurar a passagem de carros e pessoas. 

Ainda hoje, as pessoas mais idosas recordam-se desse Domingo chuvoso e daquela que foi certamente a maior cheia da ribeira da Mota de que há memória, o que de resto também sucedeu no rio Uíma

. Mesmo a cheia de 2001 terá sido apenas uma humilde amostra quando comparada com a de há 63 anos.

Neste foto acima vê-se o paredão norte totalmente demolido. Curiosamente percebe-se que o caudal da ribeira era quase diminuto, pelo que se deduz que estivesse a ser desviado pelos regos das levadas a montante, de modo a permitir a intervenção provisória na ponte. Também pode sugerir que essa cheia teve de facto características muito concentradas pelo que logo que passou a tromba-de-água, o caudal voltou ao seu normal.

19/10/2017

De Cimo de Vila aos Clérigos

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Porto – Clérigos, a partir de um terraço na Rua de Cimo de Vila, por detrás da Estação de S. Bento

17/10/2017

Terminado



Ontem, segunda-feira, 16 de Outubro, terminou para mim a responsabilidade de atendimento semanal prestada no polo de Guisande da Junta da União de Freguesias. A partir da próxima semana esse serviço será já da responsabilidade dos eleitos no último e recente acto eleitoral, cuja tomada de posse está agendada para esta sexta-feira, 20 de Outubro pelas 21:00 horas na sede em Lobão. Por conseguinte, a partir desse acto de posse, termina o meu mandato e com ele as responsabilidades ou funções inerentes.

Durante o mandato de três anos, em Guisande o atendimento decorreu todas as semanas, às segundas-feiras entre as 18:30 e 19:30 horas, sendo que com frequência entre as 18:15 e 20:00 horas e mesmo em diferentes dias e horas quando alguém tinha uma situação mais urgente ou inadiável. A todos atendi, mesmo interrompendo afazeres pessoais ou refeições. Em três anos foram por isso mais de 150 horas dispensadas gratuitamente a este serviço que fiz com sentido de voluntariado a favor da população. Atendi pessoas, ouvi pedidos, queixas e reparos, que sempre considerei e transmiti ao presidente. Declarações, atestados, provas de vida, registo e licenças de canídeos, situações referentes ao cemitério, como compra e transferência de sepulturas, reporte de avarias na iluminação pública, entre outras, foram as principais necessidades atendidas ao longo destes últimos três anos. 

Esta é uma observação e informação apenas a título de curiosidade e em jeito de balanço, já que obviamente é um serviço cujo reconhecimento passa ao lado da população por o achar de obrigação (em certa medida verdade) ou muito bem pago (totalmente mentira). 

Em todo o caso, e porque na campanha eleitoral recente alguns partidos concorrentes esgrimiram em forma de promessa a necessidade do alargamento deste atendimento de proximidade, creio que, pelo que pude constatar ao longo do mandato, esta ainda não é justificável já que basta ter em conta que em muitas das horas de atendimento semanal, não apareceu ninguém e porventura a média no mandato terá sido de duas ou eventualmente três pessoas. Por outro lado, tendo em conta que a maior parte dos assuntos tratáveis está centralizada num sistema informático acessível de qualquer polo, ou na sede todos os dias na parte da manhã, não há, pois, uma necessidade extrema para que cada assunto seja tratado exclusivamente na própria freguesia. 
Mas sim, doravante continua a ser importante que se mantenha o atendimento semanal em cada uma das freguesias até por uma questão de respeito à identidade e proximidade, bem como pelo conhecimento mais directo e profundo de cada uma das pessoas, certamente desconhecidas nas demais freguesias se ali se dirigissem, obrigadas por isso a mais perguntas e respostas. Todavia, quanto ao eventual alargamento do atendimento, mesmo não sendo de extrema necessidade, desde que haja vontade e disponibilidade de pessoal, não pecará por excesso.

