Só para o recordar daqui a mais alguns anos, se chegado lá. Um treinito de hoje, nocturno, na véspera dos 61. Nada mais nem sequer para ser levado a sério.
Só para o recordar daqui a mais alguns anos, se chegado lá. Um treinito de hoje, nocturno, na véspera dos 61. Nada mais nem sequer para ser levado a sério.
Num mundo de tempo
Em que nada se dá,
Porque tudo vendido,
Pela conta devida,
Sigo em passo lento
Mas certo, com afã,
Cada passo vencido,
No degrau da subida.
Mas já pouco importa
Se para lá se chegar
É a subir ou a descer:
Chegados a tal porta
Pouco há a esperar,
Não mais que morrer.
Quando uma instituição celebra aniversário é comum recordar pessoas que já partiram e que a ela estiveram ligadas e ajudaram à sua fundação ou crescimento. Por conseguinte o aniversário é um momento e pretexto para fazer elogios e enaltecer figuras.
Mesmo sabendo desse lugar comum, também entendo cá para mim que neste dia em que o clube da nossa terra celebra 44 de vida oficial, é justo que se recorde certas figuras, algumas que felizmente ainda são vivas e andam por cá e outros que já deixaram de percorrer este caminho terreno.
Assim, desde logo, e porque no acto fundador encabeçou e foi o primeiro subscritor da escritura pública do Guisande Futebol Clube, conforme o atesta o recorte publicado ao fundo, trago à memória a figura e o papel do Manuel Rodrigues de Paiva, que faleceu em 27 de Janeiro de 2021 e que à data da constituição do clube, em 31 de Outubro de 1979, tinha apenas 36 anos, completando 37 apenas no mês seguinte, no dia 20, pois nasceu em Novembro de 1942.
Manuel Rodrigues de Paiva, apesar de natural da freguesia de Romariz, foi uma figura com relevante intervenção cívica na freguesia de Guisande, tendo sido dirigente e presidente do Guisande F.C., sendo, como atrás referi, uma das figuras marcantes na fundação oficial do clube e da construção do Campo de Jogos "Oliveira e Santos". Foi secretário da Junta de Freguesia de Guisande, depois das eleições autárquicas de 16 de Dezembro de 1979, e ainda, em diferentes mandatos, elemento da Assembleia de Freguesia de Guisande, em representação do PSD e também da FJI - Força Jovem Independente no mandato de 1989/1993.
Como qualquer um de nós, a começar por mim, tinha alguns defeitos ou feitios que por vezes eram obstáculos para quem com ele colaborava, já que tantas vezes com a sua vontade de fazer depressa e avançar nas decisões e nas obras tinha tendência de contornar as etapas e não ter em conta o papel e a importância de quem tinha ao lado, isto, claro, na parte da sua intervenção cívica, abstendo-me de considerações fora dessa esfera.
Mas na sua intervenção de cidadania em Guisande tinha de facto esse voluntarismo. Mas se é certo que por vezes arrepiava caminho de forma mais ou menos unilateral, também é verdade que noutras tantas vezes se assim não fosse as coisas, as vontades e as obras não avançavam, à espera, tantas vezes, de quem não decidia. E dessa forma, por si ou bem ajudado, e outros mais velhos saberão disso melhor que eu, certo é que contribuiu para se fazer muitas coisas, porventura grandes demais para a pequena dimensão da freguesia. O Manuel Paiva tinha essa matriz, de pensar de forma objectiva e sempre para a frente. Foi nesse espírito que no plano pessoal foi sempre um homem de comércio e negócios bem sucedido, tendo até ficado com o apelido de "Manel do Negócio" e logo bem cedo na nossa terra quando instalou a pequena "Casa Notícia", ali no Largo de Casaldaça, no que era um pequeno espaço de garagem de um automóvel.
