27/11/2020

Quando a omissão é missão.

Do que vi e do que fui lendo de quem também reparou, tanto no dia próprio como no seguinte, a nossa imprensa, a nossa televisão, passou ao lado da evocação do 25 de Novembro de 1975. Nada que surpreenda, sobretudo da RTP, sempre uma fiel vitrina do regime. Os demais, têm andado adocicados com os subsídios estatais e por isso seguem no mesmo carril e prestam-se aos fretes de omitir ou deixar passar ao lado o que possa fazer comichão a certos sectores que por ora vão dando cartas ou dispondo as peças no tabuleiro.

Assim, sendo, a morte do endeusado Maradona foi um manancial informativo, um bom pretexto para justificar o entupimento ou omissão da informação de "coisas menores" como a data do acontecimento que resgatou o país de um modelo cubano.

Estamos bem entregues.

25/11/2020

25 de Novembro de 1975 - O verdadeiro 25 de Abril


Passam hoje 45 anos sobre os acontecimentos de 25 de Abril de 1975, que na realidade consolidaram os pressupostos da revolução do 25 de Abril de 1974. 

O país libertado pouco antes de uma ditadura de direita, descambava para uma ditadura de esquerda com uma tentativa de golpe militar conduzido e apoiado por uma facção das forças armadas com o apoio do PCP - Partido Comunista Português.

A esta tentativa opôs-se um grupo operacional de militares, chefiado pelo então Tenente Coronel Ramalho Eanes, mais tarde General, que desse modo conseguiu contrariar a revolta.

Face ao fracasso do golpe, o  PCP comprometeu-se a não convocar qualquer manifestação para esse dia, substituindo o PREC, acrónimo para Processo Revolucionário em Curso, pelo Processo Constitucional em Curso. Foi, pois, a partir desta data que se começaram a solidificar os pressupostos para uma transição democrática. Por isso o 25 de Novembro de 1975 é considerado o verdadeiro 25 de Abril na sua essência de derrube de uma ditadura para instaurar uma democracia.

Infelizmente a memória é curta e esses revolucionários de esquerda, adeptos de uma ditadura à sua maneira, passaram intocáveis pelos pingos da chuva e hoje são considerados bons e exemplares democratas, moralistas acérrimos dos valores da democracia contra a qual atentaram. Contrariados, mas democratas.

24/11/2020

Nota de falecimento

 


Faleceu Rogério Paulo Gomes da Conceição (Paulinho). Tinha 54 anos de idade (29/01/1966>24/11/2020) e residia na Rua da Serra, em  Duas Igrejas - Romariz.

O funeral será amanhã, Quarta-Feira, dia 25 de Novembro, pelas 11:00 horas na igreja matriz de Guisande. No final será sepultado no cemitério local em jazigo de família.

A missa de 7º dia será na Segunda-Feira, 30 de Novembro,  pelas 19:00 horas na igreja matriz de Guisande.

Sentidos sentimentos a todos os familiares.

Que descanse em paz!

Nota de falecimento


Faleceu Manuel Arménio Ferreira dos Santos, do lugar de Fornos, freguesia de Guisande, de 87 anos de idade (01/02/1933>24/11/2020).

Funeral na Quarta-Feira, 25 de Novembro pelas 15:30 horas, na igreja matriz de Lobão. No final irá a sepultar no cemitério local em jazigo de família.

Missa de 7º dia na Quarta-Feira, 02 de Dezembro, pelas 19:00 horas na igreja matriz de Lobão.

Sentidos sentimentos a todos os familiares.

Que descanse em paz!

23/11/2020

Vendedores de supositórios

Começa a não haver paciência para certas façanhas e recorrentes "chover no molhado". Deve ser da idade. Talvez por isso, declarações ao país tanto pelo presidente Marcelo Sousa como pelo primeiro ministro António Costa, merecem-me a mesma consideração que os intervalos publicitários para venda de Calcitrim ou Mangostão +. Muda-se de canal quanto mais rápido melhor. 