Apesar das muitas dificuldades e incapacidades em dar respostas e soluções às necessidades das pessoas e da freguesia, desde logo pela irrelevância do meu cargo (vogal) e da inerente falta de poder e competências, está assim terminado um ciclo de cidadania e voluntariado. Mesmo que em juízo próprio, apesar de pessoal e objectivamente desiludido com o rumo do mandato, estou consciente de ao longo do mesmo ter feito o melhor que podia e sabia, porventura imensuravelmente mais do que era suposto fazer-se a troco de 42,00 euros mensais (*) que recebia da Junta, de resto esta verba apenas para pagamento da participação nas reuniões de Junta.
A questão do dinheiro e do vencimento sempre me foi irrelevante, mas refiro-a apenas para informação aos desinformados e porque é um pouco aborrecido quando a este respeito ficamos injustamente com a fama mas sem o proveito.

(*) A este valor mensal somava o valor da senha de presença (21,37 euros) pela participação na Assembleia de Freguesia - quatro sessões ordinárias por ano)

15/10/2017

Outubro vermelho

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Num dia de Outubro anormalmente quente, com baixa humidade e ventos com rajadas fortes e inconstantes, ficou traçado o clima ideal para um Domingo em que Portugal voltou a estar fustigado com incêndios, um pouco por todo o lado, mesmo nos concelhos vizinhos de Vale de Cambra e Arouca.

Mesmo a freguesia de Guisande não escapou a esta fúria, quase sempre com origem em mão criminosa, e os recentes focos de incêndios ocorridos na zona dos Quatro-Caminhos e a poente da Gândara foram novamente reactivados  e empurrados por um vento de sul  depressa se estenderam à zona norte e nascente do lugar, expandindo-se mesmo pelos lugares da Arosa e Teixugueira em Lobão, colocando habitações em risco, valendo a valentia dos bombeiros que, por aqui, centraram os seus esforços a proteger as habitações à face da Rua Nossa Senhora de Fátima e Rua de Trás-os-Lagos e mesmo na Rua da Zona Industrial, incluindo as instalações da empresa Utilbébé, que correu riscos devido à mata densa na zona frontal poente e lateral norte e a uma pilha de resíduos florestais que negligentemente ali tem estado há semanas, constituindo uma autêntica bomba conbustível.

Esperemos agora que a previsão de chuva já para esta madrugada e para os próximos dias se concretize e  o  clima que tem sido adverso ajude agora a apagar definitivamente muitos desses focos de incêndio.

12/10/2017

Um novo ciclo ou a sua continuação?

Conforme divulgação do edital abaixo, sabemos que terá lugar no próximo dia 20 de Outubro, pelas 21:00 horas, na sede da Junta da União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande, em Lobão, a instalação/tomada de posse dos dois órgãos de poder local, a Junta, órgão executivo, e a Assembleia de Freguesia, órgão deliberativo.
De acordo com os resultados decorrentes das eleições do passado dia 1 de Outubro, a Junta da União de Freguesias ficará composta por cinco elementos do PSD - Partido Social Democrata e a Assembleia de Freguesia por sete elementos da mesma força partidária e por seis elementos do PS - Partido Socialista. 

Por conseguinte, comparativamente ao mandato que agora termina, o PS ganhou mais um elemento na Assembleia, passando por isso de cinco para seis e por sua vez o CDS deixa de ter representação, o que se lamenta porque enfraquece a Assembleia, já que Fernando Almeida, o anterior eleito pelo partido centrista sempre teve uma postura de conhecimento e intervenção atenta e responsável e era uma mais valia no debate. É, pois, a vontade do povo a funcionar, mas da qual seguramente resulta um empobrecimento da pluralidade. O CDS tem, pois, que analisar e penalizar-se pelas opções tomadas para estas eleições. 