Por tudo isto, pela sua forma de fazer as coisas no que diz respeito à freguesia, tinha de muitos o justo reconhecimento do seu valor mas também alguns que tinham um entendimento diferente e pouco apreciadores desse estilo muito individualizado. Disso poderá falar bem melhor e com conhecimento de causa quem com ele directamente trabalhou, sobretudo no que diz respeito ao Guisande Futebol Clube. Nesse plano, apesar de termos tido sempre uma boa relação pessoal e de consideração mútuas, não tive a oportunidade de com ele trabalhar. Mas não foi por acaso que teve o papel que teve na vida do clube e se há várias outras figuras que também deram contributos valiosos, dedicados e resilientes, ninguém de boa fé, e sobretudo com o filtro do tempo, pode negar ou apoucar o papel e importância que teve o Manuel Rodrigues de Paiva na vida do Guisande Futebol, Clube, sobretudo nesses anos que remetem para a fundação e para as obras do actual campo de jogos e da sua consolidação.
Deste modo, sem esquecer outras importantes figuras que tanto deram ao clube, como directores, sócios e atletas, parece-me justo trazer hoje e aqui à memória a figura do Manuel Rodrigues de Paiva.
Percorrer trilhos, caminhar, e não captar toda a beleza e singularidade de tudo o que nos rodeia, da paisagem natural, da transformada e humanizada, seria um exercício pouco mais que inútil, como ir a Roma e não ver o Papa, ou ter nozes e não ter dentes.
Mas para além das paisagens que prendem o primeiro olhar, seja em que diferente tempo do ano, há pormenores que pela mensagem que podem expressar, são autênticas pérolas e cada um deles daria para diferentes histórias.
Assim, sejam os animais domésticos, como cães, gatos, cabras, ovelhas ou mesmo os selvagens como as aves, os répteis ou insectos, as árvores, as plantas, as flores, as alminhas, os cruzeiros, etc, são sempre motivos deliciosos e quem não for capaz de ver e ler em cada um deles um pouco de poesia, que me desculpem, mas andam por aqui e por aí apenas por ver andar os demais.
Ficam aqui alguns desses muitos olhares particulares, mas poderiam ser centenas e milhares. E não me falta espólio.
Passam na data de hoje, 31 de Outubro de 2023, 44 anos sobre a data oficial da constituição do Guisande Futebol Clube como uma associação com finalidade desportiva, cultural e recreativa. De facto foi em 31 de Outubro de 1979 que foi celebrada a escritura pública da sua constituição. É certo que as raízes do clube são anteriores, pelo menos em 20 anos, mas, de forma oficial, é esta data que conta.
São assim 44 anos de vida embora com algumas paragens na sua actividade, altos e baixos, como é natural em qualquer organização. Felizmente, graças ao empenho e dedicação de um bom grupo de guisandenses, o clube está novamente a honrar os seus compromissos e com corpos gerentes constituídos e com actividade desportiva, no caso na modalidade de futebol com atletas veteranos a competir na Liga Masters da AFA - Associação de Futebol de Aveiro e conta ainda com uma vertente dedicada às corridas a que corresponde o núcleo do Guisande Trail Running, que acaba de organizar a 1ª edição do Trail do Viso.
Parabéns ao clube enquanto entidade imaterial mas sobretudo aos seus dirigentes.
Os tempos e contextos são muito diferentes daqueles em que levaram à fundação do clube, mas o seu papel agregador e identitário da nossa freguesia e comunidade ainda é deveras importante, tanto mais numa altura em que certos valores dessa mesma identidade e sentido de pertença têm seguido num processo de erosão. Há, pois, que "mudar o chip" e encontrar novas formas de renovar os fundamentos e objectivos mas manter sempre o espírito de clube e comunidade. Isso será uma forma de homenagear e valorizar quem aos longo deste quase meio século deu tempo e dedicação ao clube da sua terra. E foram muitos, em diferentes tempos.
Eu proprio tenho orgulho, mesmo que de forma muito simples, em ter feito parte dessa história, não apenas como associado mas tembém como director e mesmo que no final do mandato tivesse que suportar do próprio bolso o prejuízo nas contas, de resto como todos os demais directores. Posso não ser um assíduo assistente dos eventos, que não sou, mas o interesse, o apoio e carinho pelo clube e por quem o corporiza, mantém-se como há 44 anos.
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O rio Paiva é um rio português e afluente da margem esquerda do rio Douro, com um comprimento de aproximadamente 112 Km e drena uma bacia hidrográfica de 759 Km2. Nasce a uma altitude próxima de 1000 metros, na serra de Leomil, na freguesia de Pera Velha, junto à aldeia de Carapito, no concelho de Moimenta da Beira. Percorre território de dez municípios como Moimenta da Beira, Sátão, Vila Nova de Paiva, Viseu, Castro Daire, São Pedro do Sul, Arouca, Cinfães e Castelo de Paiva, num traçado sinuoso entre as serras de Leomil (a leste), S. Lourenço, S. Macário e Freita (pelo sul) e Montemuro (pelo norte).
