31/12/2023

Nota de Falecimento

Foi com grande consternação que tomei conhecimento do falecimento do Sr. Maximino Gonçalves, do lugar de Casaldaça, que aconteceu de forma inesperada e repentina, hoje na sua residência.

Maximino Custódio Gonçalves  nasceu em 12 de Fevereiro de 1937. Filho de Anselmo Gonçalves Baptista (alfaiate)e de Conceição Rosa de Jesus. Neto paterno de Tomás Custódio Gonçalves e de Laurinda Henriques Baptista e neto materno de Abel Gomes Correia e de Albina Rosa de Jesus. Era bisneto paterno de António Custódio Gonçalves e de Joaquina Rosa de Jesus e bisneto materno de Manuel Alves de Pinho e de Inácia Henriques Baptista.

Casou com Maria Alzira da Conceição. Teve três filhas e um filho, o Maximino, a quem pela amizade desde a juventude, endereço um abraço sentido e de conforto.

No momento não se conhecem ainda as informações do dia e horário das cerimónias fúnebres, que actualizaremos logo que divulgadas.

Tinha-o como um bom ser humano, bom esposo, bom pai e chefe de família. Se algum consolo pode servir aos familiares nesta hora de pesar, certamente que, pela forma repentina, o de ter partido de forma serena.

Sentidos sentimentos a todos os familiares, esposa, filhos, netos e demais. Que descanse em eterna paz!


Actualização: 

Cerimónias fúnebres na próxima Terça-Feira, dia 2 de Janeiro de 2024, pelas 15:00 horas na igreja matriz de Guisande indo no final a sepultar no cemitério local.

Missa de 7º Dia no próximo Sábado, dia 6 de Janeiro de 2024 pelas 17:30 horas, na igreja matriz de Guisande.

Luz sobre as trevas

E pronto! Com este dia derradeiro de 2023, terminado está mais um ano que, no início do mesmo, milhares, milhões de pessoas em todo o mundo quiseram, de copo na mão, augurar como próspero, repleto de saúde, paz e amor. Infelizmente, para além do lado ritual que se repete vez após vez, os anos, todos eles acabam por ser iguais. Porque serão sempre de prosperidade, saúde, paz e amor para muitos mas o contrário para outros, porventura mais. Assim continuamos com guerras violentas no coração da velha Europa, no Médio Oriente e noutros pontos do planeta, e com regimes a dar passos para que ela se torne ainda mais global. 

Bastariam as diatribes da natureza e das suas forças indomáveis para já nos castigarem suficientemente de tragédias, mas o homem teima em acrescentar a esse cardápio o pior lado de si próprio, o da sua natureza humana.

Posto isto, por mais votos sentidos, sinceros ou meramente formais e rotineiros que façamos às derradeiras pancadas do relógio à meia-noite, e já sob o estourar e estrelejar de foguetes, tudo será mais do mesmo em que a tragédia andará a par dos deslumbramentos da humanidade no seu lado bom.

Mesmo assim, sim, votos de que o lado bom da vida e das pessoas, o da luz, se sobreponha ao seu lado negro, o das trevas.

30/12/2023

Mini Trail do Bolo-Rei

 


Mini-Trail do Bolo-Rei. Classificação: Geral: 1.º e último. Escalão M60: 1.º e último.

Centro Social com Comissão Administrativa


Conforme previamente convocada, realizou-se no dia de ontem, Sexta-Feira, pelas 20:00 horas no Centro Cívico, no Monte do Viso,  a Assembleia Geral da Associação do Centro Social S. Mamede de Guisande.

Para além da aprovação das contas do exercício de 2023 (aprovadas), constava da ordem de trabalhos a eleição dos novos corpos gerentes para o quadriénio de 2024/2027.

Infelizmente, conforme se previa, não apareceu nenhuma lista nem elementos disponíveis em trabalhar pela freguesia e sua comunidade, no que poderiam mostrar e demonstrar como fazer mais e melhor.

Face à impossibilidade estatutária do presidente da direcção Joaquim Santos em poder renovar o cargo, e à ausência de alternativas, de modo a evitar o encerramento da actividade e da instalação, ficou estabelecida provisoriamente uma Comissão Administrativa que será liderada pelo referido Joaquim Santos, ainda com Celestino Sacramento e Jorge Correia, por um período de 3 meses, a qual nesse tempo procurará desenvolver esforços no sentido de congregar associados que queiram assumir a constituição dos normais corpos gerentes.

Para o efeito, entretanto e novamente com o objectivo de realizar eleições, virá a ser convocada uma nova assembleia geral para o final do mês de Janeiro próximo.

Nota pessoal: Não sendo surpresa, é pena que ninguém tenha aparecido para ser alternativa. Por cá nesta terra há quem goste e saiba atirar pedras mas a esconderem a mão. É o que é! Habituemo-nos!

De lamentar ainda que vários dos próprios elementos dos corpos gerentes cessantes não tenham aparecido. Uns no quentinho, outros a ver a bola ou por motivos que se devem respeitar mas seria importante que tivessem comparecido já que era a última sessão do mandato. 

Em resumo, por motivos vários, nota-se um desinteresse geral, quiçá um desânimo, a que não é alheia a incapacidade política de certas entidades em resolver o essencial, o contrato programa com a Segurança Social que permita prosseguir os propósitos primeiros da Associação, num processo que se arrasta há já vários anos. Mas é também muito consequência da perda de identidade da nossa freguesia, do desagregamento inter-geracional e da perda de proximidade entre eleitos e eleitores. 

Pode ser esta minha análise muito pessimista, que até poderá vir a ser contrariada (oxalá), mas por ora não me ocorre outra justificação.

29/12/2023

Paradoxos e incúrias

Há dias, numa situação de corrida, testemunhei na freguesia de Pigeiros uma senhora a tropeçar num buraco no passeio onde caminhava. Felizmente só uns ligeiros arranhões e umas pragas contra certos senhores, mas poderia ter sido bem pior. De resto, eu próprio já tropecei nuns buracos na Rua da Zona Industrial, pelo que a caminhar ou a correr, seja em Pigeiros, Guisande ou qualquer outra das nossas freguesias, tenho que andar com os sentidos alerta pois as irregularidades e buracos são mais que muitos e nalguns casos autênticas armadilhas e ratoeiras, sobretudo de noite e em tempo de chuva. De resto, não havendo trânsito evito o seu uso, quando deveria ser o contrário. Passe o exagero, correr nas nossas ruas e passeios é quase realizar um trail em plena serra, pelo menos quanto à atenção onde se põe cada pé.

Sempre que se registam estes acidentes seria de apresentar queixa na autoridade, mas para além do custo de formalizar a própria queixa, diz-nos quem sabe que é tempo perdido porque são mais que muitas e invariavelmente sem decisão. Ainda há alguns poucos meses um nosso ciclista espetou-se num buraco ali por Duas Igrejas, aberto por alguém que trata das redes de águas e esgotos, sem sinalização adequada, magoando-se e danificando a bicicleta. Poderia ser uma situação grave. A própria GNR chamada ao local recomendou que apresentasse queixa mas que para além do custo, creio que a rondar os 75 euros, que se preparasse para não dar em nada, embora o caso fosse grave e tivesse a seu favor o próprio testemunho quanto à ausência de sinalização da ratoeira. Certo é que no dia seguinte o buraco estava sinalizado. Bem à maneira portuguesa, remediar antes de precaver. De resto, pela Indáqua ou empresas por si contratadas, são mais que muitas as ratoeiras nas nossas ruas.

Com tudo isto, e não é de agora que abordo o assunto (por exemplo, aqui), considero que tanto as nossas juntas de freguesia como a Câmara Municipal têm tido uma postura, para não usar um termo mais contundente, de pelo menos irresponsabilidade, desleixo e incúria na manutenção e requalificação dos nossos passeios públicos, que na maioria dos casos até foram obrigados a ser realizados às custas dos proprietários das edificações frontais. Se não em toda a extensão, pelo menos em certos pontos onde são notórios os buracos e a degradação. 