Em suma, apesar de uma vitória sofrida, com cartões amarelos em Lobão e Louredo e um cartão vermelho em Guisande, valeu ao PSD a vitória de um homem sobre o partido, Manuel Oliveira Leite em Gião, o vencedor da noite, que assim renovou de forma surpreendente a maioria absoluta e prepara-se agora para governar um mandato completo e com as contas em dia e a casa quase arrumada. Será por isso um mandato sem desculpas e para compensar o que ficou por fazer.

Quanto ao PS, há alguma dúvida se alguns dos membros agora eleitos irão ou não assumir os respectivos lugares na Assembleia de Freguesia, o que de resto já aconteceu no mandato que agora está a terminar, nomeadamente com a desistência, logo no início, daquela que era a representante de Louredo, um autêntico erro de casting do PS. A sua substituição foi também desastrosa para a imagem do partido e mesmo as sucessivas faltas de alguns elementos, sobretudo na segunda metade do mandato, não ajudaram em nada a uma credibilização que era importante para a futura luta eleitoral (agora terminada).

No meio destas vicissitudes da oposição,  uma palavra de apreço para David Neves que no meu entendimento, sempre cumpriu de forma elevada as suas responsabilidades como líder da oposição, com intervenções assertivas, num contexto difícil porque contra uma maioria que, como todas as maiorias, pouco sensíveis ao aprofundamento, debate e acolhimento de propostas ou críticas da oposição. Este é um mal de que padecem todas as maiorias do nosso sistema democrático uma vez que, regra geral, vão-se alternando os partidos e as figuras mas mantêm-se os vícios e os defeitos inerentes. Não tenho dívidas em reconhecer que David Neves, caso o povo o escolhesse, seria um presidente de proximidade e interessado pelas diferentes freguesias e pelo respeito das suas características específicas. Mas em democracia e em eleições governa quem a maioria do povo escolher e por isso há que dar crédito e confiar em quem foi escolhido.

Seja como for, adivinha-se um mandato de oposição muito difícil para o PS pois se de algum modo teve um bom resultado e ganhou mais um elemento, a verdade é que aquela que se apregoava como uma insatisfação geral da população, não se traduziu na prática numa vitória, sendo que esta evitada  apenas devido à especificidade própria do resultado em Gião.

Agora sendo certo que a partir do dia 20 de Outubro começará um outro ciclo, fica a dúvida se novo ou de continuação. O futuro responderá, havendo, no entanto, condições para que seja um novo ciclo porque, como tenho opinado, o difícil será não fazer melhor.

11/10/2017

Ilustração - Paisagem 1110201711


Nota de Falecimento


Faleceu António Henriques Baptista, de 75 anos, natural de Lobão e residente há vários anos no lugar das Quintães nesta freguesia de Guisande.
As cerimónias fúnebres terão lugar na freguesia de Lobão, com velório na capela mortuária a partir de hoje pelas 19:30 horas e funeral amanhã, quinta-feira, 12 de Outubro, pelas 16:00 horas, com missa de corpo-presente, indo a sepultar no final no cemitério local em jazigo de família.
Sentidos sentimentos a todos os familiares, de modo particular à esposa e filhos. Paz à sua alma!


Junta e Assembleia de Freguesia - Instalação

08/10/2017

Nem sempre o que parece é

Parece que foi ontem, mas passam já oito dias sobre o último Domingo eleitoral. Em todo o país foram milhares de elementos, homens e mulheres, que nas diferentes secções e mesas de voto asseguraram o serviço e respectivo funcionamento. Sem dúvida uma papel importante, louvável até, mas não voluntário, mas sim pago. É certo que já foi bem melhor pago mas por ora ainda rende uma notinha de 50 euros e 55 cêntimos e ainda o direito de folgar no dia seguinte no trabalho sem perda de direitos. Nada mau.

Nunca o faria apenas por dinheiro, é certo, mas no entanto, como representante da Junta e para assegurar a abertura e fecho dos locais de voto aqui em Guisande, bem como assegurar o serviço de apoio aos eleitores, certo é que, ao contrário dos elementos das mesas de voto que foram mais cedo para casa, com excepção dos presidentes de mesa, estive entre as 07:00 horas da manhã até quase às 22:00 horas, altura em que, tardiamente, passou o piquete da GNR para efectuar o levantamento dos votos e entregar os mesmos na Câmara Municipal. Fechei e saí da Junta já passava das 22:00 horas.