Nada contra as pessoas em causa, mas apenas por uma questão de higiene mental, tanto mais nestes tempos em que não convém de todo ficar doente.

 

21/11/2020

Rio Inha e seus afluentes - Mapa

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Já aqui tivemos a oportunidade de falar sobre o Rio Inha.  Voltamos ao assunto, para publicar o mapa com o seu traçado e seus principais afluentes e sub-afluentes.

O rio Inha, conjuntamente com o rio Uíma, rio Cáster e rio Antuã, é dos maiores rios a percorrer o território do concelho de Santa Maria da Feira, sendo que nasce no concelho de Arouca, na freguesia de Escariz e desagua na margem esquerda do Rio Douro, dividindo as freguesias de Canedo e da Lomba, esta do concelho de Gondomar. Por sua vez o Rio Uíma nasce em território Feirense (Duas Igrejas - Romariz) e desagua em território de Vila Nova de Gaia (Crestuma ).

O Rio Inha tem uma extensão aproximada a 19 Km, cerca de 10 Km inferior à extensão do Rio Uíma, mas com bacias hidrográficas semelhantes em área, sendo que a do Uíma mais extensa e mais estreita e a do Inha aproximadamente circular. 

Não são conhecidos dados sobre os caudais médios de ambos os rios mas serão semelhantes, sendo que devido ao relevo mais montanhoso e percurso encravado entre vertentes mais abruptas, o Rio Inha terá caudais instantâneos mais volumosos devido a uma menor infiltração o que é normal acontecer em zonas mais planas como aquelas onde na sua maior parte corre o Rio Uíma.

Como se vê pelo mapa acima, com a representação da maior parte dos seus afluentes e sub-afluentes, depois de um início no sentido nascente/poente, adopta um traçado predominante de sul para norte. Percorre as freguesias de Escariz e Fermedo, do concelho de Arouca, as freguesias feirenses de Romariz, Louredo, Vale e Canedo e ainda em divisão, a freguesia da Lomba, de Gondomar.

Na margem esquerda o seu principal afluentes é a Ribeira da Mota (que recebe a Ribeira de Gião). Por sua vez, na margem direita o principal afluente é o sistema do Rio Amieira/Ribeira da Lavandeira, e ainda a Ribeira do Zeboso (ou de Monte Meda) e Ribeira de Cabanas (ou do Camouco).

20/11/2020

Rio Uíma e seus afluentes - Mapa

 

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O Uíma é um dos principais rios do concelho de Santa Maria da Feira.  Nasce na encosta nascente do lugar de Duas Igrejas, na freguesia de Romariz. Desagua no rio Douro na freguesia de Crestuma, no concelho de Vila Nova de Gaia, ligeiramente a jusante da Barragem de Crestuma-Lever.

Da nascente até a foz percorre, predominantemente de sul para norte, as freguesias de Romariz, Pigeiros, Milheirós de Poiares, Escapães, Caldas de São Jorge, Lobão, Fiães, Sanguedo, Vila Maior (todas do concelho de Santa Maria da Feira), Sandim, Lever e Crestuma (do concelho de Vila Nova de Gaia). 

Tem uma bacia hidrográfica de aproximadamente 82 Km2 e um percurso com cerca de 35 Km, sendo que cerca de 2/3 em território feirense e 1/3 em terras de Vila Nova de Gaia.

Os seus principais afluentes são, pela margem esquerda o Ribeiro do Regueirinho, Ribeiro da Laje,  Ribeiro de Arribes, Rio Às-Avessas, Ribeira do Regato da Carvalha ou da Candeeira, Ribeira de Gende e Ribeiro do Marão. Pela margem direita, o Ribeiro de Estôze, Ribeiro de Santo Ovídeo, Ribeiro da Azenha, Ribeiro da Chã, Ribeiro de Lobel, Ribeira da Giesteira, Ribeira da Póvoa e Ribeira da Bica. 

