30/09/2025

Os paradoxos dos slogans eleitorais

Os "slogans" políticos, sobretudo os adoptados em campanhas eleitorais locais, raramente funcionam e quase sempre são meras banalidades, lugares comuns ou até mesmo se revelam como paradoxos.

Veja-se, por exemplo, o "slogan" do PS - Partido Socialista, para estas eleições autárquicas, em que se desdobra no "Há outro caminho", nas situações em que supostamente pretende inflectir o rumo da situação de quem governa, como na Camara Municipal e em alternativa ao PSD, e "No bom caminho", quando supostamente se pretende dar continuidade a uma governação do próprio partido que, mesmo que ao arrepio da boa verdade, se considere com bom trabalho.

Só que neste caso e em certas situações, a coisa apresenta-se como paradoxal ou até mesmo irónica. Tomemos como exemplo a nossa freguesia de Guisande, em que a lista do PS, liderada por Celestino Sacramento, também adoptou o lema "No bom caminho". No bom caminho? Mas então não se deu como provado que esta União de Freguesias estava no caminho errado, incerto?  E daí, o próprio Celestino Sacramento, com o apoio e voto da bancada do PSD na Assembleia da União de Freguesias,  não foi uma figura chave no processo de desagregação? Se, então, considerava o casamento da União de Freguesias estar "No bom caminho", porquê o ter contribuído para o divórcio?

Em suma, preferia que o PS em Guisande e o seu cabeça-de-lista tivessem adoptado outro "slogan", mais consentâneo com o novo ciclo,  porque este de facto não condiz nem rompe com a realidade. De resto, eu próprio não quero este "bom caminho" que já a menos de duas semanas das eleições (a 12 de Outubro), em quatro anos apenas limpou a rua na frente da minha casa uma única vez e neste momento, e desde então, está neste estado como mostra a foto acima, mesmo que, de quando em vez eu próprio, como os vizinhos,faça a limpeza. Mas há mínimos e nem sempre nem nunca. É este o "bom caminho" em que quanto à requalificação do Monte do Viso", prometida e esperada, nada passou de intenções, em nada mostrando ser diferente da anterior gestão? Não fossem as pavimentações de algumas ruas e a requalificação do rinque polidesportivo realizadas por acção e verbas do orçamento camarário e o que restava? Pouco, digo eu! 

Houve, concerteza, um esforço de proximidade por parte de um presidente com uma postura mais próxima, mais respeitadora das pessoas e grupos, sabendo ser ouvinte e interessado. Houve, de facto, uma melhoria substancial nesse aspecto face aos anteriores dois mandatos, então com um presidente desligado das freguesias para além do foco na sua.  Mas também considero que só essa melhoria foi insuficiente no todo. Mesmo o que poderia ser significativo para a freguesia, como o apoio cabal à instalação do piso sintético no campo de futebol do Guizande F.C., de resto com o compromisso assumido publicamente, para quem quis ouvir e gravar, acabou por caír, indo ao charco, e passará para a história como um compromisso falhado, não honrado. Ora com tudo isto somado, com franqueza, não podemos concluir que foi um "bom caminho" e mais do que isso, que seja esse o modelo agora a seguir pelo Celestino Sacramento e a sua lista do PS.

Acredito, com sinceridade, que ambas as listas concorrentes às eleições de 12 de Outubro, pretendem o melhor para a freguesia, mesmo que para já se notem diferentes ideias em situações várias, e diferentes dinâmicas de campanha, mas este "No bom caminho"  como slogan, não colhe" porque desfasado da realidade. 

Apesar de tudo, bem sei que para o Celestino Sacramento não é fácil este papel, porque por um lado contribuiu positivamente para a desagregação, e pessoalmente eu ficarei sempre grato e reconhecido por isso, mas não pode desligar-se da incapacidade da sua Junta da União de Freguesias, suportada por uma lista de que ainda faz parte, e por isso dos aspectos menos bons da governação ou do muito que ficou por concretizar, e que, tal como os anteriores executivos, mesmo aquele onde, sem poder nem competências decisórias, tomei parte, não foi capaz de  mostrar as vantagens de uma união a quatro, antes pelo contrário. Para além de uma melhoria na proximidade por parte do ainda actual presidente, que reconheço, mais pelo estilo do que pela substância do modelo, foi notória a falta de obras estruturais e a escassez de melhoramentos, particularmente dos suportados pelo  orçamento da Junta, sem ser capaz de limar as assimetrias, como se prometia com as uniões de freguesia. Uma falácia, porque as assimetrias anteriores à União mantiveram-se ou até se acentuaram!

Em suma, o papel do Celestino Sacramento nesta eleição não é fácil, porque pretende mostrar em campanha  que é possível outro caminho em alternativa a um caminho em que ele também fez parte e como tal é co-responsável.

Seja como for, todas estas considerações são apenas pessoais, minhas, e em bom rigor será o eleitorado no seu todo a escolher aqueles e aquelas que a partir das eleieções do dia 12 de Outubro e depois da tomada de posse irão gerir os destinos de uma freguesia já por conta própria, em que o caminho a seguir será, certamente, melhor caminho do que o até aqui percorrido.




29/09/2025

Quando se ignora a origem dos problemas


Os assistentes de Inteligência Artificial fazem-nos ser preguiçosos. Não mais inteligentes, porque quem é burro continuará a ser burro (salvo seja para os próprios), mas, sim, mais dados a fazer coisas sem cuidados, pesquisas, verificações das fontes etc. Mas, admitindo que os dados seguintes estão certos, até porque cruzei algumas fontes, quando está na ordem do dia a falta de habitações, o aumento das mesmas e das rendas, bem como a insuficiência de serviços de saúde, ou, melhor dizendo, dos profissionais que os servem, importa não esquecer o impacto do aumento quase exponencial dos imigrantes.

Nos últimos anos, o número de imigrantes em Portugal aumentou drasticamente, duplicando em três anos e quase quadruplicando desde 2017, com a população estrangeira a ultrapassar 1,5 milhões no final de 2024, segundo dados da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA). Em 2017, havia cerca de 421 mil estrangeiros regularizados, e esse número passou para aproximadamente 1,55 milhões em 2024.

Evolução do número de imigrantes:
Em 2017: Havia cerca de 421 mil estrangeiros legalizados em Portugal.
Em 2023/2024: O número de imigrantes ultrapassou os 1,5 milhões, chegando perto dos 1,6 milhões no final do ano passado.
Duplicação em três anos: O número de estrangeiros mais do que duplicou nos últimos três anos.
Quase quadruplicou desde 2017: Comparado com 2017, o número de imigrantes quase quadruplicou.
Fontes:Dados da Agência para a Integração, Imigrações e Asilo (AIMA) confirmam este aumento significativo. Relatórios da AIMA e Público também evidenciam o crescimento.

Em resumo, estavam à espera de quê? Do milagre da multiplicção. Decorre daqui o problema de uma imigração descontrolada e sem regras, porque, precisamente, contribui para a incapacidade de resposta das necessidades inerentes. Por conseguinte, a imigração é precisa mas de forma regulamentada, controlada e não só em função das necessidades do mercado de trabalho mas também de forma a que os serviços sociais, de educação, saúde e habitação, possam corresponder e dar respostas.

Quando assim não acontece, como se passa em Portugal, não surpreendem as consequências e não há nenhum Governo que possa acudir, no imediato, a esta carência. Se sim, só com milagres para quem neles acreditar. Por regra, as oposições são férteis em descortinar milagres, sobretudo o da multiplicação. Uma vez nos governos, dão-se conta dessa incapacidade, e de deuses e santos, passam a falíveis seres terrenos.

28/09/2025

Apagões


Bem sei que por este Sábado, houve uma depressão, com nome de gente, e que fez por aí alguns estragos, como antes nos Açores. Não obstante, é preocupante que logo aos primeiros sinais de Inverno, na nossa zona tenhamos ficado sem electricidade durante mais de uma hora e antes disso com várias e curtas interrupções. Esta falta de resiliência da nossa infra-estrutura eléctrica deixa-nos, de facto, apreensivos.

Vamos indo e vendo, mas não auguro nada de bom sempre que o vento sopre mais forte e a chuva engrosse.

26/09/2025

Eliminar a erva-das-pampas

 


Recebi do Artur Costa um pedido de divulgação quanto aos malefícios ambientais e de saúde da chamada  erva-das-pampas (Cortaderia selloana). 

É uma planta ornamental originária da América do Sul que se espalhou amplamente em Portugal e em muitos outros países. Apesar do seu aspecto vistoso, é considerada uma espécie invasora perigosa. 

Eu próprio já a tive em casa e foi um cabo dos trabalhos para a remover. Verifico que também em Guisande, nomeadamente em frente à instalação da empresa Patrícios, e próximo do edifício da habitação social, em Casaldaça, está já muito disseminada. Seria importante que os proprietários, mesmo que com a ajuda da Junta de Freguesia ou Câmara Municipal, fizessem a remoção já que está em causa a saúde pública.

Problemas ambientais:

Forma grandes tufos que se expandem rapidamente, ocupando terrenos baldios, dunas e áreas agrícolas.

Substitui a vegetação nativa, reduzindo a biodiversidade e desequilibrando os ecossistemas.

É muito resistente ao fogo e ao corte, dificultando o controlo.

Riscos para a saúde:

As suas folhas possuem bordas afiadas e dentadasque podem causar cortes profundos na pele e irritações.

Liberta grande quantidade de pólen e sementes, pelo fim do Verão, que provocam alergias respiratórias em pessoas sensíveis.

O contaccto direto pode irritar a pele e os olhos.

Alerta: 

Esta planta não deve ser mantida em jardins nem deixada proliferar em terrenos. Sempre que possível, deve ser removida com cuidado (usando luvas e proteção adequada) e substituída por espécies seguras e amigas do ambiente.