Pelo meio, um escasso tempo para um almoço apressado. Em suma, um bonito Domingo, a pedir festa ou passeio e preso ali entre as quatro paredes de um gabinete. Apesar disso, e porventura poucos o sabem, sem ganhar um cêntimo sequer por esse serviço de 15 horas. Pelo contrário, e com todo o gosto, tal como nos dois últimos actos eleitorais (legislativas e presidenciais) saiu do meu bolso o custo com a despesa do tradicional lanche para os elementos das mesas de votos e delegados dos diferentes partidos, incluindo uns franguinhos de churrasco assados na melhor churrasqueira do mundo e arredores, a Churrascaria da Serra, em  Estôse.
As coisas são como são, nem mais nem menos, mas fica aqui esta nota, não como lamento, mas para que pelo menos não se pense, erradamente, que recebem todos pela medida grande. O seu a seu dono.

05/10/2017

Festa do Viso 2017 - Fecho

Os resultados da nossa Comissão foi a seguinte: Saldo positivo de 51,51€.

A Comissão de Festas arranjou patrocinadores para financiar uma pequena intervenção  na Capela do Viso: Intervenção na Sacristia – Lugar onde trabalha a equipa da Comissão.
- Uma secretária em madeira
- Quatro cadeiras em madeira
- Fazer uma puxada eléctrica com tomadas junto da porta para facilitar a ligação de um computador e/ ou Frigorífico.

Assim que se colocar o material será apresentado o valor do mesmo o que corresponde ao valor doado pelos Patrocinadores.
A Comissão de Festas agradece a colaboração de toda a comunidade e empresas, mesmo com menos um elemento conseguimos atingir os objectivos planificados.

Esperamos que a próxima Comissão tenha melhores resultados e que todas as pessoas possam contribuir para manter a tradição cultural e religiosa na nossa freguesia.
Todos os habitantes da freguesia devem ficar honrados por serem nomeados, fazer voluntariado não é vergonhoso nem desprestigia nenhuma classe social.

A próxima Comissão de 2018:
Juiz: Ilídio Gomes Pereira – Lugar de Fornos
Tesoureiro: Domingos Daniel Conceição Lopes – Lugar da Lama
Secretário: Fábio António Cadete – Lugar de Fornos
Vogal: António Francisco Silva – lugar da Gandra

Muito Obrigado….!

Juiz : Domingos Alexandre Alves Magalhães 
Tesoureiro: João Paulo Ferreira Dos Santos 
Secretário: Pedro Filipe da Silva Peixoto

(Fonte: Facebook da Comissão de Festas 2017)

Festeiras:
Inês Margarida Gonçalves Bastos - Igreja
Diana Isabel de Almeida Baptista - Reguengo

Nevoeiro

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04/10/2017

Gente boa, competente e capaz

Terminado que está o mandato 2014/2017 para a Junta da União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande, faltando apenas o formalismo legal da tomada de posse dos órgãos executivo e deliberativo decorrentes dos resultados eleitorais do passado Domingo, dia 1 de Outubro, que deverá, em princípio, acontecer lá para o dia 20 deste mês, é o tempo de algumas reflexões pessoais sobre o mandato que agora termina.
Por ora, começo por me referir aos meus três colegas de Junta que, como eu, por motivos similares ou diferentes, pessoais ou políticos, entenderam não se recandidatar a um novo mandato, nem mesmo em posição de poder fazer parte da Assembleia de Freguesia.  De todos fico com uma excelente impressão, como pessoas muito capazes, competentes e sobretudo conhecedoras e forte e afectivamente ligadas às suas freguesias.