De todos estes afluentes são os mais extensos e importantes são na sua margem esquerda o Rio Às-Avessas e Ribeira do Regato da Carvalha ou da Candeeira, e pela margem direita a Ribeira da Giesteira. Todos os demais indicados e  outros ainda menores, constituídos por curtos regatos de menor importância, na sua maioria são de caudal intermitente ou mesmo secos no Verão, mas todos contribuem para o avolumar do caudal que entre no rio Douro.

O verdadeiro debate

Pode-se, ou não gostar do André Ventura e do seu Chega, e se há muitos que não gostam, odeiam e discriminam até, mesmo os defensores da antidiscriminação, parece que cada vez mais cresce o número daqueles que cansados deste sistema do "politicamente correcto" que tem descambado o país para um antro de parasitas e oportunistas do sistema, se refugiam em movimentos mais fracturantes.

Todavia, independentemente disso, cabe a um jornalista ser isento e imparcial e ainda mais quando desempenha o papel de entrevistador e moderador. Ora o conhecido Miguel Sousa Tavares em "entrevista" ao André Ventura, enquanto candidato às próximas presidenciais, foi tudo menos jornalista, foi tudo menos entrevistador. Foi apenas a outra parta, como se em vez de uma entrevista fosse um debate ou mesmo um julgamento. Em resumo, tomou com afinco o lugar de Ana Gomes, João Ferreira ou Marisa Martins, como se também ele fosse um candidato ao poleiro de Belém. Porventura até foi mais longe na contundência.

Há limites para a indecência e a antipatia ou mesmo ódio por uma pessoa. Nem tudo se justifica, principalmente por parte de alguém que supostamente pretende dar lições de moral. Se a mim me faltasse um bom motivo para pensar em aderir ao Chega, a forma como esta pseudo-entrevista foi conduzida daria um forte empurrão. Obviamente que não basta, ou, por trocadilho, não chega, porque também há limites quanto ao populismo e troca-tintismo que demonstram o Chega e o seu líder, mas estou certo que a muitos indecisos o Sr. Miguel Sousa Tavares, conhecido pelas suas posições extremistas, deu um importante contributo para o crescimento do partido.

Perguntas inusitadas, que dizem tudo do "entrevistador", como "gostaria que sua filha casasse com um cigano", poderiam levar Ventura a contra questionar se ele, Miguel Sousa Tavares", estava feliz pela sua filha estar casada com o filho de alguém tão corrupto como Ricardo Salgado. 

Enfim, um triste exemplo de como anda a nossa classe dos jornalistas, vendida à subsídio-dependência do Estado. Vão longe os tempos da ética, isenção, imparcialidade e profissionalismo.

18/11/2020

Nota de falecimento


Faleceu Laurinda da Conceição Azevedo, de 95 anos, do lugar de Fornos. O funeral terá lugar amanhã, Quinta-Feira, 19 de Novembro, pelas 15:00 horas na igreja matriz de Guisande. No final das cerimónias irá a sepultar no cemitério local em jazigo de família.

Missa de 7º Dia na próxima Quarta-Feira, 25 de Novembro, pelas 19:00 horas na igreja matriz de Guisande.

Que descanse em paz! Sentidos sentimentos a todos os familiares.

16/11/2020

Pavimentação da Rua do Viso

Por estes dias a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira tem estado a repavimentar a Rua do Viso. 

Não devemos desvalorizar o que de positivo vai sendo feito, mas de facto são insondáveis os critérios que definem este tipo de melhoramentos, isto se tivermos em conta que na freguesia há ruas em estado bem mais reles. Por exemplo, a Rua da Zona Industrial, mas outras mais. Mesmo a Rua do Senhor do Bonfim, que dá seguimento à Rua do Viso, a partir da ponte da Lavandeira, sem estar muito mal, está em piores condições do que o troço da Rua do Viso.

Mas são critérios e opções e, vá lá saber-se o motivo, nem sempre pela ordem de grau de necessidade. Mas, reconheça-se, é de louvar o esforço da Câmara Municipal que tem de facto requalificado muitas ruas em todo o concelho.