Desagua no rio Douro, na freguesia de Fornos no concelho de Castelo de Paiva. O rio Paiva intersepta, desde Meitriz até Espiunca, a região noroeste do rico território classificado pela UNESCO como Arouca Geoparque.
Tem vários afluentes, com predominância do lado da sua margem direita, sendo os mais importantes, pela margem esquerda o Rio Paivô e Ribeira de Deilão e pela margem direita o Rio Ardena, Rio Tenente, Rio Sonso, Rio Teixeira, Ribeira da Carvalhosa, Rio Vidoeiro (ou Pombeiro), Rio Paivó, Rio Mau e Rio Côvo (ou Ribeira de Touro). Das muitas localidades por onde passa, destacam-se de montante para jusante, Vila Nova de Paiva e Castro Daire.
Conserva na sua bacia hidrográfica ainda várias espécies raras de fauna e flora protegidas por convenções internacionais, pelo que devido a essa importância recebeu no ano 2000 a classificação Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura
É um rio de montanha, ainda relativamente pouco poluído mas com focos que constantemente atentam à sua qualidade e tem sido um recurso turístico em crescendo, sobretudo com a introdução dos passadiços, na zona de Arouca, que o percorrem ao longo de 8,6 km pela margem esquerda desde a praia do Areinho até Espiunca. Ainda a construção da ponte metálica suspensa, em Alvarenga, todavia, esta um paradoxo de um equipamento sem finalidade funcional que não a exploração turística massiva. Ainda muito considerado nos desportos radicais como canoagem e rafting.
Nota: Mapa de nossa autoria. Direitos reservados.
Conforme programado, decorreu neste Domingo de manhã, 29 de Outubro, o evento Trail do Viso, organizado pela equipa Guisande Trail Running.
Felizmente o tempo no período da manhã manteve-se quase sem chuva o que terá contribuído para melhores condições do meio milhar de participantes na prova de trail (16 Km) bem como dos participantes na caminhada (8 km).
Às portas, a poucos dias, dos 61, um treininho dominical que, como dizem os verdadeiros atletas, em rtimo descontraído e de descompressão até porque ainda com sinais de uma recente lesão muscular numa coxa a impedirem de alargar a passada.
Não é de todo a minha praia partilhar estas merdas, porque a poucos ou mesmo a ninguém interessam, mas como está na moda, não me custa mostrar, aos mais chegados, as limitações de quem já não vai para novo e ainda com uns quilos a mais.
Como dizia o outro, eu já pesei só 10 Kg. Até eu!
Os actuais corpos gerentes da Associação Centro Social S. Mamede de Guisande terminarão o seu mandato no final do corrente ano de 2023. O presidente da Direcção, Joaquim Santos, que face a todas as dificuldades e muitos obstáculos sentidos, incluindo o de opções políticas centrais, que não permitiram ainda a concretização do primeiro e principal objectivo do Centro, que é a concretização do programa de apoio pela entidade da Segurança Social, que permitirá a sustentabilidade mínima da actividade de Centro de Dia, por força dos estatutos não poderá recandidatar-se ao lugar. De resto, pelo excelente trabalho realizado e provas dadas de resiliência, é mais que merecido o seu descanso. Além de tudo, pretende deixar a associação com as contas equilibradas, sem constrangimentos financeiros decorrentes do difícil processo da sua construção e instalação.
De minha parte, como secretário da Mesa da Assembleia nos dois últimos mandatos, também chegará ao fim a minha participação nos corpos gerentes. E terminará por duas razões, porque considero que dois mandatos já é um bom contributo e em segundo lugar porque assim dou lugar a outros, sobretudo a alguns que têm mostrado uma postura pouco simpática em relação à existência do Centro, podendo candidatar-se e virem mostrar como é que se faz mais e melhor. É desta forma que as críticas fazem sentido, aparecer como alternativa e mostrar na prática como se faz melhor. E será bom que assim seja porque esta associação com objectivos que abrangem toda a freguesia e comunidade, precisa igualmente de todos e estes têm a obrigação de cidadania de mostrar interesse, fazerem-se sócios e apresentarem-se a fazer parte das suas estruturas directivas.