Na dificuldade de arrancar, pelo menos cortar a totalidade dos penachos e queimar para evitar a libertação do pólen e das sementes.


25/09/2025

Candidatos à Assembleia de Freguesia de Pigeiros - Debate

Ouvi, interessado, o debate na Rádio Clube da Feira, ontem, entre os candidatos concorrentes à Assembleia de Freguesia de Pigeiros, no caso António Cardoso, pelo PS e Tiago Afonso, pelo PSD. Faltou, pelos vistos sem justificação, o representante da CDU.

Devo dizer que gostei. Pela forma como decorreu e da clareza com que as questões aos diversos temas foram respondidas. Isso, parece-me, demonstra a qualidade de ambos os candidatos e das ideias objectivas que têm para a freguesia, mesmo que com as naturais diferenças.

O debate decorreu quase sempre com cordialidade e sem grandes embates porque as diferenças nas medidas propostas não são muito diferentes, mesmo que me pareça, pelo menos do que ficou exposto, que António Cardoso apresentou ideias estruturantes, nomeadamente para os acessos da Zona Industrial de Romariz à rotunda da A32 e desta ao PERM. Concerteza que serão obras a carecer do envolvimento e decisão de outras entidades, que não apenas a Junta de Freguesia, mas que de facto quando, e se, vierem a ser concretizadas, serão fundamentais. Pelo menos ficou a visão. Mas, no geral, ambos os candidatos com medidas interessantes e necessárias. De resto, como em todas as freguesias desagregadas, nomeadamente as que não tinham o papel de cabeça, como Guisande, Gião, Louredo, Vale, Vila Maior e Pigeiros, o atraso nestes últimos 12 anos tem sido notório, com perda de proximidade mas também de outras acções que antes da formação das uniões funcionavam relativamente bem e cujos modelos não foram seguidos e daí com maus resultados.

Se ouvi e percebi bem, a maior diferença de propostas tem a ver com o aproveitamento da zona desportiva no lugar do Barreiro, iniciada mas inacabada. O António Cardoso defende que a mesma seja concluída e revitalizada e que a Câmara Municipal honre os compromissos assumidos para com o equipamento, com carácter de municipal, o que na sua opinião ainda não aconteceu. Por sua vez o Tiago Afonso pretende a sua reconversão ou aproveitamento como espaço para habitação a custos acessíveis e, em contrapartida à zona desportiva, valorizar o actual e antigo Campo de Jogos Manuel Pé D´Arca, o qual tem vindo a sofrer obras de melhoramentos.

Como disse, o debate, ao contrário de muitos, foi enriquecedor. Apesar disso, e porque se trata de um debate de ideias, na parte final houve alguma tensão entre os candidatos quanto ao processo que inviabilizou a formação de uma lista independente, que integraria os agora dois candidatos, bem como ao que o António Cardoso considerou como pouco ético o envolvimento da Junta PSD numa acção promovida em período de pré-campanha, pelo Impulso Jovem, designação do grupo de jovens da paróquia de Pigeiros. Houve, de facto, alguma tensão e natural desacordo.

Apesar desta desconvergência final, e que poderá continuar num debate público em sede de campanha, os candidatos de Pigeiros mostraram ter qualidade e uma boa visão para a freguesia. 

António Cardoso tem e demonstrou ter a experiência, até porque foi autarca, presidente de Junta, vereador municipal e deputado na Assembleia da República e um profundo conhecimento das diferentes realidades da sua freguesia, do passado e do presente, bem como dos contextos de ligação face ao município e outras entidades. Tem ainda a seu favor a total disponibilidade com que se apresenta à população.

Por sua vez, o Tiago Afonso, que conheço circunstancialmente,mas que vou acompanhando a sua acção e pensamento, apesar de representar uma outra geração e não natural de Pigeiros mas residente, demonstra também já ter um bom conhecimento da freguesia, das suas necessidades e potencialidades e percebe-se que tem as qualidades pessoais e de formação para poder envolver e  desenvolver um bom trabalho. Entre vários aspectos, gostei da sua análise à forma como terá de ser encarado o problema da limpeza dos espaços públicos e ruas, ou seja, com antecipação e planeamento. De resto defendi este modelo quando fiz parte da Junta da União, mas sem acolhimento. 

Como um aparte, de facto, quanto a este aspecto das limpezas, pessoalmente também considero que é preciso planeamento  e antecipação, e que em muitas situações será mais vantajoso limpar com mais regularidade, antes da vegetação crescer para tamanhos que depois envolvem mais tempo a limpar, mais desgaste dos equipamentos e maior volume de vegetação a remover. Há também valetas, em certos locais, que pela sua natureza ou de passagem de águas, devem ser pavimentadas, com meias-canas, de modo a melhorar o escoamento das águas e a reduzir o impacto e o crescimento, como, em Guisande, onde tal se verifica na Rua da Fonte, entre as Quintães e Casaldaça e noutros locais onde há acumulação de terras.

Para resumir, o eleitorado da freguesia de Pigeiros tem de estar satisfeito por ter dois candidatos de qualidade e que em face da sua livre escolha em 12 de Outubro, terá a garantia de boa representação.

Desligando-me da consideração pessoal que confesso ter pelo António Cardoso, que naturalmente já vem de há muitos anos, e de qualquer tendência partidária, que não tenho, de todo, a este nível local, do que vou lendo e ouvindo e pelas minhas percepções, considero ambos os candidatos com muita qualidade e acima de tudo parece-me que ambos muito interessados em servir da melhor forma a sua comunidade.

Em 12 de Outubro, caberá aos pigeirenses fazer a análise e a escolha, desejando-se que de forma tão esclarecida quanto possível!


24/09/2025

Eventos? Capacidade de inovação e concretização.

 


À questão lançada pela lista da candidatura do Johnny Deivis Almeida  à eleição para a Assembleia de Freguesia de Guisande, no próximo dia 12 de Outubro"- Que eventos gostava de ver em Guisande?", respondi em comentário:

1 - Corga da Moura: Estamos numa nova realidade com as 4 freguesias separadas. O sítio localiza-se em Gião. Não obstante, havendo um acordo entre as 4 freguesias, com um protocolo bem definido, e com orçamentos bem controlados, e com participações orçamentais com a mesma proporcionalidade que esteve na base da partilha definida pela Comissão de Extinção, concordo que se continue a realizar, porque permite um convívio inter-freguesias e um encaixe financeiro para as nossas associações e grupos.

2 - Mesmo a realizar-se o Corga da Moura, considero que a Junta, à falta de uma associação cultural activa, como seria a "Associação "O Despertar", deve promover uma semana cultural, incentivando à participação de movimento, grupos e movimentos da freguesia e paróquia.Se o Corga da Moura não se concretizar, deve procurar fazer algo, à nossa medida e aproveitando o apoio financeiro que a Câmara atribuí a este evento.

3 - Passeio sénior: Concordo que continue, mas eventualmente em moldes melhorados que possibilitem mais convívio e menos o apenas oferecer um passeio e um almoço.

4 - Face à conquista difícil da nossa independência, deve-se fazer um evento evocativo ao que se poderia chamar de Dia de Guisande, a envolver toda a comunidade.

5 - Promover eventos que possam ligar o passado com o presente, como sessões periódicas ou regulares ou tertúlias onde se possa conciliar cultura com aquilo que é a nossa história local e as nossas gentes.

6 - Promover um evento que a médio prazo possa ser diferenciador e marcante, por exemplo arte de rua.

7 - Promover um evento/programa onde anualmente se distinga uma pessoa ou grupo que tenha merecido destaque, pela sua cidadania, intervencão cívica, social, cultural, desportiva, etc.

8 - Outras mais. Não faltarão boas ideias e cuja promoção e realização não serão custosas mas apenas a depender de vontade e dinamismo.

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Certamente que outros eventos, que também terão de saír da capacidade de inovação e concretização do executivo da Junta de Freguesia, seja lá quem for que vença a eleição. É possível fazer eventos de qualidade, diferenciadores, sem grandes custos orçamentais. Em muito, bastará capacidade de envolver e fazer acontecer. Mesmo sem uma estrutura de raíz, como um Centro Cultural com um auditório, temos e podemos aproveitar o que temos, como o Salão Paroquial, mesmo o auditório do Centro Cívico, o recinto do Monte do Viso, o Rinque Polidesportivo, o campo de Jogos do Guizande F.C., etc. Em suma, todo o território da nossa freguesia, pode e deve ser palco.

Trail do Viso - 2025

 


Está programada para 26 de Outubro de 2025 a 3.ª edição do Trail do Viso, evento organizado pelo Guisande Trail Running, secção do Guizande Futebol Clube.

O ponto de partida e chegada das provas de Trail, com 16 Km, e Caminhada, com 8 Km, será o bonito arraial do Monte do Viso, junto à capela. Os percursos permitem passar por caminhos e trilhos da nossa freguesia.

As inscrições estão a decorrer e os preços das mesmas e outras informações úteis  podem ser colhidas no sítio oficial.

Como nas edições anteriores esperam-se várias centenas de participantes nas duas opções de Trail e Caminhada. A manter-se a sua organização e consolidação, será certamente um evento de importância no contexto da nossa freguesia, pelo que deve merecer o apoio da comunidade e sobretudo da futura Junta de Freguesia.

22/09/2025

Centro Social - Passeio Turístico - 27 de Setembro de 2025

Será já no próximo Sábado, 27 de Setembro, que o Centro Social S. Mamede de Guisande realizará o seu segundo passeio turístico neste ano de 2025.

O percurso escolhido: Guisande, Amarante, Peso da Régua, Lamego, Viseu e Guisande.

