30/11/2017

Solidariedade e partilha


Conforme foi previamente publicitado (veja-se cartaz acima), a paróquia de S. Mamede de Guisande envolveu-se e deu corpo a uma iniciativa de angariação e recolha de diversos bens materiais destinados a mitigar as enormes carências e dificuldades de muitas famílias afectadas pelos incêndios, sobretudo os ocorridos em 15 de Outubro, com enfoque nos concelhos de Oliveira do Hospital e Mortágua. 
Postas mãos-à-obra, o que parecia ser de difícil concretização ou de resultado insignificante, certo é que com a dedicação e perseverança de todas as pessoas envolvidas, a campanha acabou por exceder as melhores expectativas e entre os mais diversos artigos angariados, desde têxteis a mobiliário, bens alimentares, louças, ferramentas, alfaias e pasto (palha) para gado, etc, etc, para tudo transportar foi necessário um camião com dois reboques (galeras) e ainda uma carrinha para o pasto, que seguiram completamente abarrotados.

Certamente que face às imensas necessidades das pessoas e famílias atingidas pelo drama de um incêndio que matou e destruiu, terá sido uma gota, mas a verdade é que para os beneficiados fará toda a diferença e não deixa de ser um contributo significativo tendo em conta a realidade e dimensão da nossa freguesia, com pouco comércio e pouca indústria, superando, todavia,  muitas e muitas freguesias com maior capacidade.

Está, pois, de parabéns toda a comunidade de Guisande envolvida, a paróquia, as pessoas e empresas que doaram e o grupo de pessoas que se dedicou na recolha, limpeza, embalagem, carregamento e transporte. Mais importante do que elencar nomes, importa dar mérito ao grupo e ao seu espírito de partilha e bem-fazer  na concretização de uma acção de solidariedade a favor de quem tudo perdeu.
A todos um bem haja!

27/11/2017

Nota de falecimento


Faleceu Eduardo Gonçalves Pinto (Lalo), de 68 anos, natural de Guisande mas desde há alguns anos ausente da freguesia.
Velório na Capela Mortuária de Guisande, amanhã, Terça-Feira, 28 de Novembro, a partir das 13:00 horas e funeral pelas 16:30 horas na igreja matriz de Guisande, indo no final a sepultar em jazigo de família.
Missa de sétimo dia na segunda-feira, 4 de Dezembro, pelas 18:00 horas na igreja matriz de Guisande.
Sentidos sentimentos aos familiares. Paz à sua alma!

25/11/2017

Centro Social - Assembleia Geral de 24 de Novembro de 2017



Teve lugar, ontem, dia 24 de Novembro de 2017, pelas 21:00 horas, uma sessão ordinária da Assembleia Geral da associação Centro Social S. Mamede de Guisande, que decorreu nas suas instalações no lugar do Viso.
Da ordem de trabalhos constava a apreciação e votação do Plano de Actividades e Orçamento para o exercício do ano de 2018. No capítulo de receitas a Direcção do Centro Social, presidida por Joaquim Santos, apresentou uma previsão optimista de 94.013, 09 euros e no capítulo das despesas um valor total de 58.459,18 euros.
Submetidos a aprovação o Plano de Actividades e Orçamento foram aprovados por unanimidade dos presentes.
Na discussão de outros assuntos de interesse da associação, por falecimento do associado António da Conceição Gomes Henriques, presidente do Conselho Fiscal, foi proposta a sua substituição, sendo indicado o nome de Manuel Tavares, que exercia o cargo de 2º secretário deste órgão, que assim assume o cargo de presidente. A proposta foi aprovada por unanimidade.
Ainda a propósito do falecimento de António Henriques, a Direcção propôs um voto de pesar e a celebração de uma missa por sua intenção, que mereceram aprovação por unanimidade.