Espera-se, contudo, que até ao final do presente mandato algo mais seja feito em Guisande, nomeadamente quanto às ruas ainda em mau estado.


08/11/2020

Portas fechadas

 

Das restrições anunciadas há pouco pelo chefe do Governo, António Costa, com limitações de circulação e recolher obrigatório nos próximos dias e próximos dois fins-de-semana, para além dos aspectos que se esperam como positivos no controlo da pandemia, não há como ignorar que foi também um "decretar oficial" de falência de milhares de empresas, sobretudo do sector da restauração e estabelecimentos similares. Costa reconheceu que as medidas são duras para o sector, mas não percebi que tivesse anunciado apoios concretos ao mesmo. 

Assim, de uma cajadada, aniquila de vez um sector que já vinha a registar enormes quebras e prejuízos. Poderiam ser tomadas excepções intermédias e com janelas de horários compatíveis, por exemplo,  entre as 18:00 e as 22:30 horas, mesmo que restringidas a um raio de circulação, mas não. Foi mesmo a "matar". Assim, sendo, engrossa-se a lista de falências e insolvências, o desemprego e a miséria.

Espera-se que pelo lado do controlo da propagação da pandemia os resultados sejam manifestamente positivos no final desse período, caso contrário poderemos começar a assistir ao que um pouco por todo o lado na Europa, e não só, se começa a perceber, com manifestações contra a dureza de algumas medidas e restrições às liberdades e garantias sem aparentes resultados porque contra uma realidade que porventura terá que percorrer o seu curso de forma inevitável mesmo que com todas as consequências inerentes. Pode parecer que sim, mas lutar contra a natureza é ainda uma luta impossível e inglória.

Mas oxalá que todas estas percepções não sejam mais que dúvidas e pessimismos e que entretanto tudo volte à normalidade, mesmo que aparente.


[foto: UrbanRider-DeviantArt]

06/11/2020

Mordidelas

O que se tem vindo a assistir nos Estados Unidos quanto à forma como os média e deles sobretudo as televisões de referência, têm acompanhado o processo eleitoral das presidenciais, só vêm comprovar que o jornalismo já não é coisa que se regule pelo rigor, independência e ética.

Um pouco como cá, mandam os ventos do favorecimento e as obediências a quem subsidia e apoia ou, como no caso americano, de acordo com a perspectiva de quem vencerá. Os porcos vão sempre à manjedoura mais farta.

O jornalismo já não é, seguramente, um bastião das liberdades, independências e democracias. Antes mais um negócio como tantos outros onde o dinheiro, o poder e a influência mandam.

Nada que nos deva surpreender. Já não há lápis azul no sentido de riscar, cortar, mas antes orientar, acrescentar a gosto e a jeito. 

Hoje em dia já não é notícia "o dono que mordeu o cão", mas qualquer coisa que seja do interesse do dono a que caninamente se obedece ou age.

05/11/2020

Os Chicos espertos e os Betos burros

O Chico e Xica são um casal remediado mas feliz. Os filhos são a pinta dos pais. Não trabalham, vivem de apoios sociais, de cabazes de Páscoas e  Natais, de cursos e formações (estão quase doutores) e de expedientes que lhe permitem um contacto regular com a GNR (sem sequências e consequências), têm habitação do Estado, pagam uma renda simbólica, quando pagam, têm benefícios nas contas da água, gás e electricidade, que pagam quando pagam. Estão nos escalões inferiores de tudo quanto é para pagar e nos máximos de quanto é para beneficiar.

Vão à tasca todos os dias, tomam pequeno almoço, e todas as demais refeições. Em resumo, não são ricos mas remediavelmente remediados.