O autocarro de 55 lugares já se encontra lotado. O preço por lugar ficou definido em 12,50 euros para os sócios do Centro Social e 20,00 euros para os não sócios.

A saída do autocarro está prevista para as 8:00 horas da Alameda da Igreja pelo que os inscritos devem apresentar-se com a devida antecedência de modo a organizar-se a distribuição dos lugares.

Sondagem / Inquérito às eleições autárquicas em Guisande - 2025 - Segunda análise

Depois  de uma primeira análise aos resultados, então com base em 36 participações, fazemos aqui uma segunda análise, já com base em meia centena de participações e respectivas respostas às questões da nossa sondagem /inquérito sobre alguns aspectos que em teoria podem influenciar ou com importância para a escolha eleitoral para a a Assembleia de Freguesia de Guisande no próximo dia 12 de Outubro: Assim

Perfil do Eleitorado (50 participantes anónimos)

Comportamento Eleitoral:

66% respondem que votam independentemente do partido, priorizando a capacidade dos candidatos sobre a filiação partidária

90% valorizam mais a personalidade e competência dos candidatos do que o partido que representam

92% têm intenção de votar, demonstrando elevado interesse cívico

Critérios de escolha dos candidatos

Factores mais valorizados:

Envolvimento cívico local (74% considera decisivo) - o fator mais importante

Experiência autárquica prévia (54% considera decisiva)

Juventude (70% prefere candidatos mais jovens quando a idade importa)

Factores menos valorizados:

Formação académica/profissional (70% considera não decisiva)

Área profissional específica (76% considera irrelevante)

Idade em geral (76% não a considera fator importante)

Prioridades para a freguesia

Obras necessárias:

Arruamentos (44%) - prioridade clara

Igreja matriz (20%)

Sede da Junta (14%)

Acções Esperadas:

Proximidade e envolvimento (40%)

Obras e melhoramentos (38%)

Inovação e capacidade de realização (50% na questão 12)

Avaliação política actual

Gestão da União de Freguesias em 12 anos:

56% avalia como "mau" o trabalho da União de Freguesias

42% considera "razoável"

Apenas 2% considera "bom" - clara insatisfação

Empenho dos habituais partidos:

60% considera que as estruturas partidárias locais do PSD e PS não demonstram interesse pelas freguesias fora do contexto das eleições

Escolhas dos candidatos dos partidos PSD e PS:

Pelo PSD considera-se que Johnny Almeida foi uma boa escolha mas muito equilibrado com a opinião que havia melhor opção.

Já pelo PS, destaca-se a opinião de que havia uma melhor opção a Celestino Sacramento. Mesmo a resposta de que foi uma boa escolha, perde para resposta de que não havia uma melhor opção.

Divisão sobre as escolhas dos cabeças-de-lista em ambos os partidos

Expectativas futuras

Confiança:

62% confia na capacidade dos dois principais candidatos (Johnny Almeida e Celestino Sacramento)

74% acredita que a freguesia ficará unida após as eleições

Conclusões principais:

Eleitorado pragmático que privilegia competência sobre o partidarismo

Forte descontentamento com a gestão anterior no contexto da Uniáo de Freguesias

Prioridade nas infra-estruturas (arruamentos) e proximidade aos cidadãos

Envolvimento cívico local será o critério mais importante na escolha

Optimismo moderado quanto ao futuro, independentemente do vencedor

Elevada participação eleitoral esperada (92%)

Conclusão geral:

O inquérito revela um eleitorado informado e exigente, que valoriza mais a ligação local e a capacidade de realização do que critérios tradicionais como partido ou formação académica.

Para quem ainda não participou pode continuar a votar, aqui ou no link abaixo:


https://tools2web.live/sond_aut_25/

21/09/2025

A lei e a ética - O que valem?


Eu não sei se é eticamente censurável, com falta de transparência na gestão pública ou se configura nepotismo, a decisão de Emídio Sousa, actual secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, enquanto presidente da edilidade de Santa Maria da Feira, de aprovação de uma nomeação por parte do seu vereador da Cultura, para um cargo político de uma sua familiar indirecta, no caso uma sobrinha, para secertária do gabinete do respectivo pelouro. Talvez seja, talvez não!

Talvez o ex autarca se tenha posto a jeito para a censura e para o escrutínio público, mas, de acordo com a lei, e disseram-no os especialistas, a aprovação da nomeação foi legal. De resto, uma nomeação política é isso mesmo, escolher alguém que se conhece e de quem se tem confiança. De resto, Emídio Sous não nomeou mas apenas aprovou, o que poderá dar ao mesmo, ou talvez não. Além do mais, do que conheço e me têm transmitido, a pessoa em causa, há mais de 10 anos que tem exercido a função com qualidade e competência, afinal que o que se espera do respectivo cargo.

A questão essencial aqui será esta? É legal? É ilegal? Se é ilegal, que actue a Justiça, ou deveria ter actuado no tempo próprio. Se é legal, então nada a opor. Se estão em causa questões de transparência, ética e nepotismo e se tal é censurável ou não, mesmo sendo um cargo de confiança política, então que se altere a lei para impedir estas coisas, estas dúvidas, este pasto para chamas, porque este não foi caso único e, de uma forma ou outra, aqui, ali e acolá, é prática corrente. Ademais, custa acreditar que num Estado de Direito, em que se defende a individualidade, alguém possa ser prejudicado no acesso a funções públicas só porque é familiar indirecto do presidente, do vereador ou do director. Terá menos direito que qualquer outro cidadão?

Talvez mais do que isso, é censurável, e mesmo eticamente reprovável, que sob um ponto de vista jornalístico, um assunto que foi público e legal, venha agora a terreiro através de um meio de comunicação social com estatuto de serviço público, quando passado mais de uma dezena de anos sobre o facto. A que propósito, com que objectivo? 

Reitero, o ex-presidente da nossa Câmara pôs-se a jeito, e eu não o faria, mas actuou apenas dentro do que a lei permite. Quanto à ética e aos outros valores que se procuram aqui debater, e se foi ou não censurável ou reprovável, revestem-se de subjectividade e interpretação de acordo com os interesses de quem critica, para além de que tais valores há muito que deixaram de ser considerados, sobretudo no contexto de serviço público e político. Porventura, quem agora defende que faltou ética no caso, é defensor de que um médico quebre o seu juramento e possa praticar o aborto e a eutanásia, ou que um jornalista revele as fontes, ou que um oficial de Justiça quebre o segredo de processos, e que a acção de um criminoso informático, invadindo o foro particular deterceiros, como a sua correspondência, seja elevado aos céus como benfeitor, só poque supostamente em nome do bem público, como se, em consonância, a um advogado seja legítimo revelar a confissão de um seu cliente, admitindo o crime, por mais banal ou hediondo que seja. Além do mais, se há sector da sociedade que há muito perdeu o crédito da ética, é precisamento o da comunicação social e do jornalismo, precisamente o que agora vem a terreiro fazer de juíz. O jornalismo, de um modo geral, não só os dos órgãos conotados com o sensacionalismo, como mesmo o da RTP, tem sido digno de retrete. É disto que se trata, mesmo que fique por clarificar o propósito.

18/09/2025

Os partidos políticos não gostam de partir nem repartir


Muito se fala em participação cívica e em aproximar os eleitores da política. Porém, quando olhamos para as regras do sistema eleitoral português, percebemos rapidamente que a balança está longe de ser equilibrada: os partidos políticos gozam de um claro favorecimento em relação aos movimentos de cidadãos.

Nas eleições legislativas e europeias, o monopólio é absoluto — apenas partidos ou coligações de partidos podem apresentar listas. Os cidadãos organizados em movimentos independentes estão pura e simplesmente excluídos. Nas presidenciais, embora as candidaturas sejam individuais, exige-se um número elevado de assinaturas, o que limita na prática a entrada de quem não tenha já notoriedade pública.

É nas autárquicas que se abre a única porta para a participação directa dos grupos de cidadãos eleitores. Mas mesmo aí as exigências são desiguais: enquanto os partidos apenas precisam de entregar listas, os movimentos de cidadãos têm de recolher assinaturas validadas. E mais: os partidos podem apresentar candidatos recenseados fora da freguesia ou concelho em que concorrem, ao passo que os movimentos de cidadãos são obrigados a que todos os seus candidatos estejam recenseados no território a que a candidatura se destina.

No financiamento e no acesso à comunicação social a desigualdade repete-se. Os partidos com representação parlamentar beneficiam de subvenções regulares e de maior tempo de antena. Já os movimentos de cidadãos só recebem apoio limitado e pontual, proporcional ao resultado eleitoral.

A Constituição define que os partidos são essenciais para a organização da vontade popular. Mas, na prática, essa centralidade transforma-se num privilégio que fecha portas a iniciativas cívicas independentes. O resultado é um sistema que dificulta a renovação democrática e que mantém a política demasiado dependente das lógicas partidárias tradicionais.

Volta e meia faz-se esta discussão mas, em bom rigor, os partidos, e sobretudos os do designado arco do poder, não estão interessados em facilitar o acesso ao poder a grupos de cidadãos. Não gostam, não querem partir nem repartir as benesses. Em muito, também brota daqui o cada vez mais crescente descrédito e desconfiança para com a classe política, o que favorece os movimentos populistas.

Em resumo, a nossa classe política, pelos maus exemplos, há muito que anda a pôr-se a jeito, gerando um cada vez maior número de cidadãos descontentes, sem confiança, sem esperança e por isso revoltados e susceptíveis de aderirem a candidatos extremistas e populistas.

17/09/2025

Campanha & Companhia - Louredo - Debate na rádio


Assisti ao debate entre os candidatos à Assembleia de Freguesia de Louredo, no caso apenas entre os candidatos pelo PS, Roberta Reis, e pelo PSD, Fernando Moreira. A IL esteve ausente.