22/11/2017

Junta da União de Freguesias - Executivo 2017/2021

 


Das eleições de 1 de Outubro de 2017, a lista do Partido Social Democrata encabeçada por José Henriques dos Santos, que assim se recandidatava ao cargo de presidente da Junta, venceu com maioria, elegendo 7 elementos contra os 6 do Partido Socialista. Tal vitória resultou essencialmente do retumbante resultado em Gião mercê da participação na lista do carismático e dinâmico empresário local  Manuel de Oliveira Leite e ainda pela perda de lugar do CDS, que deixou assim de servir de fiel de balança no que em muito contribuiu para a vitória dos "laranjas"..

Por sua vez, em Lobão, a vitória do PSD foi tangencial sobre o PS, com David Neves a sair reforçado na votação face às anteriores eleições mas sem conseguir lograr a vitória. Em Louredo, em perda mas sem surpresa, também venceu o Partido Social Democrata. Já em Guisande, ao contrário das eleições em 2014 com a vitória por maioria do PSD, desta feita venceu o PS onde Celestino Sacramento integrava a lista.

20/11/2017

Quem anda à chuva, molha-se

Claro que percebo, mas creio que numa altura em que a falta de chuva está a tornar-se dramática para todo o país e de modo especial em algumas regiões interiores, com elevados custos para o Estado, para os municípios e população em geral, de modo particular os agricultores, fica mal, mesmo muito mal, ouvir um responsável pela organização do evento "Perlim" em Santa Maria da Feira, mesmo dizendo compreender a importância da chuva, a desejar que nos dias do evento não chova, ou seja, que em vinte e poucos dias entre Dezembro e parte de Janeiro não chova (não vá molhar a criançada e estragar o negócio, isto digo eu).
Mais valia estar calado, porque é lamentável que o diga publicamente aos microfones de uma rádio. Que faça a apologia de gnomos e outras fantasias próprias de criancinhas de quatro anos, vá que não vá, mas que esqueça a realidade do mundo real e o drama da falta de água é que já não nos parece próprio da realidade. 
Mas isto sou eu a pensar, que prefiro mil vezes a água a um qualquer Perlim pim pim solarengo.

14/11/2017

Chover no molhado


À água, como à saúde, de resto como a muitas outras coisas, só lhe damos importância quando dela temos falta. Com um ano de 2017 quase sem chuva e com um outono armado em verão, não surpreende que os especialistas declarem Portugal em estado de seca, seja ela severa ou extrema. 
Uma grande parte do país, como os agricultores e criadores de gado nas zonas interiores e Alentejo, está já a sofrer na pele e na carteira as consequências. A outra parte, quase não a sente porque, como dizia há dias o Ministro do Ambiente, apesar de tudo a água continua a estar acessível nas torneiras dos portugueses.
Não admira, assim, que regressem as velhas campanhas a apelar à poupança da água, esse precioso e insubstituível bem para a sobrevivência de tudo quento tem vida.
Perante esta caristia de água, andamos todos quase a pedir, até mesmo aos santinhos, que a chuva faça favor de cair e se possível em abundância para reforçar nascentes, fontes, poços, furos e encher regatos, albufeiras e rios. 
Mas isto é por agora porque em circunstâncias normais ficamos todos aborrecidos quando chove, porque complica as nossas vidas, porque é chata, perigosa para a condução e para quem trabalha ao ar livre, porque estraga planos de viagens, de férias, de idas à praia, piqueniques, casamentos, etc, etc.
Vamos, pois, esperar que de facto a chuva venha quanto antes, na justa medida se possível, mas quando ela é abundante, mesmo que excessiva, convirá sempre pensar na falta que faz e por isso dar-lhe o valor que merece.

07/11/2017

Livro de apontamentos sobre o Padre Francisco Gomes de Oliveira


É um projecto, ou pelo menos uma intenção antiga, despontada logo nos anos imediatos à sua morte (em 1998), o elaborar um pequeno livro baseado em alguns apontamentos, biográficos e muitos de carácter pessoal, sobre o saudoso ex-pároco de Guisande, o Pe. Francisco Gomes de Oliveira. 