Para além do mais, quando se indefere um projecto de edificação por uma soleira ter 3 cm e não 2, ou por outros pintelhos, soa a ridículo que os entraves à circulação a pessoas com mobilidade condicionada sejam mais que muitos e evidentes no espaço público, para além dos buracos, sinais e marcos de água implantados a meio dos passeios. O paradoxo desta incúria é ainda maior quando se sabe que não há dinheiro nem investimento na requalificação dos passeios mas sobra para festanças e entretenimentos, porque esses é que dão visibilidade.

Por conseguinte, sempre que há acidentes nas ratoeiras dos nossos passeios deveria ser formalizada a queixa e levada até às últimas consequência. Como diz alguém que conheço adepto dos aforismos, "...os burros também se ensinam".

28/12/2023

A raposa vai continuar dentro do galinheiro

As notícias por estes dias abrem com o caos que se regista nas urgências dos principais hospitais do país, sobretudo da Grande Lisboa, em que doentes urgentes chegam a esperar entre 12 horas (Santa Maria) a 20 horas (Beatriz Ângelo) pelo atendimento. 

Concorrem para esta situação os habituais episódios nesta altura do ano, devido às variações de gripe que originam problemas respiratórios. Mas não só, até porque ainda hoje de manhã ouvi um médico de uma associção de profissionais de medicina geral a dizer que a afluência não é significativamente superior à de anos anteriores, mas que o agravamento das condições de atendimento e tempo de espera, esse sim, resulta, em muito, dos problemas crescentes que o SNS atravessa e que o Governo não tem sabido resolver.

Por sua vez, o ministro da Saúde, mesmo que já a prazo, não faz outra coisa que não relativizar, a recusar alarmismos, e dizer que lá para o fim de Janeiro talvez os portugueses já andem melhorzinhos da saúde e com isso reduzir o impacto no sistema. Assim com esta incapacidade e ineficácia também eu poderia ser ministro neste país.

Em resumo, uma situação que cada vez mais parece ser normal. A anormalidade está ser normalizada. O pior de tudo é que a avaliar por algumas sondagens os portugueses, ou pelo menos os que pretendem votar nas próximas legislativas em 10 de Março, preparam-se para continuar a legitimar a raposa dentro do galinheiro. Assim sendo, é mesmo aguentar porque dali não virão mudanças substanciais e será mais, muito mais, do mesmo.

António Costa despediu-se do país com uma mensagem natalícia em que fala de um país irreal, só com coisas boas e bonitas. Deste caos que tem abalado o SNS, dos muitos  tiros nos próprios pés bem como das grandes e pequenas trapalhadas que fizeram ruir por dentro um Governo que (des)governava em maioria, não falou, nem sequer ao de leve. 

Agora, democraticamente, é aguentar porque já se percebeu que os portugueses na sua maioria gostam deste estado de coisas. Eu não gosto, mas pelo menos não os legitimo.

27/12/2023

Nota de falecimento

 


Faleceu Dorinda Gomes da Conceição, de 96 anos (29 de Julho de 1927 a 26 de Dezembro de 2023), do lugar do Viso - Guisande, viúva de Bernardino Gomes da Mota

Cerimónias fúnebres na igreja matriz de Guisande, amanhã, Quinta-Feira, 28 de Dezembro, pelas 10:30 horas, indo no final a sepultar no cemitério local.

A missa de 7.º Dia  será no dia seguinte, Sexta-Feira, pelas 18:30 horas 

Sentidos sentimentos a todos os familiares. Paz à sua alma! Que descanse em paz!

25/12/2023

Feliz Natal de todos os tempos

Manda a boa e genuína tradição na nossa freguesia de Guisande que a consoada de Natal seja no próprio dia. Assim, com Jesus já (re)nascido, é hoje o dia grande e mais logo ao início da noite muitas famílias voltam a reunir-se à volta de mesas fartas e generosas com coisas boas. 

Com os novos tempos em que a fartura e diversidade trouxeram outras formas de viver o Natal e do convívio à mesa, certo é que ainda há coisas e pormenores que guardam a genuinidade e simplicidade de outros tempos em que certamente havia menos abundância mas mais essência no modo como eram preparadas bem como na sua vivência.

Não importa fazer comparações e esgrimir contrapontos porque os tempos são mesmo assim, de mudança, de evolução, independentemente do sentido que tomam. Interessá, sim, não perder de todo o espírito que herdamos dos tempos de nossos pais e avós e  geração após geração vamos transmitindo como nossos. A família sempre, e como pedra angular a matriz religiosa e seu significado do renascimento de Jesus Menino que nasce puro e humilde numa humanidade que se quer igual e fraterna. Todo o resto é acessório e ignição para o mercantilismo, que também é importante mas se colocado no devido lugar. Interessará sempre fazer essa destrinça porque se não, então o Natal não será mais que um mero evento carnavalesco.

Feliz Natal a todos os leitores e visitantes, regulares ou ocasionais deste espaço em que procuro que, para além da matriz pessoal, reflicta muito das coisas nossas, da nossa terra, sua gente, raízes e tradições.

24/12/2023

Trail do Leite Creme - 1.º e último

 

Trail do Leite Creme. Classificação: Geral: 1.º e último. Escalão M60: 1.º e último.

Glória a Deus nas alturas!





Natal! 

Quando a humanidade se alevanta

No mais pequeno, humilde dos seus

Como rei de todas as criaturas;

Um coro de anjos ecoa e canta

Na plenitude de todos os céus:

- Glória! Glória a Deus nas alturas!


Natal!

A humildade, a esperança renascida

Como uma árvore a acordar, a florir,

Na alvorada de cada nova Primavera;

Renasce Jesus, como ímpeto da vida,

Messias já vindo mas sempre a surgir

Ao encontro fraterno de quem espera.

21/12/2023

Perfeitos na imperfeição

Não sou perfeito e ainda bem! E todos nós! Afinal a natureza é ela própria imperfeita, se não na sua essência pelo menos na forma como cada um de nós, ínfima criatura, a vê, a define e julga. 

Somos em grande parte uma súmula de egoísmo, o querer sol na eira e chuva no nabal. Incomoda-nos que no dia de uma nossa festa chova mas não nos ralamos se tal acontecer no divertimento do vizinho. Vemos com a nossa miopia o pequeno defeito nos semelhantes mas nem com lentes de aumento os descobrimos em nós. 

No resto, se admiramos com deslumbramento as belezas da natureza e da sua criação, no mundo animal e vegetal, porque raio tem que haver terramotos a rasgar a terra e a derrubar as nossas criações, tempestades a fustigar mares e terra e vulcões a vomitar fumo, cinza e lava? Porque não apenas amena calmaria e doces bonanças ou, se mesmo necessárias essas diatribes, porque não mais suaves, benevolentes?

Resulta de tudo isto que a perfeição talvez seja precisamente o equilíbrio destas duas realidades. Quanto a mim têm razão os orientais com a filosofia taoista do Yin-yang, que expõe a dualidade de tudo quanto existe no universo e por arrasto na natureza, da terra e nossa. Por ela são descritas as duas forças fundamentais que se opõem e complementam entre si.

Somos assim perfeitos na imperfeição, satisfeitos na insatisfação, murchos na erecção.

20/12/2023

Nota de falecimento

 


Faleceu Jorge Avelino dos Reis Silva, de 54 anos (6 de Fevereiro de 1960 a 16 de Dezembro de 2023). Natural do lugar da Barrosa - Guisande, faleceu na Suiça onde estava emigrado.

Filho de António Tavares da Silva (Sr. Sequeira) e de Maria Eugénia dos Reis, residentes  na Rua 25 de Abril, lugar da Barrosa.