Em resumo, no que me diz respeito, o lugar fica mesmo disponível para outros. Se ninguém aparecer, obviamente que, mesmo lamentando, ficará vazio, ou deserto como agora se costuma dizer.
Felizmente tenho vistos novos interessados no aproveitamento das potencialidades do equipamento do Centro Cívico pelo que fico esperançado que venha aí uma catrefada de novos sócios e gente disposta a mostrar serviço, sendo que até aqui têm mantido uma postura de indiferença para com este nosso importante equipamento colectivo. Oxalá que sim, porque nunca é tarde para dar a mão à palmatória e reconhecer o óbvio! Mas, todavia, sabendo do que a casa gasta, sem grandes optimismos. Antes ver para crer!
Mas tem a aldeia outros pitorescos pontos, incluindo, a quem quiser descer ao fundo por onde passa a ribeira de Agualva, dar uma olhadela nostálgica no que resta das ruínas das aldeias de Porqueiras e Berlengas.
No ponto mais alto do lugar, a pequena escola primária, como memorial a outros tempos em que as crianças eram presença habitual nestas aldeias interiores. Hoje em dia, tanto por ali como em todas as aldeias do nosso interior, as crianças são raras, a contrastar com uma população já envelhecida. Deste modo, sem renovação de gerações, é quase inevitável a desertificação e o abandono de tantas e tantas aldeias. Passarão por lá, depois, caminhantes curiosos a testemunhar as ruínas e a incúria de quem nas últimas décadas nos governou e da falta de políticas que promovessem a valorização destes testemunhos da indómita natureza humana a moldar a terra e a retirar dela a sua subsistência. Talvez seja tudo isto ou apenas uma inevitabilidade do tempo. talvez.
Ficam alguns de muitos olhares.´
Depois de várias épocas a disputar o Campeonato da Associação de Atletas Veteranos Terras de Santa Maria, desde 2013, o Guisande F.C. Veteranos vai iniciar a Liga Masters sob a tutela da AFA - Associação de Futebol de Aveiro.
Depois de várias épocas desligado da estrutura do futebol no nosso distrito, o clube optou pela regularização da dívida que havia ficado pendente e assim retomar o regresso a competições oficiais. Segundo o presidente da Direcção do clube, Vitor Henriques, a honra do clube será restaurada e para além disso esta competição tem uma melhor organização, com equipas de melhor qualidade e dispõe de árbitros também melhor qualificados, no que será uma mais valia.
Esta Liga Masters também destinada a atletas veteranos engloba 13 clubes. Depois da apresentação da nossa equipa que aconteceu no Sábado passado, 14 de Outubro, contra a congénere do C.D. Feirense, o Guisande vai iniciar a competição já com um dérbi contra a formação do A.D.C. Lobão. Será já neste Sábado, 28 de Outubro, pelas 15:30 horas mo Estádio Oliveira e Santos em Guisande.
Votos de um bom jogo e uma boa época e que o clube continue com a boa dinâmica desportiva para além, da não menos importante, camaradagem.
De seguida as classificações finais das participações do clube na respectiva competição. Note-se que a competição da época 2019-2020 não se disputou devido à situação de pandemia e a época de 2020-2021 foi interrompida à 20.ª jornada, tendo sido atribuído o título ao S.C. S. João de Ver.
Analisando as competições nos diferentes anos, desde que nelas participou a partir da época 2013-2014, constata-se que o Guisande F.C. Veteranos teve um desempenho francamente regular e positivo.
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| Época 2022_2023 |
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| Época 2021_2022 |
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| Época 2020_2021 - Interrompida à 20ª jornada |
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| Época 2018-2019 |
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| Época 2017-2018 |
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| Época 2016-2017 |
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| Época 2015-2016 |
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| Época 2014-2015 |
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| Época 2013-2014 |
Querido Citroen Saxo, lembras-te de quanto te comprei em Maio de 2001, no Lércio, na Feira, novinho em folha, a brilhar? Pago com o nosso suor, com uma boa entrada mas ainda durante alguns anos a pagar-te às prestações, sempre certinhas sem falhar?