A Marta Costa, a secretária, pessoa competente, simpática, de trato fácil e muito conhecedora da sua freguesia de Louredo, na qual de resto está envolvida em vários movimentos ou grupos. Não desconsiderando quem vai ficar a representar Louredo, que não conheço de todo, não tenho dúvidas que a freguesia de Louredo fica a perder com a mudança.

O Márcio Moura, o tesoureiro, bem mais calmo e de menos palavras, mas muito assertivo, mostrou ser competente na sua área de engenharia civil, tal como a Marta, no que foi uma mais valia desta Junta, quiçá pouco aproveitados devido à escassez de obras. Obviamente que também mostrou ser um bom conhecedor da sua freguesia de Gião.

O Pedro Serralva, apesar de ter em Lobão um papel secundário e menos importante ou menos exigente que qualquer um dos colegas nas demais freguesias, mostrou ser uma pessoa conhecedora da sua freguesia e da população e sempre muito interessada e com uma ligação forte ao partido, porventura o mais político de todos os elementos da Junta. A meu ver foi pouco aproveitado pois seria útil em muitas funções e tarefas.

Pessoalmente foi uma das melhores experiências na Junta o ter conhecido estes colegas e com eles partilhado as dificuldades do mandato, nomeadamente as decorrentes da mudança e a de se ter que lidar directa e pessoalmente com as populações, quase sempre num clima de descontentamento.

Foram ainda colegas solidários, pois tanto a Marta como o Márcio, secretária e tesoureiro, partilharam do seu próprio bolso ou carteira, os já por si baixos rendimentos que tinham ao serviço da Junta, com os colegas vogais, eu próprio e o Pedro. Com esta partilha pelo menos foi possível minimizar os custos pessoais com combustível e transporte, já que o resto foi serviço totalmente voluntário.
Como não é segredo, ontem tivemos a possibilidade de realizar um jantar de amigos e colegas onde houve lugar a alguma reflexão, não tanto sobre o passado, porque já é lá atrás, mas sobretudo sobre o presente e o futuro. Espero que haja oportunidade para mais encontros destes de tertúlia, amizade e reflexão sobre as nossas terras e a nossa União..

Certamente que fizemos parte de um mandato imerso em dificuldades, seguramente compreendidas por poucos, mas pela parte que me toca e pelos referidos colegas, não foi pela nossa vontade, querer e dedicação que as coisas não correrem de forma mais positiva. As coisas são como são e nem sempre querer é poder, até porque este, numa Junta de uma qualquer freguesia, sabe-se que legalmente pertence ao presidente.

Obrigado, pois, à Marta Costa ao Márcio Moura e ao Pedro Serralva. Certamente que, até pela proximidade e porque somos todos parte desta União, vamos-nos vendo por aí e, quem sabe, em futuros contextos e futuras campanhas, de um lado ou outro. 

Verdes e maduros

Ainda em análise aos resultados eleitorais de Domingo passado, em concreto para a Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande, há um caso paradigmático sobre o qual importará tecer algumas considerações. Trata-se da lista concorrente composta pelos partidos PCP e PEV (Partido Comunista Português e Partido Ecologista "Os Verdes"), conhecida por CDU, Coligação Democrática Unitária.

Pela parte que me toca, que gosto de recolher e guardar em arquivo material de propaganda dos diferentes partidos ou coligações, não vi e por isso não li um único panfleto, por mais simples que fosse. Na caixa-de-correio, uma habitual amiga de quem faz campanha, nada lá caiu da parte do PCP-PEV. Soube com antecedência que a cabeça-de-lista seria uma mulher mas nunca lhe descobri o nome, de onde era ou o que fazia. Também não ouvi as suas propostas e projectos para a União de Freguesias, porque no debate ocorrido na antena da Rádio Clube da Feira não apareceu, não dando qualquer justificação. Mesmo quanto aos nomes, gostaria de ter sabido quem da freguesia de Guisande integrava a lista mas apenas soube por consulta da lista no próprio dia de eleições.