O funeral terá lugar no próximo Sábado, 23 de Dezembro, pelas 09:30 horas, com cerimónias fúnebres na igreja matriz de Guisande, indo no final a sepultar no cemitério local.

Missa de 7.º Dia na Sexta-feira, 29 de Dezembro pelas 18:30 horas.

Sentidos sentimentos a todos os familiares. Que descanse em paz!


19/12/2023

Guisande F.C. Veteranos - Liga Masters da AFA - 7

 


Após a realização de 7 jogos, a equipa do Guisande F.C. Veteranos segue numa meritória 6.ª posição na classificação, com 8 pontos (duas vitórias e dois empates), por isso acima do meio da tabela. É certo que ainda com várias equipas com menor n.º de partidas disputadas, mas de todo o modo demonstra que nesta nova experiência, numa prova mais competitiva e exigente, o nosso clube está a ter um bom comportamento, o que é de enaltecer pois revela que por ali há competência mas sobretudo organização e dedicação.

Futebol, paz, amor e bananas

No nosso futebol maior o Sporting recebeu ontem o F.C. do Porto, em jogo que venceu por 2-0, colocando-se no primeiro lugar da classificação.

Não vi nem ouvi, apenas o resumo e análise e hoje de manhã nas notícias. Do que vi, mais um jogo que correu bem, com jogadores e treinadores a respeitarem-se e a trocarem cordialidades, incluindo no final da partida. Foi, a meu, ver mais uma sessão de desejos mútuos de feliz Natal e boas festas. Mesmo a expulsão do Pepe só aconteceu porque ele queria ir embora mais cedo para compromissos de fazer de Pai Natal num centro comercial. Um exemplo de correcção este rapaz já crescidote.

Com este clima em espírito natalício, quando assim é vale a pena ir ao futebol, porque aquilo é só paz e amor. Amém!

Já agora, ouvimos por ali que as contas fazem-se em Maio. Pois claro! É sempre bom termos a certeza de que 2+2 são 4 e que o Natal é a 25 deste mês. A malta do futebol, boa rapaziada, são mestres das vulgaridades, do curto e grosso, mas é assim que a coisa funciona e não se pode esperar que um castanheiro produza bananas.

18/12/2023

Com cheiro a Natal

 


Espírito de Natal ou de Carnaval?

Um bonito e soalheiro dia de Domingo a pouco mais de uma semana do Natal. Depois do almoço caseiro, decidi ir tomar café ao centro da vila de Arouca na expectativa de ali encontrar o espírito de Natal, mas prevenido de que anda fugidio. 

Em pouco mais de meia hora lá estava e não tive dificuldade em estacionar no parque. Mas logo aos primeiros momentos percebia-se que o espírito natalício já dali andava arredado. No que parece ser já uma tradição, talvez uma ou duas centenas de motards e motorizadeiros vestidos com trajes chineses de pais natais, andavam por ali para cima e para baixo a encher as ruas de roncaria e cheiro a gasolina queimada. Tomamos um bom café mesmo no centro, a 80 cêntimos com direito a uma pequena "castanha doce". 

Em frente ao convento e na Praça Brandão de Vasconcelos, os ditos pais natais emprestavam ao local e ao ambiente um ar de Carnaval e fiquei na dúvida se por ali andava o espírito dele. Pareceu-me que não! Na igreja imponente, ladeada de motos e motorizadas, dentro dela apenas duas ou três pessoas e nem um único daqueles que lá fora se exibiam. Apesar da imponência da igreja e do seu ar barroco, o presépio era do mais simples possível, digno de uma qualquer ermida isolada no alto de uma serrania e ali captei um bocadinho do espírito natalício. Mas o ambiente de silêncio tão característico desse local de culto era apenas uma falsa sensação pois lá fora o barulho de motorizadas a roncar e motas a estourar com os escapes era ensurdecedor e remetia-me para um poço da morte numa qualquer feira popular ou para um Carnaval de Ovar ou de Torres Vedras.

Bem ao lado do convento, na sede da Associação dos Amigos de Arouca, estava patente, com entrada gratuita, uma exposição de presépios, mas ninguém a visitar, apenas o responsável que nos acompanhou para servir de cicerone. Uma amostra muito interessante e diversificada mas ignorada pelas centenas que enchiam as ruas e praças.

No átrio exterior do lado poente do convento, uma enorme tenda aquecida com muitos e variados quiosques dispostos lateralmente com bons produtos desde artesanato aos hortículas, com frutas, legumes, nozes, castanhas, azeite, charcutaria, bebidas e licores, etc. Tudo coisas boas e dos produtores locais para ajudar a uma boa ceia de Natal. Um bom espaço e bem organizado. Ali vi um bocadinho do espírito de Natal e até gastei algum dinheiro em nozes e artesanato alusivo à quadra.

Na ilusão de que entretanto os carnavalescos pais natais já se tinham ido embora, afinal devem ter ido reabastecer os depósitos e regressaram com todo o barulho, confusão e mau cheiro pois limitavam-se a andar por ali para trás e para a frente a mostrarem-se como se fosse algo extraordinário. Não foi, apenas uma vulgaridade bacoca, porventura mais adequada a carnavais ou desfiles de paradas gays. Mas isto sou eu a falar, que fui ali áquela bonita vila à procura de outro Natal, mesmo que com as expectativas baixas, mas percebi que isto do Natal simples, genuíno e ligado às origens e de matriz religiosa e espiritual, é apenas um faz de conta e coisa já passada, do antigamente. Agora os tempos são outros, mais dados ao antes parecer que ser  e que a generalidade das pessoas gosta! 

Ao deixar o parque de estacionamento tive dificuldades em saír,  porque à boa maneira portuguesa os espaços destinados a acessos estavam ocupados. Mas polícias e guardas, porque também mascarados ou simplesmente ausentes, não os vi por ali a manter a ordem na desordem. Com dificuldade e várias manobras lá saí e regressei. 

Em resumo, uma bonita tarde de Carnaval!

17/12/2023

Quando do Natal se faz um Carnaval

 












Não deve haver nada com mais de espírito natalício que o encher o centro de uma vila com barulho, ruído e fumo de gasolina e obstrução ao trânsito. Polícias, nem vê-los. Mas quando o Natal se confunde com o Carnaval tudo é possível. Por estas e por outras o Natal já foi um ar que lhe deu...

16/12/2023

Colorido

 





Grupo Solidário - Ceia de Natal 2023

Conforme préviamente anunciado, com lotação esgotada, realiza-se na noite de hoje, 16 de Dezembro de 2023, a já tradicional Ceia de Natal promovida e organizada desde 2015 pelo Grupo Solidário da nossa paróquia. O evento decorrerá nas instalações do Centro Cívico do Centro Social, no Monte do Viso, após a celebração da missa vespertina que terá lugar na capela, pelas 18:00 horas.

Trail da Aletria - 1.º e último

 



Trail da Aletria. Classificação: Geral: 1.º e último. Escalão M60: 1.º e último.

Uma bombástica e épica prova que me fez levantar o ego, o pénis e a auto-estima. Uau! Awsome! E baratinho, sem consumo de água, nem de powerades, redbulls,  de géis, de gelatinas, de barritas ou de suplementos xpto à campeão.

Fora de brincadeiras, e publico isto só para dois ou três amigos, porque quem andou não tem para andar, foi um treino solitário e esforçado numa bonita manhã de sábado. Amanhã sai a bicicleta!

15/12/2023

Já não há dramas

O Ezequiel, o Sr. Oliveira como gosta que o tretem, reformado que está depois de passar o negócio das tintas ao genro, mantém ainda velhos costumes de quando foi presidente da Junta de Gueifães e assim, logo que levantado, em caminho para o Central, o único café da aldeia, montava o seu velho mercedes e lá ía dar uma volta completa e demorada pelas ruas da freguesia como um dono a assegurar-se de que tudo estava nos conformes, no seu lugar. Sim, porque mesmo que minguada de gente, a aldeia não era coisa de correr em dez minutos e por isso, se chuvia ou ventava, havia sempre umas sarjetas a mandar limpar, um muro tombado a exigir reparação, uma árvore atravessada a ser removida, uma água a alagar os baixios a ser desviada. Mas também gostava de encontrar alguém e, mesmo sem saír do carro, meter conversa, mais para tirar nabos do púcaro e a pensar na popularidade que renderia votos na reeleição do que por motivo franco.