De lá para cá tens sido uma presença constante na casa e participastes em todos os seus bons e menos bons momentos. Eras e és o carro que levavas e levas o pessoal para o trabalho, para as missas, para os momentos de festa, mas também lá vais quando é preciso recorrer ao médico ou mesmo ou hospital onde fostes várias vezes a altas horas da noite, quando o pessoal cá da casa não passava bem. Lá ías como ambulância à velocidade normal ou um pouco mais apressado se fosse necessário.
Recordas-te de quando fomos várias vezes à Covilhã, ali na encosta da serra da Estrela, 250 Km para lá e outras tantos para cá, para levar a rapariga à matrícula na universidade e várias outras vezes ao longo de 5 anos para a instalar, reinstalar, levar e trazer de volta já formada e com mestrado? E quando eles obtiveram a carta de condução lá estavas tu a apanhar com o nervoso miudinho e inexperiência e até mesmo a levar uns raspões e amolgadelas? Pois foi, e eu a pagar para ficares sempre bonito!
E nas férias ? Idas à praia e várias viagens por esse país fora, de norte a sul, a subir e a descer serras? Recordas-te quando foste, carregadinho, à aldeia da Pena, naquele fundego e quando chegaste cá acima ao S. Macário já vinhas a deitar fumo? E mesmo a Fátima? Ena, tantas vezes, até mesmo em Fevereiro com o pessoal da LIAM! Até ao veterinário com o cão que pesa 50 quilos, a encher-te de pelos e baba? E mesmo os gatos, desconfiados pela viagem fora do usaul?
Apesar de todos estes mais de vinte anos, continuas sempre seguro, eficiente, prestável e económico. É certo que já levaste algumas peças novas, pneus, pois claro e um ou outro conserto, mas no geral ainda estás aí para muitas curvas e dedicação à casa.
Mas sabes, querido Citroen Saxo, agora o nosso Governo, liderado por um tal de António Costa, que anda sempre em bons carros e com motorista, pagos pelos portugueses, quer acabar com os carros que nasceram antes de 2007. Ora se tu naceste em Maio de 2001 fazes parte da lista a abater. Sim, o Costa quer que tu e todos os outros como tu, mesmo que ainda bem parecidos, úteis e económicos, sejam transformados em cubos de sucata para derreter. Ele tem sido artista na arte de dar com uma mão e tirar com as duas e encontrou agora neste esquema uma forma de dizer que aumenta os rendimentos mas aumenta a receita fiscal. Um talentoso ilusionista !
O mais irónico, querido carro, é que ele quer que te substitua por um carrão novo, potente e eléctrico, que parece que está na moda, por questões ambientais, dizem, quando a produção de um carro eléctrico e as suas baterias têm um impacto absurdo (sabe-se mas não querem que se saiba).
Mas sem desconsideração, ó Citroen Saxo, quem é que não gostaria de ter um bom carro e novo na garagem? Eu e os muitos milhares de portugueses que com dificuldades levam a vida, sem viver à custa do Estado e como tal não se aventuram a mais dificuldades e a contrair dívidas ao Banco que depois não poderão pagar. Eu, imagina, e já te confidenciei isso, gostava até de ter quatro carrões, um para cada membro da casa e se fosse possíve um para o cão e três para os gatos. Ah, e uma casa de férias, ou mesmo duas, uma ao perto, talvez na Torreira, outra ao longe, lá pelo Algarve. Só não um jacto privado porque não temos espaço para o fazer descolar e aterrar. Talvez um helicóptero. Ok, desculpa-me, deixei-me entusiasmar com as grandezas. O culpado é o Costa que quer obrigar os pobres a serem ricos!
Sabes, Citrone Saxo, o Governo esquece que os carros velhos só existem e circulam pela óbvia razão de que quem os tem não tem naturalmente condições para ter outros mais novos. O Costa não percebe ou não quer perceber que entre o querer e o poder vai uma diferença do tamanho de um abismo. Com este amigo ilusionista a dar ordens, nunca virás a ser um clássico como os teus antepassados carochas, os 2 cavalos, os fords T, os buick, etc.