Penso que esta forma de concorrer por concorrer será algo a roçar o desrespeitoso para com o eleitorado. Mesmo que se saiba que normalmente por aqui a sua expressão eleitoral é quase nula (18 votos em Guisande e 125 na União), seria lógico e de bom senso que alguma campanha se fizesse, nomeadamente para dar a conhecer as pessoas que integravam a lista. Era o mínimo exigível.
Assim, esta situação não dignifica quem participa na lista nem quem, de algum modo, tem responsabilidades na sua elaboração. 

Quando assim é...

03/10/2017

FFF - Fundo de Financiamento de Freguesias

Há quem considere que uma qualquer Junta de Freguesia recebe do Estado uma enorme receita a ponto de com facilidade se poder reclamar obras, limpezas regulares e muito mais regalias. Logicamente que esta situação também se passa relativamente à nossa União de Freguesias. Mas na realidade tal receita está longe de por si só poder acudir a tantas reclamações e necessidades. É certo que há as remessas ordinárias da Câmara Municipal, normalmente relacionadas à manutenção e conservação das escolas e à limpeza de arruamentos e espaços públicos, sendo que estas quase nunca cobrem as efetivas despesas com pessoal e manutenção. Há pois uma permanente abordagem ao executivo camarário no sentido de se mostrar sensível a conceder um ou outro subsídio extraordinário e apoio a uma ou outra obra mais significativa.

No quadro abaixo pode constatar-se o valor recebido/a receber pela nossa Junta da União de Freguesias referente a 2017, num total de 182 mil e 694 euros incluindo já a majoração no valor de 23 mil e 830 euros. Esta majoração, excepcional para as uniões das freguesias decorrentes da Reforma Administrativa de 2013, todavia, já não ocorrerá no próximo mandato.

Como curiosidade, refira-se quem em 2013 a Junta de Freguesia de Guisande recebeu de FFF a quantia de 28 mil e 356 euros. Ainda como curiosidade, mesmo que se considerasse esta verba como fixa e que na actual União correspondesse à sua quota parte, a mesma a multiplicar por quatro anos equivaleria a 113 mil 424 euros, o que significa que não chegaria para cobrir o montante pago pela actual Junta da dívida transmitida por Guisande, ou seja, ainda seria necessário utilizar uma parte substancial das verbas ordinárias atribuídas pela Câmara Municipal. Agora a questão e a reflexão? Feitas as contas desta forma, o que sobraria então para obras e limpezas regulares?

Em matemática 2+2 são 4 mas 4-3 é 1. Quer isto dizer, e daqui uma nova reflexão,  que as Juntas de um modo geral não são presididas ou geridas por quem tenha o dom divino de replicar o milagre da multiplicação. Uma Junta que não tenha receitas significativas próprias como venda de património, estará sempre condicionada às verbas do Estado e da Câmara. O resto sim, resulta de competência e dinamismo para se procurar a melhor gestão dentro das limitações. Esta é a diferença que por vezes distingue os bons e os maus presidentes.

02/10/2017

Autárquicas 2017–Resultados para a Assembleia de Freguesia da nossa União - Leituras


Fechados que estão os resultados eleitorais para a Assembleia de Freguesia da União de Freguesia de Lobão, Gião, Louredo e Guisande, já é possível fazer algumas leituras, embora estas em política possam seguir por caminhos diferentes. Há, porém, situações tão objectivas e evidentes que é impossível ignorá-las.

Olhando, pois, para os resultados, pode-se chegar a algumas e às seguintes leituras:
- O grande vencedor da noite foi Manuel de Oliveira Leite, o homem-forte de Gião. Aqui sem dúvida que a figura e o carisma sobrepôs-se ao partido.
- Os resultados equilibrados em Lobão, com o PSD a ter uma vantagem de apenas 31 votos, retiram a Lobão o argumento de que por si só decide o resultado eleitoral. Não foi assim e poderá não ser assim no futuro.