Já o Beto e Berta, trabalham, pagam impostos, pagam um IMI semestral que dá para pagar a renda de dois anos do Chico e da Xica, pagam a creche, a prestação do crédito à habitação, com altos juros e pagam pela medida grande tudo quanto seja taxa. Viram-se e reviram-se para poder fazer face a estas despesas só porque cometeram a asneira de quererem viver do seu trabalho e suor e ter algo a que chamar seu, no que modernamente se diz, empreendedores

Em resumo, cada vez mais nas contas deste nosso querido Portugal, os Chicos e as Xicas são os espertos da equação e já os Betos e as Bertas, burros, trabalham, pois claro, para ajudar os Chicos e as Xicas. 

Chamam a isto Estado Social, em que o Governo cada vez mais tira aos Betos para dar aos Chicos. O problema do país será quando os Betos e as Bertas perceberem que não os podendo vencer, decidam ou sejam forçados a juntarem-se aos Chicos e Xicas. Então, teremos um país perfeito, todo povoado por Chicos, os espertos.

04/11/2020

Burros e Elefantes

Sabe-se que ontem foi dia de eleições presidenciais nos Estados Unidos. A contagem dos votos está parada em vários Estados e será retomada só lá para o final da manha e início da tarde locais. 

Donald Trump já veio reclamar vitória e diz só não celebrar porque a contagem foi parada, anunciando vitórias ou diferenças de votos substanciais em Estados chave e que as sondagens vinham a dar como certos para Joe Biden. Por outro lado, dizem os especialistas que a coisa está dividida e em rigor nesta altura qualquer um dos dois candidatos poderá vencer.

Pela parte que me toca, pese esta simples opinião, é quase um não assunto, desde logo porque devemos deixar que cada casa se governe como bem entender. Depois porque vejo em ambos os candidatos duas figuras que já tinham idade para estar sossegados a escrever memórias, para além de virem a demonstrar não terem jeito para a coisa. 

Não queria estar, pois, na pele dos americanos, com tão poucas e fracas opções. Mas nesse grande caldeirão de diferentes credos, culturas e raças, que é a América, que façam a escolha que lhes parecer mais adequada. Por conseguinte, tanto se me dá como se me deu, que vença o Trump ou o Biden. Para melhor está bem, está bem, para pior já basta assim.

Por outro lado, mesmo que isso possa fazer mossa e deixar aziados muitos dos ditos "verdadeiros democratas", a modos de quem leva um pontapé nos testículos, a eleição será sempre decidida por ela própria, pela Democracia, mesmo que para muitos seja do "caralho" ter que encaixar a vitória de qualquer um dos lados. 

God bless América!


02/11/2020

E de repente ficamos com cara de morcões...


As coisas são mesmo assim: Aprender até morrer! Quando pensamos que já sabemos tudo ou quase, de repente, por via de modas e até de alguns seguidismos, invariavelmente padronizados pelos média, lá temos que "voltar à escola" e aprender novas coisas e novos significados. 

Vem isto a propósito de um termo que por estes dias se tem de algum modo vulgarizado, por exemplo, a recente proibição de, entre muitas outras coisas, de realização de feiras de levante. Até aqui todos nós sabíamos o que era uma feira, e temos várias na nossa zona, desde logo as semanais de Espinho e Carvalhos e as mensais dos "18" em Cesar, dos "4" em Arrifana, dos "10" e "28" em Lourosa, dos "13" em Cabeçais, e por aí fora a modos que todos os dias deve haver feiras.

Levante-se, pois, a pala da obscuridão do nosso conhecimento para juntarmos à coisa o "levante". Dizem que isso por tais feiras serem montadas de madrugada e desmontadas já ao início da noite.

Temos, pois, modernamente, "Feiras de Levante". Ficamos todos mais ricos na nossa cultura e vocabulário. Não fosse a pandemia e a nova ordem de proibições e iríamos à vida sem saber que durante anos andamos a comprar couves, sapatos, tomates e forquilhas nas feiras de levante.

01/11/2020

Serenidade

Se nos barram a entrada, se nos mutilam a liberdade de expressar os nossos sentimentos e memória por tantos próximos que partiram, que fique pelo menos a serenidade de um olhar, porque ainda não houve tempo para nos cegarem.

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Uma forma de ser

 

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