Mantém esse hábito o Sr. Oliveira e ainda hoje, mesmo que já não todos os dias nem se preocupando agora com sarjetas entupidas ou derrocadas nas cruvas, ainda dá as suas voltas pela freguesia mas, mesmo que as dê pela fresca matina ou a meio da tarde, o resultado é quase sempre o mesmo mas com uma diferença: Tudo continua no mesmo sítio mas gente com quem conversar, e sobretudo bons conversadores, é que já não se encontra e as ruas cada vez estão mais desertas. Alguns reformados que antes ainda se viam a cavar na horta ou a podar umas videiras, com quem seria fácil meter conversa, estão agora pelos lares entretidos com actividades escolares como se voltassem a ser crianças.

Assim, invariavelmente desconsolado, lá chega ao Central para tomar o café, também ele à semana quase deserto de gente, com um ou outro surumbático a ler o jornal de fio a pavio, como o cunhado, o Nando da Micas, que nem sequer levanta os olhos para cumprimentar quem entra ou o Alfredo a foder a pensão nas raspadinhas. Ao fim de semana, sábado ou domingo, sempre se encontra mais gente mas mesmo assim não é como dantes em que era certinho e direitinho que se encontrasse o Neca do Pinho tinha ali conversa para uma ou duas horas mesmo que tantas vezes a repetirem-se histórias e episódios antes contados. Ali no Central ou junto à porta dele onde de propósito parava, gostava de ouvir o Pinho, figura austera e culta de ler jornais e ver telejornais, ainda na sua altiva pose de sargento que foi na tropa. Reconta-lhe pela enésima vez episódios a merecerem barrigadas de riso ou bocas abertas de espanto como a luta que na sua várzea travou com o Adelino, seu confrontante, em que ora por uma questão de águas, ora por uma disputa de passagem de servidão, lá se engalfinharam e puxando do canivete com que nas merendas lascava salpicão e queijo lhe subtraiu meia orelha e só não lhe cortou o pescoço porque o canivete não dava para tanto, mas que tivesse ali à mão a catana ou o foucinhão e seria de um só golpe.

Esta e outras histórias, do Pinho, mas também do Zeferino, do Fanecas e de outros mais castiços da aldeia, gostava de ouvir o Ezequiel que depois, como bom contador que era, lhes acrescentava, aos contos, os pontos necessários para lhes aumentar os enredos dramáticos ou contornos de comédia, conforme lho pedisse a plateia que o cercava quando o Central tinha clientes bastantes.

Mas o tempo passou e o Ezequiel está mais velho, o Pinho e companhia já foram à vida e já não há quem ajude o velho autarca a não só a matar o tempo que tem de sobra como para lhe aumentar o rol de histórias a meterem zangas entre comadres, disputas entre vizinhos, ameaças entre confrontantes de matos e leiras, lutas políticas e partidárias, segredos da sacristia e provocações de adeptos da bola.  Nada! Uma triste tristeza os tempos de agora em que falta gente capaz. Dos mais novos parece que já nada têm que contar e que a vida lhes passa sem qualquer desassossego, sem dramas, misérias ou estados de alma que sejam dignos de ser contados e recontados. E se os há, já não são confidenciados em surdina e sob jura de segredo ao Ezequiel. Quem quiser agora saber destas coisas, de novidades das gentes da aldeia, das sua vaidades e invejas, tem que andar a chafurdar pelas redes sociais, pelo Facebook. 

Ora o Ezequiel Oliveira sempre se teve em conta como pessoa culta e bem formada mas com as novas tecnologias é que nunca passou de um zero à esquerda e já é atrapalhação bastante o ter que usar o telemóvel a fazer e receber chamadas, quanto mais para andar nessas coisas de facebooks. 

Mas é pena, pois o Ezequiel era um bom guardador de memórias mas o tempo, os novos, não se compadecem com estas coisas, com estas virtudes e actualmente já são poucos os bons conversadores e sobretudo os que têm algo para contar. Hoje em dia andamos todos tão igualmente formatados que até parece que feitos da mesma massa e forma. Ora os que destas bases saem desformatos, com algum defeito de fabrico, são, como na cunhagem de moedas, peças raras e valiosas. Difícil e pôr-lhes os olhos em cima.

Tem que se conformar o Ezequiel porque estes são tempos novos e diferentes e quanto a conversas e conversadores, estamos conversados!

Sem crescimento, sem multiplicação

Há dias, a propósito da tradicional benção dos bebés de colo e de mulheres grávidas na missa da Imaculada Conceição, 8 de Dezembro, data para muitos considerada como o Dia da Mãe, ficamos a saber, pelo menos a ter em conta quem acedeu ao convite e participou, que a nossa freguesia de Guisande tem apenas uma mulher grávida e uma criancinha nascida neste ano da graça de 2023. Mas no dia seguinte, Sábado, afinal apareceu mais uma bebé, que ali foi baptizada.

Em resumo, mais coisa menos coisas, os dedos de uma só mão são suficientes e sobram para contar os bebés que nascem em Guisande em dois anos. Creio que não exagero ou então ando a leste de quanto ao que por cá vai decorrendo no desígnio bíblico do "crescei e multiplicai-vos".

Já o tenho escrito por aqui e não vou de novo esmiuçar razões para este problema de baixa natalidade, que nem sequer é só nosso, da freguesia e do país. É sobretudo da Europa, da nova, porque da velha era gente à fartazana, agora a desertificar-se de naturais, abrindo assim espaço, políticas e metas para poder abrir as portas ou as pernas para uma imigração sobretudo muçulmana, desmesurada e com pouco escrutínio de integração no mercado do trabalho, mas também cultural, social e mesmo religiosa porque invariavlemente a querer impor-se e sobrepor-se. Adiante!

Resulta daqui, que este rio caudaloso de motivos e realidades desagua num mar tempestuoso e de muitas incertezas. A nossa freguesia está a perder população, por isso com falta de crianças, gente nova e daí o inevitável envelhecimento da população. É certo que nos últimos anos construiram-se uma meia dúzia de novas habitações, supostamente com gente jovem capaz de alargar a família, mas por outro lado e em contraponto, são mais as casas que vão fechando, porque velhas e sem moradores ou então casas onde só vivem velhos, viúvos e viúvas, desamparados na sua solidão.

É o que é! Deste modo qualquer projecto ou ideias de grandeza para esta terra choca paradoxalmente com este encolher anual da população. Ademais, dos que vão resistindo poucos são os que mostram vontade e capacidade em qualquer esforço de inversão. Assim seguimos irremediavelmente condenados à extinção, como em tantas aldeias no nosso interior desertificado. Certamente que já não estarei por cá nessa altura mas por ora parece-me uma fatalidade incontornável. O contrário, mas contra-natura, só mesmo com uma nova invasão árabe ou africana.

14/12/2023

Assembleia de Freguesia - 21 de Dezembro de 2023

 

Data: 21 de Dezembro de 2023 - Hora: 21:00 horas
Local: Polo da Junta em Louredo

Blackout ao Natal mágico

Estamos tão dependente dela, para ajudar a matar o pouco tempo que nos sobra do lufa-lufa do quotidiano, que não a dispensamos. A televisão tornou-se companheira e substituta de gente e em muitos lares é a única voz que se ouve na solidão de quem vive só, por opção ou por fatalidade. 