No geral gostei. Naturalmente que candidatos diferentes, de geração e experiências. Não obstante, em muito concordantes quanto às necessidades e com ideias similares em vários temas, o que de resto tem sido tónica nos debates a que tenho assistido. 

A diferença poderá estar na capacidade e formas de aplicar as ideias e projectos e de dar respostas às necessidades e aí entre a confiança que o eleitorado coloca, ou não, nas diferentes listas. No resto é como nos melões, a qualidade só se verifica depois de se abrirem e provarem.

Todavia, neste aspecto, parece-me que Fernando Moreira e a sua lista partem com clara vantagem, pois o cabeça-de-lista do PSD já foi autarca de Louredo e reconhecidamente tendo feito um bom trabalho, até notável em vários aspectos, considerando a dimensão populacional da freguesia. Joga ainda a seu favor o historial de tendência ganhadora do PSD em Louredo.

Apesar disso, houve um interregno de 12 anos e agora é um novo ciclo e naturalmente que ambos os candidatos pretendem marcar posições e reorganizar a freguesia, que volta a estar por sua conta.

Quanto à forma como decorreu o debate, foi respeitoso e, de algum modo,  proveitoso para os que têm dúvidas na intenção de voto, que, não obstante, acredito que em Louredo sejam poucos. 

Nos comentários nas redes sociais, alguns visitantes queixavam-se de que Fernando Moreira monopolizava o debate mas, a meu ver, sem fundamento. Falou mais, muito mais, mas não porque a candidata pelo PS não o pudesse fazer. De resto admitiu isso quando chamada à atenção pelo moderador. Ou seja, Roberta Reis, falou tudo o que tinha a dizer no tempo e ritmo que quis. Falou quanto quis falar. Simplesmente as suas ideias e propostas foram apresentadas de forma mais genérica e sem grandes considerações ou acrescentos. Podia, naturalmente, demorar mais tempo nas diferentes intervenções, como sugerido pelo moderador. É, pois, injusto, parece-me, que no contexto descrito, se pretenda acusar o candidato pelo PSD de monopolizar o debate. Mesmo que assim fosse, a responsabilidade seria do moderador.

De resto, não deixa de ser paradoxal, que algumas das pessoas que deixaram comentários nesse sentido de vincar a suposta monopolização do debate, tenham, elas própria e à sua conta, dezenas de comentários. Parece-me que não é por uma mesma pessoa estar sempre a comentar e a dar razão a um candidato, que terá mais razão. De resto nem o ritmo nem o número dos comentários têm qualquer influência no debate e na decisão. Mas, nestas coisas como na bancada a ver futebol, há sempre adeptos mais ruidosos, mesmo que isso pouco conte para o que se passa no campo de jogo. Adiante.

Quanto à questão inicial, sobre a desagregação, tal como já aconteceu com a candidata do PS por Gião, que aprecio e tenho como uma excelente opção para os eleitores locais, a Roberta Reis não foi capaz de dizer de forma clara se esteve ou não contra a desagregação. E seria importante fazê-lo, pois o PS na actual Junta e Assembleia de Freguesia, esteve convictamente contra.  E creio que, para o bem ou para o mal, era importante que essa posição ficasse clara para os eleitores. Ao invés, limitaram-se a dizer que isso era passado e que agora é uma nova realidade e é com ela que têm de contar. 

Também neste aspecto, Fernando Moreira não me pareceu muito claro, se era objectivamente a favor ou contra a desagregação, no que pode ter sido interpretado como um "nim". Mas considerou de forma categórica que a União não funcionou, pelo que se pode daí deduzir que considera a desagregação como positiva e de resto foi o PSD quem votou a favor, mesmo com o fundamental contributo e papel do Celestino Sacramento, elemento do PS na Assembleia de Freguesia, como fez referência, e justa, o Fernando Moreira. Sem o Celestino mas também sem a posição favorável e activa do PSD, a desagregação não teria sido possível. Fosse pelo PS e continuaria a vigorar uma União que mostrou não funcionar como tal.

E mais disse, no que pessoalmente também concordo, a União não funcionou porque nos três mandatos da sua vigência, os presidentes eleitos não adoptaram o modelo correcto, que seria manter os esquemas já existentes nas fregueias, que funcionavam bem e que bastaria melhorar e potenciar. Ou seja, eu também defendia isso, que de algum modo, apesar de orçamento geral, cada freguesia deveria, tanto quanto possível, manter a sua dinâmica própria e com os representantes de cada freguesia a terem um papel mais activo e decisivo e com competências, que, no meu caso, nunca foram atribuídas. Mas foi uma vontade inglória porque não aceite pelo presidente.

Ao contrário, não se foi por aí, antes por uma gestão centralista, focada sobretudo em Lobão, porque a maior parcela, e deu no que deu. O facto de em três mandatos o presidente da Junta ter sido sempre da área de Lobão, e voltaria a ser num quarto, quinto ou sexto mandatos, diz muito sobre o falhanço, porque centralista, e, repito, focada na importância e peso de Lobão. Nunca se deveria ter adoptado uma União com freguesias tão desequilibradas em termos de peso eleitoral, potenciando esse centralismo negativo. Acredito que mesmo num cenário de Uniões, poderia funcionar melhor uma com Guisande e Louredo, Louredo e Vale, ou Guisande e Giãoo, ou até mesmo com Gião, Louredo e Guisande, mas nunca com Lobão, porque com um peso superior às demais, por isso já a adininhar-se algum "canibalismo" de preponderância de poder.

Um dos aspectos positivos que se apregoava para a vantagem da União, seria o desfazer das assimetrias, de modo a que todo o território se aproximasse no seu desenvolvimento. Provou ser uma completa falácia já que isso não aconteceu, como até se acentuaram as assimetrias bem como a perda de serviços e proximidade entre eleitores e eleitos, até porque estes foram reduzidos no seu número. 

Em resumo, um debate positivo, este de Louredo, com a identificação das necessidades mais ou menos iguais. No global, pela experiência, Fernando Moreira foi mais incisivo, pormenorizado e realista, com uma visão mais ampla, porque conhecedor das realidades autárquicas, mas também apreciei a postura da Roberta Reis, mesmo que num registo mais minimalista e sem entrar em detalhes quanto à forma como pretende realizar o que propõe. De resto a pecha em quase todos os debates. 

Ideias, projectos, intenções, quase tudo necessário e positivo, mas as dificuldades virão na prática porque entre o querer e o ser capaz de fazer, e como fazer, vai uma enorme diferença. Mas isto tanto para Louredo como para Guisande e demais freguesias, sobretudo as de menor dimensão, porque tendencialmente menos consideradas pelo poder central concelhio.

Para concluir, independentemente dos juízos ou análises, e no caso de alguém que apenas vê de fora, mas que de forma interessada, caberá aos louredenses a decisão no dia 12 de Outubro.

Encantadores de serpentes


No geral, os políticos de profissão, nacionais ou locais, falam bem, muito bem mesmo. Dominam a oratória, mostram dominar os temas, o fluxo do discurso e seu ritmo. Sabem onde tocar aos ouvintes, no orgulho de pertença, na exaltação das virtudes, ainda que escassas ou por provar, e mesmo, se preciso for, conseguem fazer brotar uma lágrima manhosa, ou desencadear um arrepio de pele aos mais sensíveis.

Todos esses atributos ganham ainda maior destaque quando periodicamente sabem que precisam daquelas coisas com que se compram os melões do poder: os eleitores e os seus votos. Então tudo parece ganhar mais sentido, mais afeição, mais proximidade, falando para o Zé da Esquina como se um amigo de longa data e para o Manel da Maria como se a mais importante pessoa do lugar ou da aldeia.

Em resumo, dominam o verbo, o tempo e as circunstâncias. Sabem-na toda, porque com muitos anos a virar frangos. E não surpreende, porque de facto fazem disso carreira, o seu ganha pão, a notoriedade, mesmo que debaixo da capa ou do eufemismo de serviço público, de cidadania. Até pode ser, mas convém que em casa nada falte e à hora de almoço ou jantar haja peixe ou carne no prato. Isto para dizer que a cidadania e o serviço público são bonitos, precisam-se e recomendam-se, devem ser valroizados, mas ninguém vive apenas do voluntarismo, de ar nem de água da chuva.

Não obstante tudo isso, uma vez alcançados os objetivos e confirmados os cargos ou as posições, o Zé da Esquina e o Manel da Maria voltam a ser descartáveis e apenas uns entre muitos anónimos. E se antes tudo eram simpatias, abraços, atenções, cortesias, promessas de estar ao serviço e ao dispor, num repente as portas fecham-se, as reuniões têm que ser marcadas com tempo, ou mesmo adiadas, ou, se feitas, curtas, rápidas e impessoais. Os contactos e canais de comunicação, antes abertos, directos, disponíveis, escancarados, ficam fechados, restritos, estreitam-se e desviam-se. Os telefones não atendem, não devolvem as chamadas ou, quando muito, dados recados por terceiros, assessores, a prometerem atenções que quase sempre não serão dispensadas. Os e-mails não funcionam e recebem-se respostas automáticas ou o link para formulários impessoais para o contacto.

Mas estas coisas, estas mudanças, só surpreendem ou decepcionam quem , de boa fé ou ingenuamente, acredita no que ouve, no que lhe dizem, certos de que ainda há gente séria, honesta e que leva a sério o valor da palavra e do compromisso. Quem tem uma melhor noção das coisas e da classe, até pode dar ares de confiança mas estará sempre de pé atrás, a ver para crer. No mínimo.