- A José Henriques, deve-se reconhecer a coragem de ter enfrentado uma eleição que de antemão se sabia ser muito difícil e num contexto de descontentamento geral, que de resto se reflectiu nos resultados. Em todo o caso, como presidente e único responsável directo pelo modelo seguido, ainda que fortemente condicionado pelos factores de compromissos financeiros, mudança administrativa e mandato encurtado, teria que ser ele próprio a enfrentar esses predicados, até porque, de uma concelhia algo autista, nem sequer se equacionou outra alternativa de liderança. Assim sendo, não teve como não ser assim. É certo que nesta luta esteve muito bem escudado por Manuel Oliveira Leite, comprovado nos resultados, mas é justo que se lhe reconheça essa coragem.

- David Neves, cabeça-de-lista do PS, deve sentir-se orgulhoso porque fez um excelente resultado, mesmo em Lobão, sendo apenas apanhado pelo tornado "Leite". Porventura fez uma campanha pouco incisiva, demasiado soft e sobretudo com um grande erro de casting ao começar a campanha apenas 15 dias antes das eleições deixando o eleitorado numa dúvida e envolto num nevoeiro de tabú que demorou mais de um mês a dissipar. Se a lista entrou no tribunal no início de Agosto, não fez nenhum sentido estar a ocultar-se a mesma durante quase mês e meio. A meu ver esta passividade fez muita diferença, sobretudo na campanha digital ao nível das redes sociais.

- Em Guisande, mesmo com o PS a apresentar como representante uma ilustre desconhecida, sem qualquer intervenção ou dinâmica na comunidade local, beneficiou do efeito do carisma positivo de Celestino Sacramento, que se envolveu até de uma forma mesmo pessoal, quase intimista, bem como obviamente lucrou o PS com uma vontade por parte de uma maioria do eleitorado em penalizar um recandidato cabeça-de-lista do PSD que considerou ter estado longe de uma actuação de proximidade para além  do ónus da escassez de obras e alguma incapacidade de resolver assuntos básicos como as limpezas das ruas e espaços ajardinados. Pode-se, pois, concluir sem sofismas que em Guisande ganhou o Celestino Sacramento.

- A maioria absoluta do PSD deve-se também ao CDS que deixou Fernando Almeida de lado e que assim descapitalizou o eleitorado certinho que tinha em Gião a favor do homem-forte. Em circunstâncias normais o CDS teria eleito um elemento que teria sido importante para impedir uma maioria absoluta.

- Quanto a Guisande, apesar de uma diferença de 101 votos entre a vitória do PS e da derrota do PSD, comparativamente às últimas eleições intercalares de 2014 o PS apenas ganhou mais 59 votos e porque o PSD teve menos 112 votos do que em 2014, a diferença residiu obviamente na sua dispersão por votos brancos (este ano com mais 26), nulos (este ano com mais 9) e mesmo na redução de número de votantes (este ano com menos 26). Ou seja, é legítimo concluir que poucos votos passaram directamente do PSD para o PS, o que de resto é comum ao país.

- Puxando um pouco a brasa à sardinha, em Louredo, mesmo vencendo o PSD, a saída de Marta Costa, muito competente, conhecedora e apaixonada pela sua freguesia, teve os seus custos e o partido perdeu 135 votos, o que é significativo. Do mesmo modo, independentemente das leituras que cada um poderá fazer, também em Guisande a saída de Américo Almeida resultou numa perda para o PSD de 112 votos comparativamente a 2014. Creio que são legítimas estas leituras.

- Assim sendo, e ainda com outras leituras e estatísticas por fazer, vamos pois continuar a ter uma Junta e Assembleia de Freguesia dominadas pelo PSD. Se na Assembleia vão continuar algumas das figuras do anterior mandato, já no executivo a mudança é de 80%. A ver vamos como se compatibilizam os perfis e carismas de José Henriques e Manuel Leite, que esperamos que seja uma compatibilidade profícua em favor da União e de cada uma das quatro células.