Pessoalmente sou fraco consumidor de televisão. Apenas algum serviço noticioso, comentários e análise das actualidades, depois alguns documentários, alguma música clássica um ou outro episódio de uma qualquer série, sobretudo de comédia. Filmes, raramente e apenas os climaxes finais. O futebol nunca me prendeu, mas porque definitivamente sem paciência para essas chuvas no molhado, deixou, quase definitivamente, de fazer parte do cardápio e apenas um ou outro resumo da coisa já acabada só para me sentir informado o bastante.

Mas tantas vezes chego à conclusão que em rigor nem vejo televisão porque o mudar de canal (dizem que zapping) é constante na procura do que poderá ter interesse e naquelas duas centenas de canais, ou por aí, poucas vezes dou de caras com algo que me prenda a atenção e, pasme-se, por vezes paro nos canais chineses. E se encontro algo de interesse, tantas vezes constato de seguida que é algo que já se viu, sim, porque na nossa televisão as coisas repetem-se vezes sem conta como o "Sozinho em Casa" na proximidade do Natal.

Em todo o caso, e era aqui que queria chegar, por estas alturas em que está na mira o Natal, e que nas televisões começa bem cedo, com bombardeamento de anúncios de produtos de mercearia, relógios, perfumes, carros, chocolates, etc, etc. Creio que, passe o humor negro, nem em Gaza há um bombardeamento tão persistente. Por conseguinte imagino, sem que ponha em prática, como seria bom desligar as nossas televisões no dia 1 de Dezembro e só as voltar a ligar já perto do Carnaval. Uma espécie de blackout sanitário. Poderia custar nos primeiros dias, como qualquer desabituação, mas depois os benefícios seriam sentidos. Assim como uma espécie de desintoxicação.

Mas é esquecer, porque na realidade o que estou a dizer ou a imaginar, para a larga maioria das pessoas consumidoras, a coisa cheira a heresia. Então como havia de ser nas salas de espera de centros de saúde, hospitais, cafés, restaurantes, etc, etc? Como é que a juventude sem a Netflix e semelhantes? E de que maneira os adeptos fanáticos iriam passar o mês sem assistir a jogos do Porto e Benfica e às análises na CMTV com os broncos do Rudolfo Reis, Fernando Mendes e outros que tais? E os idosos, sozinhos em casa, sem ouvir as missas e aquelas coisas intermináveis nos domingos à tarde num desfile de cantores pimba e venda de chouriços? E com que depressão ficariam se inibidos de assitir ao "Preço Certo" e às piadolas do Fernando Mendes? E em que companhia fariam as domésticas o almoço, sem Gouchas, Cláudios, Sóninhas, Gabriéis e outros da mesma igualha, a falarem da vida deles próprios e de vidas alheias? Poderia lá ser! Era o fim do mundo!

Continuemos, pois, a estimar a nossa querida televisão até porque como nela nos dizem repetidamente, que este Natal vai ser mágico!

13/12/2023

No país das replicações - Estamos nesta

Anda por aí uma febre desmesurada, que não é de agora, mas tão nossa, genuinamente portuguesa, a de copiar e replicar coisas e eventos que vemos e invejamos no vizinho ao lado, na freguesia, vila, na cidade ou no estrangeiro. 

Nesta onda do "também nós podemos e somos capazes", são mais que muitas coisas que têm sido replicadas. Senão veja-se: São os baloiços, implantados em tudo quanto é portela, monte ou serra; Os passadiços, essas estruturas em madeira começaram a ganhar e a galgar terreno e como serpentes estão já em todo o lado, tanto em escarpas imponentes e desfiladeiros só acessíveis a águias e abutres como a bordejar insignificantes ribeiras e charcos.

Mesmo as pontes que para nada servem senão para entretar e pôr à prova medos ou coragem de turistas, também já são negócio de milhões e se Arouca tem miseráveis caminhos de cabras promovidos a estradas e aldeias sem redes de água e de esgotos tem uma dessas maravilhas da engenharia das coisas suspensas.

Também os eventos de entretenimento ditos de época estão na moda e assim temos viagens, festas e feiras romanas, medievais, napoleónicas, mercados recriados como os que se fazim nos tempos dos nossos bisavós e outras que tais em várias aldeias, vilas e cidades; Mesmo por cá na nossa Feira, de vaidades, não fazemos a coisa por menos e desde a interminável churrascada da Viagem Medieval no Verão à sombra do castelo que se desmorona no Inverno,  temos ainda o mundo do faz-de-conta chamado Perlim, a entreter crianças e adultos, também a condicionar trânsito e acessos a quem tão somente quer ali pacatamente à baixa tomar chã e comer fogaça.

A criançada também não está dispensada destas réplicas e já não faltam, por tudo quanto é sítio, parques temáticos, vilas natais, feiras e feirnhas, mercados e mercadinhos de Natal, dos mais sofisticados com arenas de gelo aos mais simples; Depois, mesmo que a perder espaço, porque o Natal já pouco tem de religioso, há ainda os presépios, simples à moda napolitana com figuras de barro sobre cascos de cortiça atapetados de musgo, aos mecanizados ou com figuras ao vivo.

As iluminações, essas coisinhas a piscar, coloridas e brilhantes, em que as autarquias gastam balúrdios do orçamento a enfeitar pinheiros naturais e artificiais, a arcar ruas, praças e largos, a delinear cruzeiros, capelas e igrejas, são já atracção em várias cidades e para elas organizam-se excursões com dezenas de autocarros cheios de curiosos. Em Vigo, Espanha, por tanta afluência de locais e sobretudo portugueses, a assistir a esse céu brilhante tem sido um inferno para os moradores, com ruas entupidas de multidões, mesmo a ponto de obstacularizar o normal fluxo do trânsito e até mesmo situações de emergência médica; Por cá e para cá há excursões e filas de trânsito para entrar em Águeda e em Óbidos, propagandeada como Vila Natal, no que tem sido um quebra-cabeças e dores de cornos e filas intermináveis nas bilheteiras e nas ruas apertadas para sentir essa coisa tão larga e comercial traduzida como espírito de Natal; 

Estamos nesta! 

Mas a coisa não se fica por aqui e mesmo no entretenimento desportivo as provas de corridas, com designações parolamente a abusar dos inglesismos, são um negócio da china e é ver os calendários nas empresas que as organizam, promovem ou controlam para ver que do Minho ao Algarve, dos Açores à Madeira, são mais que muitas e todas a reunir rebanhos de atletas, dos verdadeiros e vitaminados aos aspirantes, dos que acabam as provas em passo de lebre como se quenianos ou etípoes, aos que as terminam com horas de atraso e sofrimento nas pernas e no rosto mas com a mesma publicitada satisfação de um épico dever cumprido. Desde Lisboa ao Porto, do litoral ao mais humilde lugarejo no Portugal interior desertificado, todos querem ter a sua prova de corrida ou trail.

Estamos e continuamos nesta!

E tudo isto é positivo? Ou negativo? Nem sim nem não, antes pelo contrário, até porque tudo se resume a ganhar e gastar dinheiro, esse binómio que dizem que faz movimentar as rodas do mundo e a engrenagem da sociedade, mas é sobretudo um exagerado exagero e a prova provada que hoje em dia, muito à conta das modas, das tendências (trends) e redes sociais que as ampliam e dão espaço aos egos colectivos e individuais, damos um excessiva e desmesurada importância às coisas, mesmo às que a não tem, a ponto de nos surpreendermos com a mais insignificante, corriqueira ou normalíssima delas. 

Estamos nesta! 

Compreendo que assim seja e será, mas para quem tem já muito caminho trilhado e já viu de tudo e de muito, começa a faltar a paciência para estas novas réplicas de replicações. Andamos por aí a apregoar que a China não sabe mais que copiar o que os outros fazem, desde um isqueiro a um avião, passando por relógios e mercedes, e nós, pobres tugas, nesse campeonato de copiar e replicar damos cartas e deixamos os chineses, eles próprios, de olhos em bico.

Estamos nesta!