Mas é assim que estão as coisas e a ideia desse Costa é agravar o IUC, o imposto de circulação até a um valor tal que leve as pessoas a passar a andar só de bicicleta, porque na realidade, mesmo que com um apoio ridículo, a larga maioria dos proprietários dos carros como tu, querido Citroen Saxo, nunca vai poder comprar carros novos e sobretudo eléctricos.
Seja como for, de um Governo que é a favor do aborto e da eutanásia, mesmo que isso sejam contas de outro rosário, não estejas à espera que tenha qualquer contemplação em criar condições para te fazer parar na sucata e na fornalha ardente onde se derrete ferro e aço. Não! Esquece! Com ele vais direitinho para o inferno para mal dos teus pecados.
Mas olha, cá para nós que ninguém nos ouve, ainda vais andar por cá e nas próximas eleições vamos tu e eu à secção de voto mandar esse tal de Costa à merda. Bem sei que ele está-se cagando, para mim e para ti, como para a maioria dos portugueses pobres que têm carros velhos, mas pelo menos ficamos com essa satisfação.
Sim? Queres contar-me um segredo? ...Ah, não, nem penses! Não vale a pena dar-lhe um encontrão se o vires pela frente quando fores a Lisboa. Não é caso para tanto! Como diria o seu amigo João Soares a certos críticos que o incomodavam, bastará umas "bofetadas".
O nosso pároco Pe. António Jorge Correia de Oliveira está neste dia 24 de Outubro, de parabéns. Completa 55 anos de vida.
Fazemos votos de um dia de feliz aniversário e que a data se repita por muitos e bons anos e que Deus o conserve também por muitos anos à frente da Sua Igreja.
Parabéns!
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O rio Arda é um rio português, afluente da margem esquerda do rio Douro. Nasce na União das Freguesias de Arouca e Burgo, concelho de Arouca. O seu percurso desenvolve-se nos concelhos de Arouca e Castelo de Paiva e desagua na freguesia de Pedorido.
O rio Arda resulta da confluência de três linhas de água: do Ribeiro de Gondim, que nasce em Gamarão de Cima e Gondim, a cerca de 3 km a noroeste da vila de Arouca, a 691 m de altitude e que se junta ao rio Marialva, que nasce na encosta poente da serra da Senhora da Mó, a 711 m de altitude e que atravessa canalizado parte do centro da vila.
Já na zona do parque da feira e a sul do convento junta-se a ribeira de Silvares e a partir dessa confluência segue como rio Arda.
Tem uma extensão de aproximadamente 35 Km e drena uma bacia hidrográfica de aproximadamente 168,00 Km2.
Na zona de Arouca, nas freguesias de Burgo, Santa Eulália e Várzea corre em zona de vale plano mas no restante traçado desenvolve-se encaixado entre encostas abruptas mas irrigando por sistema de levadas vários campos em socalco ao longo das suas margens. Tem ao longo do seu percurso vários moinhos sendo que a maior parte já em desuso ou mesmo em ruína.
Tem como principais afluentes:
Na margem esquerda:
Ribeira de Silvares
Ribeira de Arneira
Rio Urtigosa
Ribeira da Bogalheta
Ribeira de Miraves
Ribeira de Enxurdes
Ribeira dos Bogalhos
Ribeira do Borralheiro
Ribeira de Mansores
Ribeira de Vales ou Rio Mau
Ribeira de Mosteirô
Ribeiro das Couves
Ribeira de Lázaro
Ribeira da Murteira
Na margem direita:
Rio Marialva
Ribeiro de Gondim
Ribeira de Monte Moção
Ribeira de Tropeço
Ribeira de Seixido
Ribeira de Folgosinho
Ribeira de S. Mamede
Ribeira de Almansor
Ribeira do Fôjo (ou da Gardunha ou de Serradelo)
Nota: o mapa é de nossa autoria, pelo que com direitos reservados.
Em Setembro de 1982, o saudoso Elísio Mota, então presidente do Centro Cultural e Recreativo "O Despertar" de Guisande, concedeu uma entrevista ao jornal "O Mês de Guisande", traçando um resumo da história e actividades da associação.
Falou da origem do nome "O Despertar", falou da actividade da secção de teatro e das actuações com sucesso nas freguesias de Vila Maior e Milheirós de Poiares e do subsídio recebido da Câmara Municipal da Feira (7.440,00 escudos anualmente).