Ao contrário, os que são colhidos de frente pela locomotiva da realidade, esses sim, arriscam-se a ser trucidados, a perceberem no que se meteram só depois de já estarem num beco de sentido único.

É a vida! Importa pois, acreditar que ainda há gente boa e sem segundas caras, e há com certeza, até mesmo na classe política, por si tão desacreditada, mas com cautela, sem deslumbramentos em tudo o que seja relação com a mesma. 

Por conseguinte, ainda continuam a ser válidos certos ensinamentos antigos, do nosso povo, e não se perde nada em sermos como S. Tomé, a quer ver para crer. É certo que Jesus disse que “felizes os que acreditam sem terem visto”, mas isso é Jesus, que é de outro campeonato e de patamar inalcançável. Por cá, em tudo na vida mas sobretudo no contexto político e eleitoral, melhor é ver para crer, sem deslumbramentos fáceis, sem pôr todas as fichas num qualquer encantador de serpentes ou mágico a tirar coelhos da cartola, moedas das orelhas ou pombinhas brancas das algibeiras.

Tudo na justa medida! Quanto baste! Pão, pão, queijo, queijo! Depois é ver e comprovar se foi ou não merecida a confiança dada.

16/09/2025

Com boa plateia

 


Continua com uma boa plateia este meu espaço, com números regulares de visitantes diários, próximos ou mesmo acima do milhar, não contando com os que acompanham por via de RSS (1). É relevante e permite-me presumir que o interesse pelo que vou escrevendo e partilhando é notório junto dos guisandenses, por cá e na comunidade emigrante.

Procurarei manter o ritmo de publicações, com partilhas de assuntos que considere de interesse geral e não abdicando, de todo, das minhas próprias opiniões, pensamentos e reflexões. Estas não agradarão a todos, mas também não é esse o objectivo. Para isso existem chapelarias com chapéus para todas as cabeças e sapatarias com calçado para todos os pés.

Obrigado aos muitos que reconhecem este espaço como importante e até como serviço público no contexto da nossa comunidade.



(1) RSS é um acrónimo para Really Simple Syndication (ou Rich Site Summary), um formato de texto baseado em XML que permite a distribuição automática de conteúdos actualizados de um site, como notícias ou artigos de blog, para um programa agregador de feeds (leitor RSS).

15/09/2025

Recomendações do Dr. Claude

O Claude, um serviço de IA - Inteligência Artificial, disse ao Aparício, rapaz com mais ou menos a minha idade e mais ou menos o meu peso, que para essa relação de motor, digamos assim, pode continuar a correr com ritmos entre o 5:30/6.00 minutos/km, e por vezes mesmo na ordem dos 5 minutos/km, em planos, mas que já são valores que exigem boa capacidade cardiorespiratória e boa base de treino. 

Não obstante, o Claude alerta o Aparício para os problemas de impacto nas articulações, bem como para o risco cardiovascular, sobretudo se houver situações de hipetensão, diabetes e ou problemas cardíacos, que, felizmente o Aparício diz não ter. Eu também, até ver, também não.

Também alerta o Dr. Calude que, no geral e para essa relação de idade/peso, ritmos com 10 Km abaixo de uma hora exigem mais do coração mesmo que saudável.

Em resumo, para além das recomendações que poderiam ser de qualquer médico a cobrar 50 ou 100 euros por consulta, não é difícil admitir que o Dr. Claude tem razão.

De resto, o problema nestas coisas, não disse o Claude mas presumo eu, e falo em modo abstracto e para todos, é acharmos, eu, o Aparício e muita malta, que independentemente da idade e peso, somos todos campeões, como se atletas profissionais, com vinte e poucos anos, com 65 ou 70 kg de peso, boas capacidades físicas e treinos xpto. E no geral não somos. Fui, sim, na tropa, há 40 anos, em que pesava 70 kg e fazia 10 km com ritmos na ordem dos 3 minutos e picos. Em qualquer idade, mas sobretudo acima dos 50 ou 60, somos apenas uns coxos iguais a milhões de outros coxos. Mas com o impacto da moda das corridas e sua exposição mediática, desde logo nas redes sociais, tendemos a exagerar no tempo e distância, tantas vezes em níveis desconfortáveis e mesmo perigosos. Mas queremos dar ares de campeões, de supermans, e no final dos treinos ou das provas, glorificar o esforço e o sofrimento como troféus. Pura idiotice! O cemitério está cheio de campeões. O sensato, o correcto, o aconselhável, quer seja pelo Claude, quer seja por um especialista, é perceber os sinais do corpo, ter noção da idade e do peso, deixar o relógio em casa, cagar nas médias e correr ou caminhar de forma confortável, misturando corrida com caminhada e mesmo pausas se necessário, e em percursos com características adequadas e não andar por aí a fazer de cabras montesas a trepar freitas e caramulos.

Em resumo, assim como quem faz tatuagens e coloca piercings e outros artefactos no corpo, mesmo nos mais recônditos buracos, cada um pode fazer o que quiser, mas caldos de galinha e bom senso nunca fizeram mal a ninguém.

Com  igual idade e peso do Aparício, consigo correr 20 km? Sim, até já corri mais. Mas é recomendado? Não! Seguramente nem metade disso, antes. 4, 5 ou 6, por exagero, mas mesmo que 10,  sempre de forma confortável. Porventura, até de maneira mais saudável, apenas caminhadas entre os 40 e 60 minutos.

Posto isto, o Aparíco faça como quiser, mas por mim, tendencialmente, vou abandonar a corrida, ficando-me pelos trilhos semanais e caminhadas e retomar mais a bicicleta, porque pemite-me uma melhor gestão do esforço e, verdade se diga, a descer é a descer e todos os santos ajudam.

O resto, como diz alguém que gosta de poesia, que se foda!

O primeiro sinal

 


O primeiro sinal nas redes sociais da campanha da lista do PS  à eleição para a Assembleia de Freguesia de Guisande, encabeçada pelo Celestino Sacramento. No caso, um curto vídeo com o convite aos guisandenses para a apresentação pública de todas as listas concelhias pelo Partido Socialista, a decorrer na Câmara Minicipal da Feira, no Domingo, 21 de Setembro, pelas 17:00 horas.

Ficaremos à espera da apresentação oficial aqui em Guisande. Mas já estamos a menos de um mês das eleições.

A mensagem era tão curta e tão simples de transmitir que o Celestino bem que poderia dispensar de estar a ler o tele-ponto. Não foi o único a fazê-lo. Ficou assim, por isso, com um ar estranho, mas compreende-se o nervosismo. Afinal, o dom da palavra não é para todos. Eu talvez não fizesse melhor. 🙂

Estranho também é o slogan adoptado "No bom caminho". Se estivesse Guisande no bom caminho, dispensar-se-ía a desagregação, digo eu. Talvez fosse mais acertado escolher o slogan "Saír do mau caminho".

14/09/2025

Falta de cultura democrática

Sem ser advogado de Deus ou do diabo, porque ambos me dispensam, deixo aqui a minha opinião sobre um certo mau estar de alguns, gerado à volta da celebração da missa vespertina, de ontem, na capela do Viso, no mesmo dia em que também no recinto do monte estava programada a sessão pública de apresentação do Johnny Almeida e da sua lista concorrente às eleições para a nossa Assembleia de Freguesia para o próximo dia 12 de Outubro.

Em primeiro lugar não tenho informações  claras, se houve, ou não, pedido ao pároco nesse sentido e se daí houve alguma concertação. A explicação do pároco já foi dada e ouviu e compreendeu quem ontem participou na missa.

Por outro lado, mesmo que tenha havido essa conciliação, não vejo mal nenhum, como não veria se em causa estivesse qualquer outra lista partidária. É certo que são eventos de cariz político, mas temos que admitir que, independentemente do partido, são do interesse da freguesia, porque visam decisões importantes para o futuro da sua gestão. Não considero, por isso, que um evento político no contexto de eleições democráticas, tenha mais ou menos importância para a nossa freguesia do que um qualquer evento ligado à Festa do Viso, ao Centro Social, ao Trail do Viso, ou de qualquer outro grupo ou associação. Somos todos, ou não, da mesmo comunidade? Somos democratas e compreendemos e praticamos o espírito democrático ou somos apenas fundamentalistas?

Não vejo, assim que tenha havido qualquer mistura de religião com política. Na missa não vi bandeiras nem ouvi slogans ou discursos e no recinto não vi orações nem escutei a liturgia. Ambos tiveram os seus momentos, horários e espaços. A mistura, se a houve, foi na cabeça dos incapazes de perceber as diferenças.

Em todo o caso, e falo apenas por mim, fosse eu o cabeça-de-lista de um qualquer partido, nunca me poria a jeito para essa situação, porque sei do que a casa gasta e do quanto o partidarismo, na nossa e noutras freguesias, é ainda factor de divisão. Nestas coisas pagamos por ter cão e por não ter. A velha fábula "O velho, o rapaz e o burro" continua a fazer sentido. Mas dou de barato de quem assim não pensou, porque, como diz o nosso povo, quem mal não pensa, mal não faz".

Também,  quero dizer que não estou a ver, de todo, que o facto do final da missa ter coincidido com a hora prevista para o início do evento político (e este na realidade até começou mais de meia hora depois do final da missa) tenha influenciado a participação. Quem tinha a intenção de não ir, não foi e muitos foram os que estiveram na missa e seguiram para casa; E quem tinha a intenção de participar, participou e participaria mesmo que a missa fosse na igreja, no Santo Ovídeo, em Vila Seca ou em qualquer outro sítio. E tenho esse entendimento também em relação aos eventos de carácter geral. Quem tem a intenção de ir vai, haja ou não missa no mesmo local.