12/12/2023

Mais do mesmo e 2+2 continua a ser 4

Não ouvi a entrevista que o cessante primeiro ministro, António Costa, concedeu ontem à CNN - TVI. Ouvi apenas, já hoje, as reacções dos partidos. Como se esperava o PS a enaltecer a acção e a figura  e os opositores a depreciarem, e nestes a tónica de que António Costa disse muito e não disse nada, jogando com números que não batem certo com a realidade, fazendo-o com arrogância e sobretudo sem reconhecer os erros.

Uns e outros, entrevistado e partidos, disseram o que se esperava que dissessem. Isto é, dali não vem qualquer novidade. Sempre foi assim e sempre assim será no jogo político. É um entretenimento. É como irmos ver um jogo de futebol sabendo previamente qual vai ser o resultado final, indo apenas quem gosta de rever o que já viu.

Mas de facto António Costa, que reconheço como uma boa pessoa mas melhor político na acepção da palavra, porque experiente, ardiloso e habilidoso, sabe jogar com vários naipes, mas quase nunca a reconhecer erros e neste mandato de maioria foram mais que muitos. Para além do mais, os números que aponta como um sentido positivo, crescimento e aumento de rendimentos na realidade não se traduzem em melhores condições de vida das pessoas e basta atentar nas realidades que todos os dias são notícia, desde logo o colapso do Serviço Nacional de Saúde, do INEM, da Educação, bem como de muitas outras maleitas que de tão óbvias se torna fastidioso a todas enumerar.

Mas isto é política, meus senhores! Venha o PS, PSD ou qualquer outra geringonça dita parlamentar, será mesmo para lamentar porque mais do mesmo! Habituem-se!

Reparação na Rua de Trás-os-Lagos

A Junta da União de Freguesias de Lobão, Gião, Louredo e Guisande procedeu ao melhoramento do pavimento da Rua de Trás-os-Lagos junto do entroncamento com a Rua Nossa Senhora de Fátima. Era uma necessidade de há muito pois o local encontrava-se em mau estado. É certo que ainda de forma provisória, pelo que certamente daqui a algum tempo voltará a ficar degradado, pelo que só a pavimentação geral e definitiva, incluindo a remoção do antigo pavimento, é que poderá resolver a coisa com maior consistência. Em todo o caso, registam-se a atenção e o esforço em pelo menos, para já, fazer a reparação. Parabéns!

11/12/2023

Rebanho de cordeiros

Hoje li mais uma das habituais e sempre certeiras impressões escritas pelo escritor José Rentes de Carvalho, no caso sobre esta forma de ser da pandilha que de há décadas, revezando-se entre si, faz de conta que nos governa, quando na realidade é apenas um desgoverno desmedido, ainda e muito sujeito aos arbítrios dos interesses próprios e corporativos. Como diz o velho transmontano, "...fingindo que governam, os sortidos donos daquilo tudo, os que se dobram ajoelhados como escravos de galé. E ainda os jeitos, as luvas, o fatalismo, as vénias, a cunha, a subserviência para com os que estão acima, o desprezo para com os que dependem. O medo generalizado, os brandos costumes, as manhas, o respeitinho. Aquela inveja, que de tão extraordinária e corrente parece ser genética. A promessa raro cumprida, idem a sornice, o deixa para amanhã, a fatuidade, o valor das aparências, o gosto da rasteira."

Não poderia, pois, o José Rentes de Carvalho ter traçado melhor retrato deste pobre país de espertalhões e com a bonita idade que conta, 93 anos, diz já não ter tempo nem ilusões em mudanças e ver chegar novos amanhãs que durante anos esperançosamente esperou. 

O que se vai lendo, vendo e ouvindo na comunicação social, a propósito do estado da nossa Educação, do Serviço Nacional de Saúde em colapso, o caso da TAP e aeroportos, agora o caso que levou à dissolução do parlamento e convocatória de eleições legislativas antecipadas, o mal-cheiroso caso das cunhas para o tratamento milionário das gémeas brasileiras, à pressa naturalizadas, são exemplos factuais e bastantes que atestam este estado de podridão política e estrutural a que nem a figura do seu mais alto cargo da nação escapa. Mas como povo não temos emenda e no geral vamos andando como cordeiros obedientes atrás dos pastores do costume nesse papel de chefes, arvorados desde a data supostamente revolucionária em que a partir dela seria só democracia, paz, pão, povo desenvolvido, saúde e liberdade. O tanas!

Para o próximo Abril comemorar-se-á com pompa e circunstância e molhadas de cravos vermelhos, os 50 anos, o meio século passado sobre esse evento, mas na realidade as coisas continuam  e continuarão como sempre, modeladas por uns poucos ao sabor dos seus interesses e agendas. O resto é paisagem, um constante faz de conta, um mero e permanente simulacro de sociedade democrática, desenvolvida e civilizada. Mas, paradoxo, não falta quem goste de fazer parte deste rebanho seguidor, sem carneiros a tresmalhar, só com cordeiros mansos e humildes. 

Temos o que merecemos. Venha daí outra rodada!

A casamentos e a baptizados...

Bem sabemos que não podemos nem devemos ir a um serviço religioso, no caso uma missa vespertina ou dominical, com excessiva pressa e já a pensar no almoço ou jantar. Mas como em tudo, há horários, rituais e ritmos que nos levam a pensar na normalidade e não na aleatoridade na duração dos mesmos. Pelo menos eu, considero que 45 minutos é tempo mais que adequado à duração normal de uma missa vespertina ou dominical. Mesmo que contando com um pequeno e justificável atraso do celebrante e uma ou outra divagação na homilia ou repetição de eventos nos avisos finais, vamos até admitir que possa durar 50 minutos ou mesmo, por excesso, uma hora. Até aqui, podemos compreender e entender. Já não me parece razoável, contudo, que sem qualquer aviso prévio, uma missa incorpore serviços adicionais, como uma celebração de bodas de ouro e ou de prata matrimoniais ou ainda um baptizado. E isto e desde logo porque é velho o ditado de que a "casamentos e a baptizados vão os convidados".

Não deixei, pois, de ter reparado que na missa deste sábado em Guisande, precisamente por ter um baptizado e o aniversário do Grupo de Jovens, em vez dos tais 45/50 minutos habituais, ou até uma hora, a missa tenha demorado para lá de uma hora e meia. Ora é tempo excessivo e isto é inconveniente sobretudo quando para lá da hora expectável de duração temos, como foi o meu caso, compromissos pessoais e afazeres programados e não é de bom tom nem fica bem abandonar a missa antes de ter terminado.

Hoje em dia em que todo o nosso tempo anda a ser medido e controlado ao minuto, não é positivo este descontrolo ou imprevisibilidade de tempo. Compreendo que a incorporação de um serviço extra como o de um baptizado é interessante sob um ponto de vista de vivência e partilha comunitária, mas, porém, dentro do possível, importará ser avisado com antecedência para não haver surpresas e participar informadamente quem realmente acha que quer e pode sujeitar-se a um tempo para além do tido como normal. 

Vem aí uma guerra civil e a democracia está por um fiozinho

Vai engraçada a campanha interna no PS - Partido Socialista que decidirá o candidato a próximo primeiro ministro da nação lusa. Não sigo nem é assunto que me ocupe, mas como a televisão tanto nos mostra destas coisas como os reclames de perfumes e de outras lamechices do Natal comercial, sempre vou, mesmo que sem querer, ouvindo algumas coisas. 

O poeta Manuel Alegre convidado para o plantel dos opinadores, terá dito que "a democracia está em risco". Não ouvi nada para além do título de rodapé da televisão mas deduzo que encontra ele em Pedro Nuno Santos o garante da continuidade da nossa democracia. Não sei a que democracia se referia o poeta de Águeda, se à democracia como ele a concebe ou se a democracia em que o povo e o eleitorado é quem decide, mesmo que, a seu contragosto, numa viragem ao centro direita ou direita. Ou serão os de esquerda e dela da extrema, mais democratas que os do centro e da direita? Que raio de ideologias estas que compartimentam estas coisas de quem é mais ou menos. Se é democracia, que se respeite a vontade da maioria, mesmo que quem decida seja o Zé da Esquina.