A ideia tem estado parada, embora com muito material já compilado e escrito, e sempre que encontro alguma disponibilidade tenho estado a acrescentar conteúdo, a passar a limpo e a esquematizar a sua estrutura. Digamos que tem estado a ser cozinhado.

Tive intenção inicial que o mesmo se concretizasse pela evocação dos 20 anos de falecimento mas tornou-se impossível. 
Por outro lado, a determinada altura achei por bem reorientar o objectivo do livro. Será um conjunto de apontamentos históricos e sócio-culturais sobre a nossa freguesia e paróquia em que naturalmente o Pe. Francisco terá um espaço significativo.

Seja como for, será sempre um livro de edição de autor, por isso custeado a expensas próprias a não ser que surja algum apoio mais institucional que deva considerar mas que, em princípio não pedirei.

A ver vamos se será possível essa concretização com a brevidade possível.

Por isso, siga em frente a ver no que dá.

06/11/2017

Escolas em Guisande, uma triste realidade


Tem sido uma fatalidade, mas a freguesia de Guisande há já alguns anos que não tem qualquer escola em funcionamento. Vai subsistindo, como amostra, o Jardim de Infância de Fornos. 
No entanto recuando a 1990, por isso há menos de trinta anos, relatava o jornal "O Mês de Guisande" em Outubro desse ano, o seguinte: 

"Foi aberto em finais de Setembro o novo ano escolar. Em Guisande começaram a funcionar 10 salas de aula assim distribuídas: Ensino Pré-Primário: Jardim de Infância do lugar da Igreja, com a professora Maria João, 25 crianças; Jardim de Infância do lugar de Fornos: (sem informação, mas seguramente com pelo menos mais 15 crianças). Ensino Primário: Escola da Igreja, com a professora Maria Lúcia Valente, 20 alunos, com a professora Maria Eugénia Silva, 15 alunos, com a professora Maria Célia Giro, 20 alunos e com a professora Maria Marilda Ferreira, 20 alunos; Escola do Viso: Com o professor Carlos Alberto Letra, 18 alunos e com a professora Maria Teresa, 22 alunos.

Em resumo, 40 alunos na Pré-Escola e 115 na Escola Primária. Quantos seremos hoje, somando os que andam dispersos por escolas de outras freguesias? Não, não façam contas porque será sempre uma triste realidade. Alguma responsabilidade política, certamente, mas sobretudo o contexto de uma nova realidade de centralismo dos equipamentos escolares e a crescente baixa de natalidade.

04/11/2017

Saldo positivo

Porque não é segredo e pelo contrário é um assunto público e do interesse da população, informo que de acordo com o fecho das contas da Junta da União das Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande, transita do mandato 2014/2017 para o actual mandato 2017/2021 um saldo positivo de 106.160,26 euros. Por isso um pouco mais de cem mil euros.
Sendo que neste montante já constam algumas verbas destinadas ao terceiro trimestre deste ano bem como verbas destinadas a obras que não tendo sido concluídas em tempo útil estavam já programadas, mesmo assim é um valor muito substancial. 
Considero que, num sentido geral, sendo de bom tom e boa gestão fazer transitar um saldo positivo para o executivo seguinte, independentemente da força partidária vencedora, acho, contudo que o saldo agora transitado é manifestamente exagerado sobretudo quando tenho a consciência que muito ficou por fazer e que a falta de folga financeira foi sempre mote do mandato, motivo e desculpa de contenção em algumas obras ou mesmo aumento do quadro de pessoal. Fiz ver este ponto de vista na última reunião de Junta do mandato, mas, naturalmente foi já uma opinião que não contou para o totobola.
Desejo, pois, que o valor não gasto em importantes obras no mandato terminado, seja agora devidamente aplicado  e que, como diz a cantiga, que faça bom proveito.
Mas, enquanto membro da anterior Junta, obviamente que me sinto penalizado e lamento que tal verba não tenha sido aplicada no correspondente mandato. 
Mas as coisas são como são e agora é caminhar para a frente.

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