Para concluir este meu pensamento, que é só é meu, entendo que o que nos falta mesmo, é cultura democrática. E com estas e com outras, vejo que tive razão em recusar o convite de uma e outra lista (a quem agradeço a confiança e consideração) mas porque já adivinhava esta falta de cultura democrática numa luta de carácter partidário. Não de todos, claro, mas ainda de muita gente, sobretudo dos mais velhos, os que já deviam ter aprendido mais. 

Quanto à cultura democrática:

O que é cultura democrática?

A cultura democrática é o conjunto de valores, atitudes e práticas sociais que sustentam a democracia no dia a dia. Não se trata apenas de votar em eleições, mas de viver de acordo com princípios como:

- Respeito à diversidade de opiniões, crenças e modos de vida.

- Igualdade de direitos para todas as pessoas.

- Participação activa nas decisões colectivas.

- Respeito às regras construídas em comum (leis, constituição, acordos sociais).

- Diálogo e tolerância diante de conflitos.

- Responsabilidade colectiva em relação ao bem comum.

Como se pratica?

Praticar a cultura democrática significa agir no dia a dia de acordo com esses valores. Alguns exemplos:

- Participação política: votar, acompanhar debates, fiscalizar representantes, envolver-se em associações, conselhos ou movimentos sociais.

- Diálogo: escutar e argumentar sem recorrer à violência ou intolerância.

- Respeito: aceitar opiniões diferentes sem desqualificar ou excluir pessoas.

- Cooperação: trabalhar em grupo para resolver problemas comunitários.

- Educação crítica: procurar informação de qualidade, combater notícias e considerações falsas e incentivar o pensamento crítico e autónomo.

- Práticas quotidianas: em casa, na escola ou no trabalho, compartilhar decisões, respeitar regras colectivas e promover a justiça.

Em resumo: a cultura democrática é construída quando cada pessoa se compromete com respeito pelas diferenças, diálogo e participação. É também compreender o carácter de importância de um evento politico, independentemente de que força partidária representar, seja no final ou antes de uma missa, antes ou depois de um jogo de futebol.

13/09/2025

Sim, fui à apresentação do Johnny Almeida como (se vier a ter lugar) irei à do Celestino Sacramento


Como já escrevi no meu espaço, fui hoje ao fim da tarde á apresentação pública do Johnny Almeida e da sua equipa, no Monte do Viso. 

Boa participação e gostei do que ouvi do Johnny. Esteve bem melhor que no debate radiofónico. Mais directo e assertivo. 

Mas, concerteza, caso Celestino Sacramento venha a ter uma apresentação pública, e virá tarde, também conto estar presente. 

Ciente de que não poderei votar nos dois candidatos, porque será um voto nulo, tenho já algumas impressões definidas, mas quero decidir esclarecido. Para isso temos que ouvir as partes e confirmar percepções.

Bem sei que algum excesso de partidarismo, fanatismo até, impedem alguma clarividência e quem assim se define muito dificilmente se mistura.

Mas cada um é cada um, e sem abdicar das minhas convicações e formas de analisar as diferentes listas, ideias, projectos e capacidades de realização, passe o pleonasmo, considero positivo ser positivo.

Gostaria de ver numa e noutra apresentação gente mais conotada com um e outro lado, mas não tenho ilusões. O partidarismo, mesmo que já não tanto, ainda é muito fracturante. E é pena que assim seja. Talvez por isso e por outras, continuo a defender o que já é uma impossibilidade, que seria a lista independente, de união, de convergência. Nela, querendo, a freguesia contaria com o meu contributo. Não tendo sido, estou de fora e como um simples eleitor, já com ideias mas ainda sem decisão.

Mas sim, fico triste de ver que com 50 anos de democracia consolidada, ainda nada mudou, mesmo por parte de quem se apregoa como democrata.

12/09/2025

Eleições Autárquicas 2025 - Guisande - Análise ao debate na Rádio

Ouvi ontem, em directo, o debate na Rádio Clube da Feira, pelas 19:00 horas, entre os candidatos à Assembleia de Freguesia de Guisande, Johnny Almeida, pelo PSD, e Celestino Sacramento, pelo PS, cuja eleição em 12 de Outubro próximo determinará quem formará a Junta de Freguesia e, por conseguinte, fará a gestão de Guisande nos próximos quatro anos, num mandato importante, porque o primeiro depois de uma falhada União de Freguesias que durou 12 anos.

Antes de mais, tenho em conta que os candidatos não estão habituados a ser entrevistados em directo para a rádio, pelo que naturalmente o nervosismo e as condicionantes do debate não ajudam à maior clareza. Mesmo com alguma preparação prévia, as coisas na hora tendem a ser esquecidas ou expostas de forma menos adequada.
Por conseguinte, acredito que ambos procuraram fazer o seu melhor nas respectivas condições.

Posto estas impressões iniciais, no geral, e é apenas a minha opinião, o debate ficou aquém do que eu esperava. Em vários temas pareceu-me um pouco pobre. Ambos mostraram ter praticamente as mesmas ideias, concordantes nas principais necessidades ( o que não é defeito) mas não foram capazes de se diferenciar quanto à substãncia e forma de as expor e como resolver. Pareceu-me que o debate foi pouco preparado ou, se foi,  pelo menos apresentado de forma pouco clara, muito superficial.
Houve até, de parte a parte, vários exageros, algumas confusões, certas omissões e diversas informações erradas em aspectos que me parecem importantes, nomeadamente os seguintes:

Edifício sede da Junta

Quanto às condições do edifício sede da Junta de Freguesia, houve um claro exagero de ambos os candidatos. O edifício tem condições de funcionamento e tem servido como pólo da actual Junta da União. O que de facto necessita é de obras de requalificação, com substituição da cobertura em chapas de fibrocimento, melhoramento das condições térmicas, criação de acessibilidades, renovação estética dos espaços, melhorar e modernizar o arquivo e sala de atendimento, bem como modernização da fachada principal. Mas, repito, daí a considerar-se que não tem condições de funcionamento ao ponto de se equacionar a mudança para o Centro Cívico é um exagero. O edifício não mete água nem está a ruir.

Envolvente da igreja matriz

Foi exagerado dizer-se que não há espaços de estacionamento. Claro que há: no Adro Padre Francisco de Oliveira, na Alameda Dr. Joaquim Inácio da Costa e Silva, na baía junto aos Ecopontos e nos arruamentos envolventes. Para o dia a dia das actividades da paróquia, têm chegado e sobrado. Em situações de maior afluência, como alguns funerais, o Dia de Todos os Santos ou celebrações mais significativas, será importante haver mais lugares. Ou seja, há estacionamento e nunca foi um sério problema, mas concordo que, havendo possibilidade, será positivo ampliar os lugares existentes. No Adro, não há árvores enormes a dificultar o trânsito. Apenas alguns arbustos que merecem cuidado e poda. No entanto também considero que é possível melhorar. Talvez não se justifiquem os separadores centrais, e a sua eventual remoção, e delimitação com pintura no pavimento, permitirá um espaço mais adequado à circulação e estacionamento.

Por outro lado, ambos falaram dessa necessidade, bem como de um parque de lazer, mas ninguém explicou de forma séria como o fazer, dado que o terreno contíguo, a sul da Alameda, é privado e necessita de negociação. Se for adquirido — o que não será barato, certamente — poderá ser agregado ao terreno já pertencente à Junta, do lado sul e poente do cemitério, adquirido no mandato de 2014/2017, quando fiz parte da Junta.
Em resumo: será uma obra interessante se for possível, mas carece de negociação com privados e, sem apoio da Câmara, representará um grande esforço orçamental, pelo que terá de ser uma obra para mais do que um mandato.

Monte do Viso

Ambos concordaram na necessidade de obras, incluindo um parque infantil, mas foram vagos e pouco objectivos quanto à forma e ao conteúdo O espaço está mais ou menos definido mas há opções que devem ser tomadas, por exemplo considerar a reformulação da zona central onde está o pequeno lago e várias árvores e arbustos, de modo a no futuro optimizar um melhor local para o palco aquando da Festa do Viso, mas compensar com a plantação de árvores de sombra. Como está, esse espaço separa o arraial em duas zonas e não contribui para a hamonização do conjunto. Requer um bom estudo, bem pensado.

Ambos falaram na necessidade de alargar a rua de Santo António, do lado norte, e creio que é possível até porque no mandato de 2014/2017, obteve-se a concordância dos proprietários marginais. Infelizemnte, o executivo do 2.º mandato ignorou por completo essa necessidade mesmo não comportando custos significativos. A realizar-se será um melhoramento importante.

Auditórios e Centro Cultural

Questionados sobre a existência de auditórios, ambos disseram não haver nada na freguesia além do apoio do Centro Cívico. É verdade que a Junta não tem equipamento próprio, mas existe um pequeno auditório no Centro Cívico, onde já se realizaram actividades, e sobretudo o Salão Paroquial, recentemente requalificado, que há mais de 60 anos tem sido espaço nobre para teatro e outros eventos. Não é da Junta, mas é da paróquia e da freguesia.

Quanto à ideia do Centro Cultural, lançada por Johnny e à qual Celestino disse não acreditar, é de facto um sonho. Antes disso, será fundamental apoiar a reactivação da Associação Cultural de Guisande “O Despertar” e os grupos já existentes, para que no futuro o sonho de um Centro Cultural faça sentido.
Ninguém lembrou que existe, no lugar de Fornos, um terreno pertencente à Câmara, adquirido no final da década de 1980 precisamente para acolher um Centro Cultural, então pensado para a sede de “O Despertar”. Será, pois, um projecto de futuro, mas só fará sentido com um tecido associativo à altura.