Já Eduardo Cabrita, o ex-ministro que gostava de viajar em velocidade acima da regulamentar, sempre a assapar nas auto-estradas com o seu pópó e a arrastar literalmente que se atravessasse à frente, também disse que "a direita está em guerra civil" e que o salvador da pátria é Pedro Nuno, o messias dos tempos modernos.

Isto mesmo sem tiros e bombardeamentos está a ficar um pouco extremado. A democracia está em perigo e a direita está em guerra, dizem! Está dado o mote para quem tem que decidir pela cabeça dos outros e não pela sua. Pela parte que me toca, como decido pela minha cabecinha, com o devido respeito, quero mandar esses políticos anunciadores do apocalipse e do armagedeão à merdinha com uma giga.

09/12/2023

Centro Social - Assembleia Geral a 29 de Dezembro de 2023


Esta assembleia marcada para o próximo dia 29 de Dezembro de 2023, pelas 20:00 horas é deveras importante pois da sua ordem de trabalhos faz parte a eleição para os corpos gerentes para o quadriénio de 2024/2027. 

Como tem sido divulgado, por força dos estatutos o actual presidente da Direcção, Joaquim da Conceição Santos, não poderá concorrer ao mesmo cargo. No entanto, mostra-se disponível para ajudar em qualquer processo de transição para uma nova Direcção.

Esta é uma oportunidade para os sócios, sobretudo os mais jovens, aparecerem e demonstrarem o seu interesse e colocarem-se com novas capacidades e dinâmicas à frente dos destinos da Associação do Centro Social. 

É tempo e lugar para outros virem mostrar como é que se pode fazer mais e melhor, candidatando-se e sujeitando-se à escolha dos sócios.

De minha parte, que de há dois mandatos faço parte dos actuais corpos gerentes como secretário da Mesa da Assembleia, tal como já o tenho referido por aqui, terminarei as funções e não farei parte de qualquer lista. O lugar fica disponível para outros, quiçá mais empenhados e capazes. A freguesia está cheia de gente boa, capaz e ansiosa por fazer parte destas coisas de trabalhar à borlix ao serviço dos outros e da comunidade. Haja esperança que apareçam interessados e dinâmicos. 

08/12/2023

Comeres 08122023

 



Vitela assada no forno, com legumes - Rabanada de vinho passada na frigideira

07/12/2023

Natal sempre, mas do verdadeiro

 


Entrados em Dezembro e com o início do Tempo do Advento, como caminho de preparação para o dia grande e renovado do Natal, em que Jesus renasce como modelo de um caminho novo, já estamos em contagem decrescente. Ao Natal mercantilista e mesmo desprezado nos seus valores constituintes, como se fora apenas um banal entretenimento e comércio, há que responder com a preservação dos bons velhos e sempre actuais valores do Evangelho.

A imagem acima é da coroa do Advento feita cá por casa. Simples e com os elementos vegetais tão tradicionais, incluindo o azevinho e outras bagas cá do próprio jardim.

Vou pôr as poupanças na serra da Freita

Poderia aqui dizer que este caso passou-se com o Timóteo Barnabé, mas na realidade passou-se comigo: Num certo Banco, onde tenho uma ridícula poupança, uma funcionária na altura aconselhou-me a fazer uma aplicação de Plano Poupança Reforma, a 10 anos, com baixo risco e com garantia do capital investido. O resto da poupança continua lá desde há mais de 10 anos e apenas como dinheiro à ordem, por isso sem dele receber um cêntimo de rendimento. 

Certo é que a tal aplicação começou por acumular algum ganho mas com a garantia de pelo menos o retorno do capital investido, deixei de me preocupar e de seguir a sua evoluação. Por estes dias fui ver como estava e percebi que de uma altura em que esteve a dar lucro passou, com o despoletar da guerra na Ucrânia, a uma situação de dar prejuízo e já mesmo sem a tal garantia do capital investido. Isto é, como tantas vezes já vimos este filme, nomeadamente no antigo BES, em que os clientes são enganados ou mal informados e as muitas letras pequeninas não ajudam à compreensão das condições. E isso já tinha acontecido com uma outra aplicação embora nessa eu tivesse noção do risco e que depois de estar em ganho acabou em perda devido ao impacto da pandemia. Logo que recuperou pelo menos para o capital investido, resgatei.

Apesar disso, desengane-se quem pensa que, logo que estas aplicações começam a perder e com tendência negativa devido a factores como conflitos e crises globais, os clientes são avisados ou alertados pelos ditos gestores de conta de modo a tomarem acções e mitigar perdas. É esquecer! Dali ninguem alerta ninguém porque o Banco nunca perde e os funcionários já não são da escola antiga e também eles são tratados abaixo de cão pelas administrações e administradores. Um vez feita qualquer aplicação em qualquer Banco é mesmo com total responsabilidade e risco do cliente. O Banco esse ganha sempre.

Resumindo, neste momento apesar de em ligeira recuperação a dita aplicação ainda está a dar prejuízo e  isto ao fim de meia dúzia de anos. Como disse é uma aplicação com trocos mas dá que pensar a quem as tem em grandes montantes. Mas, em verdade se diga, quem tem grandes valores, em rigor não precisa destes extras e pode assumir com relativo à vontade um maior risco nos seus investimentos. Mas mesmo assim, sem um acompanhamento regular e atento, os lucros podem ser amplos mas os prejuízos também em grande escala.

Certinha e direitinha é a comissão de conta que todos os meses, a horas certas, o Banco retira da conta. São quase 7 euros o que dá quase 90 euros anuais.

Posto isto, vou resgatar a aplicação, mesmo em perda e anular a conta nesse Banco mudando os trocos para outro onde já tenho conta, dispensando assim o pesado encargo de pagar duas comissões.

Em resumo, eu como muitos pequenos clientes de pequenas poupanças, nunca recebemos um cêntimo de rendimento deste e doutros Bancos. Antes pelo contrário, somos nós a ajudar a que apresentem grandes lucros e em muito em face destas comissões escandalosas, tanto mais que hoje em dia quase não há atendimento personalizado e humano e apenas por canais manhosos e burocráticos. Já nem sequer gastam dinheiro em papel e correspondência visto ser tudo electrónico ou digital. Tempos modernos.

A este propósito dos contactos, usei um email de atendimento aos clientes homebanking e não foram capazes de esclarecer a questão nem sequer de a encaminhar para o canal adequado. Ou seja, terei mesmo que ligar directamente para o Banco e o mais certo é ter que perder tempo do emprego para lá ir pessoalmente no reduzido horário que têm disponível.

Infelizmente, por questões várias e administrativas, temos quase que obrigatoriamente ter conta em Bancos, mas de facto como as coisas estão compensa e muito em ter o dinheiro enterrado no quintal ou numa caixa hermética  debaixo de umas pedras na serra da Freita, como alguém me disse que tinha. Convém é não perder o tino ou coordenadas geográficas do sítio. 

Tempos modernos a pedirem medidas à antiga!

05/12/2023

O professor Marcelo reprovou

No caso mediático do tratamento das gémeas brasileiras com o medicamento mais caro do mundo, pago pelos contribuintes portugueses, no que parece ter sido um processo de claro favor e favorecimento e de contornos ainda em investigação, ontem o presidente da república veio dar explicações, desdizendo o que antes havia dito, ou seja, que afinal houve contactos com o seu filho, Nuno Rebelo de Sousa, sobre o tema. Desvalorizou e disse ter encaminhado o assunto como o faz em relação em milhares de outros pedidos mas isso não o iliba de ter estado envolvido. E porque é que o filho abordou o pai, presidente, nesse assunto? Certamente porque sabedor de que isso poderia abrir portas e desbravar caminhos na tal autorização de nacionalidade e dela o tratamento. Ou somos todos anjinhos, puros e inocentes?