- Quanto a Guisande, continuo a lamentar que a sua representante não ocupe um lugar de tesoureira ou secretária na Junta, como era justo que fosse, tendo em conta uma rotatividade de cargos. Uma desconsideração da concelhia, sem dúvida e que de algum modo também se reflectiu no resultado em Guisande em que o PSD foi fortemente penalizado. Infelizmente quem manda nestas coisas quase sempre de forma teimosa e contra a maré, não quer ler nem compreender ou corrigir os sinais.

Do mal o menos, nesta desconsideração centralista para com Guisande, pelo menos, em princípio, teremos o Dr. Rui Giro como presidente da Assembleia de Freguesia, cargo que certamente desempenhará com qualidade.

Finalmente, espero e desejo que o resultado penalizador de Guisande não resulte em qualquer  tentação de revanchismo e que, pelo contrário, se aproveite a oportunidade para se demonstrar pela positiva que os guisandenses fizeram mal em não continuar a acreditar no PSD.

01/10/2017

Autárquicas 2017–Resultados para a Assembleia de Freguesia da nossa União

autarquicas_2017_uniao

Quadro de resultados para a Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande. Sujeito a correcções ou actualizações.

Clicar no quadro para ampliar.

PSD vence com maioria na União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande

Sem surpresa o PS vence em Guisande por uma diferença de 102 votos, mas foi insuficiente. O PSD venceu com maioria na União em grande parte pelo facto do CDS não ter resistido à saída de Fernando Almeida e assim não ter  eleito o seu cabeça-de-lista. Manuel Oliveira Leite foi determinante ao vencer em Gião com uma larga vantagem e cobrir os prejuízos nas demais freguesias. Sem segundas leituras, o homem forte de Gião foi o grande vencedor e o pilar desta sofrida vitória do PSD. José Henriques em Lobão foi fortemente penalizado e perdeu 374 votos para o PS e tremeu mas segurou-se por escassos 31 votos, o que era fundamental para a vitória global da União. Apesar do peso eleitoral de Lobão no contexto da União, nesta eleição a vitória do PSD deve-se sobretudo a Gião. Não há como o desmentir.
Parabéns aos vencedores e parabéns aos vencidos por terem dignificado este acto eleitoral. Agora há que trabalhar e reverter um mandato que foi muito difícil e sem grandes feitos, o que apesar de tudo e da perda de votos, a maioria da população da União face aos resultados globais parece ter compreendido as dificuldades e contexto de mudança e redução do mandato e legitimado uma segunda oportunidade.
Parabéns de modo particular à Patrícia Pinho e ao Rui Giro.

Guisande:

Mesa 1:
PS 210; PSD 150; CDS 17; CDU 7

Mesa 2:
PS 123; PSD 81; CDS 19; CDU 11

Total Guisande:
PS 333; PSD 231; CDS 36; CDU 18

O que ser há-de for

Estou a escrevinhar esta reflexão quando faltam pouco mais de 30 minutos para o fecho das mesas de voto. Cá por Guisande, como no resto da União de Freguesias de Guisande, Gião, Louredo e Guisande, não sei qual será o resultado, mas não ficarei surpreendido com qualquer desfecho, seja ele qual for, ganhe quem ganhar, e isto porque em democracia quem escolhe é o povo e bem ou mal estará sempre bem escolhido.
Importa que depois de conhecidos os resultados e em face deles empossados os órgãos da Junta e da Assembleia de Freguesia, façam por governar bem dentro dos escassos recursos e competências. Milagres não há e por isso há-de haver sempre muito por cumprir do caderno de promessas daqui a quatro anos, se lá chegarmos.
Entretanto, a esta hora parece já evidente que aqui em Guisande não será ultrapassado o número de votantes de há três anos aquando das intercalares, então 699. A não ser que os muitos ainda em falta apareçam já nos minutos finais, o que não me parece. A abstenção será, pois, sempre alta, quase de certeza acima dos 52%.
A ver vamos daqui a poucos minutos.

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