Enalteceu o espírito de camaradagem que se vivia entre os elementos do grupo e a sua vontade de fazer coisas pelo desenvolvimento da freguesia, até aí estagnada no movimento associativo, cultural e recreativo e o desporto resumido ao futebol.
Falou igualmente da realização da Festa do Emigrante em 1977 com a organização de um prova de atletismo em diferentes escalões e que reuniu 500 atletas. Falou da atleta que então estava inscrita na Federação (a Isaura Lopes). Falou dos muitos troféus, taças e galhardetes conquistados pelos atletas de "O Despertar" em várias provas de atletismo.
Abordou o evento das Mini-Olimpíadas concelhias e a participação da associação no mesmo, que por esses tempos tinha muita importância concelhia. Posteriormente a associação viria a conquistar inúmeros troféus e pódiuns nessas provas.
Falou também dos projectos que tinha em mente para a promoção de outras disciplinas desportivas (como basquetebol, andebol e voleibol) mas que para tal ser possível faltava um rinque polidesportivo ( o que só veio a concretizar-se vários anos mais tarde e mesmo assim não coberto e que hoje está abandonado e degradado).
Bons tempos. Infelizmente, factos já um pouco ou totalmente esquecidos, que importa, digo eu, relembrar aos mais novos que, naturalmente, por razões óbvias não se lembram nem deles têm memória.
A organização do Trail do Viso comunicou que o limite imposto para as inscrições foi atingido ainda antes do prazo concedido, tanto para a prova de trail (16 Km) como para a caminhada (8 Km), o que demonstra a boa aderência dos amantes deste tipo de provas.
Como anteriormente noticiado, será já no próximo Domingo, 29 de Outubro, no monte do Viso. O evento abre portas às 07:00 horas e até às 08:30 decorre o levantamento dos kits de participação. Depois pelas 09:00 horas será dada a partida para a prova de trail e 15 minutos depois inicia a caminhada.
Parabéns à organização, à equipa do Guisande Trail Running, pelo esforço e preparação do evento.
Faleceu Iria Santos da Conceição Mota, natural de Gândara - Guisande, e que de há anos vivia em Lisboa. Nasceu em 29 de Julho de 1927, pelo que tinha 96 anos. Era viúva de Reinaldo Ferreira da Mota.
Irmã de alguns guisandenses, nomeadamente a Elvira, a Conceição, esposa do Sr. Arménio e mãe do Artur Costa, a Isaura, esposa do Belmiro Lopes, o António, o Alcides José e o Manuel, estes dois últimos já falecidos.
Não temos grandes pormenores sendo que, ainda de forma não oficial, temos a indicação de que o funeral será amanhã, Domingo, 22 de Outubro de 2023, pelas 11:30 horas em Guisande, sendo sepultada no cemitério local.
Actualizaremos esta nota e confirmaremos logo que tenhamos dados oficiais.
Sentidos sentimentos a todos os familiares. Que Deus, que lhe deu a graça de uma vida longa, a tenha em eterno descanso.
Actualização posterior: Confirma-se a data e hora do funeral.
Na praia, que todos gostamos quando os calores apertam, basta-me que me chegue aos tintins. Mesmo que fosse um exímio e intrépido nadador não arriscaria mais do que a distância de sentir os pés em terra e mesmo assim, di-lo a experiência, é demasiado risco. Mais vale um cobarde vivo que um corajoso morto, é sentença que aplica-se na perfeição na nossa relação com o mar quando toca a desafiá-lo.
Apesar disso reconheço a sua importância para a vida e para na Terra, da forma como regula o clima e todas essas coisas mais ou menos aprendidas nas escolas.
Mas mesmo assim, a relação do homem com o mar, com o oceano vasto, foi sempre temerosa, de respeito. Alguns, muitos, dizem que de fascínio, quase de enfeitiçamento, mas mesmos esses, não raras as vezes, pagam com a própria vida essa ligação.
Há coisas assim, tão grandes, imensas, que a nossa relação com elas ou é de fascínio ou temor, porque um e outro estão sempre interligados.
Assim em jeito de análise, algumas considerações por essa nossa contradição permanente em relação ao mar, ao oceano.