Campo de futebol e desporto

Houve desinformação quanto à propriedade do terreno, supostamente o entrave à instalação do relvado sintético. Celestino Sacramento disse tratar-se de terreno particular, o que é falso na substância: foi doado na década de 1980 à Junta de Guisande. Existe escritura, embora, por desleixo da Junta de então, nunca tenha sido registada na Conservatória. Com o falecimento da doadora, não tendo sido feito o registo na década de 1980, o prédio entrou em herança. A situação detectada passou a exigir a regularização burocrática, da qual têm surgido divergências entre herdeiros e Junta, quanto à forma de regularizar, com cada parte a travar-se de razões. Apesar disso, a herança nunca se opôs à legitimidade da escritura nem da regularização necessária nem ao entrave no processo de candidatura ao projecto do arrelvamento. Ora este esclarecimento ficou por fazer no debate e o que foi dito só aumentou a confusão de quem está por fora do processo.

Faltou dizer, também, que a actual Junta da União recuou no compromisso público de apoio financeiro. Em Dezembro passado, no jantar de Natal do Guisande F.C., o presidente da Junta afirmou que o apoio seria garantido, na ordem dos 100 mil euros, independentemente do que viesse a ser decidido no processo de desagregação. Meses depois, com a desagregação consumada, a Junta recuou no compromisso público ao clube e à comunidade,  limitando a perspectivar um apoio de apenas e cerca de 20% desse valor. Ora para concretizar a obra, temos que admitir que gace a este recuo será um esforço grande para a futura Junta, o que obrigará a uma engenharia financeira pluri-anual, parece-me. Em todo o caso, importa que a futura JUnta não se desvie desta objectivo.

Creio que também nada falaram sobre o rinque polidesportivo de Casaldaça, requalificado pela Câmara com investimento de cerca de 180 mil euros, mas cujas obras no balneário ficaram de fora. Não se ouviu o que pretendem fazer para dinamizar o espaço que continua sem qualquer movimento, salvo um torneio organizado pela cessante Comissão de Festas  do Viso.

Cultura - Associativismo

Ambos prometeram apoiar logisticamente e financeiramente as associações existentes, mas nada disseram sobre reactivar “O Despertar”. É importante que a Junta, para além de apoiar e acarinhar os grupos que existem, com o seu poder agregador, possa incentivar e criar condições para reerguer aquela que foi a mais importante associação cultural e recreativa da freguesia, porque faz falta.

Urbanismo e PDM

Ambos traçaram o retrato das dificuldades do urbanismo e da esperança em reverter a quebra populacional, constatando a construção de várias habitações nos últimos tempos e a perspectiva de novas edificações. Mas não abordaram nem censuraram aspectos cruciais, como a revisão do PDM, supostamente ainda em curso, onde os técnicos da Câmara, em contra senso com os objectivos da Lei dos Solos, que é promover mais terrenos para construção, prevê reduzir espaços urbanos, classificando-os como rurais, mesmo em arruamentos centrais à freguesia e já dotados de infra-estruturas, nomeadamente em parte da Rua Cónego Ferreira Pinto, Rua da Zona Industrial, Rua do Viso e outras. Mostraram desconhecer o assunto pelo que se desconhece se ainda vão a tempo de, em se de de consulta pública, atalhar estas reduções injustificadas e penalizantes para o crescimento urbano da freguesia a curto prazo.

Aspectos gerais:

Ambos não conseguiram, no geral, avançar com outras ideias e projectos, mesmo que simples, mas diferenciadores. Uma ou outra ideia, já em vigor na União de Freguesias, bem como, no que concordo, com a possibilidade de em protocolo manterem o evento Corga da Moura, se nas mesmas condições e com uma participação proporcional, embora com reservas por parte do Celestino Sacramento. Não obstante, no geral, eu esperava mais ideias e iniciativas diferenciadoras. Algumas, até já as sugeri por aqui.

Aspectos positivos ou menos positivos

De Johnny Almeida: Citou várias vezes o actual presidente da Câmara como apoiante dos projectos para Guisande, e que ciente do atraso da freguesia, mas esquece que este  ainda terá de passar pelas eleições. Por enquanto o actual presidente é apenas um de vários candidatos. 

Além disso, pareceu desculpar demasiado a União de Freguesias, ignorando que esta está a concluir 12 anos de governação e seria interessante procurar saber onde foi aplicado no nosso território, pelo menos 1 milhão e 200 mil de euros a que Guisande,, por proporção do orçamento teria direito. 

Parece-me que, se é facto que houve uma óbvia melhoria no aspecto de  proximidade do presidente aos grupos e às pessoas, honra lhe seja feira, quanto a obras registam-se alguns melhoramentos com desvio de águas pluviais, a construção de mais sepulturas no cemitério, uma ou outra intervenção, mas no geral pouco de substancial foi feito e as mais significativo, como pavimentações e requalificação do rique polidesportivo, e saneamento e pavimentação da Rua de Trás-os-Lagos foram do orçamento da Câmara Municipal ou de apoio substancial desta. 

Mesmo a limpeza dos espaços públicos, numa boa parte da freguesia tem sido muito descurada nesta parte final do mandato. Alguns melhoramentos ainda estão por concretizar, como as sarjetas na Rua Nossa Senhora de Fátima entre os lugares da Leira e Gândara. Não confirmei nos últimos dias, mas há uma rua interrompida há meses e sem fim à vista (Rua do Sebastião, em Cimo de Vila). A obra do saneamento e a repavimentação da Rua da Zona Industrial já não vai ser realizada neste mandato nem deixada verba cabimentada para tal. Por conseguinte, a União de Freguesias, em 12 anos, com o PSD (2 mandatos) e o PS (1 mandato) não conseguiu ser diferenciadora nem resolver assimetrias. Foi muito pouco face às expecativas dos arautos e defensores da União.

No geral, mesmo que de forma muito suscinta, o Johnny Almeida mostrou ter vontade e espírito de iniciativa e com algumas ideias ambiciosas como o Centro Cultural e o melhoramento da ligação de Gião a Guisande para potenciar a ligação à A32 e algo diferenciadoras em relação ao Celestino Sacramento.

Finalmente, no minuto reservado para a declaração final, foi muito rápido gastando apenas 23 segundos. Poderia, a meu ver,  aproveitar todo o tempo previsto para enriquecer a mensagem. Foi a despachar.

De Celestino Sacramento: Tal como o colega de debate, disse ter muitas ideias mas na verdade foram abordadas muito pela rama, sem qualquer sustentação de como as realizar e cabimentar no orçamento da Junta. Não apresentou nada de diferenciador.

Apontou o dedo ao anterior executivo de ter terminado com o serviço de enfermagem (no mandato anterior pois ainda funcionou de 2013 a 2017)  mas ignorou que o executivo que apoia não foi capaz de o retomar. 

Creio que todos, a começar por mim, reconhecemos a importância que o Celestino Sacramento teve no processo de desagregação e obtenção da independência da freguesia. Mas não lhe ficou bem  chamar apenas a si esse papel e mérito. Teve-o, foi importante, como também importante e decisivo foi toda a bancada do PSD na Assembleia de Freguesia, que votou a favor, ao contrário dos colegas de bancada do Celestino. Alguns elementos da bancada do PS, residentes ou com origens familiares em Guisande, votaram mesmo contra ou abstiveram-se. Sem a posição e o voto do Celestino nada se conseguiria como também é verdade que nada se alcançaria sem a votação da bancada do PSD.

Por conseguinte, neste puxar dos louros, faltou ao Celestino Sacramento dizer que também o Dr. Rui Giro teve um papel fundamental na orientação e preparação do processo e da parte jurídica, e mesmo na recta final, quando já se dava por perdida a desagregação, foram o seu papel e intervenção fundamentais ao promover a sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia, pelo final do ano de 2024, que veio clarificar a situação e ainda ir a tempo de ser apreciada e votada favoravelmente na Assembleia da República. Creio que sem lhe retirar o mérito, o apreço e o reconhecimento, e disso nunca esquecerei, ficou mal esta omissão ao Celestino Sacramento, porque era de justiça. Acredito que foi  sem intenção de ignorar o papel e importância dos demais, e do Dr. Rui Giro, mas foi essa imagem que passou.

Quanto ao Centro Social, esteve bem o Celestino Sacramento ao apontar a falta de cumprimento pela Segurança Social do programa de apoio para Centro de Dia, bem como da parte política, mas falhou ao equacionar o encerramento do Centro Social. Ora para quem for presidente da Junta deve desenvolver todos os esforços no sentido de fazer crescer e funcionar os equipamentos e nunca baixar os braços ou equacionar pelo seu encerramento.

Resumo

Não obstante a minha análise, os candidatos deram o seu melhor, embora o nervosismo em directo condicione sempre a clareza. Foi um debate educado, sem atropelos e com respeito mútuo, entre dois candidatos que certamente desejam o melhor para a freguesia. Concordaram nas principais necessidades, diferindo pouco na apreciação às mesmas.
A diferença entre ambos os candidatos e respectivas listas poderá estar na capacidade de concretização. Contudo, na substância e forma, o debate ficou um pouco aquém do que eu perspectivava. Talvez por elevar as expectativas. Foram algo superficiais, mas mesmo assim ficaram no crivo várias ideias que podem e devem ser desenvolvidas durante a campanha eleitoral.

Concluindo, e esta é apenas uma análise pessoal, e de forma isenta tanto quanto possível, se tivesse de decidir o meu voto apenas com base no debate, confesso que ficaria com dúvidas, pelo que aguardo os futuros desenvolvimentos da campanha de ambos os partidos e candidatos e suas dinâmicas. Hoje em dia o eleitorado exige clareza e já não alinha em métodos de campanha manhosos.

Para fechar mesmo, destaco e enalteço a postura respeitosa de ambos e agradeço-lhes a disponibilidade para servir a freguesia e a comunidade. Bem hajam!