Não me convenceu com as suas explicações e nem parece ter convencido os analistas porque no essencial ficam ainda muitas dúvidas que esperemos que o Ministério Público venha a esclarecer. Todavia, será mais um caso em que dará em coisa nenhuma, e que coisa e tal foram cumpridos todos os requisitos e que coisa e tal foi tudo limpinho, limpinho, e que uma vez mais quem paga (pagou) as favas é o Zé Contrbuinte. Andamos para aqui a adiar consultas, exames e tratamentos por meses e anos, tantas vezes contribuindo para agravamento de doenças e mesmo mortes e depois vem gente estrangeira, com bons padrinhos e intermediários, beneficiar de processos apressados de nacionalidade para colher tratamentos onerosos, literalmente de milhões de euros. 

Não está em causa, obviamente, o julgamento moral da necessidade e importância de tratamento das bebés gémeas mas a forma como administramos os nossos recursos em benefício de estrangeiros ou portugueses por via administrativa. Quem dera que pudéssemos pagara tratamentos de milhões a todos os doentes do mundo, mas isso é uma impossibilidade, a começar pelos nossos próprios. Haja, pois, bom senso e sentido da realidade.

Neste contexto, de processos pouco claros ou mesmo obscuros, não temos de todo alguém em quem confiar e mesmo o presidente que deveria ser uma figura de confiança a toda a prova, mesmo acreditando que sem responsabilidade directa, mostra que é apenas, mesmo que usado, mais um elo da importância de se ser importante e capaz de mexer uns cordelinhos ou lubrificar os mecanismos que decidem os processos. Afinal, a mola impulsionadora, o princípio de todos os actos de corrupção e tráfico de influências neste nosso pobre país. 

Em resumo, há sempre alguém da esfera pessoal e política a procurar tirar partido do nosso presidente e ser-lhe agradável. Foi nesse sentido, aqui há uns meses atrás, que alguém com ligações ao Governo PS, no caso  o ex-secretário de Estado das Infraestruturas Hugo Mendes ao pedir à CEO da TAP, uma tal de demitida Christine, para adiar um voo de Moçambique que tinha como passageiro o Presidente da República - que, alegadamente, precisava de ficar mais dois dias em Maputo e com a justificação "...Ele tem sido um apoio para nós em relação à TAP, mas, se o humor dele se alterar, tudo fica perdido. Uma palavra dele contra a TAP/o Governo e ele empurra o país todo contra nós. Não estou a exagerar: ele é o nosso principal aliado político, mas pode transformar-se no nosso pior inimigo", respondeu Hugo Mendes.

Como se vê, o que não falta (faltava) no Governo do PS, era gente disposta a agradar ao presidente Marcelo. Vai daí este caso do tratamento milionário das gémeas brasileiras, nacionalizadas á pressa, pode ter sofrido da mesma "boa vontade".

04/12/2023

Livros, tempo e vontade


Estou em falha para comigo e para com os meus leitores, na publicação do livro de apontamentos monográficos sobre a freguesia de Guisande, que havia perspectivado para a primeira metade deste ano que está quase a terminar. Razões? Várias, mas sobretudo por alguma preguiça, porque no essencial tenho quase todo o conteudo que quero incluir e mesmo em quantidade que daria para um segundo volume. O principal trabalho prende-se com a paginação e correcção ortográfica já que não tenho dinheiro que me permita dispensar esse serviço e pagá-lo à editora.

Por outro lado, e sabendo que até é possível uma candidatura ao programa de apoio cultural da Câmara Municipal, o mesmo ainda está bastante burocratizado e por isso desmotivante. Creio e  parece-me, que neste tipo de situação, publicação de livros, os mesmos poderiam ser apoiados já depois de publicados, mesmo que mediante uma análise qualificada ao seu eventual interesse cultural e importância. Mas isto é apenas uma opinião e de resto a minha vontade de publicar não dependerá de qualquer apoio monetário, prévio ou à posteriori. De resto assim foi com os meus dois livros já publicados em que não recebi um cêntimo que fosse da Câmara Municipal. Além do mais, foi manifestada a vontade de apoio o meu livro infantil com a aquisição de 50 exemplares para a rede pública da Biblioteca Municipal mas tal nunca se concretizou. Nem o espero, diga-se.

Posto isto, serve este apontamento para dizer, até porque o têm perguntado, que a intenção mantém-se mas para já sem data definida. Eventualmente para o próximo ano. A ver vamos se reúno vontade e tempo de finalizar a parte editorial, paginação, correcção, estudo de capa, etc porque no que toca a investimento e gastos terá que ser, naturalmente, à minha custa. Em todo o caso, ao dar mais algum tempo à coisa até permite-me amadurecer e melhorar um ou outro assunto a incluir no livro e há sempre coisas novas e interessantes a surgirem e que será importante incluir.

Para além deste livro de apontamentos monográficos, há ainda a vontade de publicar um segundo livro de poemas, pequenos contos e outros textos, que até poderá acontecer ser publicado antes. A ver vamos!

Segunda-Feira, feira da ladra...

Depois de um fim-de-semana prolongado, com um bonito dia de sol pelo meio, regresso à rotina e monotonia do trabalho. Pelo meio as coisas habituais e corriqueiras. Sondagens sobre a nossa política reveladas aos bocadinhos, como num concurso televisivo, a ampliar  o suspense e a expectativa. Mais coisa menos coisa, candidatos do plano A ou do Plano B do lado do PS, tudo indica o que todos esperamos, uma disputa entre o PSD e o PS, mas este, apesar de tudo quanto tem envolvido o Governo e que levaram à sua queda, parece manter ritmo e poder vir a vencer de novo as eleições embora, sem maioria. O que voltaria a ser surpreendente mas não totalmente.

De tudo isto, e com as constatações do estado das coisas quanto à Sáude e serviço de urgência, aumento da pobreza, aumento da carga fiscal, guerra com professores, crise de habitação, etc, etc, a quase maioria dos portugueses parece gostar destes doces e do estado de coisas e com mais arroba menos quintal em 10 de Março próximo vai dizer democraticamente que quer que tudo continue na mesma. Sintomático! Faça-se a sua vontade democrática!

Por cá, no nosso querido terrão, também tudo na mesma. O positivo voluntarismo da Comissão de Festas já trabalha com azáfama no que toca a angariar fundos para a festa que há-de ser lá para Agosto. A padaria de Fornos, voltou a abrir depois de ter fechado, depois de ter aberto e depois de ter fechado. O Guisande F.C. veteranos promoveu neste Sábado o seu glamoroso jantar de Natal, bem participado e alegre. Parabéns! O Grupo Solidário também irá organizar a Ceia de Natal Solidária, a ter lugar em 16 de Dezembro, no Centro Cívico, já com lotação esgotada, pelo que também de parabéns pela dedicação. A missa do Galo neste ano, porque alternadamente com Guisande, será nas Caldas de S. Jorge.  O Natal, esse será no dia 25, também uma Segunda-Feira. O bacalhau está pela hora da morte mas como bom amigo na vida não faltará fielmente na ceia mais saborosa do ano.

Desportiva e entretidamente um dia destes eu, o LB e o HA vamos fazer uma corrida no Epic Awsome Challanger Trail da Aletria, em Santo Isidoro do Mazouco, Queixo-de-Espada-à-Cinta, que como todos sabem fica na ilha do Faial nos Açores, ali ao lado de Sevilha. 

O Sérgio Godinho cantava que "É Terça-Feira, Feira da Ladra..." mas bem pode ser mudada a feira para um dia antes. Vai dar ao mesmo! Boa semana!

02/12/2023

Há dias de sorte...

 


Calhou-me em sorte um bom conjunto de vinhos sorteado pelos sócios do Guisande F.C. Veteranos.

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