O fascínio e o temor pelo mar ou oceano são sentimentos profundos e contraditórios que têm fascinado a humanidade ao longo da história. Esses sentimentos reflectem a complexidade e a imprevisibilidade dos mares, bem como a profunda ligação entre os seres humanos e a água.
Fascínio:
1. Beleza natural: O oceano é conhecido por sua beleza impressionante, com suas vastas extensões de água azul profunda, praias de areia branca e uma rica diversidade de vida marinha. A beleza natural do mar muitas vezes atrai as pessoas para a costa e as inspira.
2. Mistério e descoberta: O oceano cobre grande parte da superfície da Terra e, no entanto, grande parte dele permanece inexplorada. As profundezas marinhas escondem uma infinidade de segredos e mistérios que a humanidade ainda não desvendou.
3. Fonte de recursos: Os oceanos fornecem uma abundância de recursos, incluindo alimentos, energia, minerais e até mesmo rotas de comércio. As atividades marítimas desempenham um papel fundamental na economia global.
4. Recreação e turismo: Muitas pessoas têm um fascínio pelo mar devido às atividades de lazer que ele oferece, como natação, mergulho, surf e passeios de barco. O turismo costeiro, os cruzeiros, também representam uma indústria significativa e em crescimento.
Temor:
1. Poder destrutivo: O mar tem o potencial de ser incrivelmente destrutivo, especialmente em tempestades e tsunamis. Inundações costeiras, erosão e perda de vidas são ameaças associadas ao poder do oceano.
2. Isolamento e solidão: No alto mar as pessoas podem sentir-se isoladas e solitárias, longe da civilização e da ajuda. Isso pode gerar sentimentos de temor e vulnerabilidade. Estes ingredientes foram motivo de obras literárias e de cinema como o Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, que explora as situações de naufrágio e sobrevivência em terras desertas e isoladas colocando o homem em extrema solidão e perante os elementos.
3. Desconhecido e incontrolável: A imprevisibilidade do oceano, com suas correntes, tempestades e mudanças climáticas, cria uma sensação de incontrolabilidade que pode causar ansiedade e medo.
4. Mitos e lendas: Muitas culturas têm mitos e lendas que retratam o oceano como um reino misterioso e habitado por criaturas sobrenaturais. Essas histórias contribuem para a aura de temor em torno do mar. São mais que muitos os seres míticos ou de ficção associados ao oceano como o Kraken, as sereias, o bíblico Leviatã, Kelpie, Moby Dick, o nosso Adamastor, etc.
5. Impacto ambiental: À medida que a humanidade compreende melhor o impacto das actividades humanas nos oceanos, como a poluição e a pesca excessiva, cresce o temor pelo estado de saúde dos ecossistemas marinhos e o seu futuro. As alterações climáticas, o degelo nos polos e a consequente subida dos mares e inundações de zonas costeiras estão na ordem do dia das preocupações da humanidade.
Em resumo, o fascínio e o temor pelo mar ou oceano são reflexos da complexidade e da dualidade desse ambiente. Enquanto o oceano inspira admiração por sua beleza e vastidão, ele também gera temor devido ao seu poder e à sua capacidade de desafiar o controle humano. Esses sentimentos continuam a influenciar a nossa relação com o oceano e a forma como o exploramos e o protegemos. Continuamos assim com uma relação de temor e fascínio.
20 de Agosto de 1962 - Passam hoje 61 anos sobre o registo desta fotografia.
Da Sr.ª Lúcia, sobra a saudade. Que Deus a tenha! Do Ti Alcino, ainda por cá na caminhada da vida. Permitir-me-à que partilhe um momento que certamente foi de felicidade para ambos, então jovens, acabados de casar. Foi em 20 de Outubro de 1962, num Outono soalheiro. Por esses dias, estava eu a espernear, para ver a luz dali a poucos dias.
Não deixa de ser curioso que o Ti Alcino esteja a abrir a porta do carrão conduzido pelo saudoso Ti Elísio Santos, que os aguardava, sabendo-se que na sua profissão, como ajudante de motorista e revisor da empresa de transportes de passageiros "Feirense", tenha, pode-se dizer, levado a vida a abrir as portas a senhoras, como bom profissional e cavalheiro. Até mesmo nos muitos passeios de autocarro que organizou, ajudou tantas vezes a abrir as portas dos fundos para o assalto aos farnéis.
Gente nossa. Gente boa!