11/09/2025

Sim, vou à apresentação do Johnny Almeida (e à do Celestino, se houver)

Nestas coisas não sou melhor nem pior que os outros. Não recebo nem quero dar lições de moral.

Mas em muitas questões, nomeadamente na política, procuro ter uma visão aberta e tanto comungo alguns dos valores tradicionalmente ligados à esquerda, como também de vários valores mais relacionados à direita. Sou pelo concenso, moderação e equilíbrio. Não alinho em extremismos e fundamentalismos, mesmos os ideológicos. De resto, faz-me confusão ver alguns que se apregoam como democráticos e defensores da democracia, a terem posições extremadas, como se apenas eles os donos e senhores da razão e porteiros das estradas que conduzem ao lado certo.

Neste sentido, tanto mais numas eleições locais, para a nossa freguesia, com pessoas nossas conhecidas e amigas em ambos os lados, faz-me confusão que alguns se entrincheirem nos seus redutos, afastados dos outros como se estes com sarna.

Quando queremos votar de forma esclarecida, sem fundamentalismos ou apenas pelo partidarismo, será importante analisar ambas as listas e seus projectos e ideias e ouvir o que os cabeças-de-lista têm a dizer. Claro que nestas apresentações dispensam-se os lugares comuns de quem vem de fora, das estruturas partidárias, as quais, quase sempre esquecem as freguesias fora destes contextos de eleições.

Neste pensar e sentir, é minha intenção assistir neste Sábado, no Monte do Viso, pelas 18:30 horas, à sessão de apresentação do Johnny Almeida, pelo PSD, ouvir da boca do próprio o que tem a dizer e quais as suas ideias e projectos paraa  freguesia, bem como da sua equipa.

Mas também, obviamente, participarei na apresentação do Celestino Sacramento, se esta se vier a realizar - o que para já nada se sabe.

Sondagem / Inquérito às eleições autárquicas em Guisande - 2025 - Primeira análise


O Inquérito aqui lançado ontem, já teve 36 participações apesar de mais de 200 visualizações.Todavia, para um dia, não deixa já de ter alguma relevãncia.Assim, mesmo que ainda com pouca representatividade, permite já traçar algumas conclusões e perfil do eleitor guisandense. Vamos à análise de cada questão e peso das respostas:

1. Peso do partido político /candidatos

63,9% afirmam que o partido não é decisivo e 91,7% votam pela capacidade/personalidade dos candidatos.

Isto indica uma clara tendência de personalização da política local, onde as qualidades individuais superam a lógica partidária. Apesar disso, na nossa freguesia é ainda reconhecido um eleitorado mais velho muito arreigado, mesmo fundamentalista, valorizando o partido em detrimento da qualidade dos candidatos do lado oposto.

2. Idade dos candidatos

Apenas 25% consideram a idade importante.

Mas, quando questionados directamente, 66,7% preferem candidatos mais jovens.

A idade por si só não pesa, mas há uma preferência por renovação geracional, possivelmente ligada a novas ideias ou a maior energia. De resto é uma percepção normal já que mesmo em Guisande os jovens já são detentores de formação superior e mesmo com licenciaturas, por isso com capacidade e saber. Pelo contrário, pelo contexto da evolução da nossa sociedade ao nível da Educação,  os mais velhos, mesmo que com experiência e saberes, têm naturalmente menor formação académica.

3. Experiência política e formação

58,3% valorizam experiência em cargos autárquicos.

Já a formação académica/profissional (33,3%) e a área profissional (25%) são pouco relevantes.

A experiência prática pesa mais do que os diplomas. O eleitorado valoriza o envolvimento e provas dadas em funções locais, não apenas em currículos. 

4. Envolvimento cívico

75% consideram o envolvimento comunitário um factor decisivo.

A proximidade real com a freguesia é vista como fundamental, mais até do que idade, profissão ou formação. Esta situação é compreensível, já que, naturalmente, quem presta serviço de cidadania em grupos ou movimentos na freguesia e paróquia têm uma acção mais visível e por isso geram maior confiança e valorização.

5. Prioridades locais

Arruamentos lideram (38,9%) como principal necessidade de obras.

Seguem-se espaços desportivos e sede da Junta (ambos 16,7%), e zonas religiosas (13,9% cada).

A prioridade clara é infraestrutural e funcional (estradas/acessos), acima de património ou cultura. Pode resultar daqui uma percepção de que as intervenções nos espaços envolventes a equipamentos religiosos devem merecer apoio de outras entidades, como a Câmara Municipal, e não apenas da Junta de Freguesia.

6. Expectativas da futura Junta

Proximidade e envolvimento (41,7%) e obras/melhoramentos (38,9%) quase empatados.

Limpeza (11,1%) e cultura/desporto (8,3%) ficam em segundo plano.

Os eleitores querem uma Junta ativa e próxima, com foco em infraestruturas básicas.

7. Avaliação da União de Freguesias

Apenas 2,8% avaliaram como “bom”.

Metade (50%) acha “mau” e 47,2% “razoável”.

Existe forte insatisfação com a gestão anterior, o que abre espaço para a renovação. Apesar disso, é difícil perceber uma relação da gestão do PS pu do PSD já que ambos governaram a União de Freguesias.

8. Perfil desejado para os candidatos

Proximidade/inovação (38,9% cada) são igualmente valorizados.

Humildade/seriedade (11,1%) e promoção de valores (11,1%) são secundários.

Espera-se alguém dinâmico e próximo, capaz de executar projetos concretos.

9. Perceção sobre os partidos (PSD/PS)

63,9% acham que os partidos só aparecem em época eleitoral.

Reforça a visão de que o partidarismo é secundário e há distância entre estruturas concelhias e a realidade local.

10. Cabeças de lista

PSD: 41,7% consideram boa escolha, mas 38,9% acham que havia melhor opção.

PS: 41,7% acham que havia melhor opção, 25% que foi uma boa escolha.

Tanto no PSD como no PS há divisão e algum descontentamento com as escolhas feitas. É notório que ambas as listas tiveram dificuldades na sua composição, com recusas de várias pessoas. Estas dificuldades resultam também de um alheamento e descrédito da classe política e nem os partidos revelam interesse pelas comunidades para além dos perídos eleitorais. Por outro lado, 12 anos numa União de Freguesias contribuiram para uma erosão dos valores identitários junto dos mais jovens.

11. Confiança nos candidatos principais

61,1% confiam em Johnny Almeida ou Celestino Sacramento.

36,1% preferem esperar para ver.

Existe confiança moderada, mas também cautela: expectativas altas, mas prudentes. 

Por outro lado, pode haver reservas fundadas já que o elitorado também procura estbelecer confiança e uniformidade de qualidade com base em toda a lista, ou principalmente nos três primeiros elementos e não apenas no cabeça-de-lista.

12. União pós-eleições

69,4% acreditam que a freguesia ficará unida depois das eleições.

Predomina o optimismo quanto à coesão social, independentemente do resultado.

13. Intenção de voto

97,2% dizem que vão votar.

Demonstra forte mobilização cívica, o que pode ser decisivo para a legitimidade da nova Junta. Se esta tendência se verificar, significa que pode baixar a abstenção e com isso uma maior participação e também uma maior imprevisibilidade.

Resumo final:

O eleitorado de Guisande vota mais em pessoas do que em partidos.

Prefere candidatos jovens pelo seu dinamismo, de preferência experientes e próximos da comunidade.

As infraestruturas básicas (arruamentos) são a maior prioridade.

Há insatisfação com a gestão anterior, mas também optimismo quanto ao futuro.

Tanto no PSD como no PS enão é claro um concenso sobre a escolha dos cabeças de lista.

A taxa de participação tende a ser muito elevada (97%), mostrando grande interesse na mudança local.


Se ainda não votou VOTE AQUI

10/09/2025

Autárquicas 2025 - Guisande - Sondagem / Inquérito


Costuma-se dizer que as sondagens valem o que valem, mas também é certo que podem ser um indicador de intenção de voto ou de escolha. Neste sentido, abro aqui uma sondagem onde os guisandenses com direito a voto podem responder a algumas questões que podem ajudar a traçar um retrato do eleitorado e suas percepções.

Inicialmente pretendia apenas abrir uma sondagem com a simples questão quanto à intenção de voto, se no Johnny Almeida, pelo PSD, ou se no Celestino Sacramento, pelo PS.  Todavia, sabendo do que a casa gasta e das limitações técnicas do sistema que podem fazer com que votem eleitores fora de Guisande, ou mesmo sem idade de voto, ou ainda, quem souber, votar várias vezes, contornando as verificações do sistema, optei por não lançar a sondagem nesses moldes pois assim poderia ser, em muito, desvirtuada, e isso não seria positivo para qualquer um dos candidatos nem para o objectivo pretendido, isto é, de forma rigorosa, com isenção e apenas uma escolha por eleitor.

Por conseguinte, a presente sondagem nem é tanto isso, mas antes um inquérito, em que se procura traçar um retrato geral e perceber o entendimento e percepções dos eleitores guisandenses, mesmo daqueles que ainda sem idade para votar mas com um entendimento claro e futuros eleitores, por isso os adolescentes.

Neste inquério, a cada questão é orbigatório responder com uma opção. As escolhas são registadas pelo sistema de forma anónima, pelo que não são colectados quaisquer dados pessoais e nem mesmo eu, o autor, saberá quem vota. O sistema apenas faz a verificação do IP de modo a impedir ou a dificultar múltiplas escolhas na mesma origem.  Todavia, pede-se o favor dos participantes procurarem responder de forma consciente e honesta para que o resultado seja o mais real possível.


VOTE AQUI


Os resultados vão sendo exibidos e actualizados online conforme as votações, em número e em percentagem.

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